domingo, 17 de abril de 2011

A Eleição de Deus - Parte 1

A Presciência de Deus


A eleição é o processo pelo qual se escolhe o candidato para que possa representar o seu respectivo eleitor. A eleição de que tratam as Escrituras tem característica diferente e um fim diverso. Consiste de um processo seletivo, condicionado a um parâmetro previamente estabelecido, sendo que a escolha é promovida pelo próprio selecionado.
Temos a consciência de que Deus não Se contradiz e, por conseguinte, em Sua palavra não há contradição. Romanos 9 não poderia confrontar as verdades contidas na Bíblia sobre o caráter de Deus. “Deus é amor.” I João 4:8. Esse amor é revelado no livre arbítrio que Ele concedeu as suas criaturas. A própria queda de Lúcifer é uma das maiores provas, inconteste, por sinal, de que o poder de escolha, também chamado de força da vontade, impõe limites ao Criador. E é nesse elemento que o Seu amor se evidencia. Mas não é a cruz a maior prova do amor de Deus? A cruz revelou o que foi decidido no Getsêmane. Ela é um símbolo da última luta travada pelo Redentor do mundo. As gotas de sangue ali derramadas denotam quão grande batalha o Salvador teve que enfrentar. Ele teria que decidir: ser visto pelos Céus como pecador, e ser morto como tal, ou voltar ao seio do Pai, onde era servido pelos santos anjos de Deus. Mas em Sua mente estávamos nós, em nossa miserável condição, e ao ver que Seu sacrifício salvaria a muitos, por contemplar os frutos de Sua morte e ressurreição, devolveu-Lhe o ânimo que O fez caminhar pela Via Dolorosa. Foi Sua decisão que nos salvou. Nossa salvação começou no Getsêmane. A cruz foi a ratificação dela. O amor foi evidenciado numa decisão – salvar-nos a qualquer custo.
Como Romanos 9 poderia destruir toda essa maravilhosa manifestação do amor infinito de nosso Pai celestial? Jamais. Então, como entender sua hermética mensagem? Sendo Deus soberano e o Todo-Poderoso, goza de um atributo que só a Ele pertence: PRESCIÊNCIA. Por ela Deus sabe todas as coisas que irão acontecer. Na verdade, Deus não se limita no tempo, e é por essa razão que está escrito que, para Ele, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. II Pedro 3:8. Se o tempo fosse uma régua, nós estaríamos quase no seu fim, Adão no seu início e alguns em sua parte mediana. E Deus? Simplesmente a régua estaria em Sua mão. Quem sabe em Seu dedo mínimo!
Alguém poderia arriscar a seguinte pergunta: “já que Deus vê o futuro, por que, então, Ele oferece a salvação a quem Ele sabe que será um dos perdidos?” Ora, imaginemos que se alguém que será contado entre os perdidos, não recebesse a pregação do evangelho, por saber Deus de sua condição final, o que essa pessoa diria para o Criador? Quiçá: “quem garante que eu não iria me salvar, se eu tivesse ouvido o evangelho?” E a presciência de Deus não seria a melhor resposta. E por que não? Por que muitos dos que não têm essa prerrogativa passariam a duvidar da decisão divina. E isso seria um risco para o governo do Senhor. Qualquer governo que tenha suas bases alicerçadas na dúvida, caminha para o fracasso. Assim, Deus trata com o homem como se Ele mesmo fosse um homem, desprovido de Sua presciência. Para Adão, depois da queda, Ele indagou: “Onde estás?” Gênesis 3:9. E a Caim Ele perguntou: “Onde está Abel, teu irmão?” Gênesis 4:9. Foi por que Deus não sabia do paradeiro de Adão ou de Abel, que inquiriu, consoante os versos acima? Evidente que não. E dessa forma Ele age para que nenhuma desculpa seja pronunciada contra Sua justiça. Deus constituiu Davi como rei de Israel, sabendo de sua trama futura para matar Urias. E se o Criador dissesse a Davi que não o faria rei por causa de sua futura e homicida atitude? Arrancaria a confissão de Davi em louvor, ou causaria um dano a sua alma? Pensa bem! Ele é o Todo-Poderoso, entrementes, impõe limites a Si mesmo e lida com a humanidade como se de nada soubesse de suas quedas e vexames posteriores. Porque perdoa o homem, sabendo que, pouco depois, este estará a quebrar novamente a Sua lei, é uma das maiores provas de que, não só respeita o futuro como se não o antevisse, como também de que ama àquele que corre em busca de Seu perdão. Incontestável e inescrutável amor!
