quarta-feira, 30 de março de 2011

Sou Eu Uma Pessoa Livre?

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32.

Como posso estar certo de que sou uma pessoa livre? O que é liberdade? Inspirados por ela o mundo foi espetáculo de muitas guerras e revoluções, sangrentas em sua maioria. Podemos defini-la de diversas maneiras, todavia de uma coisa estamos certos: ela custa um preço altíssimo.
Por incrível que pareça identificamos a liberdade, em todos os sentidos, quando o SIM não nos é proibido, ou quando o NÃO não nos é imposto. E guiados por esse pensamento diversas pessoas seguem a vida, mantidas numa masmorra sem dar conta de que são vítimas de um seqüestro.
Eis o casal, Adão e Eva, no paraíso. Empós sua criação, Deus mantém um importante diálogo com eles, e embora não contenham detalhes na narrativa bíblica, podemos crer que o Pai celestial preparou o casal para um possível confronto com o anjo caído. Era necessário que eles fossem provados, pois deveriam decidir a quem servir, uma vez que uma guerra de natureza espiritual estava sendo travada entre o bem e o mal numa plataforma cósmica, onde o alvo era e ainda é o ser humano. A ordem divina foi bem clara e sem complicações: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gênesis 2:16 e 17. Não havia mal algum naquela árvore, mas ela era um símbolo; ela fora criada para representar a vontade do casal. Não era uma proibição inconexa, sem fundamento, era uma prova de que Deus os havia criado livres para decidirem sobre o seu futuro. Havia amor nisso tudo. Deus fez o casal com poder de escolha e os orientou sobre um possível ataque do inimigo das almas, mas o Seu amor os fez perfeitos e plenamente livres. O trágico fim já conhecemos.
Quantos de nós não agimos como Eva, achando que um NÃO proferido pelo Criador é uma mera proibição, sem sentido e que nos priva de alcançarmos um patamar superior com o cheiro da liberdade? Não conseguem enxergar que aquela proibição na verdade é um muro de proteção contra as ciladas do diabo. Quantas vezes não alertamos as criancinhas a não colocarem o seu dedinho na tomada? E essa experiência aparenta não nos ajudar a compreender que a atitude de nosso Pai celestial tem o mesmo princípio!
Como sei se sou livre ou prisioneiro? São Paulo, no capítulo 7 de Romanos, entre os versículos 14 e 24, narra a sua experiência religiosa antes de sua conversão. E por que azo o Espírito Santo o fez descrever a sua experiência pessoal e particular? A razão é simples: tal passagem bíblica constitui o termômetro de nosso estado espiritual. Alguns crêem que Paulo fala da dupla natureza do homem, tese facilmente refutável se compararmos o capítulo 7 com o 6 e o 8 do mesmo livre. A luta que vemos ser travada no íntimo de Saulo de Tarso, ali graficamente exposta, é a mesmíssima que trava o homem que ainda não provou do novo nascimento. Aqueles textos representam a sufocante vida dos que são prisioneiros do pecado, e por extensão, do próprio Satanás. Não estaríamos exagerando se disséssemos que todo homem, genericamente falando, que ainda não decidiu viver sob a guia do Espírito Santo, depois de ser por Ele regenerado, está sob posse demoníaca, numa escala inferior a dos gadarenos. É uma realidade difícil demais para encarar, mas é preciso. O desejo pela cura nasce da convicção de que estamos numa situação afetadamente crítica e grave. Quando nos dermos conta de que estamos vivendo a satisfazer os caprichos daquele que usou a humanidade para assassinar Cristo, decidiremos, se não for tarde demais, em buscar a Deus a fim de sermos lavados no sangue do Cordeiro.
Podemos fazer um teste básico para sabermos se somos livres, como asseveramos ser, ou prisioneiros, como as Escrituras nos informam. 1. O que assistimos na televisão a sós, com ou sem a conexão de algum outro eletrônico, poderíamos assistir no seio da igreja? 2. Nossos pensamentos são puros a ponto de podermos revelá-los num telão numa praça pública, mormente na presença dos nossos entes queridos? 3. Quem está em primeiro lugar, quando tudo está dando errado, eu ou o meu próximo que necessita de mim? Se as respostas forem negativas, algo está errado conosco. Alguém alçará a voz e dirá: “Estou fazendo o que gosto de fazer!” Até que ponto? Será que gosta mesmo ou percebe que não era bem isso que anelava fazer e descobre que não consegue sair dessa condição? Escondendo-se uma vez ou outra por trás do anonimato ou de uma máscara, aqueles que vivenciam tais experiências, calam a voz da consciência, e se não forem descobertos ou desmascarados, chegam ao ponto de cauterizá-la, tornando-se insensível a qualquer apelo do Espírito Santo, e a estes não restam senão o aguardar do juízo de Deus.
Quando a noite da reflexão nos apanha, compreendemos tudo que fizemos durante o dia, e nos lamentamos por um momento pelos desmandos cometidos. Concluímos que sufocando torna-se mais fácil viver, até que estamos num mar de tristezas e de graves problemas depressivos. Descobrimos que fomos enganados o tempo todo sobre uma falsa liberdade que não permitia ao menos levantar a voz para pedir ajuda Àquele que a todo tempo esteve do nosso lado, instando conosco para que parássemos por um breve instante para ouvir a Sua voz, e como os discípulos na estrada de Emaús, dizemos: “Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” Lucas 24:32.
Muitos, decepcionados consigo mesmos, têm tomado a decisão de ceifarem suas próprias vidas, crendo ser o melhor remédio, por não verem outra saída. Descobriram tardiamente que nunca foram livres.
Há ainda outro método, infalível por sua vez, que nos evidencia se, mesmo que batizados e com larga experiência religiosa, somos livres ou não. Em Hebreus 12:1, São Paulo nos admoesta a deixarmos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia. Tendo cada ser humano sua particularidade, o embaraço e o pecado que tenazmente assedia diferem de uma classe de pessoas para outra. Essa mesma mensagem o apóstolo menciona no livro de Tito, como vemos abaixo.
Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, RENUNCIANDO À IMPIEDADE E ÀS PAIXÕES MUNDANAS, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente.” Tito 2:1 e 12.
Tito 2:11 e 12 e Hebreus 12:1 são o mesmo alvitre. Impiedade significa pecado e as paixões mundanas são embaraços para aqueles que pretendem habitar as mansões celestiais. As paixões mundanas têm a função de anuviar a mente, tornando-a incapaz de enxergar as preciosas pérolas da Palavra de Deus. Pelo esforço humano, pela determinação é possível abandoná-las, contudo não se obtém o mesmo sucesso em relação à impiedade ou ao pecado. Estes são de ordem espiritual. Nenhum esforço humano, nenhuma determinação fundada na perspectiva natural nos tornará vencedores. Feito uma erva daninha, conseguiremos não muito mais que podá-la, e por um período curto já a vemos florescer novamente. Esta é a prova infalível de que não somos livres para fazermos o que quisermos, mas numa determinada área de nossa vida, fazemos o que não queremos, o que não aprovamos, e ficamos desalentados, e aí perguntamos incontáveis vezes em nosso íntimo: “POR QUÊ?” E numa tentativa a mais, pedimos perdão a Deus e nos dispomos a não mais repetir o mal feito, mas por pouco tempo. Qual erva daninha, os atos afloram outra vez, esmagando-nos por dentro.
