sábado, 2 de julho de 2011

As Concupiscências Mundanas


Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências. Romanos 6:12.


Nosso tema de hoje traz em seu teor uma mensagem assaz importante, embora contundente. Na verdade, o evangelho de Cristo realça sua excrescência, uma vez que, ao proclamar a liberdade, necessariamente se enuncia a abdicação de um mal, astuciosamente pintado com cores suaves e atraentes, que tem o fito de impedir a transformação do caráter à semelhança de Deus. Reporto-me às concupiscências, em suas mais vis nuances. Que papel a concupiscência desempenha na guerra cósmica travada entre Cristo e Satanás? Como se identificam? Essas indagações serão respondidas ao longo deste estudo.
Antes mesmo de iniciarmos, é mister compreendermos o que é concupiscência. A substrução natural desse vocábulo é o desejo, ainda que alguns já o associem com o que não é puro. A concupiscência está intimamente ligada à cobiça, e é consabido que cobiça, em seu âmago, não reserva nada de ruim ou permissivo, porém o seu objeto é quem qualifica sua natureza. Cobiça e ambição são sinônimas. É bem verdade que tal palavra [ambição] tem sido pejorada pela sociedade. Se alguém nos disser que determinada pessoa é ambiciosa, não ouvimos com bons ouvidos, pois somos levados a formar nossa opinião intuitivamente pelo seu lado negativo, sem nos darmos conta de que tanto a ambição quanto a cobiça são qualificadas, são perfiladas pelo objeto que enfocam. Enfim, a cobiça é o sentimento, a concupiscência o objeto desejável.
A nefasta concupiscência, pode ser dividida em dois tipos: 1. Concupiscência da Carne; 2. Concupiscência dos Olhos. Não entraremos em detalhes, neste estudo, sobre essas duas espécies, posto que aqui nos concentraremos no seu caráter pernicioso. Assim, tal concupiscência é chamada também de concupiscência do engano ou mundana. Indago, então: por que a concupiscência do engano ou mundana é tão perigosa, tão nociva para aquele que aspira ao Céu? Meditemos. Assim está escrito: “Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma.I Pedro 2:11. A vil concupiscência diz o apóstolo Pedro, combate contra a alma, e isso ocorre porque ela tem um enorme poder de atração; mostra-se num invólucro sereno, inocente, escondendo o seu mortífero veneno. Feito um imã, exerce seu poder atrativo com a finalidade precípua de minar as forças da alma, visto que, empós envolver sua vítima, ela a entorpece, neutralizando suas capacidades motora e sensitiva, tornando-a escrava, por excelência. Para ser mais direto, ela não detém essencialmente esse poder, é-lhe conferido por um ser – Satanás.
Voltemos ao Éden. Ali está a árvore do fruto proibido. O casal fora avisado de que aquele terreno que circundava a árvore era perigoso. A vantagem naquela zona não seria deles, mas do arquiinimigo. Decerto que foram orientados por Deus a vigiar para que não entrassem naquele terreno. Infelizmente Eva não percebeu que estava andando na direção daquela árvore, e quando percebeu, era tarde demais. Fora abordada pela serpente, animal usado por Satanás para entabular conversação com a mulher. Muitos asserem que Eva foi muita ingênua, porém tais pessoas não estão dispostas a julgar suas próprias quedas, infantis muitas vezes, com a mesma leviana sentença. O diálogo alcançou seu clímax, quando Satanás ouviu dos lábios de sua vítima, aquilo que Deus não proferira: “nem nele tocareis”. Gênesis 3:3. Sou levado a crer que o diabo colocou o fruto na mão de Eva e lhe demonstrou, dessa forma, que as palavras ditas por Deus não se cumpriram, uma vez que ela havia tocado no fruto e nada lhe havia acontecido. Penso desse modo, em face do versículo seis, desse mesmo capítulo. Ali nos diz: “Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.” Gênesis 3:6.
Deparamo-nos, nesse episódio, com a concupiscência em toda a sua plenitude – da carne e dos olhos. A palavra então, no texto bíblico, denota conclusão. Aponta para o sucesso da investida do inimigo. No terreno da tentação, o engodo do anúncio exerce um papel amargamente entorpecedor. Ele matiza as trevas com inefável luz, embotando os sentidos. Os Escritos Sagrados são por demais clarividentes – Eva viu além do que era visível. Certamente a árvore não era má em si mesma, no entanto, pela ordem expressa do Todo-Poderoso, seu fruto não era bom para se comer, pois a consequência seria morte. Ora, representando desobediência ao Seu Criador, aquela árvore não poderia ser agradável aos olhos, a menos que tal sentido já estivesse sob os efeitos do engano mortal da serpente. Por fim, se Eva desejava sabedoria, porque não recebê-la da Fonte inesgotável, que lhe daria ilimitada e licitamente? Por que usufruir de uma sabedoria com sabor de deslealdade? Eva viu sucesso no fracasso; felicidade na desgraça; vida na morte. Cumpriu-se ali o que jaz no livro de Tiago: “Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; e então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.Tiago 1:14 e 15.