São Paulo inicia o capítulo 9 de Romanos, fazendo menção sobre a condição de seus patrícios. E faz um comentário muito importante, com aplicação inclusive para nós do século 21. Convém atentar para essas palavras: “Porque NEM TODOS os que são de Israel SÃO ISRAELITAS.” Verso 6. É uma contundente, porém, salvadora mensagem. Digo salvadora porque essa mensagem nos serve de alerta. Ora, se daqueles de onde descendeu Cristo, nem todos, de fato eram israelitas, e quanto a nós, gentios por natureza, que muitas vezes nos agarramos no nome da nossa denominação e não no Salvador? Agimos como muitos agiram no passado, e não percebemos isso. E como muitos deles se perderam, crendo estarem salvos, assim se dará também com muitos dentre nós. Incidentemente: Israel foi o nome dado a Jacó como símbolo de sua fé em Deus, assim como a circuncisão foi um símbolo dado a Abraão. Destarte, aqueles que vivessem a mesma fé deles seriam os verdadeiros israelitas, não por nascimento, mas por confissão de vida. Mesmo nós, de nacionalidades diferentes dos hebreus, somos gentios enxertados na Videira verdadeira, e por crermos no Salvador, somos israelitas. Assim está escrito, concernente a essa assertiva: “E, se sois de Cristo, ENTÃO SOIS DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO, e herdeiros conforme a promessa.” Gálatas 3:29. E insisto em dizer que isso não é um faz de conta, é a mais pura verdade, isso é real. É assim que Deus nos considera, se crermos no Seu Filho.
E por que azo Deus se reporta a Isaque como sendo o canal por onde viria a descendência de Abraão? A resposta poderá ser nova para ti e até incisiva, caro leitor, mas é a mais doce verdade. Por alguns instantes, façamo-nos presentes e mudos espectadores enquanto assistimos Cristo e Nicodemos tratando de um assunto capital: como entrar no Reino de Deus? E depois de Cristo tentar explicar a Nicodemos, como o homem pode acessar a Sua graça e o Seu Reino, Ele desdobra ainda mais o assunto e diz: “Aquele que é NASCIDO DA CARNE é carne, o que é NASCIDO DO ESPÍRITO, é espírito.” João 3:6. Noutra palestra, expus detalhadamente como isso ocorre na vida do ser humano que decide entregar sua vida nas mãos do Salvador. Mas, voltando ao assunto. Há a declinação de dois nascimentos aqui. Se falamos de nascimento, falamos de família. Por assim dizer, temos duas famílias – uma carnal e outra espiritual. Elas são reais como o nosso Deus é real. Precisamos encarar isso com seriedade. Quando Paulo fala de Isaque, no livro de Gálatas, ele faz uma breve comparação com Ismael. Por quê? Vejamos. “Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia o que era da escrava NASCEU SEGUNDO A CARNE, mas, o que era da livre, POR PROMESSA.” Gálatas 4:22 e 23. O que significa a expressão por promessa? Em nenhum caso, a fé foi chamada à ação senão diante de um milagre. Em todas as ocasiões em que ela se fez necessária, o esforço humano se viu inútil. É o momento a que denominamos de IMPOSSÍVEL. Abraão não poderia posteriormente dizer que Isaque nasceu porque teve sua participação. A salvação não vem pelas obras, vem pela fé. Assim é mais que apropriado dizer: NÃO HÁ FÉ, SE NÃO HOUVER O IMPOSSÍVEL. O que segue a fé, é um milagre. O que estamos a compreender? Que Isaque não nasceu de modo natural como seu irmão Ismael. Este nasceu da carne, aquele do Espírito Santo. Sim, meu caro leitor, Isaque foi gerado pelo Espírito Santo. E como posso afirmar isso? Deixemos que Paulo mesmo declare: “Mas, como naquele tempo O QUE NASCEU