sábado, 30 de julho de 2011

Minha 2ª Paticipação na IASD Central de Maceió


Sábado, dia 30Jul2011. Deus está abrindo o caminho, paulatinamente, para honra e glória do Seu santo e tremendo nome. Graças te dou, Senhor!

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domingo, 10 de julho de 2011

Cristo - a Cabeça da Igreja

E sujeitou todas as coisas a Seus pés e, sobre todas as coisas O constituiu como Cabeça da Igreja.
Efésios 1:22.




Segundo as profecias bíblicas, vivemos sob a efetivação da primeira fase do juízo de Deus. Nesse julgamento, devemos estar seguros, confiantes da nossa absolvição, pois assim se expressa o apóstolo João: “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual Ele é, somos nós também neste mundo.I João 4:17. Com isto entendemos que só seremos absolvidos, se todo o nosso viver for reflexo do viver do nosso Advogado. Ele não poderá apresentar Seus méritos em favor daquele que não reproduz o Seu caráter. A isso aludiu São Paulo quando disse que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Romanos 8:1. E assim também declarou: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5:1.
Noutros estudos vimos que perdoar e justificar, teologicamente significam a mesma coisa, uma vez que ao perdoar Deus o pecador, Ele está apagando todos os seus pecados (passagem bíblica), Ele está justificando, tornando justo, com Cristo é justo. Esse é o fundamento do evangelho – transformar homens pecadores, escravos de Satanás, em homens justos, sem pecado, conforme a imagem do Salvador. “Porque, assim como pela desobediência de um só homem, muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um, muitos serão feitos justos.” Romanos 5:19. Mais: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” Romanos 8:29.
De acordo com Romanos 8:1, os que estão em Cristo não estão sob a condençaão da lei, afinal a lei não é para o justo. I Timóteo 1:9. Inferimos, destarte, que se a lei não atinge ao justo, é porque sua vida se conforma com ela, e isso está em harmonia com Hebreus 10:17, onde Paulo assere incontestavelmente que os justos têm a leiescrita em seu coração e em sua mente. Eles vivem como Cristo viveu, andarão como Cristo andou. Portanto, estar em Cristo significa falar como Ele falou, pensar como pensou, agir como Ele agiu, viver como Ele viveu. É de se perceber que os 144.000 demonstrarão essa verdade, pois as características neles divisadas são as mesmas vistas em Cristo.
Não poucos cristãos não compreendem a profundidade da expressão “estar em Cristo” e a consideram como sendo fruto e não causa. Referem-se a esse assunto no campo da alegoria, sob o prisma do irreal. Dizem: “estar em Cristo é andar ao Seu lado, entreter comunhão com Ele, fazer o que Lhe apraz, guardar os Seus mandamentos.” Se examinassem bem, chegariam à ilação de que estão errados, pois todas essas coisas são os frutos e não a causa. Vejamos.
Consoante o versículo temático, Deus constituiu o nosso Salvador como a Cabeça da Igreja. Ele também é chamado de “a Principal Pedra de Esquina”, sobre a qual toda a igreja se ergue. Malgrado o corpo biologicamente não tenha muito a ver com pedra, a idéia central é a mesma em ambos os termos, visto que a edificação da igreja, que são os justos, sendo estes chamados de pedras vivas, necessita estar alicerçada nessa Pedra de Esquina ou Angular, que é Cristo. “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” Efésios 2:20 a 22. Notem a similaridade de expressões que o apóstolo usa para identificar Cristo e os que dEle são nascidos: “E, chegando-vos para Ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa, vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.I Pedro 2:4-5.
Terá sido um descuido do apóstolo ou ele está nos afirmando que os que nascem de Deus, pelo Espírito Santo, são reflexos do próprio Cristo? É uma mensagem muito direta e contundente, caro leitor, mas é a maravilhosa realidade. Eu e tu podemos ser regenerados à imagem do Criador e vivermos, pelo poder do Santo Espírito, a vida que Jesus viveu quando esteve na Terra. Isso não é fábula, contudo é uma verdade que Satanás tratou de esconder das vistas da igreja, cobrindo-a com o manto da incredulidade. Cremos em Deus para tudo, falamos do Seu eterno poder, que Ele criou e mantém os mundos no espaço sideral na mais perfeita ordem, entretanto, quando lidamos com o pecado, não somos capazes de crer que Esse mesmo Deus seja capaz de me libertar e me manter livre do domínio do pecado, a ponto de eu viver sem transgredir Seus mandamentos pelo tempo que minha vontade perseverar em servi-Lo. Impressiona-me!
