sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Reavivamento e Reforma

Pleiteia a minha causa e livra-me; vivifica-me segundo a Tua palavra.

Salmo 119:154.

 

Esse versículo, na versão Almeida e Corrigida, apresenta o verbo RESGATAR em vez de LIVRAR. O sentido de ambos é o mesmo, a ideia é a mesma. Tanto um como o outro assume um papel vital no texto. Na verdade, neles está o segredo da vitória, do êxito almejado. Vamos entender isso?

Esporadicamente nos deparamos com esse tema, e, ao que parece, seu real conhecimento não foi assimilado pela maciça comunidade cristã. Ele é explanado teologicamente, mas amiúde apenas teoricamente, e o resultado natural disso é a inexistência de sua eficácia. Afinal, o que é reavivamento? O que é reforma? Comumente tenho asserido que lidamos na vida cristã, assim como na temporal, com causa e efeito. E não há como fugir disso. Vivemos constantemente bombardeados com a teoria do acaso. Muitos, inclusive, já a transformaram em realidade. Mas não há acaso onde Deus está presente. Não O vemos, porém o controle de todas as coisas jaz em Suas maravilhosas mãos, ainda que não compreendamos determinados fatos da vida. Causa e efeito, lembra-te disso! Algo ocorre (efeito) em função de um evento (causa) que o promoveu.

Tendo dito tais palavras, poderemos nos debruçar sobre o tema, sem nenhuma dificuldade, doravante. Pois bem, exploremos a priori o que significa reavivamento. Temos aqui um vocábulo derivado, aquele que provém da mesma raiz de outro. Assim, reavivamento, avivamento, reavivar, avivar, todos tem o mesmo radical. Chamo a atenção para um vocábulo que detém a mesma significação de reavivar, avivar outra vez – REVIVIFICAR. E feito novelo de lã, chega até nós o verbo que nos encherá de luz e conhecimento a cerca do assunto tratado. Reporto-me a RESSUSCITAR. “Irmão Edson”, alguém pode estar indagando, “estás dizendo que reavivar e ressuscitar são a mesma coisa?” Exatamente, meu caro leitor. Daí, se não estranhamos esse verbo, ou seja, se ele é nimiamente conhecido por nós, facilmente depreenderemos tudo que precisamos respeitante ao REAVIVAMENTO.

Ressurreição. Em que estado se encontra o corpo para que seja possível a ressurreição? Pode parecer patética a indagação, contudo logo, logo entenderás que não. Respondendo à pergunta, então: quando o corpo está sem vida. Um corpo sem vida, no âmbito espiritual, equivale a estar nas trevas, mesmo que respirando. Paulo confirma isso, quando diz: “Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus e persevera de noite e de dia em rogos e orações; MAS A QUE VIVE EM DELEITES, VIVENDO, ESTÁ MORTA.” I Timóteo 5:5 e 6. Vida só existe em Cristo, e só podemos afirmar que estamos nEle se o Espírito Santo habita em nós. E se o Espírito Santo habita em nós, Seus frutos, não os nossos, serão vistos em cada pormenor da nossa vida. Lê: “Na verdade, na verdade vos digo que QUEM OUVE A MINHA PALAVRA E CRÊ NAQUELE QUE ME ENVIOU tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas PASSOU DA MORTE PARA A VIDA.” João 5:24. Averigua o que está em negrito! É o mesmo que dizer: quem ouve a Cristo, e crê, ressuscita. E presta bem atenção ao verbo principal da oração – PASSOU. Ele indica passagem de uma condição espiritual para outra, diametralmente oposta. Importante, outrossim, é que não confundas crença com fé. A crença não gera compromisso; a fé, sim. A crença não se materializa; a fé, sim.

Estar vivo, dessarte, é usufruir a mais perfeita comunhão com Deus. Sendo o homem gerado de novo, o Espírito Santo o capacita a participar da mais íntima comunhão já existente, pois nela os integrantes não se limitam a apenas humanos justificados, mas a Cristo, o Espírito Santo e o próprio Deus. Poderás estar confabulando: “E é assim mesmo, irmão Edson?” Que a Palavra de Deus te responda: “O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada), o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que TAMBÉM tenhais comunhão CONOSCO; e A NOSSA COMUNHÃO É COM O PAI E COM SEU FILHO JESUS CRISTO.” I João 1:1 a 3. Mas aí tu replicas: “Irmão Edson, citaste a pessoa do Espírito Santo, todavia Ele não é mencionado nessa reunião. E aí?” E foi adrede que eu O mencionei. O motivo é sublime, amigo leitor: “No qual [Cristo] também vós juntamente sois edificados PARA MORADA DE DEUS NO ESPÍRITO.” Efésios 2:22. Mais: “Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo, QUE HABITA EM NÓS.” II Timóteo 1:14. O Espírito Santo não é citado no texto de I João 1:1 a 3, porque Ele estará habitando NO PRÓPRIO HOMEM, que por Suas mãos fora regenerado. Isso não é magnífico? É estupendo! Lembras das palavras do profeta Ezequiel? “E POREI em vós o Meu Espírito, E VIVEREIS.” Ezequiel 37:14. Só há vida, portanto, com a presença do Espírito Santo no interior do homem renovado. Jesus disse: “Eu sou... A VIDA.” João 14:6. Comparando essa passagem com a afirmativa de Paulo que diz: “Por causa disso, me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, PARA QUE, segundo as riquezas da sua glória, VOS CONCEDA QUE SEJAIS CORROBORADOS COM PODER PELO SEU ESPÍRITO no homem interior; PARA QUE CRISTO HABITE, pela fé, NO VOSSO CORAÇÃO.” Efésios 3:14 a 17. Temos que a vida de Cristo só pode ser comunicada ao justo unicamente pelo Espírito Santo.

