quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Pecado e Suas Cordas



Quanto ao ímpio, as suas próprias iniquidades o prenderão, e pelas cordas do seu pecado será detido.Provérbios 5:22.

O texto do estudo de hoje nos mostra que o pecado possui cordas com as quais ele prende as suas vítimas a si. Quais seriam essas cordas, e que nome teriam? Buscaremos as respostas para essas perguntas ao longo deste estudo. Mas antes, vamos consolidar peremptoriamente um assunto muito importante. Entendê-lo corresponde a estar livre, livre da densa nuvem das inúmeras doutrinas errôneas e capciosas que campeiam o mundo religioso. Entrementes, essa liberdade só se concretizará se tomarmos a decisão de viver o que de Deus nos é enviado, e dessa forma somos postos no único caminho que leva a Sua augusta presença.
Nosso amado Salvador, visando instruir Seus discípulos, disse: “Eu sou o caminho.” João 14:6. O substantivo foi usado no singular, realçando que só há uma estrada que leva ao céu – aquela que Ele mesmo estabeleceu. Eu e tu temos que mentalizar uma coisa importantíssima: tendo Cristo afirmado ser Ele o único caminho, não estaremos sendo radicais em dizer que Deus só nos aceitará no céu se a nossa vida aqui na terra for uma reprodução da vida de Seu Filho, Jesus Cristo. E não há como fugir dessa verdade. O apóstolo João corroborou com esse asserto. Ele diz: “Nisto é aperfeiçoado em nós o amor, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, QUAL ELE É, SOMOS NÓS TAMBÉM neste mundo.I João 4:17. E nota que o apóstolo não está fazendo alusão ao futuro, como sendo depois da glorificação, mas enquanto ele se encontra aqui, peregrinando na terra. QUAL é uma conjunção que equivale a TAL COMO, ASSIM COMO, conotando igualdade. Se isso é contundente para ti, é bom ir te acostumando, pois muitas das grandes verdades das Escrituras Sagradas são contundentes. Algumas delas, quiçá, não tenhas ouvido até agora. E guarda bem isso: rejeitá-las significa perdição. Elas constituem o durame do evangelho.
Visto isso, vamos agora mergulhar na profunda mensagem de Hebreus 12:1. Lemos: “Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos TODO EMBARAÇO, e O PECADO que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta.
O apóstolo dos gentios inicia o duodécimo capítulo do Livro de Hebreus com uma mensagem gráfica. Ele nos faz entrar num cenário desportivo, onde há uma multidão assistente, uma pista para percorrermos e um prêmio que para nós está resguardado. Paulo diz que existe uma TÃO GRANDE NUVEM DE TESTEMUNHA, a qual, à certa confita, está nos observando com muita atenção. Não há uma referência de quem se trata, mas nós temos como inferir. Num certo sentido, são aqueles que estão ao nosso redor, considerando o mundo visível em que estamos inseridos, como também os que jazem a um palmo do nosso nariz, os quais se separam de nós por uma mui tênue camada de invisibilidade. O número dessas testemunhas, como nos é declarado não é nada raquítico.
A recomendação de Paulo é que devemos deixar todo EMBARAÇO e O PECADO que “tenazmente nos assedia” (RA). Nota, caro amigo, que os dois substantivos estão no singular, e não no plural. E isso não ocorreu aleatoriamente. O vocábulo EMBARAÇO não poderia mesmo estar no plural, pois sua função ali é específica, seja qual for o objeto que lhe represente. Então não tratamos aqui de variedade, mas de especificidade. Agora, pecado no singular requer de nós uma análise mais acurada, mais pormenorizada. Vejamos. Tenhamos em mente que Paulo sabia muito bem que cada ser humano que vem ao mundo nasce com uma natureza decaída, e que essa natureza se manifesta de forma semelhante em alguns indivíduos, de modo que todos nós estamos inseridos numa determinada categoria, vinculada ao nosso caráter. A esses respeitos nos assemelhamos bastante. Por exemplo, alguém nesse mundo poderá ter a mesma fraqueza espiritual que eu tenho ou que tu tens. Diferenciamo-nos uns dos outros em muitas coisas, mas o jugo poderá ser o mesmo, observadas as categorias. O fato de o apóstolo empregar esse substantivo no singular, indica que cada um tem um PECADO que identifica a categoria em que sua natureza carnal está agregada. Assim, lidando com um problema global de maneira genérica, Paulo pretende alcançar a todos com a sua mensagem.
O que poderia afetar negativamente a concentração do atleta, fazendo-lhe arriscar a vitória? As alternativas poderiam ser um grão de areia no calçado, um cadarço solto, uma leve sensação de dor no corpo, um argueiro nos olhos, um problema na família, enfim, qualquer dessas ou outra coisa imaginável, tenderia a prejudicar o bom andamento do atleta. Sua concentração sofreria alteração e a conquista do prêmio seria comprometida.
É necessário ressaltar outrossim que Paulo não está falando de qualquer atleta, mas daquele que tem um requisito ímpar, que faz tremenda diferença na labuta em busca do objetivo proposto. Falamos da perseverança. Cristo disse que “aquele QUE PERSEVERAR até o fim, ESSE será salvo.” Mateus 10:22. Sobre esse mote abordaremos numa outra ocasião.
Estamos diante de uma guerra desigual. De um lado Deus, que se utiliza de Sua essência – a verdade; do outro, Satanás, que emprega a mentira, o engano, o disfarce, o sofisma. E é aí onde reside todo o nosso problema, já não bastasse a invisibilidade. Se nos reportarmos ao pecado, não será novidade para ninguém, ainda que alguns tentem escusar-se. O pecado é espalhafatoso, todos podem contemplá-lo e saber do que se trata. Poderá estar momentaneamente oculto, todavia será revelado mais cedo ou mais tarde. E sendo revelado, ninguém terá dúvida de que sua natureza é perversa e antagônica ao caráter de Deus. Isso, entanto, não acontece com o embaraço. Determinada coisa poderá ser um embaraço para nós, e dela fazemos pouco caso por não percebermos sua real importância e papel nessa guerra cósmica que nos envolve. Poderá ter uma aparência inocente, inócua, mas feito cavalo de troia, maléfica e destrutiva em seu âmago.