A tática do inimigo ainda continua a mesma. Ele usa a falsa propaganda, o poder do engano, incrementado com o objeto em apreço. Dessarte, está sempre à procura de uma oportunidade para entabular conversação com aqueles que, incautos, penetram na zona de perigo. Sob essa atmosfera, aplaca sua presa com a concupiscência adequada. Como diz Paulo, o velho homem, ou o homem carnal, ou os que ainda não foram gerados de novo, “se corrompem pelas concupiscências do engano.Efésios 4:22. Satanás se utiliza das vis concupiscências para concretizar o seu diabólico plano de tornar o homem, que é escravo seu, cada vez mais semelhante a si mesmo. É o alimento daqueles que não provaram o novo nascimento; recebem-no do arquiinimigo para que se corrompam, se degradem mais e mais. Seus efeitos tendem a minar o poder das Escrituras Sagradas no coração do homem, e é por esse azo que o Livro Sagrado alerta que elas “combatem contra a alma”. I Pedro 2:11.
Noutra versão, em Tito 2:12, é utilizada a palavra paixão em lugar de concupiscência. Embora paixão e concupiscência não sejam sinônimos, quando o objeto em foco não é da aquiescência divina, expressam teologicamente o mesmo interesse sobre o homem – afastá-lo de Deus e, consequentemente, da possibilidade da cura do pecado. Sendo assim, quanto mais o homem se alimenta da concupiscência ou paixão mundana, imperceptivelmente, ele está descendo as escadas da morte, para as mais densas trevas. Seu coração se torna endurecido, empedernido ao ouvir a voz do Espírito Santo. A função da concupiscência, portanto, é impedir o homem de enxergar o seu estado espiritual, vilipendiando a misericórdia de Deus, mantendo-o escravo de Satanás. A degradação moral, em sua maior extensão é o destino para onde caminha o homem ludibriado pela concupiscência.
Como identificar a hostil concupiscência? Bem, para Adão e Eva essa tarefa era assaz simplória, uma vez que só havia uma árvore cujo usufruto lhes fora restringido. Porém, com a entrada do pecado no mundo, a placa de sinalização de Deus teria que ser ampliada, já que Satanás efetivou a proliferação da concupiscência, e correspondentemente a do pecado, porque “pela lei vem o conhecimento do pecado”. Romanos 3:20. Nota, o caro leitor, que não está escrito vinha como se a função da lei já tivesse sido cumprida. O fato de o apóstolo usar o verbo vir no presente do indicativo, testifica irrefutavelmente que a lei ainda está em vigor, porque “onde não há lei, o pecado não é levado em conta”. Romanos 5:13. Até o código penal do nosso país, em seu Artigo 1º, parafraseia o texto bíblico: “Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.” Não houvesse lei no paraíso, o comer daquela árvore não traria as drásticas conseqüências, existentes em nosso planeta. A lei, portanto, identifica cada “fruto” proibido, e as Escrituras, de Gênesis ao Apocalipse, é a extensão dela. Em cada recanto seu, vemos a ampliação dos dez mandamentos, expressos nas duas tábuas entregues ao líder Moisés. Se desejamos conhecer as placas identificadoras das más concupiscências, devemos estudar minuciosamente a Bíblia. Como sabemos, o caráter de Satanás é oposto ao de Deus. Estudando as Escrituras, conheceremos o caráter do Criador que se destaca infinitamente do caráter do inimigo das almas. A luz evidenciará as trevas. E onde não há luz, há maléfica concupiscência. Contudo, como foi no paraíso, assim é também agora – a luz proveniente do Espírito Santo, que realça tudo aquilo que constitui a maligna concupiscência, só é derramada sobre aqueles que pretendem entregar suas vidas a Deus, aqueles que decidiram abrir mão de tudo, da sua própria vida, a fim de que Cristo nele se manifeste.
Agora nos aprofundemos mais no assunto. Paulo escreveu para Tito: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões [concupiscências] mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente.Tito 2:11 e 12. No verso 13 o apóstolo afirma que esse é o modo pelo qual os cristãos deverão aguardar a volta de Cristo. Inseri no texto o vocábulo concupiscência em face de terem o mesmo significado, quanto ao contexto. A matéria apresentada pelo servo de Deus, nem é hermética nem incognoscível. Ele declara que a graça de Deus, na pessoa do Espírito Santo, nos educa a renegarmos o pecado e as paixões ou concupiscências mundanas, e só assim estarmos prontos para a volta de Cristo. Vale dizer que se nos conformamos com as concupiscências ou paixões mundanas, não teremos o gozo de subir aos Céus com Cristo quando Ele vier. Destaca Pedro: “Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: sereis santos, porque Eu sou santo.I Pedro 1:14 a 16.
O mundo, meu caro leitor, é o palco onde Satanás tem estabelecido sua rebelião. E para alcançar o êxito almejado, diversificou as concupiscências, de modo a confundir a mente daqueles que não têm a lâmpada na mão, ou se têm não a usam ou usam com um pseudo azeite. O alvitre divino é: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para os meus caminhos.Salmo 119:105. O fundamento desse Salmo é fazer com que andemos num campo minado, podendo ver as minas plantadas pelo inimigo, como se fossem cristais. Entrementes, a luz ali mencionada provém do Espírito Santo, o verdadeiro azeite. Daí irradiar a luz das palavras escritas por João: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.I João 1:15-17. E por que motivo João enfatiza tanto o mundo? Ele mesmo responde: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no maligno.I João 5:19. O mundo é um campo minado por Satanás, caro leitor.