Diante da exposição acima, não nos resta dúvida alguma sobre a operação do Espírito Santo na vida daquele que verdadeiramente se arrepende. Isso é avivamento. Quando falamos em reavivamento, logo compreendemos que é uma obra efetivada também pelo Espírito Santo, trazendo NOVAMENTE à vida aquele que se desviou da verdade, que se afastou da sã doutrina. O retorno ao primeiro amor. O prefixo RE enfatiza esse pormenor. Tal situação é delineada no episódio encontrado em II Crônicas. No capítulo 34 temos o relato do reinado do jovem Josias, que tinha oito anos de idade quando assumiu o reino. Ele, aos vinte e seis anos de idade, decidiu reparar a Casa de Deus. E dizem as Escrituras Sagradas que alguns dos trabalhadores que estavam empenhados nas atividades de reparação, “tirando eles o dinheiro que se tinha trazido à Casa do SENHOR, HILQUIAS, o sacerdote, ACHOU O LIVRO DA LEI DO SENHOR, DADA PELAS MÃOS DE MOISÉS.” II Crônicas 34:14. E o que ocorreu em seguida? O rei tomou conhecimento do conteúdo desse livro e ficou alarmado. Ele percebeu que todo o povo tinha se desviado das orientações que Deus havia concedido a Moisés escrever, para lhes servirem de guia. Compenetrado com a seriedade do momento, empós buscar a Deus, por intermédio da profetisa Hulda, o rei Josias realizou uma maravilhosa obra de reforma em todo o Judá. A veemência com que o escritor bíblico resume a reforma que fora efetuada, pode ser vislumbrada claramente nas palavras: “NUNCA, pois, se celebrou tal Páscoa em Israel, desde os dias do profeta Samuel, nem nenhuns reis de Israel celebraram tal Páscoa COMO A QUE CELEBROU JOSIAS com os sacerdotes, e levitas, e todo o Judá e Israel que ali se acharam, e os habitantes de Jerusalém.” II Crônicas 35:18.

Não há a mínima chance de haver reforma sem o reavivamento. Mas é verdade também que não há a mínima chance de haver reavivamento se não houver o milagre operado pelo Espírito Santo no coração do homem penitente. E esse milagre não é virtual, porém real, realíssimo. As evidências são inelutáveis e inevitáveis. Deveríamos encarar a realidade de que necessitamos provar de uma transformação miraculosa e urgente, da alçada exclusiva do Santo Espírito de Deus. Deveríamos encarar a realidade de que, ao tratarmos de reavivamento e reforma, estamos lidando com REGENERAÇÃO e RENOVAÇÃO. Ora, o que deveras significa esse binômio? Não é outra coisa, meu caro leitor, a não ser: JUSTIFICAÇÃO e SANTIFICAÇÃO. E aqui nos deparamos com CAUSA (justificação) e EFEITO (santificação). E por ser causa e efeito, a ordem em que elas ocorrem é inalterável. Não pode ocorrer santificação, antes da justificação. Da mesma forma, não pode haver reforma, antes do reavivamento. Porém algo assaz importante carece ser esclarecido. O que é santificação? Por que azo necessitamos assimilar esse assunto com profundidade e plena segurança?

Que santificação corresponde à reforma, creio que já é do nosso pleno conhecimento. Entrementes, ainda insistimos em desejar obtê-la antes da ocorrência da justificação, dando-lhe a conotação de causa e não de efeito. “Como assim, Irmão Edson?” Não são poucos, e eu poderia dizer sem medo de errar, que a maciça maioria, que admite a tradução da palavra SANTO como sendo “SEPARADO DE”. Alguém diz: “Mas está correto!” E eu confirmo: “Ah, sim, está!” Vamos examinar melhor essa tradução para alcançar o que ela nos quer transmitir inelutável e peremptoriamente. Vejamos. Dizemos com frequência: “Somos santos PORQUE somos separados do mundo, das diversões mundanas, dos prazeres mundanos, etc..” Percebe o emprego da conjunção PORQUE na frase? Ela identifica o termo que a antecede como causa, e não efeito. Noutro falar: nós nos separamos do mundo a fim de sermos santos. E aí reside a estratégia do enganador. Tentamos a santificação numa luta sem fim, pois cremos que assim fazendo nos tornaremos santos a cada dia. Nota que fazemos da santificação uma causa. E não é assim, por incrível que pareça.