A que o apóstolo aludia ao mencionar EMBARAÇO no primeiro versículo do capítulo 12 de Hebreus? Essa é a parte que mais me impressiona. Quando buscamos estudar a Palavra de Deus com o compromisso de cumprir a Sua vontade, o Espírito Santo nos guia “a toda a verdade.” João 16:13. Assim, ao lermos a carta que Paulo escreveu para o irmão Tito, encontramos uma expressão que constitui a resposta à pergunta que inicia este parágrafo. Em Tito 2:11 e 12, está escrito: “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente.
Onde está a expressão a que me reportei? Vamos encontrá-la se descobrirmos o cerne da mensagem de Hebreus 12:1. Nota que Paulo nos recomenda a correr a carreira que nos está proposta, porém nos adverte que algo precisa ser feito para que isso transcorra com segurança. Ele diz, no tocante ao embaraço e ao pecado inespecífico: DEIXEMOS. Deixar, de acordo com o texto em questão, tem um sinônimoRENUNCIAR.
Se compararmos Tito 2:11, mais precisamente o texto “porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens”, com II Timóteo 1:9 e 10, máxime o excerto “a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus”, concluiremos que a graça se materializou em Cristo. Cristo é a própria graça de Deus. E não poderia ser de outro modo, pois o verbo "ENSINANDO-NOS", de Tito 2:11, só poderia ser atribuído a um ser. E ESTE SER É CRISTO.
Qual o ensino do Salvador, tanto nos evangelhos, quanto em todo o restante das Sagradas Letras? Do verso acima depreendemos o alvo da doutrina verdadeira: renúncia à impiedade e às concupiscências mundanas. O que é impiedade? Que significa concupiscência mundana?
Impiedade, segundo Judas 15, consiste nas obras dos ímpios, ou desobedientes. Eles não obedecem a Deus, ou, numa linguagem mais teológica, eles transgridem a lei de Deus. Impiedade, como vemos, equivale à transgressão, e transgressão, as Escrituras afirmam, é pecado. Portanto, IMPIEDADE É O MESMO QUE PECADO.
Concupiscência tem sua raiz na mesma palavra grega EPITHUMIA que corresponde à raiz do vocábulo cobiça. Concupiscência e cobiça, assim sendo, são sinônimas. O que elas significam? DESEJO. Infelizmente, o vocábulo COBIÇA tem sido usado amiúde de modo pejorativo, de tal forma que hoje ao proferirmos essa palavra, é difícil que alguém a entenda pela sua simplicidade natural. Nas Escrituras, quando essa palavra não vem acompanhada por um adjetivo que lhe dê conotação negativa, o próprio sentido da frase lhe confere essa conotação. Mas ela em si mesma não tem nenhum mal. Desejar algo não constitui pecado. Agora, o foco desse desejo é o parâmetro para definirmos se ele é pernicioso ou não. Se eu te mostro uma garrafa de água quando estás com sede, que desejo despertará em ti? O de beber água, lógico. Esse desejo ou cobiça não constitui maldade alguma, a princípio, pois será inócuo se o teu desejo for a compra de uma garrafa de água, para mitigar a tua sede. Mas se em vez de desejares comprar uma garrafa, tu desejares a minha garrafa, aí incorrerás no último mandamento da lei de Deus. Nota que esse mandamento não diz simplesmente "NÃO COBIÇARÁS". Deus não vedaria ao homem aquilo que seria o impulso da pretensão das coisas legítimas. Dessarte, aquilo que segue a expressão verbal – NÃO COBIÇARÁS – demonstra com clareza meridiana o verdadeiro aspecto desse desejo, uma vez que se destina a buscar para si aquilo que PERTENCE ao próximo.
Assim como a cobiça, a concupiscência também é adjetivada negativamente em cada emprego no Santo Livro. No verso em estudo, o adjetivo associado à concupiscência é "MUNDANAS". Sabemos de onde esse adjetivo é derivado, claro. Trazendo à baila a narrativa de João, em sua primeira epístola, no capítulo 5, versículo 19, entenderemos o que Paulo pretendeu transmitir a Tito, e por extensão, a nós também. Lemos: “Sabemos que somos de Deus, e que O MUNDO INTEIRO JAZ NO MALIGNO.” Concupiscências mundanas: vale dizer que são coisas que existem neste mundo, as quais são usadas pelo diabo para despertar desejo, cobiça ou concupiscência por coisas passageiras, temporais, alheias ao plano divino para a salvação do homem. Por sua natureza, elas contrariam o apelo divino, na lavra de Paulo, de que não devemos atentar “nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas.” II Coríntios 4:18. E as concupiscências mundanas visam malograr esse princípio na vida daquele que pretende o céu. O apóstolo Pedro, prevendo isso, declara: “Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que VOS ABSTENHAIS das concupiscências da carne, AS QUAIS COMBATEM CONTRA A ALMA.I Pedro 2:11. É impressionante, não? A linguagem dos dois apóstolos é idêntica. Paulo diz que devemos renunciar às concupiscências mundanas, e Pedro, abstermo-nos das concupiscências da carne. Por quê? Porque elas combatem contra a alma. Sua criação tem o objetivo de atender aos reclamos de Satanás – EMBARAÇAR todo aquele que anela caminhar em direção ao céu, fazendo-lhe desejar mais as coisas deste mundo e menos as coisas celestiais.
Percebes, amigo, que o alerta de Pedro se coaduna com o apelo de Paulo? Paulo aconselha a renunciarmos e Pedro a nos abstermos. E o nosso amado Salvador, o que diria? Eis Suas abençoadas palavras: “Os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas, e a cobiça doutras coisas, entrando, SUFOCAM A PALAVRA, E ela FICA INFRUTÍFERA.Marcos 4:18 e 19.