SEGUNDO A CARNE [ISMAEL] perseguia AO QUE NASCEU SEGUNDO O ESPÍRITO [ISAQUE], assim é também agora.” Gálatas 4:29. Isaque ainda não tinha idade para crer, a fim de ser gerado de novo, como ocorre hoje, pois Ismael ainda era adolescente quando foi mandado embora com sua mãe. Concluímos, portanto, que Isaque foi gerado tal qual Jesus. E nisto consiste o plano divino: que todos os que herdarão o Reino com Cristo, sejam gerados da mesma forma como Ele o foi. E é por essa mesma razão que Ele é chamado de PRIMOGÊNITO. Ele foi o primeiro dentre tantos. Daí o apóstolo dizer àqueles que haviam experimentado o novo nascimento: “Ora vós, irmãos, sois filhos da promessa, COMO ISAQUE.” Gálatas 4:28.
Retornemos a Romanos 9. No versículo 7, São Paulo nos diz que a descendência de Abraão seria chamada em Isaque, e então no verso seguinte ele afirma bombasticamente: “NÃO SÃO OS FILHOS DA CARNE QUE SÃO FILHOS DE DEUS, mas os filhos da promessa são contados como descendência.” Versículo 8. Eis uma verdade que temos a necessidade de encarar. Existem, como já vimos, duas famílias, sendo uma carnal e outra espiritual, onde a primeira é o nosso berço. Temos que nascer na segunda, pelo Espírito Santo. Para nascermos na segunda, será preciso morrermos para a primeira. E isso é imprescindível. A semente precisa morrer primeiro para que possa, então, germinar.
No verso 10 de Romanos 9, o apóstolo faz um breve comentário sobre a gravidez de Rebeca, mãe dos gêmeos Esaú e Jacó. Citei seus nomes nessa ordem, em face do seu nascimento. Esaú, evidentemente era o mais velho e recaía sobre ele a bênção da primogenitura. Mas uma profecia foi dada a sua mãe: “O maior servirá o menor.” Romanos 9:12. Como dantes asserimos, Deus impõe limites a Ele mesmo. E é necessário assim enxergarmos, como o é realmente, para compreendermos o que significa uma profecia. Depois do que dissemos não poderemos declarar que profecia é algo que Deus diz que vai ocorrer por imposição de Sua vontade. Seria contraditório. Então o que é, de fato, profecia? Para facilitar nossa compreensão, vamos considerar o seguinte supositício episódio: tu estás assistindo a um filme com um amigo, a convite seu. Tu percebes que já assististe àquele vídeo, logo que algumas cenas te vêm à mente. E tu lhe adiantas que conheces o vídeo. Consideremos que teu amigo, então, te indague: “como é o desfecho desse filme?” E aí, tu narras todo o final. Mesmo assim, por não se mostrar satisfeito, o teu amigo assiste ao filme até seu final, e comprova que estavas certo. Nasce a pergunta: o fim do filme se deu por que o narraste ou por que a história seguiu o roteiro traçado pelos personagens da história, considerando que estes são reais? A resposta é a segunda alternativa, é lógico. A tua narração foi apenas a antecipação dos fatos, não a sua manipulação. O destino de cada ser humano é traçado por ele mesmo. Ainda que Deus controle os acontecimentos, sendo-Lhe necessário assim fazer, pois doutra sorte não restaria ninguém vivo, Ele se reserva em não mudar a tua e a minha vida, se não desejarmos. Se nós queremos o Céu e nos empenhamos em andar nessa direção, seguindo Suas instruções, é para lá que iremos. Contudo, se não quisermos a salvação, caminharemos certamente para o lago de fogo e enxofre. Então, qual a finalidade das profecias? Eu poderia citar dois objetivos básicos, embora importantes. 1. O desvendar do futuro promovido por Deus para o bem daqueles que O buscam (Gênesis 18:17); 2. Ancorar nossa fé na Sua presciência (João 14:29).