Para entendermos melhor o que significa santificação, introduziremos em nosso estudo mais um vocábulo – PURIFICAÇÃO. Muitos o conhecem, contudo ignoram o seu real sentido teológico. Outros até, senão a maioria da maioria, entendem que seja sinônimo de santificação. Mas até agora, se Deus quiser. Visando deslindar de uma vez por todas esses termos, indago: Qual a diferença existente entre PURIFICAÇÃO e SANTIFICAÇÃO? Quase que escuto alguém dizer: “Para mim, irmão Edson, é a mesma coisa! Puro e santo são sinônimos.” Será que há algum texto bíblico que nos ajude a traçar uma linha divisória entre ambas as palavras? Sim, há. Vamos ler II Coríntios 7:1. “Ora, amados, pois que temos tais promessas, PURIFIQUEMO-NOS de toda imundícia da carne e do espírito, APERFEIÇOANDO A SANTIFICAÇÃO no temor de Deus.” O apóstolo Paulo está afirmando categoricamente que a santificação é aperfeiçoada através da purificação. Se assim é, e não há por que duvidar, a santificação É O RESULTADO DA PURIFICAÇÃO. Então, falando de maneira mais simples: eu sou santo, PORQUE EU SOU PURO. Podemos desde já estabelecer uma verdade: NÃO HÁ COMO SER SANTO, ANTES DE SER PURO. Daí, a santificação é o real efeito da purificação. Esta ocorre em nossa mente, no interior; aquela em nossa vida prática, no exterior.

Se tentarmos ser santos sem que nos ocorra primeiro a purificação, e infelizmente é o que mais vemos no mundo cristão, estaremos tentando o impossível. Não conseguiremos alcançar o nosso objetivo – SEMELHANÇA COM DEUS. Temos que entender que não nos separamos do mundo ou de seus engodos para sermos santos, mas nos separamos do mundo e de suas ilusões porque somos santos, ou seja, estamos sendo santificados pelo Espírito Santo o qual antes dessa obra nos regenerou primeiro, justificando-nos. O afastar-se do mundo e de suas concupiscências (a santificação) é o efeito da obra que ocorre no interior do homem (a purificação). Penso que agora as palavras de Cristo serão melhor entendidas: “Fariseu cego! LIMPA PRIMEIRO O INTERIOR do copo e do prato, PARA QUE também O EXTERIOR FIQUE LIMPO.” Mateus 23:26. O interior é o caráter; o exterior é a personalidade. O interior é coração; o exterior são as nossas obras. Buscar alterar essa ordem é cair no vazio sem fim. E não há salvação lá. O exterior, que é a nossa vida prática, desde os pensamentos às palavras e atos, só poderão agradar a Deus, se o nosso interior estiver limpo. E agora vem o mais importante, meu caro leitor: essa limpeza não está em nós o poder de efetivá-la. Ela, como dantes asseri, é obra exclusiva do Santo Espírito. Entretanto, só ocorre se nós a permitirmos.