E de uma forma magistral Tiago delineia a cadeia de circunstâncias que induziu Eva a desobedecer a Deus, fazendo-nos entender que a estratégia de Satanás continua sendo a mesma. Precisamos ver essa passagem. “Cada um, porém, é tentado, QUANDO atraído e engodado PELA SUA PRÓPRIA CONCUPISCÊNCIA; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.Tiago 1:14 e 15. Por esse texto podemos visualizar a ação da má concupiscência. Ela funciona como um veículo para atrair e enganar. Quem está por trás? À luz da obviedade não é necessário responder. Dá pra ver que lidamos com uma espécie de operação de marketing cultural. Satanás efetiva suas propagandas para tornar doces seus amargos e destrutivos produtos através da concupiscência. Ninguém atrai ninguém com algo obsoleto e espalhafatoso, visando a aquiescência do que está sendo apresentado. E para tornar doce o que é amargo precisa ter uma pitada de engano, de fascínio. O desejo que a vil concupiscência provoca nos seres humanos, os entorpece, e conseguintemente, os incapacita a ver a realidade, a discernir entre a verdade e o erro, apresentando-lhes um horizonte perfulgente, mas onde só há trevas e decadência moral. Foge-lhes a razão, e envenenados pelas gotas do mórbido desejo, tornam-se mais e mais escravos do cruel inimigo das almas. Eles são corrompidos gradativamente. Como diz Paulo, eles se corrompem “pelas concupiscências do engano.” Efésios 4:22.
Agora nós já sabemos qual o papel que a concupiscência mundana desempenha nessa guerra cósmica. Resta-nos saber, então, em que ela se materializa. E essa é a parte do estudo que eu considero mais difícil para nós. O aspecto abstrato de um assunto não mexe tanto conosco, todavia quando nos deparamos com o seu aspecto concreto, percebemos que estamos diante de um desafio não muito simples. Sem delongas, vamos identificar algumas das concupiscências mundanas, postas às nossas vistas pelo inimigo, com invólucros que lhe dão caráter inocente. Comecemos pelos filmes e novelas, sejam em vídeo ou em material escrito. Deveríamos perguntar: Qual a sua origem? Seu produtor, os atores e atrizes, são adoradores do Deus vivo? O que nos é ensinado em suas apresentações? Alguém poderá dizer: “Tudo bem, irmão Edson, mas a Bíblia ensina que devemos julgar todas as coisas e reter o que é bom. Então, eu assisto a um filme ou a uma novela e aquilo que não for bom, desprezo.” Se fosse tão simples assim, bom seria, eu diria.
Excetuando-se os filmes educativos, dentre os quais cito alguns, não todos, filmes que nos contam a história de homens de fé, como John Huss, Charles Spurgeon, George Müller, etc; alguns programas voltados para a arqueologia bíblica, etc., os demais merecem nossa vigilância e escrutínio. Não nos será difícil perceber que os trabalhos cinematográficos acima aludidos se comprometem em focar a Deus como tema principal. Não corremos o risco de perder a fragrância da atmosfera celeste ao assisti-los. Filmes tidos como religiosos, sobretudo o mundialmente conhecido como Paixão de Cristo, não tem cunho divino. Não são menos perigosos do que outros cuja estampa já lhes identifica a fonte.
As novelas e os filmes tradicionais (tela quente, supercine, etc.), que vemos em nossa tv, não oferecem nada que possamos aproveitar. Ainda que haja aparência inofensiva em algumas de suas partes, o objetivo é a perversão do caráter. Elas amortecem o desejo de buscar a Deus. Se observarmos, descobriremos sem esforço que todos os princípios contidos no Santo Decálogo são vilipendiados e tratados como sendo refugo em suas edições. O que vemos são profissionais do disfarce, pois que incorporam o que não são, a fim de ensinar aos telespectadores como obter vantagem sobre outrem, como burlar o direito, como desrespeitar regras áureas, e quando surge aquele que tem a conotação de justiceiro, este não emprega a arma do amor, mas da violência, da vingança, do ódio. Em suma, nada que ali é apresentado edifica a alma, deixando-a totalmente enferma espiritualmente, inabilitada para ocupar uma das moradas no céu. É doloroso para Deus ver tantos que degustam os pratos de luxúria e ilusão oferecidos por Satanás, sem darem conta do alto preço que lhes será cobrado mais cedo ou mais tarde. E quando alertados, ignoram como se estivessem livres e satisfeitos com os seus destinos.
Além dos relatados até agora, uma das concupiscências mundanas que mais envenenam as multidões, inclusive professos cristãos, constitui uma das armas mais poderosas e eficazes utilizadas por Satanás, nestes últimos dias. Para introduzirmos tal ardil ao cenário do nosso estudo, necessitamos voltar ao tempo em que Lúcifer procurava engodar os demais anjos celestiais para se aliarem a ele em sua perfídia contra o seu Criador. Três elementos tiveram proeminência no astuto plano desse fracassado anjo: 1. Exaltação própria. A Bíblia nos ensina que Lúcifer se deixou envaidecer por sua formosura e por sua inteligência, sendo isso causa do seu tropeço. Passou, então, a exaltar a criatura ao invés do Criador do Universo, e seu principalmente; 2. Engano. Para lograr êxito em seu funesto plano, Lúcifer teria que usar a farsa, o disfarce, o engano. De outro modo, seu caráter corrompido seria revelado. Assim, lá como aqui, ele se escondeu e se esconde por trás da invisibilidade, levando muitos a crerem que determinados fenômenos que ocorrem, vem da parte de Deus, e não dele, manchando assim a imagem do Deus infinito; 3. Emulação. Algumas versões da Santa Palavra trazem na passagem de Gálatas 5:20, o vocábulo EMULAÇÃO. Na versão Revista e Atualizada, de João Ferreira de Almeida, não o encontramos. Existindo ou não, isso não descartaria a presença desse elemento tão nocivo, despertado pelo inimigo das almas. Emulação, caro amigo, significa, num vasto rol de significados, COMPETIÇÃO. Lúcifer decidiu competir com nosso Pai celestial. Essa cobiça se vê nas palavras por ele proferidas: “Serei semelhante ao Altíssimo.” Isaías 14:14. Ser semelhante a Deus, não era, deveras, seu propósito, pois se assim o fosse ele seria humilde e teria permanecido humilde, uma vez que a humildade faz parte do caráter divino. Cristo disse: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.” Mateus 11:29.