Então, que verdade dura e preocupante eu estou trazendo com este estudo? Amado leitor, imaginemos uma lâmpada que está conectada a uma tomada macho. Agora eu introduzo-a na tomada da parede, a fêmea. O que acontece? Bem, considerando que tudo esteja perfeito, ao receber a energia a lâmpada irá acender, correto? Desconectando as tomadas, a lâmpada evidentemente irá se apagar, porque deixa de ser alimentada pela corrente elétrica. Que lição nos traria esse exemplo, quanto ao estudo presente? Nós somos a lâmpada. Se não estivermos conectados em Cristo, seremos trevas, estamos mortos. Só podemos emitir luz se estivermos ligados a Ele. Lembra quando afirmei que todas aquelas coisas eram frutos e não causa? A energia provinda do Salvador naturalmente me leva a entreter diariamente comunhão com Ele, a pregar o evangelho, a devolver os dízimos, a amar ao meu próximo. todas essas coisas são frutos. A causa é minha ligação com Ele. A lâmpada só funciona se estiver conectada na energia, assim também nós só poderemos dar frutos, emitir luz, se estivermos conectados em Cristo.
E quanto ao corpo? Ora na fase embrionária vemos que a cabeça é que primeiro é formada, e daí os demais órgãos, tudo a seu tempo. É importante salientar que os outros órgãos derivam da cabeça e vão formando o corpo. Esse processo é utilizado por Paulo para demonstrar como a Igreja, o povo de Deus, é formada. Lemos: “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a Cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” Efésios 4:15 e 16. Vemos que a Igreja deriva de Cristo, nasce dEle, e não poderia ser diferente. Porque não? No sistema sacrifical, o cordeiro imolado, representando o Salvador deveria ser sem manchas e sem defeito, ou seja, isento de qualquer nódoa do pecado. Nascer dEle significa viver sem pecado, razão pela qual o Senhor assentara solenemente que quem ouve a sua palavra, e crê em Deus, dando-Lhe o coração inteiro, “tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida”. João 5:24. Ainda que eu diga que tenho experiências maravilhosas com Deus, uma longa jornada evangelista, tantos anos de batismo, mas minha vida é um cai-levanta, vivendo sob o domínio do pecado, não posso asserir que tenho a vida eterna, que não estou sob o juízo da condenação, nem que passei da morte para a vida, porquanto a vida eterna só quem a possui é o justo, por ter uma vida isenta de pecado. Eis o azo de não estar sob condenação, bem como ter passado da morte para a vida, pois a vida que ele possui, não é provinda dele, mas de Cristo. É por essa razão que Paulo categoriza que Cristo não pode ser ministro do pecado. Gálatas 2:17. Nenhum pecado, caro leitor, nenhuma nódoa deve ser vista naquele que diz que nasceu de novo. A vida que provém de Cristo é vida, e vida em abundância.
Entendes, então, porque não podemos dizer que somos povo de Deus ou que fazemos parte de Sua Igreja, se a nossa vida não estiver isenta de pecado? O corpo para ser perfeito precisa estar perfeito por inteiro. O Cordeiro do mundo tem o seu corpo místico – a Sua Igreja. Ela não pode ter mancha, nódoa alguma. Paulo diz veementemente: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” Efésios 5:25 a 27. Portanto, é inconcebível que a igreja de Cristo, eu ou tu, que proferimos ser de Cristo deve viver uma vida que O honre perante o mundo, mormente o invisível. “Todo aquele que profere o nome do Senhor, aparte-se da iniqüidade.” II Timóteo 2:19. O corpo de Cristo não pode ter nenhum membro imperfeito ou maculado pelo pecado. E esse membro sou eu, és tu, caro leitor. Se queremos fazer parte do corpo de Cristo, teremos que permitir fluir em nós o Seu caráter, a Sua vida isenta de pecado. Temos que ser iguais a Ele.
Alguns de nós sempre fazem menção a Abraão, a Davi, dentre outros heróis de fé, de maneira a diminuir-lhe o brio. Até enaltecem suas conquistas, mas quando o assunto é perfeição, não titubeiam e logo os atingem, ressaltando o que fizeram, onde e como fracassaram. Não são capazes de compreender que Deus não muda, e por conseguinte, se a Abraão Ele chamou de seu amigo e a Davi de homem segundo o Seu coração, é porque aprenderam a viver como Ele requereu: “Anda em Minha presença, e sê perfeito!Gênesis 17:1. E quanto a Moisés, não teria a misericórdia de Deus, por imensa que ela é, permitido atender sua oração quando implorou por entrar na Terra prometida, ao saber que iria morrer? Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Insistindo Moisés, ouviu de Deus: “Basta! Não Me fales mais neste negócio.” Deuteronômio 3:26. Não é preciso conhecer os detalhes das histórias desses homens, basta conhecer o Criador – Ele não tolera o pecado, em hipótese alguma. Daí ser perigoso viver como se quer e deseja, apontando para a misericórdia de Deus, crendo que Ele irá fazer vistas grossas àqueles que desdenharem Seus mandamentos. Isso é um sofisma satânico.
