sábado, 13 de julho de 2013

O Sinal do Perdão

O Sinal do Perdão
Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. I João 1:9.

O mundo cristão, grosso modo, ainda não despertou para uma realidade demonstrada de maneira clarividentemente nas Escrituras Sagradas: o sinal do perdão. E não poucos, quando à beira do desespero, indagam se os seus pecados foram ou não perdoados, denotando, assim, viverem num mar de incertezas. Estou eu perdoado? Há como saber se fui contemplado por Deus com a bênção das bênçãos? Sim, há. E aqui trataremos minudentemente desse assunto tão vital para nossas vidas, para a nossa experiência cristã.
Creio que o irmão leitor tenha lembrança da história do homem que estava enfermo há trinta e oito anos e que esperava ser levado ao tanque de Betesda para ser curado da sua moléstia! Essa história se encontra em João 5. Se não a conheces, arranja um tempo e a aprecies. Mas o que ela nos diz a respeito do perdão? O apóstolo Paulo nos assevera em Romanos que “TUDO que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito”. Romanos 15:4. Portanto, não devemos encarar tal história como um conto, ou para celebrarmos o poder que possuía o Salvador. Isso devemos fazer, todavia o foco não é este. Devemos atentar para o que é fundamental.
Aquele homem tinha uma doença que o impedia de locomover-se. Ele sofria de paralisia. E mais adiante entenderemos que sua enfermidade era consequência de sua vida de pecados. O cenário de sua vida muda quando Cristo nele se introduz. O relato bíblico nos revela que Cristo sabia do problema daquele homem, e vai direto ao problema, com uma pergunta: “Queres ficar são?João 5:6. Na verdade, aos ouvidos daquele moribundo essas palavras soaram como uma magnífica melodia. Entrementes, por não saber com Quem tratava, não viu esperança de cura, pois aos seus olhos esta dependia de auxílio humano, realidade assaz remota para o seu tétrico cotidiano.
Isaías 59:2 é uma lei irrevogável no aspecto religioso da vida do ser humano. Os pecados impedem e sempre impediram de a voz do pecador ser ouvida por Deus, a não ser que seu clamor seja para reconciliar-se com Ele. A mensagem é muito límpida: “Mas as vossas iniquidades FAZEM SEPARAÇÃO entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados ESCONDEM o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Por que azo é necessária a citação desse versículo? Temos que entender uma coisa, caro leitor: devemos examinar as Escrituras e não lê-las superficialmente. Examinar é examinar, buscando encontrar a pérola preciosa. Isaías 59:2 é a segurança que temos de que se Cristo curou aquele homem, havia fé em seu íntimo e ele rogava por perdão no oculto do seu coração; de outra sorte, Jesus não teria atendido ao seu clamor, uma vez que Ele mesmo disse que guardava os mandamentos de Deus. Está escrito: “Se eu ATENDER À INIQUIDADE no meu coração, O SENHOR NÃO ME OUVIRÁ.Salmo 66:18. Cristo conhecia esta passagem e Ele não a contradisse, antes a confirmou. Confirmou para nós que o moribundo satisfizera o que está escrito em II Crônicas 7:14. Ali está escrito: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, ENTÃO, eu ouvirei dos céus, E PERDOAREI OS SEUS PECADOS, E sararei a sua terra”. Daí, não temos que nutrir dúvidas a cerca deste assunto. Noutras palavras: o paralítico de Betesda, termo que usamos para nos referir a esse personagem bíblico, enquadrava-se nos requisitos exigidos por Deus, previstos no texto bíblico acima. A pergunta é: com o que Cristo quis representar o perdão dos nossos pecados? A resposta não poderá ser outra: A CURA. E através daquilo que cogitamos ser físico, Cristo nos faz entender o que ocorre com o que é espiritual. Temos a tendência de enxergar, de atentar para a cura do paralítico e mais nada, sem nos apercebermos de que há uma lição para nós com aquele milagre, uma lição que não pode ser vilipendia por nós. Isso é