domingo, 22 de maio de 2011

ARMAGEDOM - Quando e Onde Ocorrerá?

E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom. Apocalipse 16:16.



Durante muito tempo em minha vida, carreguei um medo comigo. Sentia temor quando ouvia a palavra Armagedom. De tudo o que eu ouvia sobre esse mote, um em especial sempre se destacou: uma guerra de dimensões gigantescas. Segundo os seus difusores, essa guerra envolveria todos os habitantes da Terra. Esse era meu medo: quando acontecesse, seria no meu tempo?
Mas do que se trata mesmo: uma guerra mundial devastadora ou um mistério ainda não revelado? Existem diversas narrativas a respeito da matéria, mas uma só fonte nos fornecerá as informações necessárias para que cheguemos ao verdadeiro significado do ARMAGEDOM: as Escrituras Sagradas. Não podemos olvidar que o Armagedom está intimamente ligado á guerra cósmica entre o bem e o mal, em face do seu plano de fundo ser de natureza espiritual. Mas precisamos saber sobre que plataforma ele irá se desencadear. Será nas regiões celestes ou em algum ponto geográfico do planeta Terra? Envolverá a todos coletivamente ou de modo individual? Obteremos as respostas para tais indagações no âmago do Apocalipse.
Em que pese ser um assunto tão pouco explorado, há em suas entrelinhas uma advertência solene para todos os homens, sejam cristãos ou ímpios. Ninguém ficará em posição neutra. Como nunca os homens vivenciarão momentos jamais imaginados quanto à importância, seriedade e urgência do livre arbítrio.
A batalha do Armagedom é descrita numa pausa inserida entre a sexta e a sétima taça, indicando que ela representa o clímax da guerra iniciada no Céu. Como se iniciou esta guerra? Embora o Livro Sagrado não nos reserve o detalhe de seu desenvolvimento inicial, ele nos assegura de que modo ela se desencadeou. Evoquemos o Livro de Gênesis. No intróito do Capítulo 3, vislumbramos, com detalhes cedidos pelo Espírito Santo, como Satanás tem executado o seu plano de rebelião contra Deus. Seu estratagema sempre foi pôr em dúvida as categóricas afirmações do Criador, no intuito de desestabilizar o Seu governo. Este plano deu certo no Céu, e também aqui na Terra. No verso 1, o inimigo sugere: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” Aqui vemos o primeiro ataque satânico no planeta Terra, e sua investida é capciosa, pois cogita incisiva dúvida no que fora dito por Deus. Eva, então, respondeu: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.” Versos 2 e 3. Aqui vemos o inimigo avançando em seu propósito. Primeiro, ele conseguiu fazer Eva pensar que não era o seu arquiinimigo que estava entabulando conversação com ela, mas um animal. E não poderia ser qualquer animal, senão os objetivos do diabo correriam o risco de não serem alcançados. Ele apelou para aquele ser irracional que despertaria a atenção do ser humano – a serpente. Gostaria de me aprofundar nesse assunto, entrementes ficará para outra oportunidade, de modo que não nos desviemos do foco. Precisamos entender o que significa Armagedom. Este é o nosso objetivo.
Assim, indago: por que a árvore do jardim, conhecida como sendo da ciência do bem e do mal, foi posta no centro do jardim? Teria algo em si mesma que a tornasse má? Vejamos. Adão e Eva eram perfeitos empós serem criados por Deus. Nada havia em seu habitat que pudesse demonstrar se o casal obedecia a Deus por amor ou por não terem a capacidade de escolher fazer algo diferente daquilo que lhe fora proposto por Deus. Como saber? Era preciso uma prova. Não para Deus, em virtude de Sua presciência, porém todo o universo de seres não dotados desse atributo necessitaria saber o que se passava no interior do casal. Adão e Eva eram robôs ou idôneos o suficiente para decidirem o que fazer de suas vidas? Esse foi o propósito da criação da árvore da ciência do bem e do mal.