Agora rememoremos o episódio em que Cristo curou aquele homem morfético. Movido pela fé, o moribundo não vê a multidão que tenta impedi-lo de ir a Cristo. Sua esperança não pode ser arrefecida, tal oportunidade não pode ser desperdiçada. Então, aos pés do Salvador, ele brada: “Senhor, se quiseres podes tornar-me limpo.Mateus 8:2. A resposta por ele ouvida é a resposta que importa a todos nós ouvirmos, se desejamos ser limpos do pecado, assim como o leproso ansiava ser liberto daquele mal. A voz de Cristo soou qual música suave, enquanto tocava aquele corpo coberto de lepra: “Quero; sê limpo.” E o relato bíblico conclui: “No mesmo instante ficou purificado da sua lepra.” Mateus 8:3.
Porque duvidamos de que o mesmo poder nos curará do mal do pecado, que nos mantém presos a Satanás? Não temos que tentar melhorar a vida, não temos que buscar mais intensa comunhão, não temos que lutar com nossas forças para sufocar o pecado, porque o pecado é um fruto, não uma causa. Estamos sempre tentando cortar o fruto, mas continuamos ligados à videira falsa, recebendo sua seiva mortífera. Podemos até melhorar, podemos até nos esconder dos homens, mas não escaparemos do olhar perscrutador de Deus, que sonda os nossos corações. Temos que parar de lutar e ir a Deus, como o leproso, e rogar-Lhe que nos cure do mal, que nos arranque da videira falsa e nos enxerte na Videira verdadeira. Amigo leitor, se fizermos a mesma oração do leproso, ouviremos a mesmíssima voz do Senhor a nos dizer: “Quero; sê limpo.” Basta apenas crer em Sua bondade e disposição de nos curar da lepra do pecado. Basta apenas crer em Seu amor, e seremos curados, nossas vidas refletirão a própria vida de Cristo. Viveremos para Ele de modo natural, assim como era natural vivermos para o pecado, antes de ser regenerados pelo Espírito Santo. O esforço não se concentra na obediência, todavia no manter-se ligado à Videira. Cristo nos torna vencedores, concede-nos a obediência que Ele alcançou por nós e para nós. Essa obediência é chamada de “o dom da justiça”, o que tanto precisamos para vivermos uma vida santa e irrepreensível, na presença do Senhor. “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem [os que nasceram de novo] não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu, e ressuscitou.” II Coríntios 5:14 e 15.
Confia a tua vida ao Salvador, prezado leitor, e Ele te fará nascer dEle, pelo mesmo milagre operado pelo Espírito Santo que O fez gerar no ventre de Maria. A Escritura diz: “Se sabeis que Ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça [a obediência] é nascido dEle.” I João 2:29. Em Colossenses 1:19 e 2:9 está escrito que em Cristo habita toda a plenitude da Divindade. Disso tu já sabias, mas o que tu quiçá não saibas é que Seu sacrifício na cruz do Calvário tinha uma finalidade maior – tornar-nos a Sua plenitude. Lemos: “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus”. Efésios 3:19. Mais: “E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, näo só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.Efésios 1:19 a 23.
Deus quer que tua vida seja plena de Sua própria existência, caro leitor; Ele quer mostrar ao mundo que é totalmente possível viver em Sua presença, refletindo o Seu caráter santo e justo, em nós que andávamos segundo o curso deste mundo. E para Ele não importa o quanto o pecado tem nos afundado em sua lama. Isso não é problema para Ele. O seu maior desafio é nos convencer em abrirmos a porta do nosso coração a fim de que Seu Espírito realize o maior de todos os milagres – transformar seres caídos, escravos de Satanás, em homens valorosos no poder de Cristo, verdadeiros filhos de Deus. Esse é o Seu plano, e Ele te convida a participar ativamente dessa obra maravilhosa. Aceita-o agora! Ele está te esperando. Não te demores, e vem!
E o Espírito e a noiva dizem: vem. E quem ouve, diga: vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.” Apocalipse 22:17.
Que Deus nos abençoe!