muito importante, meu caro, leitor! Nossa salvação depende da compreensão que temos respeitante a este tão grande ensinamento do Salvador. Transportemos o cenário do aspecto físico para o espiritual. Cristo disse ao paralítico: “LEVANTA-TE, TOMA o teu leito e ANDA!João 5:8. Três verbos. Presta atenção que são ordens, pois estão no imperativo. Em primeira análise devemos considerar o que está ocorrendo aqui. Como assim? Vamos ler Gênesis 1:3, dividindo-o em duas partes, para entendermos o que se pretende aqui! Está escrito: “DISSE Deus: HAJA LUZ.” O que vês? Bem, nós temos o nosso maravilhoso Deus nos evidenciando como tudo começou. E de que forma? Por um verbo. Sua voz soou – HAJA LUZ. Foi uma ordem dada ao NADA, pois do NADA Deus extrai TUDO que Ele quiser, contrariando a lógica humana. E o versículo conclui: E HOUVE LUZ. Não temos que esperar alguma evidência visível, palpável, crível para, então, tomarmos a decisão de crer que Ele operou um milagre em nós. Sua Palavra tem poder. E tu e eu somos a prova disso, posto que somos parte de Sua criação. Viemos do nada, pois do nada veio o barro, e do barro veio o homem. São tempestivas as palavras de Paulo, quando afirma que Deus “chama AS COISAS QUE NÃO SÃO como se fossem”. Romanos 4:17. O que vislumbramos neste comenos? O que concluímos até aqui? A tremenda e maravilhosa notícia de que o mesmo poder que criou o universo está ao nosso dispor. Isso mesmo: a voz que ao soar criou o que vemos, e ouvimos, e sentimos, anunciando, do Todo-Poderoso, o Seu amor incomensurável, uma vez que não há como medir sua profundidade, largura, nem o comprimento, quer soar para nos ver de pé, vivendo intensa e abundantemente a vida que Jesus reconquistou.
Levanta-te!”, a ordem foi dada. Não sob outro aspecto ou circunstância, mas, ATENTA BEM, sob a Palavra de Deus, o moribundo homem LEVANTOU-SE. Embora os detalhes não sejam desvendados, não significa que eles não existam. E que detalhes são esses? Em primeiro lugar, devemos admitir que não foi por causa natural que o homem se levantou, porém por um milagre operado em seu corpo. MILAGRE. Em segundo lugar, de nós é exigido, após a cura, o mesmo que foi exigido por nosso Senhor Jesus Cristo, daquele venturoso homem: “Eis que já estás são; NÃO PEQUES MAIS, para que TE NÃO SUCEDA ALGUMA COISA PIOR.João 5:14. Se tal recomendação fosse pronunciada à presente geração, certamente ouvir-se-ia a indagação de sua quase totalidade: “Senhor, isso é possível mesmo? Eu posso viver sem cometer pecados?” Mas eis a questão: como se dá um milagre? Qual a sua amplitude? Primeiro: o milagre jamais ocorrerá sem a participação humana. E qual foi a participação do paralítico? A FÉ. E em termos mais simples, ele tinha a convicção de que estava curado, de que gozava de plenas condições de ficar na posição que há trinta e oito anos sonhara estar – em pé. Não haveria a mínima possibilidade de aquela maravilha ocorrer em sua vida, se ele não tivesse participado com sua fé. Lucas explica isso. Paulo viu um homem que era coxo de nascimento, certamente pedindo esmolas, e dizem as Escrituras que Paulo “fixando nele os olhos E VENDO QUE TINHA FÉ PARA SER CURADO, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ELE SALTOU E ANDOU.” Atos 14:9 e 10. E de fato, o apóstolo assere em Hebreus 11:6 que “SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR-LHE, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe E QUE É GALARDOADOR DOS QUE O BUSCAM.” Como vemos, a fé é imprescindível para a concretização da cura. Segundo: nenhum homem que tenha sido curado, por Cristo ou por Seus apóstolos, teve cura parcial; muito pelo contrário, a cura foi instantânea, plena e abundante. Não será diferente com a cura que Deus opera na esfera espiritual do pecador. Ele é curado de sua lepra espiritual, instantânea, plena e abundantemente. “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.João 10:10.