Como sabemos, o céu é o lar em que os salvos habitarão durante os mil anos, antes que o juízo executivo de Deus seja efetuado. Conceberíamos a ideia de que alguém poderá entrar lá, tendo um único traço, por pequeno que seja, o qual faça lembrar aquele que de lá fora expulso e destruído? É evidente que não. Com sutileza abismal Satanás tem embalado muitas das coisas que praticamos hoje, e, por essa razão, não as discernimos. Convivemos com elas pacificamente, e não percebemos que são elas as responsáveis por nossa enfraquecida experiência cristã. Na verdade, elas nos impedem de receber a maravilhosa dádiva do Senhor – o novo nascimento. São como cordas que prendem os nossos pés, a fim de que não avancemos. Vemos o prêmio de longe, porém sem a fé que nos possibilita alcançá-lo.
Creio que ficou patente a seriedade que é o céu, e o quão radical é o Senhor dos Exércitos, para não permitir que nunca mais o mal se levante para perverter segunda vez a harmonia celestial. Assim, apresento-vos a concupiscência que está numa escalada tremenda de aceitação, amigo, em todas as camadas da sociedade, máxime na que pertencemos, a saber, a comunidade cristã em geral. E a que concupiscência mundana me reporto? O FUTEBOL. Não te assustes, amigo, nem refutes, porém pensa na tua salvação. Vê que nele, como em todas as demais modalidades competitivas, há digitais do anjo caído – EXALTAÇÃO PRÓPRIA, ENGANO e COMPETIÇÃO. Numa partida de futebol, não vislumbramos um só momento de reconhecimento de quem é Deus, com a sua devida adoração. Se houver um lance em que o atacante invadir a área do time adversário, estando em sua frente apenas o zagueiro e o goleiro, toda a torcida se levanta. Quem dos participantes, nesse instante, estaria disposto a parar o jogo para um momento de reflexão com Deus, a pedido do Espírito Santo? Certamente a tua resposta corresponde a minha – NINGUÉM.
E agora, da situação hipotética criada, temos três desfechos possíveis: 1. O atacante consegue passar pelo zagueiro e chuta uma bola indefensável, abrindo o marcador. E nessa situação a partida termina. 2. O atacante consegue passar pelo zagueiro, e passando também pelo goleiro, ele chuta a bola em direção ao gol, mas não percebeu que aquele zagueiro havia se reabilitado a defender sua equipe, e num “carrinho” evita o gol, lançando a bola para o escanteio. Fim da partida. 3. O atacante logrou êxito em passar pelo zagueiro e chuta a bola de modo que todos creem ser indefensável, nem mesmo o goleiro acredita que possa fazer alguma coisa para salvar sua equipe, todavia acontece o inesperado: o goleiro consegue tocar levemente a bola com a ponta dos seus dedos, desviando-a para o escanteio. Fim do jogo. Aí eu indago: considerando as três situações acima, quem será EXALTADO na manchete dos jornais? A resposta é: a criatura, não o Criador. O próprio indivíduo acatará isso, e sabemos que é assim. Ele participa da aclamação de sua torcida. Ele não fica apático ao clima. Outra pergunta emerge: como o atacante obterá vantagem em face do seu adversário que procura lhe obstruir a passagem? A resposta é: fazendo uso do DRIBLE. Percebes a dimensão e o foco dessa palavra? Sim, tu dirás. O atacante precisa convencer o zagueiro quanto à direção que pretende NÃO SEGUIR, ENGANANDO-O, com um gesto do seu corpo. Em toda a extensão do retângulo, nós vemos isso imperar, e não pode ser diferente. Não haveria êxito na partida. E, então, surge a principal pergunta: o que ocorreria com uma partida de futebol se todos decidissem aplicar o princípio que jaz em Marcos 9:35? Que cena, não? Onde se encontraria a superação? Enxergas, amigo, que o futebol fere de morte o princípio do céu, o princípio do cristianismo? A competição leva o homem a superar o seu próximo, a qualquer custo se necessário for. O espírito nela reinante não é o de Cristo, mas do diabo. E isso envolve toda atividade que é movida pelo espírito competitivo.
Eu costumo pensar assim: o que estamos a fazer aqui, seria permitido fazermos lá no céu? Se fôssemos transladados para o céu, juntamente com tudo ao nosso redor, ou seja, se todo o evento em que estamos participando fosse transferido da terra para o céu, como por exemplo: o filme que assistimos, a novela que está diante dos nossos olhos, a música que sai dos nossos lábios, a partida de futebol, estando nós no estádio ou em frente da tv, haveria permissão do Todo-Poderoso? A resposta é desenganadamente NÃO. E a tua, caro amigo? Contemplas a possibilidade de Deus aceitar que isso ocorra em Sua presença e na de Seus anjos, lá no céu?
Existem outros tipos de concupiscências mundanas, com a mesma índole, mas suas citações aqui demandariam bastante tempo para esmiuçar sua verdadeira face. Numa próxima ocasião, falaremos sobre elas.
Caro amigo, não só temos que nos abstermos do pecado, mas também de suas cordas, do seu doce veneno. E se tens a tua salvação tão cara quanto foi o sangue de Cristo, derramado na cruz do Calvário, desde agora não mais terás disposição de aceitar aquilo que indubitavelmente representa o balsão do arqui-inimigo. Estamos cientes, neste comenos, da séria decisão que precisamos tomar, respeitante a tudo que aqui foi explicitado. Não abrandemos a nossa consciência, contudo a purifiquemos, dando ouvidos à voz do Espírito Santo, que hoje nos fala ao coração de maneira suave, porém profunda. Se somos peregrinos e forasteiros, como diz o apóstolo Pedro, é porque não pertencemos a este mundo, e, se assim for, não podemos desfrutar daquilo que nele tem raiz, e que combatem contra a nossa salvação, pois “o mundo inteiro jaz no maligno”, e sabemos que “o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.I João 5:19; 2:17.
Que Deus nos abençoe com Sua eterna graça!