E como alcançar essa bem-aventurança? Bem, essa transformação é chamada no cristianismo de NOVO NASCIMENTO. E esse milagre tem sido distorcido pelo mundo cristão a fora. Tem-se dito aos que fomos batizados que a partir do batismo somos novas criaturas. Essa notícia é uma música para quem quer que deseje o céu. Mas eu pergunto: E as obras que se seguem ao batismo correspondem ao novo ser? Houve mudança radical no patamar da cognição? Estamos conhecendo coisas novas, ou ainda tentando nos livrar das coisas velhas? Nossos pensamentos são puros ou ainda permeiam a impureza aqui ou acolá? Resistimos às tentações do diabo, ou a elas sucumbimos? Ao que parece a resposta tende com mais força à segunda alternativa do que à primeira. De fato conhecemos coisas novas, e ficamos felizes com isso, porém muito mais ficamos infelizes porque descobrimos que ainda somos escravos de velhos hábitos, os quais, mais e mais, arrastam-nos para o fundo do poço. E aí vem as lágrimas pela deslealdade constante para com o Salvador. Isso é o que caracteriza o novo nascimento? Não há alguma errada quando comparamos com a vida dos apóstolos que o experimentaram e o descreveram para nós de maneira vívida e inconteste? Paulo diz: “Irai-vos, E NÃO PEQUEIS.” Efésios 4:26. João diz: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus NÃO PECA; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” I João 5:18. Pedro diz: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, NUNCA JAMAIS TROPEÇAREIS.” II Pedro 1:10. Judas diz: “Ora, Àquele que é poderoso PARA VOS GUARDAR DE TROPEÇAR E APRESENTAR-VOS IRREPREENSÍVEIS, com alegria, perante a Sua glória.” Judas 24. Embora a clareza dos textos acima seja meridiana, nós ainda estamos a contestá-las, a refutá-las incisivamente, limitando o poder de Deus à lógica e ao poder humanos. Não somos capazes de crer que o mesmo poder que atuou nas palavras HAJA LUZ, tendo como resultado aquilo que fora determinado, aina está ao nosso alcance e disposição. Não somos capazes de crer que o mesmo poder que fez o cego enxergar, o paralítico andar, o surdo ouvir, é o mesmo que nos é concedido através do evangelho a fim de nos conceder ver a luz eterna, andar nos passos do Salvador, ouvir e atender a Sua doce voz. Hoje, sem nos apercebermos, afirmamos e confirmamos, com a tinta da incredulidade, que Deus pode ser capaz de criar o universo sem fim, porém não tem como nos fazer sair da lama do pecado e nos colocar sobre a Rocha, para andarmos com passadas firmes e constantes, seguindo o Seu conselho, sem nos desviarmos, nem para a direita, nem para a esquerda. Assusta-nos a ideia de que Eliseu viveu sem cometer pecado, de que Enoque em momento algum transgrediu os mandamentos de Deus, de que Moisés cometeu, em quarenta anos de vida, apenas e tão somente uma única transgressão.

Teremos que encarar o desafio da fé, se de fato queremos alcançar a reforma, uma vez que o reavivamento só ocorre na plataforma da fé. Não pode ser de outro modo. Se desejamos a reforma, teremos que admitir que longe estamos do caminho do Senhor, em face da luz que emana da sã doutrina, e que devemos imitar a inteligente atitude do rei Josias, o qual, percebendo que, embora tenha feito algumas reformas, elas não atingiam o real desígnio de Deus. Não haverá reforma enquanto estivermos agarrados à doutrinas de homens, que não encontram respaldo nas Escrituras Sagradas, cujo objetivo é desencaminhar os sinceros do caminho eterno. E isso exige de nós compromisso com a nossa alma, determinação.

A relação causa e efeito foi uma lei estabelecida por Deus. Não há como alterá-la. Assim sendo, “NÃO PODE a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons”. Mateus 7:18. Nunca poderemos nos deixar levar pelo pensamento de que reconhecermos a latente doença é um mal. O doente começa a dar os passos para a cura, quando compreende que precisa encarar sua triste condição, de que carece urgentemente do remédio, e que isso só lhe será possível no momento que a doença for vista como um fato real e absoluto. A partir daí, a terapia alcançará o seu fim. Ser-nos-á impossível, atenta bem para isso, ser-nos-á impossível tentarmos a santificação sem que Deus SUBSTITUA o nosso caráter pelo Seu. Faz-se mister que isso ocorra em nós. Não temos esse poder em nós mesmos. Isso é JUSTIFICAÇÃO. Entraremos na graça de Deus somente quando formos justificados. Então Ele que operará em nós “TANTO O QUERER COMO O EFETUAR, segundo a Sua boa vontade”. Filipenses 2:13. Assim, pelo poder dEle que em nós habita, o nosso viver será o reflexo da vida de Cristo, ou seja, sem cometer pecado.

Reavivamento é, em curta expressão, A RETIRADA da nossa natureza decaída e escrava do diabo, e A COLOCAÇÃO, em seu lugar, da própria natureza do Criador do universo. Por conseguinte, a reforma é, sem delongas, A MANIFESTAÇÃO do Salvador através de cada pormenor de nosso viver. E isso nos torna mais cognoscível o versículo tantas vezes lido, mas interpretado erroneamente: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio.” Gálatas 5:22. Vê? A Palavra de Deus não diz: “Mas o fruto do Edson é...” ou do João, ou do Pedro, não. Ela é taxativa, não nos deixa qualquer espaço para outro raciocínio: o fruto de cada ser humano que ressuscita, que passa da morte espiritual para a vida em Cristo, pertence ao Espírito Santo. Na verdade, é uma parceria. O Espírito Santo concede a luz e o poder, e o homem, por seu livre arbítrio e sua determinação, segue Suas orientações.