Consolamo-nos quando ouvimos que esta é a luta do cristão, pois São Paulo passou por isso. Então são citadas as passagens retro comentadas de Romanos 7:14-24, e, assim nos recomendam lutar mais, orar mais, jejuar, intensificar nossa experiência com Cristo. O nosso Salvador vivia nesta luta de levantar hoje e cair amanhã, quase que constante? Se a resposta for não, pois só existe essa, alguma coisa está errada conosco, pois “aquele que diz que permanece nEle, esse DEVE andar ASSIM COMO Ele andou.” I São João 2:6. As palavras grifadas em vermelho merecem nossas considerações. Primeiro o verbo utilizado é dever e não poder. O verbo poder deixa subtendido a faculdade da escolha, enquanto que o verbo dever, obrigação. É exigido por Deus que aquele QUE DIZ que nasceu de novo, ande como Cristo andou. Temos que assumir o que professamos. Se nascemos de novo, a vida de Cristo tem de ser reproduzida em nós, por uma razão bem simples: se Sua vida aqui na Terra foi aceita por Deus como sacrifício, implica dizer que não menos do que esse padrão Deus aceitará dos que pretendem habitar em Sua presença. A vida de Cristo é o modelo do Céu. Segundo a expressão assim como tem o mesmo valor de igual. Andar assim como significa do mesmo jeito, da mesma forma. Por este motivo, São Paulo afirmou: “E vivo, não mais eu, mas CRISTO VIVE em Mim.” Gálatas 2:20.
Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. A verdade é o Livro Sagrado, e o Livro Sagrado é a própria expressão de Cristo. Ele mesmo disse que é a verdade. Mas que verdade em específico promoverá a minha liberdade? Em primeiro lugar, precisamos entender o que o profeta intentou dizer nas seguintes palavras: “Pode o etíope mudar a cor de sua pele, ou o leopardo as suas listras? DE IGUAL MODO podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jeremias 13:23. Essa é a primeira verdade que precisamos conhecer – NOSSA IMPOSSIBILIDADE EM SERMOS JUSTOS POR NÓS MESMOS. A segunda verdade é decorrente da primeira. Se nos foi revelada a nossa impossibilidade em sermos justos, necessitamos conhecer uma outra verdade – em que família eu pertenço, a carnal ou a espiritual? A minha impossibilidade é a prova de que ainda sou carnal, descendente do primeiro Adão. Toda essa família será destruída por Deus. A terceira verdade segue-se à segunda por conexão – É URGENTEMENTE NECESSÁRIO NASCER DE CIMA, na família espiritual. Nascer de cima é o equivalente à obra de recriação. Fomos criados, mas precisamos ser novamente criados por Deus. E isso é possível? É real? Plenamente. Deus não é de faz de conta. São Pedro nos mostra que esse é o propósito divino para todos os homens. ”Sendo DE NOVO GERADOS, näo de semente corruptível, mas da incorruptível, PELA PALAVRA DE DEUS, viva, e que permanece para sempre.” São Pedro 1:23. E Quem realiza essa obra miraculosa em nós e por nós? As Escrituras respondem. “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, Ele NOS SALVOU mediante o lavar REGENERADOR e RENOVADOR do ESPÍRITO SANTO.” Tito 3:5.
A salvação, portanto, atua sob três aspectos: 1. Absolve-nos da condenação do pecado – JUSTIFICAÇÃO; 2. Liberta-nos do domínio do pecado – SANTIFICAÇÃO; 3. Liberta-nos da maldição do pecado – GLORIFICAÇÃO. Tal ordem não pode ser alterada. Não pode haver santificação sem a justificação. E só serão glorificados os que tiverem sido santificados. Os nossos esforços só são válidos a partir da santificação, pois desde então deve haver a cooperação do humano com o divino.
Se buscamos o perdão de Deus, e não cremos que fomos, de fato, perdoados e recriados, voltaremos vazios como fomos. Não há perdão sem mudança de caráter. Se os nossos atos continuarem sendo os mesmos, se os pensamentos não foram purificados, é um sinal de que não alcançamos ainda a maior de todas as dádivas – a liberdade. Devemos ir a Deus determinados a abrir mão de nossa vida, e pedir-Lhe que nos gere de novo, sem a mínima dúvida no coração, de outra sorte, Ele não nos atenderá. Entretanto, se crermos que Ele nos dará o que pedimos, Ele então nos perdoará e nos fará andar consoante Seu Filho, através do Espírito Santo, que nos concede por termos crido em Sua palavra, em Sua promessa. Uma nova vida de vitória só depende de uma fé simples, qual âncora bem fincada. Por isso o Salvador nos diz: “Crê somente.” Aquilo que buscamos toda nossa vida por nossos esforços, Deus quer nos presentear com um simples ato de fé. Agora, nascidos de novo, o Espírito Santo e nós participamos da santificação, mediante o estudo diário da Palavra de Deus, da oração, do jejum, dos louvores, etc.. Nasce o enorme desejo de anunciar nossa experiência para outros, sentimos uma fome imensa de estudarmos as Escrituras, pois nossa inclinação já não é mais para as coisas da carne, uma vez que nosso coração é outro, nossa mente é outra. Tão naturalmente nos inclinávamos para um lado, agora regenerados, naturalmente inclinamo-nos para o outro.
Caro leitor, descobrir que é um escravo do pecado, e por extensão de Satanás, não é como aparenta ser uma notícia desagradável e desesperadora, não. A gravidade reside na contumácia em resistir aos apelos do Espírito Santo quanto à necessidade de nos colocarmos na maca a fim de sofrermos a operação miraculosa que só Ele pode operar. Não temos que lutar antes do VINDE, a luta começa depois dele. Muitos se perderão, lutando e lutando por dar ouvidos ao anjo caído transfigurado em anjo de luz, o qual fala com voz mansa como se fosse o Espírito Santo, dizendo-nos que se melhorarmos nossa comunhão, venceremos, se jejuarmos mais, se nos determinarmos mais, etc. etc., por que ele, Satanás, sabe que se não tivermos sido transformados, regerados pelo Espírito Santo, jamais seremos livres, continuaremos seus escravos, impossibilitados de reproduzir o caráter de Cristo em nós, e nos perderemos por que não fomos submetidos ao processo da santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.
Que o Todo-Poderoso possa te atrair para essa maravilhosa obra que está a tua espera. Que Ele te conceda a mesma persistência e determinação em alcançar esse tesouro, essa ímpar e maravilhosa dádiva, como teve Jacó que lutou com o anjo até o alvorecer, só o largando empós receber o que o seu coração precisava – o perdão e a conseqüente paz de espírito.
Sorria por que o Pai, como o da parábola, te aguarda avidamente para te abraçar e trocar as tuas vestes sujas pelas vestes do Seu Filho. E por onde andastes e como andastes, e por quanto tempo tens estado distante, não importa para Ele. Ele não está interessado nisso. Ele só observa para ver se atenderás aos Seus incansáveis rogos, pedindo-te para voltar ao Seu convívio. Volta! Não há razão pra estarmos distantes de Quem tudo fez e continuará fazendo para nos libertar verdadeiramente do domínio do pecado, que nos destrói passo a passo, cujo consequência é a morte. “TODO o que o Pai me dá, VIRÁ A MIM, e o que vem a Mim, DE MANEIRA O LANÇAREI O FORA.” São João 6:37. Depois de uma tão grande promessa e garantia, o que te impede de atender ao Seu chamado? Este é o melhor momento.
Que Deus nos abençoe!