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sábado, 9 de julho de 2011

Minha 1ª Participação na IASD Central de Maceió-AL

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sábado, 2 de julho de 2011

As Concupiscências Mundanas


Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências. Romanos 6:12.


Nosso tema de hoje traz em seu teor uma mensagem assaz importante, embora contundente. Na verdade, o evangelho de Cristo realça sua excrescência, uma vez que, ao proclamar a liberdade, necessariamente se enuncia a abdicação de um mal, astuciosamente pintado com cores suaves e atraentes, que tem o fito de impedir a transformação do caráter à semelhança de Deus. Reporto-me às concupiscências, em suas mais vis nuances. Que papel a concupiscência desempenha na guerra cósmica travada entre Cristo e Satanás? Como se identificam? Essas indagações serão respondidas ao longo deste estudo.
Antes mesmo de iniciarmos, é mister compreendermos o que é concupiscência. A substrução natural desse vocábulo é o desejo, ainda que alguns já o associem com o que não é puro. A concupiscência está intimamente ligada à cobiça, e é consabido que cobiça, em seu âmago, não reserva nada de ruim ou permissivo, porém o seu objeto é quem qualifica sua natureza. Cobiça e ambição são sinônimas. É bem verdade que tal palavra [ambição] tem sido pejorada pela sociedade. Se alguém nos disser que determinada pessoa é ambiciosa, não ouvimos com bons ouvidos, pois somos levados a formar nossa opinião intuitivamente pelo seu lado negativo, sem nos darmos conta de que tanto a ambição quanto a cobiça são qualificadas, são perfiladas pelo objeto que enfocam. Enfim, a cobiça é o sentimento, a concupiscência o objeto desejável.
A nefasta concupiscência, pode ser dividida em dois tipos: 1. Concupiscência da Carne; 2. Concupiscência dos Olhos. Não entraremos em detalhes, neste estudo, sobre essas duas espécies, posto que aqui nos concentraremos no seu caráter pernicioso. Assim, tal concupiscência é chamada também de concupiscência do engano ou mundana. Indago, então: por que a concupiscência do engano ou mundana é tão perigosa, tão nociva para aquele que aspira ao Céu? Meditemos. Assim está escrito: “Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma.I Pedro 2:11. A vil concupiscência diz o apóstolo Pedro, combate contra a alma, e isso ocorre porque ela tem um enorme poder de atração; mostra-se num invólucro sereno, inocente, escondendo o seu mortífero veneno. Feito um imã, exerce seu poder atrativo com a finalidade precípua de minar as forças da alma, visto que, empós envolver sua vítima, ela a entorpece, neutralizando suas capacidades motora e sensitiva, tornando-a escrava, por excelência. Para ser mais direto, ela não detém essencialmente esse poder, é-lhe conferido por um ser – Satanás.
Voltemos ao Éden. Ali está a árvore do fruto proibido. O casal fora avisado de que aquele terreno que circundava a árvore era perigoso. A vantagem naquela zona não seria deles, mas do arquiinimigo. Decerto que foram orientados por Deus a vigiar para que não entrassem naquele terreno. Infelizmente Eva não percebeu que estava andando na direção daquela árvore, e quando percebeu, era tarde demais. Fora abordada pela serpente, animal usado por Satanás para entabular conversação com a mulher. Muitos asserem que Eva foi muita ingênua, porém tais pessoas não estão dispostas a julgar suas próprias quedas, infantis muitas vezes, com a mesma leviana sentença. O diálogo alcançou seu clímax, quando Satanás ouviu dos lábios de sua vítima, aquilo que Deus não proferira: “nem nele tocareis”. Gênesis 3:3. Sou levado a crer que o diabo colocou o fruto na mão de Eva e lhe demonstrou, dessa forma, que as palavras ditas por Deus não se cumpriram, uma vez que ela havia tocado no fruto e nada lhe havia acontecido. Penso desse modo, em face do versículo seis, desse mesmo capítulo. Ali nos diz: “Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.” Gênesis 3:6.