Alguém pergunta: “Ele poderá cair novamente, Irmão Edson?” Infelizmente, sim. A transformação gerada pelo Espírito Santo retira a velha natureza, não a nossa capacidade de decisão, nosso poder de escolha. Somos tão capazes para decidir o que quisermos fazer da nossa vida hoje, como antes da transformação. Quanto a isso, nada mudou. E nisso muitos estão emaranhados pelos sofismas do diabo. Acham que o fator principal que leva o ser humano a cometer pecado é a natureza decaída, mas não é. A natureza decaída é contada como aliada de Satanás, propiciando-lhe uma enorme vantagem, porém o fracasso vem da nossa decisão interna. Não que possamos enfrentar a tentação por nós mesmos, não. Mas se pusermos o nosso poder de escolha nas mãos de Deus, Ele Se encarregará de nos tornar mais fortes que o inimigo, consagrando-nos vitoriosos em cada ataque. E como provar que isso que acabo de asserir é um fato e não uma ideia particular da minha pessoa? Simples. Tomemos como exemplo primeiro a Adão. Adão antes de cair nas malhas do pecado, tinha uma natureza decaída ou pecaminosa? A resposta é óbvia: NÃO. Ele era puro em toda a sua essência. E por que caiu? Em defesa de Adão, alguém se arriscaria dizer: “Ah, irmão Edson! Satanás estava no Éden. Ele motivou Adão a transgredir a ordem de Deus”. Neste primeiro cenário, temos um provocador, um incitador – Satanás. Então, indago: “E no céu? Antes da queda de Lúcifer, quem existia com a função de Satanás, para incitá-lo ao pecado?” Ninguém, diremos. E daí surge a pergunta das perguntas: “Se Lúcifer não fora instigado por ninguém, como Adão, se ele não possuía uma natureza pecaminosa, como se explica a sua queda?” Só podemos concluir, sem a mínima refutação, que a queda de quem quer que seja NÃO ESTÁ VINCULADA DIRETAMENTE À NATUREZA PECAMINOSA, mas à própria decisão daquele que soçobrou.

O justo, meu caro amigo, não possui mais a natureza pecaminosa, mas a de Deus, pois a Matéria prima para a sua criação é Cristo (I João 2:29). Pedro corrobora com tal afirmação em sua segunda carta, no capítulo um, versículo quatro (II Pedro 1:4). A possibilidade de o justo voltar a cair existe, no entanto, somente dele depende que essa tragédia ocorra. A diferença agora é que ele não sente PROPENSÃO mas SUGESTÃO. Antes ele não só sentia a sugestão do inimigo, contudo com ele colaborava por sentir a propensão para o mal, EM FACE DE SUA NATUREZA PECAMINOSA. Agora ele vence onde era derrotado. O verbo que deverá entrar em sua nova experiência é PERSEVERAR [na fé]. E enquanto assim agir, diz Pedro, “NUNCA JAMAIS TROPEÇAREIS”. II Pedro 1:10. É demais para ti? Pois essa é a verdade que há por trás do tema em estudo.

Nunca foi da vontade de Deus que permanecêssemos vítimas do inimigo até a volta de Cristo, não espiritualmente. Devemos gozar da liberdade aqui e agora. Cristo voltará para buscar aqueles que foram libertos do poder do pecado, E NÃO PARA LIBERTÁ-LOS DESSA PRISÃO. Ele virá para buscar aqueles que viveram como Ele viveu, cujos nomes estão no livro que leva o Seu nome, NÃO O NOSSO. Esse é o desafio da fé, caro amigo! Se crermos na disposição de Deus em nos conceder o Seu próprio caráter para vivermos vida perfeita, como foi exigido de Abraão, de Moisés e de todos os candidatos ao céu, dEle receberemos, da mesma Fonte, o mesmo poder que operou na vida do Salvador. Isso é REAVIVAMENTO e REFORMA.

Que Deus nos abençoe em toda a Sua benevolência!

Irmão Edson.

kowalsky2004@yahoo.com.br

Leia Mais

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Circuncisão

A Circuncisão

13Jul2013

 

Este é o Meu concerto, que guardareis entre Mim e vós e a tua semente depois de ti: que todo macho será circuncidado. Gênesis 17:10.

 

Muito embora este tenha sido um dos temas mais discutidos em nossas sabatinas, ainda adejam algumas dúvidas na maioria das mentes de inúmeros cristãos sinceros. Espero em Deus, que tais dúvidas sejam dirimidas peremptoriamente nas próximas linhas. Pelo fato de que esteja diretamente envolvido com o patriarca Abraão, não poucos deixaram de extrair o que concerne de mais precioso para nós: sua mensagem simbólica. Afinal, o que significa a circuncisão? O que ela representa para mim? O que ela tem a ver com a minha salvação? São indagações que muito mexeram comigo, e creio que ocorra contigo também. Louvo a Deus pelas respostas que Ele me concedeu, as quais pretendo compartilhar contigo neste comenos. Então vamos a elas!