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sábado, 26 de março de 2011

Por Que Preciso de Um Salvador?

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Romanos 3:23.

Qual a razão mor de que necessitamos urgentemente de um Salvador? O fato de sermos pessoas bem-quistas pela sociedade, adotarmos bons princípios morais em nosso viver, praticarmos as boas obras que mitigam a fome dos desfavorecidos, nada disso significa comodidade espiritual diante da exigência divina quanto ao juízo que aguarda cada ser humano. Alguém poderá ter um caráter ilibado, irrepreensível, mas jamais lhe será capaz expiar a pecha moral praticada no passado. Nenhum mortal, provindo do berço do primeiro Adão, terá como se livrar, por si só, dessa condição esmagadora.
As Escrituras são bem claras quando distinguem as duas famílias existentes na Terra: a carnal e a espiritual. Elas são tão reais quanto o sol e as estrelas. Está escrito: “Isto é, NÃO SÃO OS FILHOS DA CARNE que são filhos de Deus; MAS OS FILHOS DA PROMESSA são contados como descendência.” Romanos 9:8. E essa verdade precisa ser assimilada cabalmente, pois nos custará caro um comportamento apático quanto ao assunto, custará a nossa própria vida. A família carnal consiste nos filhos provindos do primeiro Adão. Primeiro? Sim. A Bíblia menciona o vocábulo Adão não só para representar o pai da raça humana, o primeiro homem criado por Deus do pó da Terra, como também para representar a Cristo, gerado pelo Espírito Santo, como o último Adão. Assim está escrito: “O PRIMEIRO homem, ADÃO, tornou-se alma vivente; o ÚLTIMO ADÃO, espírito vivificante.” I Coríntios 15:45.
Todos nós nascemos naturalmente dos nossos pais terrestres, isso é lógico. Por conta disso, os traços hereditários são-nos transmitidos, mormente as tendências morais. Nesta fase da vida, somos filhos do primeiro Adão. Tendo Adão transgredido a lei de Deus, lá no paraíso, o seu ato desencadeou vários efeitos, os quais foram sentidos no universo, na natureza e na própria humanidade. Assim, Adão fez recair sobre todos os seus descendentes o domínio e a condenação do pecado. Todo descendente seu, com exceção de Cristo, é escravo do pecado e está condenado à morte. Ninguém pode escapar dessa condição sem o auxílio do alto. Infelizmente, atestar que nada tem a ver com o pecado original não muda nossa situação, muito menos seremos livres do pecado pela excelência da boa educação. Portanto, nascer de nossos pais terrestres já é suficiente para trazermos conosco essa dura e indesejável realidade: somos escravos do pecado e caminhamos para a morte. E sem a intenção de querer tornar essa realidade mais dramática ainda, temos que encarar algo mais assombroso – se somos escravos do pecado, então estamos sob escravidão satânica. Esta é uma verdade que ninguém, ninguém aceitará de bom grado. Mas é isso mesmo. Adão permitiu que seus descendentes fossem escravizados pelo arqui-inimigo, estivessem sujeitos a sua vontade.
Se o caro leitor tem dificuldade para aceitar tal matéria, queira refletir sobre o dia de ontem, por exemplo, e tenta lembrar-se de algum momento em que tenha feito algo que a consciência, como uma faca, o acusou. Podemos afirmar, se quisermos, que isso ocorreu por que não somos perfeitos. E a que nos leva a nossa imperfeição? Ela nos impele a fazermos quase tudo de modo infenso aos nossos princípios morais. Noutro dizer: não fazemos o que realmente queríamos fazer. Ora, se não fazemos o que não queríamos fazer, essa vontade que em nós impera pertence a quem, então? Só há uma resposta – Deus ou Satanás. E tal resposta é óbvia.
Nascer dos nossos pais terrestres significa nascer da carne e esse fato foge ao nosso querer. Não desejamos ter nascido, apenas temos que aceitar esse acontecimento. Decorre que, se permanecermos nessa família, na família carnal, sofreremos a morte, para a qual não há ressurreição. Como disse o nosso Salvador, necessitamos urgentemente nascer de novo, nascermos de cima, sermos gerados de novo pelo Espírito Santo. Este é o requisito indispensável para a salvação. Veja o que diz o Livro Sagrado:
O que é nascido da carne É CARNE, e o que é nascido do Espírito É ESPÍRITO.” João 3:6.
Mais:
Porque SE VIVERDES SEGUNDO A CARNE, haveis de morrer; mas, SE PELO ESPÍRITO [Espírito Santo] mortificardes as obras do corpo, VIVEREIS.” Romanos 8:13.
A todos quantos vêm ao mundo, Deus se encarrega de cientificar da guerra cósmica em que estão totalmente envolvidos, independentemente de sua anuência, e dá-lhes o conhecimento do evangelho com o propósito de que, ouvindo o Seu apelo, se arrependam e possam escapar do juízo final. Assim como não houve esforço algum de nossa parte para colaborar com o nosso nascimento aqui na Terra, de igual maneira nossos esforços não poderão colaborar para que nasçamos de cima, no Reino dos Céus. No entanto, se a nossa vontade não foi consultada se queríamos nascer de nossos pais ou não, no Reino dos Céus nossa vontade é o que decide. E ninguém poderá nascer de novo se não for pelos méritos de Jesus Cristo.
Na verdade, não pertencemos a nós mesmos e somos iludidos pelo tentador a crer que temos a liberdade de fazermos de nossas vidas o que bem entendemos, quando, irrefletidamente, estamos a realizar a sua vontade, e nessa vontade, acrescentamos pecado a pecado, permanecendo sob a ira de Deus. Por esse azo é que São Paulo nos diz que todos morrem em Adão, ou seja, se nossa condição não for mudada por Deus, se não nascermos na família espiritual, caminhamos para a morte. “Mas”, poderia alguém questionar, “nós não somos mortais mesmo e não iremos morrer um dia? Para responder tal indagação, precisamos perguntar: o que é a morte? Acertadamente responderíamos “cessação da vida”. Entretanto, a que estaríamos nos referindo – ao fatídico episódio que ceifou a vida daquele nosso ente querido? Poderia ser, mas não é. Seria, se Cristo não tivesse vindo ao mundo e morrido por nós.