Deparamo-nos, nesse episódio, com a concupiscência em toda a sua plenitude – da carne e dos olhos. A palavra então, no texto bíblico, denota conclusão. Aponta para o sucesso da investida do inimigo. No terreno da tentação, o engodo do anúncio exerce um papel amargamente entorpecedor. Ele matiza as trevas com inefável luz, embotando os sentidos. Os Escritos Sagrados são por demais clarividentes – Eva viu além do que era visível. Certamente a árvore não era má em si mesma, no entanto, pela ordem expressa do Todo-Poderoso, seu fruto não era bom para se comer, pois a consequência seria morte. Ora, representando desobediência ao Seu Criador, aquela árvore não poderia ser agradável aos olhos, a menos que tal sentido já estivesse sob os efeitos do engano mortal da serpente. Por fim, se Eva desejava sabedoria, porque não recebê-la da Fonte inesgotável, que lhe daria ilimitada e licitamente? Por que usufruir de uma sabedoria com sabor de deslealdade? Eva viu sucesso no fracasso; felicidade na desgraça; vida na morte. Cumpriu-se ali o que jaz no livro de Tiago: “Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; e então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.Tiago 1:14 e 15.
A tática do inimigo ainda continua a mesma. Ele usa a falsa propaganda, o poder do engano, incrementado com o objeto em apreço. Dessarte, está sempre à procura de uma oportunidade para entabular conversação com aqueles que, incautos, penetram na zona de perigo. Sob essa atmosfera, aplaca sua presa com a concupiscência adequada. Como diz Paulo, o velho homem, ou o homem carnal, ou os que ainda não foram gerados de novo, “se corrompem pelas concupiscências do engano.Efésios 4:22. Satanás se utiliza das vis concupiscências para concretizar o seu diabólico plano de tornar o homem, que é escravo seu, cada vez mais semelhante a si mesmo. É o alimento daqueles que não provaram o novo nascimento; recebem-no do arquiinimigo para que se corrompam, se degradem mais e mais. Seus efeitos tendem a minar o poder das Escrituras Sagradas no coração do homem, e é por esse azo que o Livro Sagrado alerta que elas “combatem contra a alma”. I Pedro 2:11.
Noutra versão, em Tito 2:12, é utilizada a palavra paixão em lugar de concupiscência. Embora paixão e concupiscência não sejam sinônimos, quando o objeto em foco não é da aquiescência divina, expressam teologicamente o mesmo interesse sobre o homem – afastá-lo de Deus e, consequentemente, da possibilidade da cura do pecado. Sendo assim, quanto mais o homem se alimenta da concupiscência ou paixão mundana, imperceptivelmente, ele está descendo as escadas da morte, para as mais densas trevas. Seu coração se torna endurecido, empedernido ao ouvir a voz do Espírito Santo. A função da concupiscência, portanto, é impedir o homem de enxergar o seu estado espiritual, vilipendiando a misericórdia de Deus, mantendo-o escravo de Satanás. A degradação moral, em sua maior extensão é o destino para onde caminha o homem ludibriado pela concupiscência.
Como identificar a hostil concupiscência? Bem, para Adão e Eva essa tarefa era assaz simplória, uma vez que só havia uma árvore cujo usufruto lhes fora restringido. Porém, com a entrada do pecado no mundo, a placa de sinalização de Deus teria que ser ampliada, já que Satanás efetivou a proliferação da concupiscência, e correspondentemente a do pecado, porque “pela lei vem o conhecimento do pecado”. Romanos 3:20. Nota, o caro leitor, que não está escrito vinha como se a função da lei já tivesse sido cumprida. O fato de o apóstolo usar o verbo vir no presente do indicativo, testifica irrefutavelmente que a lei ainda está em vigor, porque “onde não há lei, o pecado não é levado em conta”. Romanos 5:13. Até o código penal do nosso país, em seu Artigo 1º, parafraseia o texto bíblico: “Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.” Não houvesse lei no paraíso, o comer daquela árvore não traria as drásticas conseqüências, existentes em nosso planeta. A lei, portanto, identifica cada “fruto” proibido, e as Escrituras, de Gênesis ao Apocalipse, é a extensão dela. Em cada recanto seu, vemos a ampliação dos dez mandamentos, expressos nas duas tábuas entregues ao líder Moisés. Se desejamos conhecer as placas identificadoras das