E a cura, como ela se processa quanto ao aspecto espiritual? Acontece de modo diverso ou similar? Por incrível que pareça, amigo leitor, Deus age da mesma forma? E isso não é esplêndido? “Como assim, irmão Edson?”, poderias indagar. Imagina-te sendo aquele paralítico, ou o leproso, ou o coxo. E por que deves assim fazer? Simples. Deus nos permite ver o que não podemos enxergar com os nossos olhos carnais. Antes de continuarmos, tenta comparar esses episódios de cura, envolvendo esses personagens acima mencionados, com o que está escrito em Ezequiel 31:1 a 11. Percebeste que o profeta está descrevendo passo a passo como se dá o milagre? Não penses que se trata de um evento real, embora pudesse ser, mas era uma visão do grave estado espiritual do povo de Deus, e do que Deus por eles poderia realizar. E qual era a condição? Paulo responde. “Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, COMO A ELES, mas a palavra da pregação NADA LHES APROVEITOU, porquanto NÃO ESTAVA MISTURADA COM A FÉ NAQUELES QUE A OUVIRAM.Hebreus 4:2. A fé, reitero irmão leitor, é imprescindível. O vale dos ossos secos só poderá ser uma realidade na minha e na tua vida, se a fé operar; caso contrário, não passará de uma visão sem proveito para nós. Para a efetivação do milagre é necessário o somatório de duas coisas, como condição, quais sejam, a promessa e a fé. Vê o que diz Pedro: “Pelas quais [glória e virtude] Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, PARA QUE POR ELAS FIQUEIS PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA”. II Pedro 1:4. Notaste a razão da existência das promessas divinas? O apóstolo Pedro é enfático – PARA QUE por elas nos tornamos participantes DA NATUREZA DE DEUS. Que coisa magnífica!
O versículo temático, aquele que está logo abaixo do tema desta explanação (I João 1:9), é uma promessa, caro leitor. E já fomos conscientizados de que a promessa de Deus exige uma condição para se ver cumprida em nossas vidas – a presença da fé. Alguém, então, pergunta: “O que está implícito, irmão Edson, nessa passagem, que exija de nós a fé com tanta ênfase assim?” Vamos citá-la novamente, para a examinarmos melhor. “SE confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para NOS PERDOAR os pecados E NOS purificar de toda injustiça.” O texto bíblico começa com a condição inicial SE. Confessar os pecados não consiste de um pedido de desculpas, nem pedido de perdão superficial e genérico. Temos que admitir nossos pecados, com tristeza no coração, não por suas consequências, mas pela consciência de que ferimos profundamente o coração do nosso Pai celeste. Essa tristeza nos leva a desejar a abandonar o mal, definitivamente; ela nos imprime a vontade de cortarmos qualquer relação com o pecado. E, então, confessamos especificamente o que cometemos contra Deus. Atendendo a essa condição, Deus ouve a nossa oração. O que nos falta? Crer que além de nos ouvir, Ele fará além do que pedimos ou pensamos. Como assim? Ora, pedimos perdão a Ele, todavia Ele sabe que o perdão que conhecemos não vai além de um apagar maus registros de conduta. E não é esse o perdão de Deus, meu caro irmão. Seu perdão vai além do que imaginamos. Recorramos a Paulo, a fim de que ele nos ajude a compreender melhor esse assunto. Paulo se expressa: “E, quando vós ESTÁVEIS MORTOS NOS PECADOS e na incircuncisão da vossa carne, VOS VIVIFICOU juntamente com ele, PERDOANDO-VOS todas as ofensas.Colossenses 2:13. Presta atenção ao que vamos extrair desse versículo! Quando o homem vai a Deus em busca do Seu perdão, em que situação ele se encontra? Morto. E a que Paulo está comparando o perdão de Deus? Para achares a resposta, deves entender algo com o uso da gramática. Não poucos a acham tediosa, porém ela muito contribui para compreendermos a Bíblia. Em que ela nos pode servir? Bem, tu deves conhecer o gerúndio, não é? Vou partir do princípio de que nada sabes a respeito dessa forma verbal. Devido ao seu emprego no texto, o gerúndio tem mais cara de adjetivo e advérbio do que de verbo. Tanto é que dele se diz “forma nominal” do verbo. Então vamos adiante!
O gerúndio sempre termina com o famoso NDO – caminhaNDO, fazeNDO, pediNDO. Como dantes afirmei, o gerúndio mais adota o papel de adjetivo ou advérbio do que propriamente de verbo. Adjetivo modifica o substantivo; e o advérbio, o verbo, o adjetivo e o próprio advérbio. Muito bem. O gerúndio funciona geralmente como qualificador do verbo, explicando como o verbo principal da oração executa sua ação. No texto de Colossenses 2:13, o gerúndio PERDOANDO está se relacionando diretamente com o verbo principal VIVIFICAR, explicando sua ação. Para que possamos entender cabalmente essa relação, devemos fazer a seguinte pergunta ao verbo principal: “Como Deus VIVIFICA o homem?” A resposta vem com o advento do gerúndio: PERDOANDO-o. Compreendeste? Agora: o que quer dizer VIVIFICAR? O dicionário nos permite depreender que seu sinônimo apropriado para o texto é RESSUSCITAR. “Irmão Edson, quer dizer, então, que Paulo está afirmando que o perdão de Deus, na verdade, consiste em ressurreição?” Exatamente, caro leitor. Lembra do vale dos ossos secos? Consideremo-nos como um deles! Pelo poder do som da Palavra de Deus, imprescindivelmente misturada com a nossa fé, nossos ossos começam a se unir, procurando o seu par. Uma vez unidos, a carne começa a nascer, são os músculos e as vísceras, juntos com os demais componentes. Neste comenos, não temos mais um monte de ossos, mas seres inanimados. Somos como bonecos, sem vida. O que nos falta agora? Deixemos que o próprio Deus responda: “E POREI EM VÓS O MEU ESPÍRITO, E VIVEREIS.Ezequiel 37:14.