Satanás conseguiu dar prosseguimento à rebelião começada por ele lá no Céu, levando os nossos primeiros pais à desobediência da direta ordem de Deus. E o que isso representa para nós, nós do século 21? O desiderato do inimigo das almas não é só levar a humanidade à ruína espiritual, mas algo superior. Ruína e destruição são apenas os efeitos naturais, não a causa. Em Isaías 14:14, nós encontramos: “Subirei acima das alturas das nuvens, e SEREI SEMELHANTE ao Altíssimo.” O diabo não estaria satisfeito apenas com a queda do homem. Seu intuito era outro, muito mais superior. Seu interesse residia na contrafação de tudo o que Deus havia feito. Como o atributo criativo só pertence a Deus, ele se empenharia em alterar a natureza da criação para satisfazer seu desejo íntimo: ADORAÇÃO. Ser adorado como Deus é o objetivo oculto de Satanás. O disfarce esconde o seu verdadeiro caráter e a origem dos seus instrumentos, a fim de que o incauto pense que está satisfazendo ao seu próprio ser, quando, na verdade, está servindo ao príncipe das trevas.
Em que consiste a adoração?  Romanos 12:1, responde: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Adorar é cultuar. E aqui Paulo nos diz como devemos adorar a Deus. Não mais devemos oferecer cordeirinhos como sacrifícios, pois o Cordeiro de Deus já foi sacrificado, no entanto, os sacrifícios contínuos devem continuar em nossa vida, quando provamos do novo nascimento, não com oferendas de animais, contudo com o nosso próprio ser. Devemos cultuar ou adorar a Deus com a nossa vida, oferecendo-nos como sacrifício vivo, santo e agradável a Ele. Vivo porque nascemos de novo; santo, porque somos santificados dia após dia pelo Espírito Santo; agradável, porque, estando a Sua lei em nossos corações e escrita em nossos entendimentos, guardamo-la como Ele requer, pelo poder do Seu Espírito que habita em nós.
E como poderia o diabo ser adorado? Nas Escrituras Sagradas nós podemos encontrar dois processos importantes: santificação e corrupção. Santificação significa tornar ou tornar-se santo. Assim está escrito: “Porque Eu sou o Senhor vosso Deus; portanto santificai-vos, e sede santos, porque Eu sou santo.Levítico 11:44. Noutras palavras: santificação é ser semelhante a Deus. Paulo diz: “Sede, pois, IMITADORES DE DEUS, como filhos amados.” Efésios 5:1. Parece muito alto o padrão estabelecido por Paulo, não? Mas para habitar na presença de Deus teremos que ser semelhantes a Ele, mesmo antes da volta de Cristo, porque serão esses a quem Ele levará consigo. Esclarecemos um pólo. O outro, diametralmente oposto, é a corrupção. Se santificação é o processo que nos torna semelhantes a Cristo, corrupção nos torna semelhantes a Satanás. E não há meio-termo, não existe ponto neutro. Cristo disse: “Ninguém pode servir a DOIS senhores; porque OU há de odiar a um e amar o outro, OU há de dedicar-se a um e desprezar o outro.Mateus 6:24. Assim sendo, toda a humanidade, inclusive eu e o caro leitor, está vivenciando um processo ou outro; ninguém está de fora.
Após a queda de Adão, o processo da corrupção se desencadeou em seus descendentes, e passaram de livres a escravos do diabo. E essa condição não pode se reverter, senão por um milagre realizado pelo Espírito Santo. Ninguém, por mais forte que seja, por mais lapidado que seja, escapará desse processo corruptivo. E à medida que o tempo passa, a situação se agrava, pois os atributos do inimigo são refletidos em seus servos. O processo não para. O nosso Salvador assim se expressou: “Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado É ESCRAVO DO PECADO.João 8:34. Esse cometimento da transgressão é natural e hereditário, porque “pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores.” Romanos 5:19. Pela transgressão, o homem é degradado mais e mais, cujo fim é a semelhança plena com aquele que os governa. Não fosse o plano da salvação, não teríamos a mínima chance de nos livrarmos dos laços do inimigo e nosso viver refletiria o seu próprio. Mas graças a Deus, por Cristo Jesus nosso Senhor!Romanos 7:25.