Deus havia advertido a Adão que NO DIA em que ele comesse do fruto proibido, ele morreria. Porém não vemos Adão cair morto assim que o seu pecado é consumado. Como entender, então, o que significa a morte? Pensemos num galho de uma árvore frutífera. Se nos fosse possível ver a seiva percorrendo o seu trajeto da raiz até aquele galho, entenderíamos que o galho está vivo por que a seiva do tronco lhe concede os nutrientes necessários para mantê-lo viçoso e produzindo frutos. Agora, o imaginem sendo cortado, alienado daquela árvore. A seiva vitalizadora não mais percorrerá os vasos daquele galho e ele está sentenciado à morte.
Em Romanos 6:23 está escrito que o salário do pecado é a morte. No entendimento de muitos a morte aí referida é o que ocorre quando uma fatalidade retira dos seios de uma família um dos seus membros. Como dantes foi expresso, seria se não houvesse o plano da salvação. O plano de Deus deu um novo significado àquela trágica ocorrência, e transferiu a morte para o futuro, antecedida por um juízo. Ao assumir Cristo o pecado de todos os descendentes de Adão, fazendo-Se Ele mesmo transgressor em nosso lugar, teria Ele que ser punido com a morte, pois esta é a sentença para o transgressor. Entretanto, sendo a Sua vida uma oferta que ultrapassou as exigências da lei divina, tornou-Se o nosso Salvador, tendo-O Deus ressuscitado dos mortos. A ressurreição de Cristo foi a consolidação de que não devemos mais considerar a morte como antes víamos. O salário do pecado, a morte, constitui-se, então, o lago de fogo, também chamado de segunda morte. Esta morte não cogita ressurreição. Esta sim, é a sentença de Romanos 6:23.
Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, E CRÊ naquele que me enviou, TEM A VIDA ETERNA e não entra em juízo, MAS JÁ PASSOU DA MORTE PARA A VIDA.” João 5:24.
Seria um contrassenso considerarmos o homem recriado, nascido de Deus, um mortal. O Salvador afirmou que aquele que O recebe passa da morte para a vida. Os verbos crer e ter não estão no futuro, mas no presente. Isto nos permite dizer que se hoje alguém recebe Cristo em Seu coração, cujos efeitos são vistos em seu novo viver, passa da morte para a vida; tal pessoa TEM a vida eterna. Como ainda não acabou a guerra cósmica iniciada no Céu, a vida eterna fica condicionada à perseverança em continuarmos marchando com Cristo até o término da luta contra o pecado, por assim dizer, na Sua volta.
Mas aquele QUE PERSEVERAR ATÉ O FIM, ESSE será salvo.” Mateus 10:24.
Quando alguém morre, deixa de existir para os homens, não para Deus. Referindo-se a Lázaro, já morto vários dias, Cristo disse: “Lázaro, o nosso amigo, DORME, mas vou despertá-lo do sono.” João 11:11. O Salvador também disse: “Mas que os mortos hão de ressurgir, o próprio Moisés o mostrou, na passagem a respeito da sarça, quando chama ao Senhor; Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos; PORQUE PARA ELE TODOS [os justos mortos] VIVEM.” Lucas 20:37 e 38.
Aqueles que se recusam entregar sua vida a Deus ou adiam tal decisão, permanecem mortos aos Seus olhos, pois sobre eles a sua ira permanece. “Ele vos vivificou, ESTANDO VÓS MORTOS nos vossos delitos e pecados.” Efésios 2:1. Deus por Sua misericórdia mantém-lhes respirando a fim de que possam tomar a decisão de servi-Lo antes que a medida de seus pecados alcance o limite estabelecido. É por essa razão que é uma temeridade viver sem Deus, sem aceitar a Cristo como Salvador, pois quando o fôlego for retirado, não haverá mais chance para decidirem mudar sua condição. O juízo já terá sido decretado. Notemos as palavras de Cristo:
Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem nEle crê não é julgado, O QUE NÃO CRÊ JÁ ESTÁ JULGADO, porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus.” João 3:17 e 18.
O nosso respirar não é prova de que estamos vivos. Respiramos por que Deus estabeleceu, por Sua misericórdia, um tempo para que decidamos sobre o que queremos fazer da nossa vida. Mas não sabemos quando esse tempo terá fim, e poderá ser hoje, amanhã, agora. Esta, pois, é a nossa terrível situação, se não houver uma intervenção divina, e ela só ocorrerá com a nossa permissão, com a nossa decisão. Essa intervenção só é possível a nós, porque um dia Alguém determinou dar a Sua vida no lugar da nossa, morrendo em nosso lugar – Cristo Jesus.
Sendo que nossas boas obras não alterarão nossa presente condição, é necessário, portanto, nascer no Reino de Deus, nascer dEle. E como isso é possível? Como podemos nascer do último Adão, e assim passarmos da morte para a vida, usufruindo de todas as bênçãos espirituais? Em que consiste o novo nascimento? Há como sabermos se nascemos de novo ou não?
A fim de compreendermos como é possível nascer no Reino de Deus, vamos nos debruçar em dois casos concretos: 1. A serpente no deserto; 2. A cura do paralítico. Nestes dois eventos o Criador nos apresenta como passamos de uma família para outra. Nascemos do último Adão sob o mesmo processo por que foram curados os israelitas ao olharem para a serpente.
Quando o povo foi mordido pelas serpentes no deserto, Deus determinou a Moisés que fizesse uma serpente de metal, a pusesse numa haste, e dissesse ao povo que todos os que olhassem para aquela serpente seriam curados. Não havia nenhuma virtude na serpente, mas ao olhar para ela com fé, o milagre da cura ocorria. Olhar era o bastante. Nenhuma outra ação era requerida daquele que desejava ser curado. Aqui não entra o esforço humano, pois ele é inútil. Do mesmo modo temos que olhar para a cruz do Calvário e crer que o Salvador saldou a nossa dívida, carregando sobre Si os nossos pecados. Se crermos que agora Deus não só nos perdoará, todavia irá mais além, dar-nos-á um novo coração, uma nova mente, me fará um novo ser, recriado pelo Seu Espírito, o milagre ocorrerá.