Algo se faz imprescindivelmente recomendável esclarecer, antes que avancemos em nosso estudo. Concerto, aliança e pacto trazem o mesmo conceito.  Em algumas versões das Escrituras Sagradas encontramos ou concerto, ou aliança. O fim é o mesmo, e é isso que nos importa. Como se trata de um acordo, sabemos sem muito esforço mental que é mister a existência de algumas cláusulas, importando em obrigações de ambas as partes desse acordo, correto? Muito bem. Deus chamou a Abrão para com ele estabelecer um concerto. E em que consistia esse concerto? O Todo-Poderoso seria o Deus de Abrão. O nome desse patriarca foi mudado para Abraão, em virtude desse concerto, mediante sua fé na promessa de Jeová. Quais os benefícios desse concerto? Abraão seria o pai de uma multidão de nações, além da promessa da posse de uma extensiva terra que manava leite e mel. Que coisa maravilhosa, não? Mas nada disso poderia lhe acorrer sem a exigência de alguma condição, e essa condição, caro amigo, foi a obediência. Deus disse: “Este é o meu concerto, que GUARDAREIS entre mim e vós...Gênesis 17:10. Como vimos, os entes de um concerto, tem participação ativa. Nenhuma parte se isenta de cumprir as cláusulas existentes.

Não poucos cristãos creem que no processo da salvação nada temos que fazer, uma vez que Cristo, dizem eles, já fez tudo. Isso lhes ocorre porque não lhes foi explicitado que há um concerto em voga. Assim está escrito: “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel DEPOIS DAQUELES DIAS, diz o SENHOR...Jeremias 31:33. E aí, alguém diz: “Exatamente, irmão Edson, com a casa de Israel. Portanto, não é conosco. E isso está no Velho Testamento.” Esse raciocínio estaria correto? Quando o profeta Jeremias diz “depois daqueles dias”, a que tempo estava se reportando? Paulo responde. “Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E TAMBÉM O ESPÍRITO SANTO NO-LO TESTIFICA, porque, depois de haver dito: Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.” Quem é o Protagonista nesse verso acima exposto? CRISTO. Jeremias se referia ao Novo Concerto estabelecido por Deus com a humanidade, não nos mesmos moldes do antigo, mas sob a mesma base – a Sua lei. Lembra? Todo concerto tem a sua exigência peculiar. Pois bem, o Novo Concerto não diferia do primeiro no que tange ao seu fundamento. O Velho Testamento firmado por Deus e o povo de Israel, lá no monte Sinai, tinha a lei suprema do Criador como exigência, proclamada do monte. A obediência a essa lei, os dez mandamentos, era a condição da permanência do concerto. Como a nação israelita rejeitou o Salvador, deixou de ser o povo de Deus. Ela quebrou o primeiro concerto. Entrementes, enquanto os patrícios de Cristo davam às costas à aliança do Senhor, Jesus Cristo estabelecia, com a Sua morte, o Novo Testamento, estendido agora para todos os que por Ele se achegassem a Deus, independentemente de sua nacionalidade. Tal concerto tinha a mesma base do primeiro. A lei não seria proclamada, porém posta no coração dos recriados pelo Espírito Santo. O povo de Deus, a partir de então, não se restringiria apenas a uma nação, mas ao conjunto de indivíduos que depositassem a sua fé no sacrifício substituinte do Salvador, com arrependimento genuíno, devotando-Lhe a vida sem reservas.

Bem”, podes estar perguntando, “e onde entra a circuncisão nisso tudo?” Numa rápida abordagem, viajamos de Abraão até aos nossos dias, para entendermos que a aliança que se encontra prevista em Jeremias 31:31 a 33, não estava restrita ao povo de Israel literal, mas ao espiritual. A expressão “casa de Israel” está relacionada à fé e não à consanguinidade, como muitos pensam. E como podemos ter certeza disso? Simples. Se compararmos Romanos 11:25 com Efésios 2:11 a 13, de modo natural a resposta vem à superfície. Citemos tais passagens: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, ATÉ que a plenitude dos gentios HAJA ENTRADO. E, assim, TODO o Israel SERÁ salvo.” Romanos 11:25. Não podemos ler a outra passagem bíblica, sem indagar ao apóstolo sobre o local em que os gentios deveriam entrar, pois os versículos seguintes não nos revelam. Neste caso, se perguntássemos ao apóstolo Paulo: haja entrado onde? Ele responderia: “Portanto, lembrai-vos de que vós, NOUTRO TEMPO, ÉREIS GENTIOS na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, SEPARADOS DA COMUNIDADE DE ISRAEL e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, AGORA, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.” Efésios 2:11 a 13. Notemos: os gentios estão separados da Comunidade de Israel. Fiz questão de empregar o verbo estar no presente do indicativo (ESTÃO) e não estavam, como muitos certamente esperavam, posto que creem que a Comunidade de Israel já não existe. Mas se assim pensam, estão perigosamente enganados. A comunidade ainda existe e sempre existirá. Ela sempre foi e sempre será o povo de Deus, em todas as eras, seja no Velho como no Novo Testamento. Como posso assegurar isso? Analisemos o texto de Romanos 11:25.

