sábado, 5 de janeiro de 2013

Sinais da Salvação

 

Como posso ter certeza de que estou salvo? Já paraste para refletir sobre essa indagação? Todos nós que somos candidatos ao céu precisamos ter essa certeza. João, em sua primeira epístola, disse: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que TENDES a vida eterna.” I João 5:13. Mas como saber? Existe alguma maneira que nos propicie isto?

Para termos condições de responder a tal pergunta se torna imprescindível que, antes, nos assenhoreemos do significado de SALVAÇÃO. O que é SALVAÇÃO? Encontramos uma passagem bíblica que muito nos ajudará a compreender o que significa de fato a salvação. Infelizmente não poucas pessoas perderão a vida eterna, crentes de que estão ou foram salvas. E aí reside um perigo enorme: o ilusório estado espiritual. Crer que está salvo, sem estar, é uma prisão maior que qualquer outro vício. Aqueles que nessa condição se encontram, não buscam ajuda divina para sair da sepultara espiritual, porque nela acreditam piamente não estar. Não se convencem de que estão a carecer de um milagre, pois em sua concepção já são novas criaturas. Então, para quê um milagre? Vê o grave problema?

Salvação, teologicamente exprimindo, tem um sinônimo, e a passagem que aludimos no parágrafo anterior no-lo indicará. Vamos a esse texto bíblico que constitui a primeira citação, dessa nossa reflexão. São Mateus 1:21. Lemos: “Ela [Maria] dará à luz um Filho, a quem chamarás JESUS; porque Ele SALVARÁ o Seu povo dos seus pecados.” Podemos inferir que a salvação implica em liberdade do poder do pecado. Daí, concluímos outrossim que salvação e libertação são sinônimos. Estar salvo é o mesmo que estar livre. Romanos 6:17 e 18 ilumina a nossa reflexão: “Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; E LIBERTOS DO PECADO, fostes feitos servos da justiça.”

São Paulo nesse texto acima resume a primeira fase do processo salvífico – a justificação. O escravo do pecado ouve a palavra de Deus, a ela se entrega pela fé, e a consequência inevitável é ato exclusivamente divino – recriar o pecador em uma nova criatura, plenamente liberta do domínio do pecado. É isso que São Paulo está asserindo. Se assim não fosse como explicar que o nosso ser é LIVRE?

Embora isso seja tão patente, as experiências inconstantes e oscilantes de muitos cristãos os tem influído a pensar que, mesmo salvos, os crentes levam uma vida de tropeços. E quando buscam uma explicação para tal problema espiritual, recebem uma eloquente mensagem teológica que a muitos tem mantido sob as garras do mal, sem imaginarem a tamanha gravidade. Quiçá já tenhas escutado: “Somos pecadores, somos humanos e, portanto, é natural que, hoje ou amanhã, venhamos a cair novamente. É impossível alguém não pecar, mesmo que seja em pensamento.” Soa qual música aos ouvidos daqueles que, mal conseguem se levantar do tombo anterior, já estão novamente no chão. Serve-lhes de consolo. Um consolo maligno. Essa mensagem, na vida dessas pessoas, inutiliza o poder existente no evangelho, na sã doutrina. Sim, o poder que Deus confere a Sua palavra. “E Ele falou, e tudo se fez; e Ele ordenou, e tudo passou a existir.” Salmo 33:9. Deus não fala algo que não ocorra. Ele sustenta o Universo com a palavra do Seu poder! Qual o azo, então, de, em relação a nós, esse poder não se revelar com a mesma eficácia? É de se pensar, não é verdade? Mas, o que estou propondo, aqui?

Quando Cristo estava dependurado na cruz, os inimigos do Senhor, com desdém, pronunciaram: “A outros SALVOU; a Si mesmo não pode salvar.” São Marcos 15:31. Agora, pensa: estariam eles se referindo à salvação, como a própria palavra aduz – vida eterna? Claro que não. Eles aludiam à liberdade física que receberam todos aqueles desfavorecidos que buscaram a Jesus por uma cura corpórea. Que interessante! Eles alcançavam o que muitos de nós hoje não conseguimos entender: SALVAÇÃO É CURA. Vamos refletir um pouco: ora, se salvação é cura, como se dava isso com alguém que a recebia? Por exemplo: o leproso? Será que ele foi curado parcialmente? E o paralítico, e o cego, e o coxo? E tantos outros? Cristo restaurou-lhes INSTANTANEAMENTE seus corpos, sua saúde física. Não restava neles nenhum sinal do corpo que antes possuíram. E assim se dá com o ser que sai das mãos do Espírito Santo: ele é novamente gerado, e a única lembrança que traz consigo, dos vestígios do pecado, é o seu corpo que lhe servirá de tabernáculo até a vinda do Salvador, o qual lhe dará, naquele grande dia, um corpo glorioso semelhante ao Seu. Mas a consciência é outra, sua inclinação é outra, seus propósitos são outros, sua mente é outra. Ele se compraz em viver em harmonia com Deus, Seu Criador e Redentor, e tem poder suficiente para viver em comunhão com Aquele que lhe segura pela mão. Assim Judas se expressa: “Ora, Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a Sua glória imaculados e jubilosos.” Versículo 24. Terá Deus enfraquecido a Sua palavra ou algo está errado em nós que não conseguimos viver como Ele exige? Isso é muito sério.