O evangelho são as boas novas de que a nossa liberdade já está assegurada, basta decidirmos por ela. Não precisamos viver sob a atmosfera da corrupção, quando a santificação está ao nosso alcance. E como passar de um processo para o outro? Paulo responde: “A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração.Romanos 10:8. Confessar e crer, eis o que temos que fazer. João assim nos recomenda: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos PERDOAR os pecados e nos PURIFICAR de toda a injustiça.” I João 1:9. Se estivermos dispostos a abrir mão de nossa vida de pecados e os confessarmos a Deus, Ele nos perdoa. Noutro falar: Ele nos justifica, nos torna justos, nos torna Seus filhos. Nesse ato, que é instantâneo, Ele nos habilita viver tal qual Jesus viveu, pois nos dá o poder, através do Espírito Santo, que nos é concedido.  Se crermos que fomos recriados pelo Seu poder, poder conferido a Sua palavra, somos gerados de novo. “Tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, E TENDO NELE TAMBÉM CRIDO, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.Efésios 1:13. “Tendo sido de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece.I Pedro 1:23. Crendo na promessa de Deus, nascemos de novo, e nos tornamos participantes da Sua natureza, “HAVENDO ESCAPADO da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” II Pedro 1:4.
Esta é a essência da cósmica luta que está sendo travada entre Cristo e Satanás: a reprodução do caráter no ser humano. Tal guerra é a única em que o alvo decide quem será o vencedor. Essa afirmação aparenta ser contundente com tudo o que já ouvimos até hoje, mas não é. Somos nós que decidimos quem será o vencedor em nossa vida. Aquele a quem eu escolher servir será reproduzido em mim – Cristo ou Satanás. Assim foi no Céu e assim está sendo aqui na Terra. Nossos atos estão selando o nosso destino: habitar no Céu com Cristo ou ser destruído, juntamente com Satanás.
Ao contrário do que deveria ser, Armagedom significa monte ou montanha de Megido. Se pudéssemos ir até o local onde estava situada esta cidade, Megido, constataríamos que resta ali uma imensa planície e não uma montanha ou um monte. Houve, então, algum erro em sua etimologia ou Deus nos quer dizer alguma coisa que não está tão patente? Devemos compreender que, por se tratar de profecia, as linguagens, simbólica e enigmática, são comumente utilizadas. Chegando na planície de Megido surge ante os nossos olhos um monte. Esse monte; aparentemente como qualquer outro, nos reserva uma história inesquecível e assaz significativa. Ali foi travada uma tremenda batalha espiritual entre Deus e Satanás. Elias enfrentou os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal. O povo estava embriagado com o paganismo, e desprezava as instruções de Deus, pisava os mandamentos dAquele que o havia libertado do cativeiro inimigo. O povo estava envolto por densas trevas espirituais. Elias, portanto, fora enviado para restaurar a fé do povo de Deus. Ele seria o instrumento do Céu para soerguer das cinzas do paganismo, um povo temente a Deus. E ali, no monte Carmelo, ele propôs: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O, se é Baal, segui-o.” I Reis 18:21. Naquele monte, foi revelado quem era o Senhor dos Exércitos. “Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: o Senhor é Deus! O Senhor é Deus!Versículo 39. Por ordem de Elias, o povo se apoderou dos profetas de Baal, e no ribeiro de Quisom, Elias os matou. Essa batalha representa o grande conflito que ocorre na mente de cada ser humano. A luta entre o bem e o mal, não ocorrerá numa planície em algum lugar do planeta, mas em nossa mente. Todos os dias o Espírito Santo nos mostra se o que estamos fazendo é certo ou errado, e nos convida a nos reconciliarmos com Deus. Como diz São Paulo: “Deus notifica os homens que todos em toda a parte se arrependam.” Atos 17:30. E mais: “Como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações.” Hebreus 3:7 e 8.
 Em face de o diabo saber que pouco tempo lhe resta, se empenhará ao máximo para enganar, se possível fora, até os escolhidos. E o tempo em que vivemos é o período que as Escrituras Sagradas chamam de tempo do fim. Estamos no fim do sexto selo. Não demorará muito e os Céus se enrolarão como um pergaminho, para deixar passar o nosso Salvador irrompendo pelas nuvens, a fim de buscar o Seu povo, aqueles que decidiram por viver em estrita obediência aos Seus mandamentos.
 O Armagedom terá o fim que decidirmos que ele tenha, pois não há planície, nem monte onde esteja sendo travado, mas no nosso coração. E a pergunta feita ao povo de Deus pelo profeta Elias ecoa em nossa consciência: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o.” A decisão é tua, caro leitor. Decide por Cristo, agora. A cruz foi a maior prova de que estamos envolvidos numa guerra, e de que só há um meio de escaparmos da corrupção que leva todos para a perdição – CRISTO.
Está escrito: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto.Isaías 55:6.
 Que Deus nos abençoe!

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