Bem, quiçá neste comenos desejemos saber quais “árvores”, hoje, constituem as concupiscências ou paixões mundanas. Para conhecê-las, devemos descobrir as pistas fornecidas pelas Escrituras Sagradas. Em primeiro lugar, perlustremos I Pedro 2:11 em busca de uma dessas pistas. Ali, Pedro se reporta aos que estão vivendo uma vida de santidade, de purificação, aguardando, desse modo, o retorno do Salvador, como peregrinos e forasteiros. Peregrinos porque estão só de passagem; forasteiros porque são de outra pátria, a celestial, não a terrestre. Se eles não são daqui e estão só de passagem, não poderão permitir que nada lhes desviem do seu curso, pois “nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar Àquele que o alistou para a guerra”. II Timóteo 2:4.
Não é surpresa Paulo rotular a concupiscência ou a paixão mundana com outro título. Lemos: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.Hebreu 12:1. Percebe o leitor a harmonia desse versículo com Tito 2:12? Em Tito ele chama o pecado de impiedade, e o embaraço de concupiscência ou paixão mundana. Desta forma, para o peregrino e forasteiro, a concupiscência lhe é um laço do passarinheiro, um embaraço, posto que ela embota os sentidos, prejudicando a capacidade de percepção da alma quanto às advertências e tesouros escondidos no Sagrado Livro. Ele deve evitá-la, se pretende rumar em direção ao Céu. A concupiscência é algo que não estará no Céu, e, por conseguinte, não pode acalentá-la enquanto labuta aqui neste planeta. Esta é a primeira pista – entorpecente.
A segunda pista é a sua origem – o mundo. Não que a tecnologia seja concupiscência mundana, mas que pode ter sido utilizada para efetivá-la. Lembremos que Satanás, consciente de sua incapacidade de criar, aproveita-se do poder criativo de Deus, com a finalidade de executar seus ardis. Na verdade, a origem das concupiscências mundanas está conectada diretamente aos princípios que as regem. Têm efeito bumerangue: criadas no mundo para propósitos mundanos, não celestes. Elas não enaltecem a Deus, nem despertam o interesse pelas coisas eternas.
Atendendo a essas duas características excrescentes podemos afirmar categoricamente que os esportes, novelas televisivas ou não, cinemas, programas que divulgam o crime televisivamente ou não, a vaidade, a exaltação própria, o ganho fácil, dentre outros, constituem as paixões ou concupiscências mundanas. O esporte, com sua inocente faceta, incide em duas coisas proibidas por Deus, além de outras delas decorrentes: 1. Emulação; 2. Engano. Emulação pode ser aplicada como estímulo ou competição. Nas Escrituras ela é utilizada por Paulo nos dois significados. Como estímulo em Romanos 11:11 e 14, e como competição em Gálatas 5:20. Essa última desagrada a Deus, pois dela suscitam as mais vis qualidades humanas. Esse sentimento leva o homem a tentar superar seu semelhante, e não poucas vezes, olvidando a sua dignidade, a empatia, o amor fraternal. Não se concebe ver Cristo participando de uma competição, mesmo que tenha o caráter de lazer, pois isso estaria totalmente avesso a um dos pilares do cristianismo – amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Somado a esse ingrediente do esporte, a emulação, temos o engano, que se destaca em sua maioria. O atacante terá que enganar o oponente para alcançar o seu objetivo. Ele terá que induzir seu adversário ao erro, a fim de, nessa indébita vantagem, lograr êxito em sua disputa.
E quem assegurará que, enquanto se está envolvido pela atmosfera de cada variante de concupiscência apresentada acima, existe no coração o desejo de se aproximar de Deus? Ninguém que esteja diante de um jogo de futebol, por exemplo, estará disposto a ouvir a voz do Espírito Santo, justo na hora em que o atacante está para driblar o goleiro, ou estará? Onde está Deus nesse momento? Esquecido, com certeza. E quanto aos filmes e novelas? Pregam o infenso do que fora proclamado pelo Criador, como as muralhas do caráter: não matarás, não adulterarás, não dirás falso testemunho, etc. Antes, incentivam a desdenhar os mandamentos divinos, incutindo idéias permissivas para cidadãos do reino celestial, infringindo cada mandamento divino. Seria tudo isso aceitável no Céu, onde Deus habita? Claro que não.
Em face desse deplorável fascínio, Paulo admoesta a Timóteo a instruir “com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, E TORNAREM A DESPERTAR, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos”. II Timóteo 2:26. Não foi à toa que o apóstolo tenha categorizado que “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Gálatas 5:24. Não há espaço para a concupiscência, na vida daquele que nasceu de novo.
Pode ser contundente, mas a concupiscência tende a nos prender ao diabo para que não tenhamos acesso ao Reino da Glória de Cristo. A ilusão que envolve os que aninham a concupiscência em seu coração é tão densa, e sobre eles exercem um poder tão eficaz que o apóstolo Pedro chama de “escape” o sair dessa situação. Ele diz que Deus “tem dado suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”. II Pedro 1:4. Como vemos, a concupiscência é o instrumento pelo qual o inimigo degrada moralmente o homem, tornando-o indigno de viver na presença de Deus.
Amigo leitor, Cristo quer restaurar em ti a Sua imagem, Ele deseja arrancar-te dos laços que te prendem ao diabo. Permita que Ele mude o teu coração para que escapes da corrupção, processo que te faz mais e mais semelhante ao arquiinimigo. Vem para a luz! É desiderato de Jesus Cristo que os olhos de todos sejam abertos, como Ele próprio diz, “a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em Mim”. Atos 26:18.
Que Deus nos abençoe!