Suponhamos que temos um irmão de nossa congregação internado na UTI de determinado hospital e que sua situação é a mais desesperadora possível. Até o médico já se pronunciou, afirmando que dentro de cinco dias o óbito será inevitável, devido ao estado avançado da doença. Então, inconformados com tal boletim médico, nos determinamos fazer uma vigília nos dias que antecedem o suposto óbito, crentes que Deus atenderá nossas orações. Indago: essa situação é humanamente impossível? Deus terá poder suficiente para mudar o quadro crítico e humanamente irreversível? Todos diremos sim. Mas antes de responder pensem que a resposta, que é óbvia, nos levará a contrariarmos a nós mesmos. Ora, se Deus é capaz de tornar o impossível em possível, de trazer à vida um moribundo desesperançado, não seria capaz de nos libertar do pecado e nos conceder viver sem transgredir a Sua lei, ou seja, viver como Cristo mesmo viveu? Pensa nisso!

Agora: se Deus está interessado em fazer nosso irmão sair da UTI, e sendo esse milagre dependente de nossa fé, qual será a razão, se porventura nosso irmão vier a falecer? Foi porque Deus não ouviu nossas orações ou não tivemos fé suficiente para receber a bênção? Deus não adiará nem negará a cura se dela necessitarmos. Alguns de nós já perdemos entes queridos, mesmo sob as mais calorosas preces, cuja incógnita só nos será cabalmente esclarecida por Deus quando estivermos em Sua presença, na eternidade. Entrementes, jamais poderíamos pensar que a alguém que pudesse ter sido salvo, não lhe foi permitido por não haver comunhão com a vontade do nosso Pai celestial. E mais: o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário tornou plenamente possível aquilo que era impossível a Deus fazer pelo pecador – levá-lo ao arrependimento, perdoá-lo e transformá-lo num novo ser, à Sua imagem e semelhança. Jesus Cristo como que tornou o perdão e a restauração do pecador um direito para ele, se decidir entregar-Lhe a vida.

Existe alguma coisa que limite o poder de Deus? Ele mesmo responde em tom de pergunta: “Acaso há alguma coisa demasiado difícil para Mim?Jeremias 32:27. Mas nossos corações incrédulos tem respondido: “Sim. Não podemos ser um novo homem, uma nova mulher, com capacidade para viver uma vida sem pecado diante de Ti e diante dos homens”, muito embora nos sejam proclamadas as promessas por Ele anunciadas em Ezequiel 36: “... Vos DAREI um coração novo... Ainda POREI dentro de vós o Meu Espírito [Santo], e FAREI QUE andeis nos Meus estatutos, e guardeis as Minhas ordenanças, e as observeis.” Versículos 26 e 27. Essa é a promessa de Jeová. E qual a garantia do seu cumprimento? O profeta Isaías nos dá uma seguríssima resposta: “A boca do Senhor o disse.” Isaías 1:20.

Como sabemos, toda promessa se manifesta com um verbo. Temos no versículo acima três promessas, sendo a última subdividida em mais três. Aí estão as promessas que nos asseguram uma vida vitoriosa sobre o pecado; aí estão as promessas, através das quais participamos da natureza de Deus (II Pedro 1:4); aí estão as garantias do Infinito de que viveremos como Ele mesmo viveu quando esteve aqui na Terra. E se isso não for possível, eis o sinal de que ainda não fui salvo por Cristo, pois esse é o maior e principal objetivo de Sua vinda, é o próprio âmago do evangelho. São Paulo declarou: “Porque não me envergonho do evangelho, pois é O PODER de DEUS para salvação de TODO AQUELE QUE CRÊ.” Romanos 1:16. E crer, aqui, amigo, não significa tão somente um assentimento teológico de um conjunto de doutrinas, mas o exercício da fé no que Deus promete, ou seja, para o paralítico, ANDAR; para o cego, VER; para o mudo, FALAR; para o escravo do pecado, SER IMITADOR DE DEUS.

Agora somos capazes de saber se fomos ou se estamos salvos ou não, pois o nosso viver denuncia a quem servimos. Se servimos, somos escravos. Portanto, ou somos escravos forçosamente de Satanás ou voluntariamente do nosso amado Salvador. É impossível servirmos a ambos. Nossos atos, pensamentos e palavras nos identificam como servos daquele que determinamos ser o nosso senhor. Oxalá seja Cristo o Senhor da nossa vida! É preciso apenas CRER.

Que Deus nos abençoe por Sua infinita misericórdia!

 

Edson Gonçalves da Silva

IASD Central de Maceió-AL

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