E quanto ao paralítico? Ele é descido numa cama por um buraco feito no telhado. O que ele poderá fazer para sair daquela cama e andar? Nada. Seus esforços nenhuma vantagem lhe acrescentarão. E esse princípio serve para o leproso, para o cego, para o mudo, para o coxo. A cura do paralítico, como as demais, não foi registrada tão-somente para louvarmos e enaltecermos o nome de Deus. Há um propósito ainda maior. O paralítico representa cada um de nós, assim como os demais desfavorecidos. E sua impossibilidade de levantar-se e andar por seus próprios meios, representa a nossa impossibilidade de sermos diferentes do que somos, de sermos quem queremos ser. Toda tentativa para melhorar a sua condição seria embalde. Ele dependia de um ato do Criador – um milagre. Sabemos que o milagre só ocorre quando sua motivação se faz presente, e essa motivação é a fé. E agora, face a face, Cristo diz ao paralítico “levanta-te, toma a tua cama e vai para a tua casa.” Tal qual o paralítico, precisamos desesperadamente estar na presença do Senhor e pedir que nos cure da nossa doença espiritual; como o paralítico, nós devemos crer piamente que as palavras de Cristo não serão ditas aleatoriamente, elas têm poder, Ele quer nos ver curados. Não há espaço para a dúvida. A dúvida anula o cumprimento da promessa de Deus. O poder de Deus só foi manifesto no paralítico porque sua fé foi atuante. Bastou ao paralítico crer que o Salvador o havia curado instantaneamente, mesmo que ele não estivesse sentindo nenhuma comichão em seu corpo. Ele creu contra a esperança. E do mesmo modo, não precisamos duvidar se Ele fará o mesmo por nós. Esse é o principal objetivo do evangelho – ver o homem absolvido da condenação do pecado e livre do seu domínio. E o que é exigido de nós? Crer que Ele cumprirá a promessa prescrita em I João 1:9. Ali Ele nos promete duas coisas inseparáveis. Uma é o perdão dos nossos pecados, a outra é a nossa purificação. Perdão e justificação são a mesma coisa. Se o homem é perdoado, ele é justificado. Sendo justificado por Deus, ele é visto perante os Seus olhos, sem pecado, ou melhor, como se nunca houvesse pecado na vida, pois, pertencem-lhes, pela fé, os méritos do Salvador. Deus vê esse homem como vê o próprio Filho. A vida sem pecado que Cristo viveu aqui na Terra é creditada àquele que decidiu entregar o coração a Deus. Tal pessoa produzirá os frutos do Espírito Santo. Não mais terá inclinação para o pecado, pois o Espírito Santo habita nele agora, não o pecado. Tal homem andará nas pegadas de Cristo, reproduzindo o caráter do nosso Salvador, sendo transformado a Sua própria imagem. Se estas mudanças não ocorrerem, não fomos perdoados. Esta é a segunda parte da promessa – a purificação [santificação]. A santificação é o processo que se inicia assim que o homem é justificado. “Segui a paz com todos, e a SANTIFICAÇÃO, sem a qual NINGUÉM verá o Senhor.” Hebreus 12:14.
O evangelho de Cristo não só nos oferece o perdão, como também a purificação de nosso ser. Deus quer nos perdoar e nos tornar em Seus filhos e filhas, capazes de viver uma vida sem pecado. Tudo que temos que fazer é crer somente. Cristo crucificado e ressurreto é a nossa garantia de que se formos a Deus em busca do dom da justiça, aquilo que não temos para viver em estrita obediência aos Seus mandamentos, Ele nos concederá. O evangelho de Cristo veio anunciar a obra da RECRIAÇÃO de Deus. Ele veio desfazer as obras do diabo. O vaso quebrado por si só não se refaz em um vaso novo, cabe ao Oleiro a restauração.
Mesmo quem está na igreja, seja ministro ou membro, pode não ter nascido de novo e estar perdido, pensando que está salvo. O novo nascimento produz os frutos do Espírito Santo, transforma o homem em uma criança, cuja mente é pura, cujo caráter é sem mácula, cujos pensamentos são puros, cujo coração descansa plenamente em seus tutores. Se ainda não somos como crianças, não devemos nos desesperar, pois o Céu está a nosso favor e tudo nosso Deus fará para que possamos nascer em Seu reino, e viver vida perfeita. Devemos ir a Ele do jeito como estamos: moribundos, sujos, maltrapilhos. Em Sua presença devemos expor nossos pecados, confiando em Sua disposição de nos perdoar, e sairemos de Sua câmara totalmente restaurados, prontos para viver uma vida que Lhe agrada, pois o Espírito Santo será concedido ao crê no Salvador, como garantia, segundo está escrito: “No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, E TENDO NELE TAMBÉM CRIDO, fostes SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO da promessa, O QUAL é o PENHOR da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória.” Efésios 1:13 e 14.
O Espírito Santo levará o homem a reproduzir gradativamente a mesma vida do Salvador. E tudo isso é de graça, não temos que fazer nada por nós mesmos, só temos que crer nEle e nos fará de novo, não como um faz-de-conta, porém verdadeiramente, por Seu poder. E isso está ao teu alcance, nobríssimo leitor. Hoje mesmo tu poderás ir ao Salvador, confessar os teus pecados e pedir-Lhe que seja realizada a obra da recriação do teu ser. Se fizeres isso sem duvidar em teu coração, nascerás no Reino de Deus, serás feito filho do Altíssimo, co-participante da natureza divina, co-herdeiro com Cristo. Ele habitará em ti por Seu Espírito e te fará andar em Suas pegadas; Ele te fará ser semelhante a Ele mesmo. Tudo só depende de nossa disposição de servi-Lo e de crer em Seu amor galardoador. Não perca tempo. O que poderia ser mais precioso do que uma vida isenta de pecado? É preciso apenas crer.
Que Deus nos abençoe!