20 comentários:

ROSÂNIA 2 de julho de 2011 18:23  

CONHECI O BLOG DA SUA SIMPÁTICA ESPOSA E DO SEU LINDO FILHO E AGORA ESTOU AQUI PARA CONHECER O BLOG DO SENHOR.QUE BENÇÃO ,ÓTIMAS PALAVRAS QUE VÊM DE DEUS PARA NOS ALERTAR DOS PERIGOS DO MUNDO ATUAL ,DOS PECADOS MUITAS VEZES DISFARÇADOS QUE LEVAM AS PESSOAS A SE AFASTAREM CADA VEZ MAIS DE DEUS.TUDO DE BOM PARA O SENHOR!CONTINUE SENDO UM INSTRUMENTO DE DEUS AQUI NA TERRA.
UM ABRAÇO,
ROSÂNIA SOUZA

Anônimo,  25 de setembro de 2011 16:03  

Vc veio pregar aqui na Igreja Batista Independente do Paraiso do Horto e foi uma benção e estou aqui visitando seu blog com palavras abençoadas.

Gonçalves 30 de setembro de 2011 01:03  

Agradeço pela vossa participação, Rosânia. Que o conteúdo deste blog possa trazer eterna bênção para ti e para os teus. Que Deus te abençoe ricamente!

Gonçalves 30 de setembro de 2011 01:08  

Meu caro e nobre anônimo, a tua manifestação me enche de regozijo, pois ela traduz a obtenção do anelo que foi pretendido: enriquecer a alma dos irmãos com a palavra de Deus. Que as bênçãos que proferes para mim, possam ser eternamente multiplicadas no teu viver. Que Deus te abençoe imensamente!

Anônimo,  27 de agosto de 2013 10:46  

A paz do Senhor, obrigado irmão, por suas palavras, me ajudou muito na meditação que estava realizando a cerca de Romanos, Capítulo 1. Deus o abençoe.

Gonçalves 27 de agosto de 2013 13:53  

A paz do Senhor, caríssimo irmão!
Toda luz emanada do Senhor deve ser posta ao alcance das sequiosas almas, que anelam ouvir a Sua voz, tal como somos. Sou grato a Deus por Sua dádiva, e é um prazer compartilhá-la com os meus irmãos. Que Deus te abençoe centuplicadamente além do que me desejas!

Unknown 19 de outubro de 2015 01:51  

Obrigada por esclarecer com amplidade o que é concupsiência e como ele faz para dominar a nossa alma.

Unknown 19 de outubro de 2015 06:58  

Fico feliz por essa bênção, irmã. A concupiscência não é tão patente quanto o pecado. E essa é a razão de muitos conviverem com ela, sem se aperceberem do mal que ela é. Graças a Deus! Sem ela, o pecado perde a sua principal arma - a ilusão. Que Deus a abençoe!

Anônimo,  23 de fevereiro de 2016 09:07  

Ótimo esclarecimento para quem deseja viver sob os ensinamentos de Deus.
Tenho uma crítica em relação ao texto. Claramente pode-se perceber o domínio da língua portuguesa pelo autor, mas acredito que a Palavra de Deus deva ser simples, para que alcance a todos.
Também gostaria de esclarecer uma dúvida: Se esporte aflora a concupiscência mundana pois estimula a prática das piores características humanas, os seguidores de Deus não podem realizar concursos públicos?
Adianto que respeito o seu ponto de vista, mas no meu humilde entendimento, concupiscência mundana se manifesta nos esportes de outras maneiras, como através da idolatria de ídolos, cobiça ao dinheiro e fama, festas mundanas, etc. e não através da prática deles em si. Creio que podemos competir, até porque todo dom do homem é dado por Deus, mas devemos nos abster de todo sentimento que está em desacordo com as Escrituras Sagradas. É possível competir sem enganar, sem trapacear, sem cobiçar o alheio, aceitar nossas derrotas e ficar feliz com a felicidade do próximo, porque se assim não fosse possível, nenhum humano conseguiria viver aqui e ser abençoado por Deus.
Particularmente não estimulo um torcedor de futebol a ser torcedor de futebol, não só pelas práticas mundanas cometidas nos estádios e afins, mas também pelas questões e interesses político-financeiros que envolvem o tema e historicamente evidenciam as artimanhas dos poderosos visando lucro próprio e pobreza da população (que nada mais é que a personificação de Satanás).
Mesmo assim, discordo da sua visão porque somos humanos e fazemos coisas lícitas e estimuladas pelo Evangelho que não concebemos ver Jesus fazendo, como sexo entre uma esposa e seu marido. Jesus é o filho perfeito de Deus e é único. Jamais imaginaria ele jogando futebol, mas isso não torna a prática esportiva um pecado.
É evidente que a linha é tênue, mas encaro como uma prova divina manter-se no equilíbrio. Vaidade é pecado, luxúria é pecado, gula é pecado, mas pentear o cabelo não é, sexo entre marido e mulher não é, comer algumas bolachas com chá no café da manhã não é, pois não causam idolatria. O pecado surge quando uma prática se torna idolatria e assim acabamos por negligenciar a Deus. Obviamente não penso em Deus o tempo inteiro sem parar, até porque procuro um momento adequado e respeitoso para falar com Ele e não, por exemplo, quando faço minhas necessidades fisiológicas ou estou tendo intimidades com meu marido, porque acho que é o mínimo que devo fazer. O problema é quando coloco práticas e pensamentos na frente d'Ele.
Agradeço pelas palavras e passagens bíblicas finais, elas me orientaram em como pedir pela luz de Deus a um irmão desorientado.