Amigo, quando Deus nos perdoa, Ele nos retira da sepultura do pecado, e põe em nós o Espírito Santo, a fim de que o nosso viver não seja diferente do viver do próprio Cristo, nosso Salvador. Afinal, foi para isso que Ele veio ao mundo – possibilitar-nos viver como Ele viveu. Sem muito esforço, e sem medo de errar, podemos concluir que o perdão, que é ressurreição, se funde, num só momento, com a justificação. Quando por Deus somos perdoados dos nossos pecados, efetivamente, somos justificados. Noutro falar: somos transformados, pelo poder de Sua voz, DE PECADORES, transgressores de Sua lei, EM JUSTOS, como o Seu próprio Filho, nosso Redentor. E isso não é fantasia ou virtual, ou um faz-de-contas, caro amigo! Não temos que encarar a justificação, ou a imputação da justiça de Cristo, como algo fora do nosso alcance físico, experimental. A justificação existe para que ela seja vista em nossa vida diária, como uma prova ao mundo de que Cristo habita em nós, de que nossa velha natureza não mais existe, pois foi sepultada com Cristo, e com Ele ressuscitamos no terceiro dia, no ato do Seu perdão, com a finalidade de que Deus seja glorificado em cada ato, pensamento ou palavra de nosso ser.
Muitos estão tentando a todo tempo se santificar, mas percebem que não conseguem. Eles sabem que lá no fundo sua natureza o obriga a fazer coisas contrárias aos seus princípios cristãos. Tentam escondê-las da sociedade, dos irmãos, dos parentes, todavia vivem a lastimosa realidade de que não escapam dos olhos do Criador. Eles sabem que continuam os mesmos, a despeito de tantas orações e jejuns praticados. E quantos não são consolados com a equivocada e nefasta mensagem de que a vida cristã é assim mesmo, e de que logo logo Cristo porá fim a esse tormento, quando Ele retornar, com o ato da glorificação. E tu me dizes: “Ah, sim, irmão Edson, foi isso mesmo que eu tenho ouvido até agora!” E até acharam um argumento bíblico para comprovar que será assim: Romanos 7:14 a 23. Afirmam que ali o apóstolo Paulo está narrando o que ocorre com o ser humano que nasce no Reino de Deus. Seria isso mesmo? E se não for? E se isso for uma arma anestesiante de Satanás, para manter os homens inertes e conformados com a condição espiritual em que se encontram? Pensa bem! Os demais textos bíblicos nos demonstram com clareza meridiana que se fomos perdoados, fomos libertos daquilo que nos mantinha presos ao diabo. Somos livres. Livres para quê? Para continuar a viver em pecado? Não seria isso um contrassenso? Lê: “Mas, agora, LIBERTADOS DO PECADO E FEITOS SERVOS DE DEUS, tendes o vosso fruto PARA SANTIFICAÇÃO, e POR FIM A VIDA ETERNA.Romanos 6:22. Nota, caro leitor, que a santificação só vem empós a libertação. Nota também que santificação equivale ao cedimento da vida eterna aqui e agora, e no futuro consumada com a vinda de Cristo, se assim perseverarmos. Não podemos dizer que fomos perdoados, libertados, e a nossa experiência de vida cristã testificar que é outra coisa que nos ocorre. Como posso atestar que estou livre do pecado, se ao mesmo tempo ele me domina os atos, as palavras e sobretudo os meus íntimos pensamentos? Impossível. A menos que queiramos ser confundidos com os perdidos por ocasião da volta de Cristo, teremos que nos enxergar como somos – pecadores, miseráveis e incapazes, por excelência, de deixarmos de ser o que somos, e conscientes disso, fazermos a mesma escalada que fizeram o paralítico, o leproso e o coxo – buscar a cura que só vem pelo perdão do nosso Deus. Aos contumazes, Paulo indaga: “Pois quê? PECAREMOS porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça?” E ele mesmo responde: “DE MODO NENHUM!” O vocábulo MODO não excetua nenhuma forma de pecado, ou seja, o homem libertado do pecado, a partir da justificação, viverá como Jesus viveu – sem cometer pecado. E este é o plano da salvação, e não poderia ser de outra forma.