más concupiscências, devemos estudar minuciosamente a Bíblia. Como sabemos, o caráter de Satanás é oposto ao de Deus. Estudando as Escrituras, conheceremos o caráter do Criador que se destaca infinitamente do caráter do inimigo das almas. A luz evidenciará as trevas. E onde não há luz, há maléfica concupiscência. Contudo, como foi no paraíso, assim é também agora – a luz proveniente do Espírito Santo, que realça tudo aquilo que constitui a maligna concupiscência, só é derramada sobre aqueles que pretendem entregar suas vidas a Deus, aqueles que decidiram abrir mão de tudo, da sua própria vida, a fim de que Cristo nele se manifeste.
Agora nos aprofundemos mais no assunto. Paulo escreveu para Tito: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões [concupiscências] mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente.Tito 2:11 e 12. No verso 13 o apóstolo afirma que esse é o modo pelo qual os cristãos deverão aguardar a volta de Cristo. Inseri no texto o vocábulo concupiscência em face de terem o mesmo significado, quanto ao contexto. A matéria apresentada pelo servo de Deus, nem é hermética nem incognoscível. Ele declara que a graça de Deus, na pessoa do Espírito Santo, nos educa a renegarmos o pecado e as paixões ou concupiscências mundanas, e só assim estarmos prontos para a volta de Cristo. Vale dizer que se nos conformamos com as concupiscências ou paixões mundanas, não teremos o gozo de subir aos Céus com Cristo quando Ele vier. Destaca Pedro: “Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: sereis santos, porque Eu sou santo.I Pedro 1:14 a 16.
O mundo, meu caro leitor, é o palco onde Satanás tem estabelecido sua rebelião. E para alcançar o êxito almejado, diversificou as concupiscências, de modo a confundir a mente daqueles que não têm a lâmpada na mão, ou se têm não a usam ou usam com um pseudo azeite. O alvitre divino é: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para os meus caminhos.Salmo 119:105. O fundamento desse Salmo é fazer com que andemos num campo minado, podendo ver as minas plantadas pelo inimigo, como se fossem cristais. Entrementes, a luz ali mencionada provém do Espírito Santo, o verdadeiro azeite. Daí irradiar a luz das palavras escritas por João: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.I João 1:15-17. E por que motivo João enfatiza tanto o mundo? Ele mesmo responde: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no maligno.I João 5:19. O mundo é um campo minado por Satanás, caro leitor.
Bem, quiçá neste comenos desejemos saber quais “árvores”, hoje, constituem as concupiscências ou paixões mundanas. Para conhecê-las, devemos descobrir as pistas fornecidas pelas Escrituras Sagradas. Em primeiro lugar, perlustremos I Pedro 2:11 em busca de uma dessas pistas. Ali, Pedro se reporta aos que estão vivendo uma vida de santidade, de purificação, aguardando, desse modo, o retorno do Salvador, como peregrinos e forasteiros. Peregrinos porque estão só de passagem; forasteiros porque são de outra pátria, a celestial, não a terrestre. Se eles não são daqui e estão só de passagem, não poderão permitir que nada lhes desviem do seu curso, pois “nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar Àquele que o alistou para a guerra”. II Timóteo 2:4.
Não é surpresa Paulo rotular a concupiscência ou a paixão mundana com outro título. Lemos: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.Hebreu 12:1. Percebe o leitor a harmonia desse versículo com Tito 2:12? Em Tito ele chama o pecado de impiedade, e o embaraço de concupiscência ou paixão mundana. Desta forma, para o peregrino e forasteiro, a concupiscência lhe é um laço do passarinheiro, um embaraço, posto que ela embota os sentidos, prejudicando a capacidade de percepção da alma quanto às advertências e tesouros escondidos no Sagrado Livro. Ele deve evitá-la, se pretende rumar em direção ao Céu. A concupiscência é algo que não estará no Céu, e, por conseguinte, não pode acalentá-la enquanto labuta aqui neste planeta. Esta é a primeira pista – entorpecente.