Gonçalves 17 de março de 2016 03:45  

Agradeço pela participação!

Gonçalves 17 de março de 2016 03:46  

Estou postando a resposta a suas indagações.

Gonçalves 17 de março de 2016 03:46  

RESPOSTA DO BLOG

Agradeço por sua participação.
Tenho aprendido com as observações que me são apresentadas. Aliás, obtém-se crescimento intelectual, ou aceitando uma nova ideia, ou aperfeiçoando a já estabelecida, empós uma reflexão sobre uma ideia contraposta.
Como eu replicaria os pontos que se mostraram conflitantes, embora outrossim eu respeite veementemente seu ponto de vista acerca do assunto? Vejamos.
“Também gostaria de esclarecer uma dúvida: Se esporte aflora a concupiscência mundana pois estimula a prática das piores características humanas, os seguidores de Deus não podem realizar concursos públicos?” Há uma gritante diferença entre o esporte, seja ele qual for, e o concurso público, qual seja: o próprio desiderato, ou seja, a própria concupiscência. Creio que já mencionei que os nossos vocábulos concupiscência, ambição, desejo, cobiça possuem praticamente a mesma raiz – EPITHUMIA. Como também já narrei, toda EPITHUMIA vem acompanhada de um adjetivo ou de uma locução adjetiva. Eis por que não devemos analisar tal palavra solta do seu contexto, porquanto seu sentido não é mau em si mesmo. O objeto em que recai a EPITHUMIA é a chave. É ele que a qualifica em boa ou má. No 10º mandamento não temos somente: NÃO COBIÇARÁS. Antes, é anunciado o que não se deve cobiçar. Corroborando com tal entendimento, o apóstolo Paulo nos diz: “ora, estas coisas nos foram feitas para exemplo, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.” I Coríntios 10:6. Destaquemos: NÃO COBICEMOS AS COISAS MÁS. A concupiscência que nos move a fazer um concurso público não está relacionada ao dolo de vencer um oponente; o que se pretende é alcançar o valor mínimo estabelecido para aprovação. Não estaremos lutando para vencer um concorrente, mas para alcançar uma pontuação pré-estabelecida. Ou estaria eu condenando alguém ao fracasso, porque me empenho em meus estudos? O trabalho [lícito] é e sempre será uma bênção; ele vem de Deus. E há trabalho que exige legitimamente a realização de um concurso público. Não estou competindo com ninguém. O último lugar ou mesmo a reserva técnica me será agradável, desde que eu esteja entre os classificados. Quem não atingiu a pontuação requerida, não pode culpar quem atingiu. Essa responsabilidade recai sobre si mesmo. Nunca ouvi ninguém declarar para outro, por não ter obtido a aprovação: você me derrotou! E não é o que vemos numa prática desportiva. A concupiscência agregada ao futebol, ou qualquer outro esporte que o valha, manifesta-se de relance. E por quê? Porque há um cordão umbilical que os une. Ninguém precisa explicar para os concorrentes e torcedores que espírito eles precisam desenvolver ali, ainda que afastada a violência. Todos desejam voltar para suas casas com a vitória, e esta SÓ PODE ocorrer com a superação direta e voluntária do seu próximo, o que não com o concurso público.
“É possível competir sem enganar, sem trapacear, sem cobiçar o alheio, aceitar nossas derrotas e ficar feliz com a felicidade do próximo, porque se assim não fosse possível, nenhum humano conseguiria viver aqui e ser abençoado por Deus.” Irmã, quiçá lhe seja desconhecida a natureza da palavra COMPETIÇÃO. Ela nunca foi bem-vinda ao reino de Deus. Esse vocábulo não existia no céu, até um anjo se rebelar e decidir impô-lo aos seus demais conservos celestiais. Em Gálatas 5:20 encontramos a palavra ERITHEIA. Comumente ela é empregada para representar duas coisas: estímulo e rivalidade. Sinceramente eu nunca ouvi um sermão explicando essas duas palavras (epithumia e eritheia) nem a sua semântica no mundo cristão. EPITHUMIA e ERITHEIA são, na linguagem matemática, INCÓGNITAS. Ninguém comenta, muito pouco se sabe, e por tal azo, não há nenhum alerta, durante nossa jornada ao céu, sobre o uso daquilo que lhes representa neste mundo.