Edson Gonçalves da Silva
IASD Central de Maceió-AL

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domingo, 23 de setembro de 2012

Os Sete Selos do Apocalipse


O fim deste planeta está mais próximo do que nunca. A volta de Cristo está às portas, e tal palestra nos mostra que não podemos procrastinar a nossa decisão de render nossa vida ao Salvador, demonstrando o Seu caráter em nosso viver. Que Deus possa te abençoar, fazendo-te refletir sobre o futuro que Ele tem preparado para aqueles que estão sinceramente aguardando a segunda vinda de Jesus Cristo. Deus seja louvado! Que Ele nos abençoe, portanto! Edson Gonçalves, IASD Central de Maceió, Alagoas.

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sábado, 7 de julho de 2012

Conhecendo a Sã Doutrina


Qual o propósito da doutrina “AS DUAS NATUREZAS DO HOMEM”? Será que nós temos mesmo duas naturezas digladiando entre si? O que há por trás dessa doutrina? Ela é bíblica, ou é mais uma cortina de fumaça do diabo para nos fazer errar o caminho para o Céu? A partir de hoje estaremos postando alguns vídeos com o fito de esclarecermos esse e outros assuntos, os quais são de vital importância para a nossa salvação. Que Deus nos abençoe! Edson Gonçalves, IASD Central de Maceió, Alagoas.

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Sou Eu Uma Pessoa Livre?