Agora pensa comigo: que mensagem urgente existe em Apocalipse 22:11? E o que está escrito ali? “Quem é injusto faça injustiça AINDA; e quem está sujo suje-se AINDA; e quem é justo faça justiça AINDA; e quem é santo seja santificado AINDA.” Parecem quatro classes, não é verdade? Porém só existem duas. O sujo é o estado consequente do injusto; e o santo, do justo. Entrementes, tem algo nesse texto que eu faço questão de realçar, assim como fiz no enunciado. O que o apóstolo quis dizer com AINDA? Em outra versão encontramos CONTINUE.  Ainda e continue nos dão a ideia de permanência. Presta bem atenção! Em que devem os homens permanecer, segundo esse decreto? Bem, se só temos duas classes – o injusto e o justo – teremos que encarar a dura realidade (I João 3:8 e 9) de que o injusto vive como agrada ao seu pai, o diabo, e o justo, como agrada ao seu Pai, o Senhor de todo o Universo. O apóstolo João diz em I João 3:7 que o justo pratica as mesmas obras de Cristo. Assim, eu e tu, estamos em uma das duas classes existentes. Não podemos estar em ambas concomitantemente. Apocalipse 22:11 é o decreto pronunciado por Cristo quando Ele concluir o ofício de Sumo Sacerdote. E o que isso quer dizer? Deixando Cristo o santuário celestial, Sua obra intercessora pelo homem acabará. Ora, se Ele não mais intercederá, significa dizer que o Espírito Santo também não mais instará o coração humano para que se arrependa. Isso é mais que lógico. E o que sucederá a isso? Se o Espírito Santo não mais interceder em favor do homem, a porta da graça terá sido fechada. Os destinos de cada ser humano terão sido decididos, sem a mínima condição de mudança, nem de alteração de caráter. E é isso mesmo que o vocábulo AINDA ou CONTINUE quer nos alertar. Não haverá, a partir desse decreto, a menor chance de um justo cair, nem a de um ímpio se arrepender. Então, caro leitor, indago: se a nossa condição espiritual se decide com o decreto, de que maneira a glorificação, que só ocorrerá depois do decreto, na vinda do Salvador, alterará a vida espiritual do homem? É lamentável afirmar que muitos, mas muitos mesmo, estão crendo nesta diabólica falácia, pondo em risco o seu destino eterno. Se teremos que viver sem cometer pecado no céu, caro amigo, ponha na tua mente que esse viver Deus exige já. Aqui, nos últimos momentos deste planeta, é onde devemos ensaiar como viver na presença do augusto e soberano Deus.
Cristo virá para buscar aqueles que estarão prontos para subir. Ele não irá preparar ninguém, nem mudará nada nos candidatos ao céu, exceto o estado dos seus corpos físicos, ainda amaldiçoados pelo pecado. Esse é objetivo da glorificação – remediar o que ocorreu com o nosso corpo, a matéria. Receberemos corpos gloriosos como o de Cristo (Filipenses 3:21). Isso, sim, é glorificação. O caráter será inalterado, pois já o fora com a justificação, antes do decreto de Apocalipse 22:11.
E onde começa essa escalada maravilhosa? No perdão que recebemos de Deus. O Pastor Rabello em certa pregação disse que “a verdadeira vida cristã é uma viagem do perdão para a glória”. O sinal do perdão é a vida eterna, exteriorizada por um viver de comunhão com os santos mandamentos de Deus, como se o próprio Cristo estivesse em nosso lugar. Contudo, ainda que não seja distinto dessa ideia, o apóstolo Paulo nos mostra que é algo muito mais sublime do que o pensamento de estar Cristo em nosso lugar – Ele estará em nós, pelo Espírito Santo. E isso é totalmente possível, caro irmão, e está ao nosso alcance - AGORA. A verdade do evangelho é que eu e tu, tu e eu, possamos agora, em face do perdão de Deus, afirmar juntamente com Paulo: “Vivo, NÃO MAIS EU, mas CRISTO VIVE EM MIM.Gálatas 2:20.
Que Deus nos abençoe rica e poderosamente!
Irmão Edson.
kowalsky2004@yahoo.com.br


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