A segunda pista é a sua origem – o mundo. Não que a tecnologia seja concupiscência mundana, mas que pode ter sido utilizada para efetivá-la. Lembremos que Satanás, consciente de sua incapacidade de criar, aproveita-se do poder criativo de Deus, com a finalidade de executar seus ardis. Na verdade, a origem das concupiscências mundanas está conectada diretamente aos princípios que as regem. Têm efeito bumerangue: criadas no mundo para propósitos mundanos, não celestes. Elas não enaltecem a Deus, nem despertam o interesse pelas coisas eternas.
Atendendo a essas duas características excrescentes podemos afirmar categoricamente que os esportes, novelas televisivas ou não, cinemas, programas que divulgam o crime televisivamente ou não, a vaidade, a exaltação própria, o ganho fácil, dentre outros, constituem as paixões ou concupiscências mundanas. O esporte, com sua inocente faceta, incide em duas coisas proibidas por Deus, além de outras delas decorrentes: 1. Emulação; 2. Engano. Emulação pode ser aplicada como estímulo ou competição. Nas Escrituras ela é utilizada por Paulo nos dois significados. Como estímulo em Romanos 11:11 e 14, e como competição em Gálatas 5:20. Essa última desagrada a Deus, pois dela suscitam as mais vis qualidades humanas. Esse sentimento leva o homem a tentar superar seu semelhante, e não poucas vezes, olvidando a sua dignidade, a empatia, o amor fraternal. Não se concebe ver Cristo participando de uma competição, mesmo que tenha o caráter de lazer, pois isso estaria totalmente avesso a um dos pilares do cristianismo – amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Somado a esse ingrediente do esporte, a emulação, temos o engano, que se destaca em sua maioria. O atacante terá que enganar o oponente para alcançar o seu objetivo. Ele terá que induzir seu adversário ao erro, a fim de, nessa indébita vantagem, lograr êxito em sua disputa.
E quem assegurará que, enquanto se está envolvido pela atmosfera de cada variante de concupiscência apresentada acima, existe no coração o desejo de se aproximar de Deus? Ninguém que esteja diante de um jogo de futebol, por exemplo, estará disposto a ouvir a voz do Espírito Santo, justo na hora em que o atacante está para driblar o goleiro, ou estará? Onde está Deus nesse momento? Esquecido, com certeza. E quanto aos filmes e novelas? Pregam o infenso do que fora proclamado pelo Criador, como as muralhas do caráter: não matarás, não adulterarás, não dirás falso testemunho, etc. Antes, incentivam a desdenhar os mandamentos divinos, incutindo idéias permissivas para cidadãos do reino celestial, infringindo cada mandamento divino. Seria tudo isso aceitável no Céu, onde Deus habita? Claro que não.
Em face desse deplorável fascínio, Paulo admoesta a Timóteo a instruir “com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, E TORNAREM A DESPERTAR, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos”. II Timóteo 2:26. Não foi à toa que o apóstolo tenha categorizado que “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Gálatas 5:24. Não há espaço para a concupiscência, na vida daquele que nasceu de novo.
Pode ser contundente, mas a concupiscência tende a nos prender ao diabo para que não tenhamos acesso ao Reino da Glória de Cristo. A ilusão que envolve os que aninham a concupiscência em seu coração é tão densa, e sobre eles exercem um poder tão eficaz que o apóstolo Pedro chama de “escape” o sair dessa situação. Ele diz que Deus “tem dado suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”. II Pedro 1:4. Como vemos, a concupiscência é o instrumento pelo qual o inimigo degrada moralmente o homem, tornando-o indigno de viver na presença de Deus.
Amigo leitor, Cristo quer restaurar em ti a Sua imagem, Ele deseja arrancar-te dos laços que te prendem ao diabo. Permita que Ele mude o teu coração para que escapes da corrupção, processo que te faz mais e mais semelhante ao arquiinimigo. Vem para a luz! É desiderato de Jesus Cristo que os olhos de todos sejam abertos, como Ele próprio diz, “a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em Mim”. Atos 26:18.
Que Deus nos abençoe!

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