 

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32.

 

Como posso estar certo de que sou uma pessoa livre? O que é liberdade? Inspirados por ela o mundo foi espetáculo de muitas guerras e revoluções, sangrentas em sua maioria. Podemos defini-la de diversas maneiras, todavia de uma coisa estamos certos: ela custa um preço altíssimo.

Por incrível que pareça identificamos a liberdade, em todos os sentidos, quando o SIM não nos é proibido, ou quando o NÃO não nos é imposto. E guiados por esse pensamento diversas pessoas seguem a vida, mantidas numa masmorra sem dar conta de que são vítimas de um seqüestro.

Eis o casal, Adão e Eva, no paraíso. Empós sua criação, Deus mantém um importante diálogo com eles, e embora não contenham detalhes na narrativa bíblica, podemos crer que o Pai celestial preparou o casal para um possível confronto com o anjo caído. Era necessário que eles fossem provados, pois deveriam decidir a quem servir, uma vez que uma guerra de natureza espiritual estava sendo travada entre o bem e o mal numa plataforma cósmica, onde o alvo eram e ainda são os seres criados. A ordem divina foi bem clara e sem complicações: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gênesis 2:16 e 17. Não havia mal algum naquela árvore, mas ela era um símbolo; ela fora criada para representar a vontade do casal. Não era uma proibição inconexa, sem fundamento, era uma prova de que Deus os havia criado livres para decidirem sobre o seu futuro. Havia amor nisso tudo. Deus fez o casal com poder de escolha e os orientou sobre um possível ataque do inimigo das almas, mas o Seu amor os fez perfeitos e plenamente livres. O trágico fim já conhecemos.

Quantos de nós não agimos como Eva, achando que um NÃO proferido pelo Criador é uma mera proibição, sem sentido e que nos priva de alcançarmos um patamar superior com o cheiro da liberdade? Não conseguem enxergar que aquela proibição na verdade é um muro de proteção contra as ciladas do diabo. Quantas vezes não alertamos as criancinhas a não colocarem o seu dedinho na tomada? E essa experiência aparenta não nos ajudar a compreender que a atitude de nosso Pai celestial tem o mesmo princípio!

Como sei se estou livre ou prisioneiro? São Paulo, no capítulo 7 de Romanos, entre os versículos 14 e 24, narra a sua experiência religiosa antes de sua conversão. E por que azo o Espírito Santo o fez descrever a sua experiência pessoal e particular? A razão é simples: tal passagem bíblica constitui o termômetro de nosso estado espiritual. Alguns crêem que Paulo fala da dupla natureza do homem, tese facilmente refutável se compararmos o capítulo 7 com o 6 e o 8 do mesmo livro. A luta que vemos ser travada no íntimo de Saulo de Tarso, ali graficamente exposta, é a mesmíssima que trava o homem que ainda não provou do novo nascimento. Aqueles textos representam a sufocante vida dos que são prisioneiros do pecado, e por extensão, do próprio Satanás. Não estaríamos exagerando se disséssemos que todo homem, genericamente falando, que ainda não decidiu viver sob a guia do Espírito Santo, e assim ser por Ele regenerado, está sob posse demoníaca, numa escala inferior a dos gadarenos. É uma realidade difícil demais para encarar, mas é preciso. O desejo pela cura nasce da convicção de que estamos numa situação afetadamente crítica e grave. Quando nos dermos conta de que estamos vivendo a satisfazer os caprichos daquele que usou a humanidade para assassinar Cristo, decidiremos, se não for tarde demais, em buscar a Deus a fim de sermos lavados no sangue do Cordeiro.

Podemos fazer um teste básico para sabermos se somos livres, como asseveramos ser, ou prisioneiros, como as Escrituras nos informam. 1. O que assistimos na televisão a sós, com ou sem a conexão de algum outro eletrônico, poderíamos assistir no seio da igreja ou diante de crianças? 2. Nossos pensamentos são puros a ponto de podermos revelá-los num telão de uma praça pública, máxime na presença dos nossos entes queridos? 3. Quem está em primeiro lugar, quando tudo está dando errado, eu ou o meu próximo que necessita de mim? 4. Podemos afirmar que o nosso viver é tal qual o de Cristo? Se as respostas forem negativas, temos a prova de que não somos livres. Alguém alçará a voz e dirá: “Estou fazendo o que gosto de fazer!” Até que ponto? Será que gosta mesmo ou percebe que não era bem isso que anelava fazer e descobre que não consegue sair dessa condição? Escondendo-se uma vez ou outra por trás do anonimato ou de uma máscara, aqueles que vivenciam tais experiências, calam a voz da consciência, e se não forem descobertos ou desmascarados, chegam ao ponto de cauterizá-la, tornando-se insensível a qualquer apelo do Espírito Santo, e a estes não restam senão o aguardar o juízo de Deus.

Quando a noite da reflexão nos apanha, compreendemos tudo que fizemos durante o dia, e nos lamentamos por um momento pelos desmandos cometidos. Concluímos que sufocando torna-se mais fácil viver, até que estamos num mar de tristezas e de graves problemas depressivos. Descobrimos que fomos enganados o tempo todo sobre uma falsa liberdade que não permitia ao menos levantar a voz para pedir ajuda Àquele que a todo tempo esteve do nosso lado, instando conosco para que parássemos por um breve instante para ouvir a Sua voz, e como os discípulos na estrada de Emaús, dizemos: “Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?Lucas 24:32.