Gonçalves 17 de março de 2016 03:48  

EMULAÇÃO. A irmã já ouviu falar sobre esse termo? Se sim, está de parabéns, pois das pessoas que foram por mim inquiridas, acredite, 100% delas disseram não saber e/ou não recordam de tê-la ouvido ou lido. Isso é estarrecedor! Não a insipiência delas, mas o descompromisso dos seus líderes religiosos. E eles são os representantes do Grande Pastor! Afinal, estamos numa batalha ferocíssima! O jejum de 40 dias de Cristo é a prova disso. Por que tão severo preparo, se a luta não fosse tão séria e grave? A palavra EMULAÇÃO está escrita em Gálatas 5:20. Ela vem da palavra ERITHEIA. No verso retro citado, seu significado não é outro: competição, rivalidade, ambição EGOÍSTA. E o apóstolo adverte: “os que cometem tais coisas”, inclusa a ERITHEIA, “não herdarão o Reino de Deus.” Gálatas 5:21. Insisto: nesse rol de obras infames está a ERITHEIA, ou melhor, a competição. Será que isso não está claro? Não há a mínima possibilidade, irmã, com todos os respeitos, de segregarmos a competição do engano, da trapaça, da superação, pois ela tem esse fim, irrefragável e primordialmente. Um ou outro sim, mas não todos. E a mesma impossibilidade se estende para a tentativa de afastarmos a competição de um esporte qualquer. E infelizmente a semântica não permite a aplicação desse verbo sem a sua essência: RIVALIDADE. Não é aleatório que Deus decrete a incompatibilidade de Seu caráter com a ERITHEIA, no enunciado bíblico: “se alguém quiser ser O PRIMEIRO, será O DERRADEIRO de todos”. Marcos 9:35. Estaria esse princípio em comunhão com a competição? Por mais inocência que possamos atribuir ao seu significado, a resposta é desenganadamente NÃO. O futebol, como outro qualquer esporte, surgiu para fins da satisfação dos prazeres mundanos. E não é diferente hoje. Se a concupiscência mundana não fosse tão malévola, o apóstolo Pedro a ela não se referiria desta forma: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, QUE COMBATEM CONTRA A ALMA.” I Pedro 2:11. E se alguém disser: “ah, mas ele está falando de concupiscência da carne...”, infelizmente demonstrará não saber do que está falando, pois não há concupiscência carnal sem a concupiscência mundana. Noutro falar: a concupiscência mundana e a concupiscência carnal são concêntricas. A primeira é o círculo maior; a segunda está contida na primeira. “Porque TUDO O QUE HÁ NO MUNDO, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E O MUNDO passa, e A SUA CONCUPISCÊNCIA...” I João 2:16. Primeiro o apóstolo subdivide a concupiscência mundana, depois a generaliza. Outra pessoa poderia se manifestar: “irmão, ele está falando das concupiscências que combatem contra a alma, não de todas.” Indago: há alguma diferença entre as frases a seguir? 1. Abstenhai-vos das concupiscências carnais, QUE COMBATEM CONTRA A ALMA; 2. Abstenhai-vos das concupiscências carnais QUE COMBATEM CONTRA A ALMA. Parece bobagem, irmã, mas existe uma grande diferença entre elas, embora a aparência não revele. A vírgula posta depois da palavra “carnais”, na primeira frase, indica que se trata de uma oração adjetiva EXPLICATIVA; já a segunda, RESTRITIVA. A explicativa envolve TODOS da categoria mencionada, sem exceção; a restritiva, ela restringe, discrimina UMA PARTE do todo. O texto de I Pedro 2:11 contém a oração adjetiva EXPLICATIVA. Logo, o apóstolo arrolou TODAS as concupiscências da carne. Não restou uma sequer. (Continua).

Gonçalves 17 de março de 2016 03:48  

Quando dizemos: “se Jesus estivesse em nosso lugar, o que Ele faria?” Pare para refletir, irmã! O que se pretende realmente afirmar com essa indagação? Que Jesus poderia ser um motorista de caminhão? Ou um marido que pode ter relações com sua mulher? Ou algum presidente da república? Seria isso mesmo? Será que a lei de Deus sofre com alguma alteração social ou se vê incapaz de acompanhar a evolução sócio-cultural da humanidade? Deus nos concede em Seu livro instrução para tudo. Ele não é pego de surpresa. Não surgiu nada neste planeta que Seus mandamentos não o tenham alcançado.
Jesus não casou, porque o plano da salvação não incluía essa parte. Isso seria totalmente desnecessário, todavia se excluirmos Cristo desse cenário, Ele jamais poderia ser o segundo Adão. Jamais seria o modelo completo. Ele é o recomeço da humanidade. Ele assumiu o lugar de todos: motorista de caminhão, presidente da república, solteiros e casados. Se Ele foi chamado de modelo, como limitar o alcance dessa intenção? A palavra de Deus não deixa dúvida: “onde o pecado abundou, SUPERABUNDOU a graça.” Romanos 5:20. Há algum pecado que não tenha sido aí referenciado? Claro que não. Então é possível, sim, eu fazer a pergunta “e se Cristo estivesse em meu lugar?” Minhas ações devem ser balizadas por Seu viver. E a relação sexual entre marido e mulher deixará de ser aferida por Deus? De modo algum. Nem toda relação sexual, só por estar no âmbito do casamento, é abençoada! E um homem ou uma mulher pode meditar sobre algum ato sexual ou um comportamento durante o mesmo, e perguntar a si mesmo se Cristo o praticaria ou não? Mais que evidente. Não é o ato em si, mas o princípio que o rege. Há pureza? Há santidade? Pense nisso!
O pecado surge quando uma prática se torna idolatria e assim acabamos por negligenciar a Deus. Como associar essa assertiva com o verso: tudo que não provém de fé é pecado, consoante Romanos 14:23? Para ficar mais compreensível a minha pergunta, trago à baila um episódio pitoresco. Davi resolveu levar a arca do Senhor de Geba para um lugar adequado. Uzá e Aiô, filhos do sacerdote Abinadabe, guiavam o carro novo. Aconteceu que os bois tropeçaram e a arca pendeu. Então, dizem as Escrituras Sagradas, que Uzá estendeu a mão e segurou a arca. E o texto sagrado prossegue: “Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus.” II Samuel 6:7. Ora, teria sido uma atitude idolátrica a que foi esboçada por Uzá? Ele praticou alguma má ação? (Continua).