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domingo, 13 de março de 2011

A Grande Tragédia no Japão!!!



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segunda-feira, 7 de março de 2011

Comer a Carne de Cristo e Beber o Seu Sangue

Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele. João 6:56.

Escolhi esse tema em virtude de alguns irmãos terem dificuldade de interpretá-lo, assim como os discípulos, quando ouviram tais palavras dos próprios lábios do nosso Irmão mais velho. Com a graça do Pai, não precisaremos dizer: “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?” João 6:60.
Mas o que nosso Salvador teve em mente ao dizer aos Seus ouvintes, quando proferiu essa mensagem?Uma multidão estava à procura de Cristo, e conseguiram encontrá-Lo no outro lado do mar. Quantos de nós também não estamos a Sua procura, não é mesmo? E por que O procuravam? O azo que deveria ser sublime, perdera-se em interesses egoístas e terrenos. O Salvador não representava para eles o Cordeiro de Deus, mas Aquele que saciaria suas necessidades temporais. Buscavam-nO com o fito de obter uma vantagem terrena, passageira. Indago tempestivamente: estamos nós a Sua procura com o intuito de obtermos algo temporal, efêmero, egoísta? Ou será que vamos até Ele porque queremos fugir do pensamento de que poderemos estar entre os perdidos por ocasião de Sua volta? Qual será o motivo que nos move até Cristo?
Antes de respondermos, focalizando uma sólida resposta, encetaremos o nosso estudo a partir do versículo 25, do mesmo Capítulo 6.
A essa multidão, as palavras que Cristo usou como resposta aparentam ríspidas, deselegantes, mas eram palavras ditas com a intenção de lhes aguçar o espírito, levando-lhes à reflexão sobre suas vidas, sobre seus destinos. Ele respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, MAS PORQUE COMESTES DO PÃO E VOS SACIASTES.” João 6:26. O Salvador, então, os repreende quanto ao alimento pelo qual deveriam estar labutando. Não pelo que perece, que não saciaria verdadeiramente a sua alma. Por que era tão importante para Jesus que dessem ouvidos a Sua voz?
Vivemos numa guerra cósmica, onde as nossas decisões determinam QUEM se fará refletir em nós, se Cristo, ou Satanás. Não somos de nós mesmos, como pensamos erroneamente. A falta de domínio próprio é a maior prova disso. E feito uma moeda, são as nossas decisões, pois se não decidimos por Cristo, estamos decidindo por Satanás. E somos nós quem escolhemos aquele que terá o domínio do nosso coração. Não podemos perder tempo com nada trivial, nada que nos impeça de recebermos o dom da justiça. E não poucos se iludem que podem adotar uma postura neutra nessa guerra. Não entendem o âmago das palavras de Cristo, denotando a impossibilidade de estarmos neutros nessa luta – “NINGUÉM PODE servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.” Mateus 6:24.
Quanto custou essa guerra para o Todo-Poderoso? São Paulo nos dá uma pista. Ele nos diz que Cristo, “PELO GOZO QUE LHE ESTAVA PROPOSTO, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2. A que gozo o apóstolo se refere? O mesmo que o anjo mostrara no Getsêmane, quando em agonia – NÓS. Nossa salvação constituiu o ânimo que Ele precisava para enfrentar o opróbrio dos homens, a ignominiosa morte de cruz. Cada mau trato sofrido na Via Dolorosa, em direção ao Calvário, era suportado porque não nos tirava de Sua mente um instante sequer.
Cristo deixou os Céus, decidido a morrer em lugar de uma raça que não O amava, mas que era obra de Suas mãos. Ele se dispôs a trocar os palácios reais, onde era servido pelos anjos, pelas poeirentas estradas do mundo, sem ter onde reclinar a cabeça, a fim de promover ao homem a chance de poder novamente usufruir da presença do eterno Deus. Ele, “sendo rico, por amor de vós SE FEZ POBRE, para que pela sua pobreza, fôsseis enriquecidos.” II Coríntios 8:9.
Ninguém, senão o próprio Deus, poderia resgatar o homem de sua miserável condição. Nem mesmo um anjo, com toda a pureza que possua, seria apto a esse sacrifício, pois uma vez que a lei representa o próprio caráter de Deus, outro ser, além dEle mesmo, não poderia oferecer o preço requerido pela magnitude dessa lei. Assim necessitou Deus encarnar de modo a criar um meio de escape para o homem, em face da condenação pairante.
Ainda que o sacrifício de Cristo tenha alcançado inestimável dimensão, não poderemos ser beneficiados por ele se o coração lhe for entregue com reservas. Nada será operado em nós, nem o poderá ser. É uma tremenda cilada crermos que podemos estar de mãos dadas com algo reprovado por Deus e ainda assim alcançarmos Suas bênçãos. A linha que separa os mundos onde Cristo e Satanás reinam é tão tênue, que somente com o auxílio do Espírito Santo conseguiremos discernir. Já vimos que não podemos estar com um pé em cada lado dessa linha, porém se insistirmos em abraçar o que concerne a ambos os reinos, enganadamente estaremos a servir totalmente ao arqui-inimigo, achando que estamos a servir a Deus.
Não há como negar isso. E quantas coisas, pequeninas, banais, são a causa de tropeço de muitos que professam estar seguindo os passos do Mestre. Não apreendem a natureza de Suas transparentes palavras: “Se alguém quer VIR APÓS MIM, NEGUE-SE A SI MESMO, tome cada dia a sua cruz, E SIGA-ME.” Lucas 9:23. Nosso amado Jesus havia declarado “Eu sou o CAMINHO, e a verdade, e a vida.” João 14:6. Não há outro caminho, portanto, para o Céu. Ele é a Porta de entrada. Assim, ir após Cristo significa seguir estritamente as Suas pegadas, sem se desviar nem para a direita, nem para a esquerda. E isso implica não só abnegação, contudo máxime renúncia. Negar-se a si mesmo é o preço que nos é requerido por nossa salvação. Temos que abrir mão de tudo que nos impede de receber Cristo, do contrário Ele não poderá nos transformar segundo a Sua imagem. Planos terão que ser postos de lado, desejos deverão ser esquecidos, estilo de vida deverá ser mudado, filosofia de vida terá que ser reformada. Tudo isso significa negação a si mesmo.
Se ainda relutamos em abandonar alguma coisa nociva à nossa alma, Deus não poderá agir em nosso favor. Continuaremos, então, nos contentando com um pão que não é o celestial, estaremos tentando saciar a nossa sede com algo que nos fará sentir sede novamente, persistiremos em oferecer ao nosso espírito, paliativos que nos façam sentir que caminhamos para o Céu. Precisamos aceitar a verdade como ela é. Não existe outro meio de salvação. Tudo deve render lugar a Cristo, todas as coisas devem estar subordinadas a Ele, se desejarmos, realmente, segui-Lo. Ele renunciou tudo, e não menos do que tudo é exigido de nós. O leproso não pediu a cura de um membro do seu corpo, pois não seria efetivada a verdadeira cura. Todo o seu corpo foi submetido ao poder restaurador de Cristo. Assim é conosco.
A obra da salvação consistiria basicamente em uma segunda chance para a raça humana, na pessoa de Cristo. Por esse azo Ele é chamado de último Adão. Ele é o nosso recomeço. Ele teria que viver aqui na Terra sem se valer do Seu poder criador em Seu próprio benefício. Vale dizer, Cristo teria que aprender a viver como um homem comum, sendo Deus. A nossa parte é exatamente o contrário – vivermos aqui permitindo que Ele seja formado paulatinamente em nós, ou seja, Deus insta com o homem para que este permita que Seu caráter seja nele reedificado. Cristo participou da nossa natureza a fim de que, por Seus méritos, pudéssemos, resgatados do poder do pecado, participarmos da natureza divina. Nosso Salvador “nos chamou por sua própria glória e virtude; pelas quais Ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas VOS TORNEIS PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” II Pedro 1:3 e 4.
As Escrituras Sagradas constituem a revelação do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo. Se ainda procrastinamos em viver para a Sua glória, se rejeitamos o Seu chamado para renunciarmos tudo por Ele, não teremos o direito nem o privilégio de chamá-Lo de Irmão, pois temos negado que Seu caráter seja reproduzido em nós. Por outro lado, se permitirmos que o Espírito Santo nos transforme em filhos e filhas de Deus, abrindo mão de nós mesmos, abandonando-nos aos Seus cuidados, tornando-nos obedientes aos Seus mandamentos, fervorosos praticantes de Sua palavra, poderemos dizer sem medo de errar que somos cidadão do Céu, poderemos afirmar categoricamente que nos alimentamos de Sua carne e bebemos de Seu sangue.
Que Deus nos abençoe!

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sábado, 5 de março de 2011

Em Espírito e Em Verdade

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4:24.