Muitos, decepcionados consigo mesmos, têm tomado a decisão de ceifarem suas próprias vidas, crendo ser o melhor remédio, por não verem outra saída. Descobriram tardiamente que nunca foram livres.

Há ainda outro método, infalível por sua vez, que nos evidencia se, mesmo que batizados e com larga experiência religiosa, somos livres ou não. Em Hebreus 12:1, São Paulo nos admoesta a deixarmos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia. Tendo cada ser humano sua particularidade, o embaraço e o pecado que tenazmente assedia diferem de uma classe de pessoas para outra. Essa mesma mensagem o apóstolo menciona no livro de Tito, como vemos abaixo.

Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, RENUNCIANDO À IMPIEDADE E ÀS PAIXÕES MUNDANAS, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente.” Tito 2:11 e 12.

 

Tito 2:11 e 12 e Hebreus 12:1 são o mesmo alvitre. Impiedade significa pecado e as paixões mundanas são embaraços para aqueles que pretendem habitar as mansões celestiais. As paixões mundanas têm a função de anuviar a mente, tornando-a incapaz de enxergar as preciosas pérolas da Palavra de Deus. Pelo esforço humano, pela determinação é possível abandoná-las, contudo não se obtém o mesmo sucesso em relação à impiedade ou ao pecado. Estes são de ordem espiritual. Nenhum esforço humano, nenhuma determinação fundada na perspectiva natural nos tornará vencedores. Feito uma erva daninha, conseguiremos não muito mais que podá-la, e por um período curto já a vemos florescer novamente. Esta é a prova infalível de que não somos livres para fazermos o que quisermos, mas numa determinada área de nossa vida, fazemos o que não queremos, o que não aprovamos, e ficamos desalentados, e aí perguntamos incontáveis vezes em nosso íntimo: “POR QUÊ?” E numa tentativa a mais, pedimos perdão a Deus e nos dispomos a não mais repetir o mal feito, mas por pouco tempo. Qual erva daninha, os atos afloram outra vez, esmagando-nos por dentro.

Consolamo-nos quando ouvimos que esta é a luta do cristão, pois São Paulo passou por isso, afirmam alguns. Então são citadas as passagens retro comentadas de Romanos 7:14-24, e, assim nos recomendam lutar mais, orar mais, jejuar, intensificar nossa experiência com Cristo. O nosso Salvador vivia nesta luta de levantar hoje e cair amanhã, quase que constante? Se a resposta for não, pois só existe essa, alguma coisa está errada conosco, pois “aquele que diz que permanece nEle, esse DEVE andar ASSIM COMO Ele andou.” I São João 2:6. As palavras grifadas em vermelho merecem nossas considerações. Primeiro: o verbo utilizado é dever e não poder. O verbo poder deixa subtendido a faculdade da escolha, enquanto que o verbo dever, obrigação. É exigido por Deus que aquele QUE DIZ que nasceu de novo, ande como Cristo andou. Temos que assumir o que professamos. Se nascemos de novo, a vida de Cristo tem de ser reproduzida em nós, por uma razão bem simples: se Sua vida aqui na Terra foi aceita por Deus como sacrifício, implica dizer que não menos do que o padrão estabelecido por Ele, Deus aceitará dos que pretendem habitar em Sua presença. A vida de Cristo é o modelo do Céu. Segundo: a expressão assim como tem o mesmo valor de igual. Andar assim como significa do mesmo jeito, da mesma forma. Por este motivo, São Paulo afirmou: “E vivo, não mais eu, mas CRISTO VIVE em Mim.”

Conhecereis a verdade, e a verdade VOS LIBERTARÁ.” João 8:32. A verdade é o Livro Sagrado, e o Livro Sagrado é a própria expressão de Cristo. Ele disse de si mesmo: “Eu Sou... A VERDADE...” João 14:6. Mas que verdade em específico promoverá a minha liberdade? Em primeiro lugar, precisamos entender o que o profeta intentou dizer nas seguintes palavras: “Pode o etíope mudar a cor de sua pele, ou o leopardo as suas listras? DE IGUAL MODO podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jeremias 13:23. Essa é a primeira verdade que precisamos conhecer – NOSSA IMPOSSIBILIDADE EM SERMOS JUSTOS (transformados) POR NÓS MESMOS.  A segunda verdade é decorrente da primeira. Se nos foi revelada a nossa impossibilidade em sermos justos, necessitamos conhecer uma outra verdade – a que família eu pertenço – a carnal ou a espiritual? A minha impossibilidade é a prova de que ainda sou carnal, descendente do primeiro Adão. E toda essa família será destruída por Deus no juízo final. A terceira verdade segue-se à segunda por conexão – É URGENTEMENTE NECESSÁRIO NASCER DE CIMA, na família espiritual. Nascer de cima é o equivalente à obra de recriação. Fomos criados, mas precisamos ser novamente criados por Deus. E isso é possível? É real? Plenamente. Deus não lida com faz de conta. São Pedro nos mostra que esse é o propósito divino para todos os homens. ”Sendo DE NOVO GERADOS, não de semente corruptível, mas da incorruptível, PELA PALAVRA DE DEUS, viva, e que permanece para sempre.” São Pedro 1:23. E Quem realiza essa obra miraculosa em nós e por nós? As Escrituras respondem. “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, Ele NOS SALVOU mediante o lavar REGENERADOR e RENOVADOR do ESPÍRITO SANTO.” Tito 3:5.