Gonçalves 17 de março de 2016 03:49  

Pense bem! Quando falamos em idolatria, podemos ignorar o dolo, a intenção? Certamente que não. O pecado tem um conceito bem mais simples, sem qualquer complexidade ou fórmula científica. Se o que fizermos, seja o que for, constituir DIFERENÇA DE CARÁTER em relação a Deus, isso é pecado. Noutro falar: o meu agir deve ser o agir de Deus. Compare esses versos: Tiago 2:9 e II Crônicas 19:7! Por que o apóstolo Tiago afirma que fazer acepção de pessoas é pecado? Porque Deus não pratica tal ato. Só por isso. E estamos falando do universo moral. Se Deus não faz acepção de pessoas, eu não posso fazê-lo; se Deus não pronuncia palavras torpes, eu não posso pronunciá-las, e assim por diante. E reitero: não nos prendamos a atos, simplesmente, mas sobretudo aos princípios que os regem. Deus quer ver o âmago desses atos, mas que sejam atos por Ele aprovados. Por exemplo: eu posso me decidir não fazer acepção de pessoas. Indago: essa abstinência agrada a Deus? A resposta que logo vem à mente é SIM, quando deveríamos responder: DEPENDE. Depende de quê? Da condição espiritual do adorador. É nele que Deus está interessado e não na oferta, pois esta é um fruto, tão somente. Em face da salvação alcançada em Cristo, Paulo elege a algo sem importância toda a sua conduta irrepreensível quando era fariseu. Assim, sua vida irrepreensível, rigorosa aos olhos de uma lei, não agradava a Deus, pois o apóstolo ainda não havia sido transformado por Deus. “TUDO o que não provém de fé É PECADO.” Romanos 14:23. Entrementes, quando sofreu a transformação de caráter efetuada pelo Espírito Santo, Este passou a habitar no apóstolo, e daí por diante o viver do apóstolo era paulatinamente semelhante ao de Cristo. Agora, sim, seus atos são agradáveis a Deus, pois são frutos do Espírito Santo. Eis porque declarou: “e vivo, NÃO MAIS EU, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20. O objetivo do evangelho é RECRIAR espiritualmente o homem pelo milagre da regeneração e da renovação promovida pelo Espírito Santo, para que, deste modo, Ele possa habitar no homem e, por Sua presença, Cristo fazer morada no seio da nova criatura. Os frutos, agora vistos nesse novo ser, não são mais os antigos, provenientes da sua vã maneira de viver, mas os frutos do Espírito Santo que nele habita. A vida dessa nova pessoa agrada a Deus.
“... devemos nos abster de todo sentimento que está em desacordo com as Escrituras Sagradas.” A emulação é um desses sentimentos dos quais devemos nos abster, irmã, porquanto está inelutavelmente em desacordo com as Escrituras Sagradas. Tal impulso psicológico é declarado por Deus como um atributo que não DEVE ser visto naquele que professa ser um seguidor Seu.
Obviamente não penso em Deus o tempo inteiro sem parar, até porque procuro um momento adequado e respeitoso para falar com Ele e não, por exemplo, quando faço minhas necessidades fisiológicas ou estou tendo intimidades com meu marido, porque acho que é o mínimo que devo fazer.
Irmã, veja estes versos: “Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, EM TEMPO ALGUM, nos desviemos delas.” Hebreus 2:1. “Tenho posto o SENHOR CONTINUAMENTE diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.” Salmo 16:8. Então, não há folga pra ninguém, isto é, da hora que acordamos até dormirmos novamente, não há um espaço temporal sequer no qual possamos dizer que estamos livres da tentação. (Continua).