Agora entendemos que Deus revelou o fim do filme a Rebeca, e ainda que ela não tenha esperado que o filme se desdobrasse como devesse ser, e aí podemos afirmar que vemos a tentativa de Satanás em mudar a história para um fim trágico, Deus não permitiu que o filme sofresse alteração no seu roteiro. Mas por que o maior serviria o menor? Como vimos, Deus Se antecipou aos fatos, predizendo o futuro, não os manipulou. Em Sua presciência, Ele antevê nossas atitudes e nossas decisões, e nada pode fazer a não ser, instar junto ao nosso coração, através do Seu Espírito, a mudar o curso de nosso futuro. A decisão é nossa. A todos Ele diz, com a mesma veemência: “O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti DE QUE TE PUS DIANTE DE TI a vida e a morte, a bênção e a maldição; ESCOLHE, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.” Deuteronômio 30:19.
Há uma passagem no capítulo 8 de Romanos que iluminará o nosso estudo. Antes, façamos mais uma aplicação: tu foste aprovado no vestibular e ansiosamente aguardas iniciar o ano letivo na universidade. A universidade, por sua vez, está aguardando os novos alunos. O que os seus dirigentes providenciaram, visando a tua chegada? Existe um planejamento curricular totalmente voltado para a mais perfeita ordem, durante os anos em que serás educado no teu seleto curso. Agora pergunto: tais providências teriam sido realizadas se não tivesses logrado êxito no vestibular? Claro que sim. A universidade não sabe que existes até fazeres parte do rol do seu corpo discente. Entretanto, os passos para tua conclusão já estão prontos, basta que alcances os objetivos previamente traçados pela unidade de ensino. Tudo dependerá de ti, inclusive a tua admissão nela. O Céu é a universidade que nos aguarda, caro leitor. Só há uma maneira de entrar nele – nascendo de novo. Mas não ocorre contra nossa vontade. O que nos aguarda, se aceitarmos o convite do Salvador? Os passos para a vitória já foram traçados por Ele durante Seus trinta e três anos e meio, e pela fé nos pertence. No fim do curso, pois a santificação é um processo educacional, receberemos o diploma – uma coroa brilhante. Creio que agora ficará mais fácil de compreender o texto bíblico a ser citado agora: Romanos 8:29 e 30. Ali está escrito: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou, e aos que chamou, a estes também justificou, e aos que justificou, a estes também glorificou.” Aos que dantes conheceu, predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho. Todos somos chamados pela incessante e clamorosa voz do Espírito Santo para que nos arrependamos dos nossos pecados, porém o atender é nosso. Ninguém decidirá forçosamente. Seu apelo é suave e aguarda o retorno voluntário do filho pródigo. Se ao diretor da universidade fosse dado o poder de saber quem seriam os seus futuros alunos, ele diria: “para estes já está tudo pronto a fim de que alcancem o sonho de suas vidas: o tão sonhado diploma universitário.” Estaria ele, com essas palavras, discriminando os candidatos, escolhendo uns e desprezando os outros? Claro que não. Ele estava apenas antevendo os fatos, sem alterá-los. Deus sabe quem são os Seus, é lógico, mas o homem é quem será o único responsável pela decisão que tomar, seja aceitando a Cristo, seja rejeitando-O. A predestinação mencionada no texto acima não tem a conotação de um destino pré-determinado, independentemente da vontade do homem. Não haveria amor nisso. Ela representa aquilo que não subiu ao coração humano, e que está a espera de todo o que nEle crer. Se eu me dispuser a aceitar a Cristo, ingresso nessa universidade, cujo diploma é a vida eterna. Sou predestinado a chegar até o fim, se eu não desistir antes da conclusão do curso. Se minha vontade não fosse importante nesse processo, não interferisse no meu destino, Cristo não diria: “Mas quem PERSEVERAR até o fim, esse será salvo.” Mateus 24:13. Esse versículo anula a predestinação a que muitos se referem – uns nasceram para isso e outros para aquilo, e não há como mudar seu destino. Se há poder de escolha ou livre arbítrio, não há predestinação involuntária. Vemos, agora, que nós mesmos nos predestinamos, através de nossa própria escolha, para aquilo que queremos ser no futuro – semelhantes a Cristo ou a Satanás.