Muitos de nós interpretamos o versículo temático como sendo aguda concentração nas coisas sagradas, total isolamento das demais coisas que não estejam diretamente ligadas ao culto oferecido ao Criador. E não percebem que não compreender tal versículo custa-lhes, quiçá, sua própria salvação.
Mas o que o autor sagrado pretende nos transmitir nessa passagem? Estaríamos nós errados ao interpretarmos como foi cogitado acima? E onde está o prejuízo à alma? Para respondermos a essas perguntas, necessitaremos avocar alguns outros versículos conexos. Analisemos, então, o que está escrito em João 3:6: “O que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito.” O verbo explorado nesse verso é NASCER. Nascer da carne, nascer do Espírito. Um ponto digno de nota: por estar a palavra Espírito com sua letra inicial maiúscula, reporta-se ao Espírito Santo. Fazendo comparação dessa assertiva com João 3:3, só podemos concluir que se fala da mesma coisa: o novo nascimento. Nascer de novo, portanto, é nascer do Espírito Santo, é ser gerado por Ele. São Pedro nos traz à luz algo maravilhoso: “Sendo DE NOVO GERADOS, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece.” I Pedro 1:23. Aqui não fala do verbo gerar, pois gerado já fomos, concorda? Pedro diz de novo gerados, ou seja, regerados ou regenerados. O novo nascimento, dessarte, constitui a obra de regeneração do Espírito Santo, através das Escrituras Sagradas. O termo “semente” faz alusão aos elementos envolvidos nesses processos geradores: os gametas masculinos e femininos no processo natural; a Palavra de Deus, no sobrenatural. E São Paulo nos fala dessa mesma incidência de modo diferente: “No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e TENDO NELE TAMBÉM CRIDO, FOSTES SELADOS com O ESPÍRITO SANTO DA PROMESSA.” Efésios 1:13.
Qual a importância desse novo nascimento? A Bíblia estabelece uma resposta crucial. Ela nos diz que ninguém que não tenha provado dessa experiência promovida pelo Espírito Santo, terá entrada no Céu. E Cristo sobre isso mesmo nos adverte: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém NÃO NASCER da água e do Espírito, NÃO PODE entrar no reino de Deus.” João 3:5. O texto não se refere a desejo, à vontade, porém à impossibilidade. Vale dizer, que se não nascermos de novo, antes da volta de Cristo, estaremos perdidos, seremos destruídos, banidos da face da Terra. É tão sério assim? Assaz. Serão arrebatados somente os que forem glorificados, e só serão glorificados os que forem santificados, e só serão santificados os que forem justificados. E como saber alguém se foi regenerado, se nasceu de novo? Romanos e Gálatas nos dão a resposta. Em Romanos, no capítulo 6, Paulo relata que aquele que nasce de novo não serve mais ao pecado, pois este não tem mais domínio sobre ele. “Pois o pecado NÃO TERÁ DOMÍNIO sobre vós, PORQUANTO não ESTAIS debaixo da lei, mas DEBAIXO DA GRAÇA.” Romanos 6:14. E novamente assiro que muitos não compreendem verdadeiramente o que é estar debaixo da graça. É contundente, mas necessário, saber que somente estamos na graça ou debaixo da graça, se tivermos nascido de novo. “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” Romanos 8:6. Inclinação é sinônimo de tendência. Aquele que nasceu do Espírito tem inclinação natural para as coisas do Espírito. Não nos inclinamos ora para a carne ora para o Espírito, nem ora somos amigos de Deus ora Seus inimigos. Incabível.
Como cediço que há duas famílias, a carnal e a espiritual, temos que admitir que é impossível alguém estar incluído simultaneamente nas duas, pois Cristo mesmo disse que ninguém PODE servir a dois senhores. Aqui também não diz respeito ao querer ou desejar, mas ao poder. Ainda que se queira não é possível. É indubitavelmente IMPOSSÍVEL. Todos nós nascemos primeiro da carne, ou seja, dos nossos primeiros pais, pais terrenos. Por conta disso, necessitamos nascer do nosso Pai celestial, para que possamos entrar nas mansões celestiais. Paulo bem afirmou: “Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue NÃO PODEM herdar o reino de Deus.” I Coríntios 15:50. “O primeiro homem [filho de Adão], sendo da terra, é terreno; o segundo homem [filho de Deus] é do céu.” I Coríntios 15:47. “Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus; mas os filhos da promessa são contados como descendência.” Romanos 9:8. Por que filhos da promessa? Isso nos faz reportar ao nascimento de Isaque. Alguns pensam que o nascimento de Isaque foi de modo natural, como que Sara tivesse tornado a ovular. Só isso já seria um milagre, mas não foi assim. Isaque foi gerado pelo Espírito Santo. Talvez isso seja novidade para ti, no entanto, sobre esse assunto São Paulo não tem idéia diferente. Primeiro ele se refere a Isaque como filhos da promessa: “Ora vós, irmãos, sois filhos da promessa, COMO ISAQUE.” Gálatas 4:28. Então, ele complementa: “Mas, como naquele tempo o que nasceu segundo a carne [Ismael] perseguia ao que nasceu segundo o Espírito [Isaque], assim é também agora.” Gálatas 4:29. A expressão “ASSIM É TAMBÉM AGORA“ é usada por Paulo referindo-se ao comportamento dos que não nasceram de novo, os carnais, em relação aos que foram gerados novamente pelo Espírito Santo, os celestiais. De alguma forma o viver destes incomoda àqueles.
Assim, caros leitores, OU nós fazemos parte da família carnal OU da espiritual. Aquele que nasceu de novo é membro da celestial, e, por sua vez, vive uma vida semelhante à vida do Salvador, pois o Espírito Santo é o promotor desse viver. Gálatas 5:22 nos ajuda a compreender melhor. Fruto significa conseqüência, não causa. O Escrito Sagrado nos diz “Mas o fruto do Espírito é...”, como sucessão do evento espiritual aludido nas passagens já lidas no evangelho de João, supracitadas. Ao nascer de novo, o novo homem recebe um coração novo, uma mente nova, um novo propósito, uma nova inclinação que se demonstra naturalmente em seu novo viver. “Pelos frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” Mateus 7:16.
Podemos entender agora por que Paulo afirma peremptoriamente que é IMPOSSÍVEL ao carnal agradar a Deus. “Portanto, os que estão na carne [os que não nasceram de novo] NÃO PODEM agradar a Deus.” Romanos 8:8. O azo principal é por que o carnal não foi regenerado pelo Espírito Santo. E a parte mais grave: tal indivíduo pode até ser membro da igreja, batizado, com cargo importante, mesmo um pastor renomado. Seus pensamentos não são constantemente puros, suas palavras são repreensíveis e mundanas, pratica a emulação, a chocarrice, não possui longanimidade, seu vestuário não é de cidadão do Reino. Seu viver está contido nos versículos constitutivos de Romanos 7:14 a 24. Muitos os interpretam erroneamente que ali está a descrição da vida do cristão combatente, porém não conseguem enxergar que São Paulo, na verdade, está relatando sua experiência antes de ter sido regenerado pelo Espírito Santo. Ali vemos uma batalha de um homem carnal tentando ser espiritual por seus próprios esforços, tentando salvar-se a si mesmo. Uma escritora, num rasgo de inspiração, relatou o seguinte:
“Por nós mesmos, é impossível escapar do abismo do pecado em que estamos afundados. Nosso coração é mau e não podemos mudá-lo. ‘Quem da imundície poderá tirar coisa pura? Ninguém.’ Jô 14:4. ‘O pendor da carne é inimizade contra Deus.’ Romanos 8:7. A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todas essas coisas têm sua importância, mas nesse caso não têm poder para mudar a situação. Podem até produzir um comportamento aparentemente correto, mas não transformar o coração nem purificar as fontes da vida. É preciso que haja um poder que opere no interior, uma vida nova vinda de cima, para que o homem passe do estado pecaminoso para a santidade. Esse poder é Cristo. Somente Sua graça poderá vitalizar as inertes faculdades espirituais e atrair a pessoa para Deus, para a santidade.” E ela continua:
“Tu achas que irás te tornar uma pessoa melhor por teus próprios esforços? ‘Pode o etíope mudar a sua pele, e o leopardo as suas manchas? Então, podereis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal.’ Jeremias 13:23. Somente em Deus há ajuda. Não devemos esperar por persuasões mais contundentes, nem por melhores oportunidades, nem por um caráter mais santificado. Por nós mesmos, nada poderemos fazer. Devemos ir a Cristo do jeito que estamos.”
Paulo nos mostra como lutava para agradar a Deus, mas se via impossibilitado pela má inclinação que nele habitava causada pelo pecado. O domínio do pecado lhe tornava impotente para obedecer à lei do Senhor. Aí, em Romanos 8:1, ele expressa, regozijado, o sabor da maravilhosa experiência vivenciada na estrada de Damasco. Agora transformado, ele podia assegurar o que estava vivendo, os frutos de uma nova vida eram vistos nele, oriundos de uma obra espiritual miraculosa; numa só palavra – CURA. Não havia sobre ele a pena de morte, pois fora GERADO DE NOVO, frase usada por Pedro. Este novo homem – PAULO, à vista de Deus era justo, não tinha nenhum pecado, nenhum passado negro, pois a vida obediente de Cristo pertencia-lhe pela fé, e, assim, ele era visto como se nunca houvesse pecado. Por isso ele pôde clamar altissonantemente: “Portanto, AGORA NENHUMA CONDENAÇÃO para OS QUE ESTÃO em Cristo Jesus.” Romanos 8:1.
Esta mensagem não é para te desencorajar, caríssimo leitor nem muito menos te entristecer, mas justamente o contrário – despertar-te para uma verdade que esteve oculta aos nossos olhos por muito tempo. Estar em Cristo não é uma experiência promovida inicialmente por nós. Ela faz parte da santificação. Não poucos acreditam que se fizermos algum esforço, tivermos uma comunhão mais íntima com Deus, efetuar jejum, etc., poderemos alcançar uma postura mais santa. Entrementes, nenhum esforço terá algum valor se não formos antes transformados. Irmãos, o que precisamos para mudar nossa vida não vem de esforço, todavia nos será DADO gratuitamente quando desistirmos de lutar e formos a Cristo, assim como iam os leprosos, os paralíticos, os cegos, e pedirmos que nos cure da nossa doença espiritual. E, se não duvidarmos da promessa de I João 1:9, receberemos o dom da justiça, o poder para viver uma vida totalmente santa. SÓ PRECISAMOS CRER para entrar no descanso do Senhor, mencionado no livro de Hebreus. Sim, podemos, como pouquíssimos crêem, viver a mesma vida que Jesus viveu, pois com o novo nascimento o Senhor nos capacita para isso. E foi essa a intenção de João ao escrever: “E a todos quantos O receberam, DEU-LHES O PODER de SEREM FEITOS FILHOS DE DEUS.”
Não nos iludamos com a idéia de que temos que fazer alguma coisa para sermos transformados. A voz que soa nos nossos ouvidos “luta! esforça-te!” não é a do Espírito Santo, mas a do nosso arqui-inimigo, transfigurado em anjo de luz, porque ele bem sabe que continuaremos sendo seus escravos. Devemos atender primeiro ao VINDE de Cristo, irmos a Ele com os nossos defeitos de caráter e em Sua presença pedirmos que nos CURE de nossa doença espiritual. Se não duvidarmos do Seu poder, se crermos em Sua promessa contida em I João 1:9, enfrentaremos a vida, não mais deficientes, não mais leprosos, não mais paralíticos, agora sãos, curados, puros, renovados, não somente com disposição, mas mormente com poder, o poder que tanto queríamos ter para alcançarmos uma vida de constante vitória, uma vida que sobe como aroma suave às narinas do Criador, fazendo-Lhe pronunciar em nosso favor: “Este é meu filho amado em quem Me comprazo.”
Os que nascem de novo vivem segundo a vontade do Pai celestial, comunga dos mesmos pensamentos. Seu viver, agora, é um sacrifício vivo e agradável ao Senhor, consoante Romanos 12:1. Pode parecer fabuloso, fantasioso, mas é a pura realidade, uma realidade maravilhosa que nos aguarda. Deus não arriscaria a vida do Salvador para nos promover APENAS o perdão. Ele nos garantiu mais que isso – VER-SE EM NÓS. Por que tu achas que a obra do Espírito Santo é dividida em duas etapas – REGENERAÇÃO e RENOVAÇÃO? Tito 3:5. Regeneração primeiro, depois renovação. Não se pode inverter essa ordem. Tais palavras não foram escritas aleatoriamente, porém com um propósito estupendo. REGENERAÇÃO representa a primeira obra miraculosa do Espírito Santo. Se não percebeste, o vocábulo regenerar reserva em sua estrutura a palavra GENE. O GENE espiritual do homem foi cabalmente deformado com a introdução do pecado no mundo, pois esse foi o intuito de Satanás – destruir a imagem do Criador no homem. Imagem significa caráter, e caráter tem muito a ver com o gene. Portanto, o evangelho não se restringe ao perdão, MAS PERDÃO E PURIFICAÇÃO. I João 1:9. O Espírito Santo nos dá um novo GENE, um novo caráter, semelhante ao do Criador. PERDÃO É JUSTIFICAÇÃO. Primeira etapa.
PURIFICAÇÃO É SANTIFICAÇÃO. Segunda etapa. Talvez o prezado leitor não tenha vislumbrado aqui um assunto muito estudado em biologia: GENÓTIPO e FENÓTIPO. O fenótipo é a manifestação do genótipo. De igual maneira ocorre com a lavagem da renovação, a segunda etapa da obra do Espírito Santo, relativamente à regeneração. Na estrutura do vocábulo RENOVAÇÃO, vemos a palavra NOVA, que nos evoca II Coríntios 5:17: “Pelo que, se alguém está em Cristo, NOVA CRIATURA é; as coisas velhas já passaram; eis que TUDO se fez NOVO.” Desta forma, recebemos um novo caráter [REGENERAÇÃO] que se evidencia em nosso novo viver [RENOVAÇÃO], entendes? Regeneração é justificação, enquanto que renovação é santificação. A primeira é instantânea, a segunda paulatina.
Todo o plano divino focaliza primordialmente a restauração do Seu caráter em mim, em ti, em nós, em todos os que estiverem dispostos a abrir mão de sua própria vida, para que Ele seja formado em nós por Seu Espírito. E fará contigo o que fez com todos os que nasceram de novo, só depende de ti. Uma experiência inefável está a tua espera: a experiência do novo nascimento.
Mas a hora vem, e agora é, em que OS VERDADEIROS ADORADORES adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai PROCURA a tais que assim o adorem.” João 4:23. Certamente o leitor entende agora por que Deus PROCURA por aqueles que assim o adorem. Todos os que nascem de novo, vivem uma vida agradável a Deus, adoram-no com o sacrifício vivo de seus louvores, de suas obras, de seu viver, frutos do Espírito Santo. Tais membros da família de Deus, por terem nascido dEle, são os Seus verdadeiros adoradores, pois O adoram em espírito e em verdade. “Não te admires de Eu te haver dito: NECESSÁRIO VOS É NASCER DE NOVO.” João 3:7.
Que Deus nos abençoe!

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