Gonçalves 17 de março de 2016 03:50  

Eis mais uma pergunta: em que momento devemos atender ao conselho do apóstolo Pedro, a saber, “sede sóbrios, VIGIAI, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”? I Pedro 5:8. E como devemos vigiar, irmã? Essas perguntas nos obrigam a refletir e amadurecer as ideias. Vamos ler o texto abaixo e dele extrair alguns ensinamentos:
“REVESTI-VOS DE TODA A ARMADURA DE DEUS, para que possais estar firmes contra AS ASTUTAS CILADAS DO DIABO; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir NO DIA MAU e, havendo feito tudo, ficar firmes. ESTAI, POIS, FIRMES, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, ORANDO EM TODO TEMPO com toda oração e súplica no Espírito e VIGIANDO NISSO COM TODA PERSEVERANÇA e súplica por todos os santos...” Efésios 6:11 a 18.
O que podemos aduzir com base no texto acima? Façamos as perguntas, então:
1. Em que momento devemos nos revestir de toda a armadura de Deus?
2. Sabendo que as astutas ciladas do diabo ocorrem no dia mau, conforme o verso, poderíamos antever esse dia?
3. Durante quanto tempo devemos manter essa firmeza, levantada pelo apóstolo?
4. A expressão EM TODO TEMPO constituiria a mesma ideia apresentada em I Tessalonicenses 5:17 – SEM CESSAR?
5. A perseverante vigilância poderia ser dispensada em algum momento da nossa vida?
E o que dizer de Filipenses 4:8? Aqui está: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, NISSO PENSAI.” Há algum espaço vazio deixado pelo autor sagrado? Acredito que não. Quando deixamos de pensar? Noutra versão, diz: SEJA ISSO QUE OCUPE O VOSSO PENSAMENTO.
Será que nas ensanchas em que eu preciso atender às minhas necessidades o diabo não irá me assaltar com suas mais severas tentações? Deus sabe, irmã, que, pelo fato de eu precisar de Sua ajuda em momentos como esse, não é a mesma coisa de eu Lhe oferecer um culto, sem ter me asseado devidamente empós um congraçamento conjugal. Este culto não é por Ele aceito; aquela oração, sim. (Continua).

Gonçalves 17 de março de 2016 03:51  

“... mas acredito que a Palavra de Deus deva ser simples, para que alcance a todos.” A linguagem por mim empregada está longe de ser comparada com os escritos de Paulo. Não me reporto ao nível espiritual, não, mas ao grau de hermeticidade. O que escrevo está aquém disso. Contudo, o que diria Pedro, aludindo aos escritos do apóstolo dos gentios? Lemos: “Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, ENTRE AS QUAIS HÁ PONTOS DIFÍCEIS DE ENTENDER, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” II Pedro 3:14 a 16. O próprio Pedro achou que alguns escritos de Paulo eram difíceis de entender! Será que o Espírito Santo não sabia que os escritos de Paulo teriam essa característica? Claro que sim. E por que Ele não orientou o apóstolo a escrever de um modo mais simples, ao alcance de todos?
Existem passagens bíblicas que são distorcidas pela maioria devido à linguagem rebuscada, ao uso de figuras de linguagem, como hipérbato, zeugma, sínquise, anástrofe, silepse, etc.. O próprio Salvador empregava parábolas! Numa certa ocasião, Sua mensagem foi tão complexa que quase todos os Seus discípulos O deixaram. Então, qual seria o motivo? Este que está ocorrendo agora, irmã: O CONTATO. Não é para tornar o céu difícil que haja passagens bíblicas de compreensão obscura, mas para medir o interesse de cada um. Só quem recebia explicação das parábolas eram aqueles que tinham interesse em compreendê-las, buscando as respostas do próprio Mestre. “... o que BUSCA”, disse Cristo, “ENCONTRA.” Mateus 7:8.
Alguns que decidem estudar o Santo Livro, cedo desistem, afirmando que é muito complicada a linguagem bíblica; outros, forçam a interpretação de acordo com o seu parecer e caem na desgraça narrada pelo apóstolo Pedro; já outros, perseguem a resposta até achá-la; estes não descansam, salvo quando de Deus obtém a revelação.
Jesus é o filho perfeito de Deus e é único. Sobre esse tema, deixarei para uma outra oportunidade, uma vez que ele é extenso e carece de muito cuidado!
Espero ter contribuído, irmã!
Que Deus a abençoe ricamente!

Anônimo,  18 de abril de 2016 21:57  

Muito obrigada pelos esclarecimentos. Minha intenção não era confundir ou distorcer, tampouco desmerecer o autor, que além de possuir um conhecimento bíblico superior ao meu, ainda oferece seu tempo evangelizando, mas acredito que quando interagimos sobre as divergências de visão, alcançamos um entendimento mais amplo com a adição de vivências, do contrário, seríamos meros ouvintes sem a real intenção do renascimento. Isso sobre a desistência por falta de compreensão faz todo sentido. Nunca havia pensado assim.
PS. É incrível como Deus conversa conosco de diferentes maneiras. Estava em um dilema totalmente distinto ao assunto do texto e há trechos na sua resposta que respondem meus questionamentos! Que Deus continue te iluminando.

Gonçalves 21 de abril de 2016 15:18  

Concordo plenamente, irmã, com sua assertiva, e sossegue, porque bem sei que seu intuito não era promover uma sáfara discussão ou pejorar o que foi proposto. Ambos crescemos, tenha certeza disso, pois as sinceras perquisições têm esse condão. Mais uma vez, obrigado pelos questionamentos! Que Deus continue nos iluminando!

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