Paulo nos diz que o endurecimento dos israelitas, máxime no tempo da primeira vinda de Cristo, promoveu a difusão do evangelho entre os gentios. Como é consabido, os símbolos e todo ritual do santuário foram, por muito tempo, restritos aos israelitas, os quais consideravam, por conta de sua incredulidade e decadência espiritual, que os gentios não tinham parte alguma na aliança de Abraão. E assim todos os povos vizinhos de Israel padeceram nas trevas, de certa forma, enquanto duraram a apostasia e o consequente orgulho nacional, efetivado pelo racismo. Cristo, em Seu ministério, demonstrou que o amor de Deus era extensivo a todas as Suas criaturas, a despeito de sua cor, raça ou religião. Isso, dentre outros fatores, desencadeou uma série de perseguições por parte dos religiosos do seu tempo, que se diziam filhos de Abraão. A morte de Cristo, entretanto, possibilitou o reestudo das profecias relativas a sua primeira aparição no mundo, e muitos concluíram que se tratava do verdadeiro Filho de Deus, o Redentor do mundo. Eventos como o que está registrado em Atos 10, onde Pedro aprende, do próprio Deus, que Ele não aprova a acepção de pessoas, nem de nacionalidades, são o vívido testemunho do que foi assentado logo acima.

Agora, pensa bem: quando Paulo estava pregando aos romanos, tempos depois da ressurreição de Cristo, ele sabia melhor que ninguém que, se a Comunidade de Israel tinha sua existência atrelada ao Velho Testamento, a cruz a tornara nula, sem nenhum efeito. Fazer menção sobre tal assunto como ainda vigente, estaria contrariando à sã doutrina. No entanto, percebemos que não é esta a sua compreensão. Ele diz: “ATÉ que a plenitude dos gentios haja entrado.” Romanos 11:25. Até é uma preposição que indica limite, término de um determinado prazo, e, segundo contexto, indicado por alguma ocorrência. Aí, quando Deus verificar que esse prazo, dado aos gentios, tiver se esgotado, e só Ele sabe quando isso ocorrerá, a completude do Seu povo terá sido alcançada. Então, Paulo conclui: “E assim TODO o Israel SERÁ salvo.” Notas, caro leitor, o que os vocábulos em destaque nos ofertam? Todo é a completude. Completude de quê? De Israel. Então, se traduzíssemos isso em termos matemáticos, teríamos que Israel é a soma de ramos naturais e ramos enxertados, ou seja, os da linhagem de Abraão que abraçaram a mesma fé do patriarca e os gentios, de quem eu e tu fazemos parte. Em seguida, temos o verbo SERÁ. Sabemos, sem a menor dúvida, que este verbo está conjugado no futuro do presente, correto? Se assim é, a salvação da Comunidade de Israel ainda não ocorreu. E isso é lógico, pois o evento que culminará na salvação de todo o Israel será a segunda vinda de Cristo, em breve. E nisso se encaixa perfeitamente o texto de Gálatas 3:29 – “E, SE SOIS DE CRISTO, sois descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa.” Quem é o verdadeiro descendente de Abraão? Aquele que recebe Cristo em seu coração e, como efeito, obedece aos dez mandamentos, fundamento do Novo Concerto. Eis o azo de Paulo apontar para o comenos em que nós, gentios, entramos na Comunidade de Israel, ao ter dito: “mas, AGORA, em Cristo Jesus.” Efésios 2:13.

Mas, irmão Edson, eu ainda entendi como isso se relaciona com a circuncisão!” Essa é a tua queixa? A circuncisão é o corte da pele que cobre a glande do órgão genital masculino. Deus ordenou a Abraão que todo homem que nascesse dentro de sua casa, fosse seu ou de estrangeiro que vivesse em sua companhia, ou comprado a estrangeiro, deveria ter o prepúcio cortado ao oitavo dia, como parte do concerto por Ele estabelecido. Agora, responda: Por que Deus mudou o nome de Abraão? Essa mudança não foi aleatória. Entendemos claramente que os nomes desse personagem bíblico representam as duas fases da vida de um ser humano que pretenda o céu: a vida carnal e a vida espiritual. Entendemos também que seus nomes representam, de igual modo, as duas classes em que se dividem a humanidade: os filhos de Adão, alma vivente, e os filhos de Adão, espírito vivificante. Este é Cristo. Quando lemos os capítulos 15, 16 e 17 de Gênesis descobrimos que o nome de Abrão foi mudado para Abraão por ele ter crido em Deus. Seu novo nome simbolizava a regeneração espiritual gerada pelo Espírito Santo, através da fé. Tal ocorrência se deu também com Jacó, empós sua luta com o Anjo do Senhor. Seu nome foi mudado de Jacó para Israel. E assim também será com todos os fieis, quando a salvação for consumada com a volta de Cristo.