No versículo 30 desse mesmo capítulo (8) de Romanos, contemplamos uma sequência lógica: o desencadear do processo da salvação. “E aos que predestinou, a estes também chamou, e aos que chamou, a estes também justificou, e aos que justificou, a estes também glorificou.” Mais um exemplo para compreendermos o versículo acima. O leitor entra numa biblioteca onde estão vinte pessoas, e pergunta aos presentes: quantos gostariam de ouvir a palavra de Deus por cinco minutos? Quantos o leitor acha que aceitariam o convite? Alguns, dificilmente. Mas se a pergunta fosse: quantos aceitam um sorvete gelado? E se no lugar do sorvete o leitor oferecesse um iPod Nano? Haveria uma clara diferença entre os números, não? Se tais convites fossem estendidos a um universo maior de pessoas, ainda assim o número dos simpatizantes com a primeira inquirição seria assaz reduzido. Deus identificaria, antes mesmo de formulares as perguntas, quem seriam as pessoas que estariam dispostas a ouvi-Lo. Deus anteviu Seus ouvintes, e quando Sua voz soou através dos teus lábios, leitor, só aqueles se ofereceram, aqueles mesmos vistos anteriormente por Deus, foram os que se dirigiram pra ti, dispostos a ouvir a Palavra do Senhor. Todos ouviram o teu apelo, mas somente uns se dispuseram a te atender. E assim é na vida real. Deus faz soar a Sua voz, mas sabe por Sua presciência quem são os que voluntariamente O ouvirão. “As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e Eu as conheço, e elas Me seguem.” João 10:27. Aos que O ouvem, Deus justifica, ocorrendo daí a santificação, e, por fim, a glorificação, se houver perseverança até o fim. A glorificação se concretizará no dia da volta do Senhor Jesus.
E quanto a Deus só ter misericórdia de quem Lhe aprouver? Estaria implícito aí que Deus negará Sua misericórdia para um pecador que busca o arrependimento? Claro que não. Nada somos nem nada temos. A nossa salvação, mesmo tendo nós participação nela, começa com Deus. De fato, se Deus não tivesse tomado a iniciativa de nos resgatar, estaríamos todos perdidos. Aludindo a isso, João nos diz: “Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro.” I João 4:19. O que João está nos dizer é que amamos por conseqüência de Deus ter derramado o Seu amor em nós, PRIMEIRO. Tudo depende dEle. Ele é quem nos dá a vida, a respiração e todas as coisas. Atos 17:25. Contudo, quem é recíproco à misericórdia de Deus? Somente aqueles que O amam, que guardam os Seus mandamentos. “Se amais, GUARDAREIS os Meus mandamentos.” João 14:15. Todos os que são Seus filhos, o são por livre e espontânea vontade. São eles que usufruem de todas as bênçãos espirituais, pois lhes são concedidas por Cristo, a Quem aceitaram como Seu Salvador pessoal.
Nós entramos na graça de Deus quando entregamos nossa vida a Cristo, porquanto Ele mesmo é a Porta da graça. Romanos 5:2. E o Seu convite para entrares no Seu descanso ainda está de pé, caro leitor. Não te demores, não O deixes esperando. Não permitas que o teu coração seja endurecido pelo engano do pecado, adiando a tua decisão. Vai a Ele hoje, agora. A promessa é: “O que vem a Mim, DE MANEIRA NENHUMA O DESPREZAREI.” João 6:37.
Que Deus nos abençoe!

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