A salvação, portanto, atua sob três aspectos: 1. Absolve-nos da condenação do pecado – JUSTIFICAÇÃO; 2. Liberta-nos do domínio do pecado – SANTIFICAÇÃO; 3. Liberta-nos da maldição do pecado – GLORIFICAÇÃO. Tal ordem não pode ser alterada. Não pode haver santificação sem antes ter ocorrido a justificação. E só há glorificação se tiver ocorrido a santificação. Os nossos esforços só são válidos a partir da santificação, pois a partir de então é exigida a cooperação do humano com o divino.

Se buscamos o perdão de Deus, e não cremos que fomos, de fato, perdoados e recriados, voltaremos vazios como fomos. Não há perdão sem mudança de caráter. Se os nossos atos continuarem sendo os mesmos, se os pensamentos não foram purificados, é um sinal de que ainda não alcançamos a maior de todas as dádivas – A LIBERDADE. Devemos ir a Deus determinados a abrir mão de nossa vida, e pedir-Lhe que nos gere de novo, sem a mínima dúvida no coração de que Ele o fará, pois, de outra sorte, não seremos atendidos. Entretanto, se crermos que Ele nos dará o que Lhe pedimos, e esse é o Seu propósito, Ele então nos perdoará e nos fará andar consoante Seu Filho, através do Espírito Santo, que Ele nos concede por termos crido em Sua palavra, em Sua promessa. Uma nova vida de vitória depende tão somente de uma fé simples, qual âncora bem fincada. Por isso o Salvador nos diz: “Crê somente.” Marcos 5:36.

Aquilo que buscamos toda nossa vida por nossos esforços, Deus quer nos presentear mediante um simples ato de fé. Agora, nascidos de novo, o Espírito Santo e nós, participamos da santificação, por intermédio do estudo diário da Palavra de Deus, da oração, do jejum, dos louvores, etc.. Nasce o enorme desejo de anunciar nossa experiência a outros, sentimos uma fome imensa de estudar as Escrituras, pois nossa inclinação já não é mais para as coisas da carne, uma vez que nosso coração é outro, nossa mente é outra. Como tão naturalmente nos inclinávamos para um lado, agora regenerados, naturalmente nos inclinamos para o outro.

Caro leitor, descobrir que é um escravo do pecado, e consequentemente de Satanás, pode aparentar ser uma notícia desagradável e desesperadora, mas não é. A gravidade reside na contumácia em resistir aos apelos do Espírito Santo, quanto à necessidade de nos colocarmos na maca a fim de sofrermos a operação miraculosa que só Ele pode operar. Não temos que lutar antes do VINDE, a luta começa depois dele. Muitos se perderão, lutando e lutando por dar ouvidos ao anjo caído transfigurado em anjo de luz, o qual fala com voz mansa como se fosse o Espírito Santo, dizendo-nos que se melhorarmos nossa comunhão, se jejuarmos mais, se nos determinarmos mais, etc. etc., venceremos, pois ele, Satanás, sabe que se não tivermos sido transformados, regerados pelo Espírito Santo, jamais seremos livres, continuaremos seus escravos, impossibilitados de reproduzir o caráter de Cristo em nós, e nos perderemos por que não fomos submetidos ao processo da santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Que o Todo-Poderoso possa te atrair para essa maravilhosa obra que está a tua espera. Que Ele te conceda a mesma persistência e determinação em alcançar esse tesouro, essa ímpar e maravilhosa dádiva, como teve Jacó que lutou com o anjo até o alvorecer, só o largando empós receber o que o seu coração precisava – o perdão e a conseqüente paz de espírito.

Sorria por que o Pai, como o da parábola, te aguarda avidamente para te abraçar e trocar as tuas vestes sujas pelas vestes do Seu Filho. E por onde andastes e como andastes, e por quanto tempo tens estado distante, não importa para Ele. Ele não está interessado nisso. Ele só observa para ver se atenderás aos Seus incansáveis rogos, pedindo-te para voltar ao Seu convívio. Volta! Não há razão pra estarmos distantes de Quem tudo fez e continuará fazendo para nos libertar verdadeiramente do domínio do pecado, que nos destrói passo a passo, cuja consequência é a morte. Está escrito: “Todo o que o Pai me dá, virá a Mim, e o que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.” São João 6:37. E mais: “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, PORVENTURA NÃO NOS DARÁ GRACIOSAMENTE COM ELE TODAS AS COISAS?” Romanos 8:31 e 32. Depois de tão grandíssimas e preciosas promessas e garantias, o que te impede de atender ao Seu chamado? Este é o melhor momento.

Que Deus nos abençoe!

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