Nossos nomes serão mudados, representando a nossa vitória sobre o mal, pelo sangue de Cristo. Assim, a fim de que fosse exteriorizado aquilo que acontecera no coração de Abraão, Deus determinou que o patriarca efetivasse a circuncisão. Noutras palavras: a circuncisão era o selo da aprovação de Deus, de que Abraão fora justificado, transformado em um novo homem. Observa o caro leitor, que a circuncisão não era uma causa, mas um efeito. O verdadeiro israelita não fazia parte do povo de Deus porque era circuncidado, todavia era circuncidado porque fazia parte do povo de Deus. De modo mais simples: não somos salvos por nossa obediência aos mandamentos de Deus, contudo obedecemos aos mandamentos de Deus como resultado da nossa salvação. A obediência, portanto, é fruto da fé, e não o contrário. E isso não fora compreendido pelo povo de Deus até Cristo, ainda que os profetas fossem enviados por Deus para lhes esclarecer esse tremendo e perigoso erro. Erro que ainda campeia no mundo cristão hodierno.

Deus não estava interessado num corte de prepúcio, mas no que ele significava – a mudança de caráter. E isso está patenteado nas palavras ditas por Moisés: “CIRCUNCIDAI, pois, O PREPÚCIO DO VOSSO CORAÇÃO e não mais endureçais a vossa cerviz.” Deuteronômio 10:16. Ora, o coração não tem prepúcio! Deste modo, entendemos que a mensagem é uma advertência. O povo não poderia depositar a confiança num simples ritual, esquecendo-se de Quem o instituiu. A circuncisão nessas condições não tinha nenhum valor, era inútil. O circunciso, mas de coração dobre, estava na mesma condição espiritual do incircunciso, senão pior. A circuncisão tem o mesmo papel do batismo. Ele não tem nenhum poder transformador. Ele apenas testemunha o que ocorreu no interior do homem verdadeiramente convertido. Tanto a circuncisão como o batismo anuncia ao mundo de Quem o crente é servo. “Espera um pouco, irmão Edson! A circuncisão não foi abolida na cruz? Como tu falas dela como se ainda existisse?” Deixemos que Paulo nos esclareça isso. Vejamos: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, NEM É CIRCUNCISÃO A QUE O É EXTERIORMENTE NA CARNE. Mas é judeu o que o é no interior, E CIRCUNCISÃO, A QUE É DO CORAÇÃO, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.” Romanos 2:28 e 29. E o apóstolo acrescenta, destacando o que mais importa: “A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, MAS, SIM, A OBSERVÂNCIA DOS MANDAMENTOS DE DEUS.” I Coríntios 7:19. Suas palavras são claras. A verdadeira circuncisão, assim como o verdadeiro batismo, é evidenciada na vida do novo ser. Ela não é a causa, mas o efeito. A obediência aos mandamentos de Deus é a maior prova de que fomos circuncidados aos Seus olhos, pois o gerador da obediência, o Espírito Santo, só é concedido àqueles que obedecem a Deus. Lê Atos 5:32. Perceba que Paulo trata da circuncisão no tempo presente, e não passado.

Creio que, agora, o nobre leitor entende o significado e o simbolismo da circuncisão. Fica fácil de vislumbrar, então, a relação que a circuncisão tem com a nossa salvação, não é verdade? Basta que perguntemos: o que é estar salvo? E obtemos a resposta quando comparamos a salvação com a liberdade. Não será errado dizer, sendo assim, que só estamos salvos se nós estivermos livres. Mas livres de quê? Da prisão do pecado. E isso se demonstra com a vida que apresentamos ao mundo visível e invisível, ou seja, nossos atos e nossos pensamentos. De Abraão Deus testificou: “Porquanto Abraão OBEDECEU à Minha voz e GUARDOU o meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos e as Minhas leis.” Gênesis 26:5. Se vivemos como Cristo viveu, se a nossa vida não é maculada com o pecado, podemos ter a certeza de que somos novas criaturas; poderemos afirmar, com alegria perene e profunda, que fomos circuncidados pelo poder regenerador do Espírito Santo, e que, por conseguinte, fazemos parte da Comunidade de Israel, filhos do patriarca Abraão, o legítimo povo de Deus. Só entramos na Comunidade de Israel quando cremos em Cristo, e somos transformados em um novo ser, amigo. E essa verdade terá que ser aceita, ou do contrário seremos “ESTRANHOS aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.Efésios 2:12.

Que Deus nos abençoe em Sua eterna misericórdia!

Irmão Edson.

kowalsky2004@yahoo.com.br

Leia Mais

  ©Gotas de Conhecimento - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo