sábado, 19 de fevereiro de 2011

O QUE CONTAMINA O HOMEM?

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” Mateus 15:11.

Nobre Amigo Alberto, se nos debruçarmos sobre os textos que registram o diálogo existente entre Cristo e os fariseus e escribas, no capítulo 15 de Mateus, vamos perceber de relance que os inimigos do Senhor estavam preocupados com a higiene dos discípulos como se tivessem achado algo de errado no ministério do Salvador. Cristo não iria desperdiçar Seu tempo para falar de algo que não era necessário à alma daqueles fariseus e escribas. Assim como tratou com Nicodemos, fez com seus inquiridores. Ele foi direto ao ponto. Interessava-Lhe o anúncio do Reino dos Céus, pois o hábito de lavar as mãos seria uma mudança natural, empós o coração, corrompido pelo pecado, fosse transformado pelo Espírito Santo.
Jesus não se referia à contaminação do corpo, mas à da alma. Entretanto, Suas palavras não foram pronunciadas para que nos deleitemos em saborear comida imprópria ao nosso organismo. Sim, Deus é poderoso para purificar qualquer alimento impuro, mas com que propósito Ele faria isso? Tão somente por demonstração? Ou para agradar o nosso paladar? Se há mais abundância de alimentos edules e saudáveis, por que eu lançaria mão da liberdade e regozijo que Ele me dá, a fim de banquetear-me com algo, cuja nocividade já me foi tão claramente revelada e cientificamente comprovada. Que ganho terei?
Recentemente a medicina descobriu que não é o açúcar o responsável pelo diabetes adquirido. Durante muito tempo se acreditava que era o açúcar que abarrotava o sangue, a ponto de o pâncreas não mais suportar e ser necessária a complementação de insulina com o fito de equilibrar a glicose na corrente sanguínea. Por tempo assaz elástico o açúcar esteve sentado no banco dos réus, inocentemente.
Dr. Sang Lee, coreano, em suas pesquisas, descobriu que o nível de glicose era alterado na corrente não por conta do açúcar, todavia por outra substância: a gordura animal. Incrível, não? A gordura animal, segundo suas pesquisas, fazia com que as células conhecidas como campainhas, deixassem de funcionar, figuradamente, enferrujassem. Elas receberam essa alcunha por que são elas que avisam, alertam o cérebro da presença de açúcar no sangue. O cérebro, por sua vez, emite uma ordem ao pâncreas para que produza insulina na quantidade informada pelas campainhas. Não havendo essa comunicação, o nível de glicose sobe, e ao atingir um determinado percentual sem a intervenção do pâncreas, o sangue se torna espesso, aumentando a pressão arterial, além de outros males decorrentes. O reverso desse processo, ou seja, a supressão da gordura animal da dieta contribui paulatinamente para o reinício dos trabalhos das células campainhas, promovendo naturalmente o retorno do nível de glicose, uma vez que o pâncreas passa a ser acionado continuamente pelo cérebro, e, por conseqüência, a regularidade da pressão arterial.
O Dr. Sang Lee não fez nenhuma descoberta extraordinária. Há algum tempo ele tem sido um assíduo estudante das Sagradas Letras. Mas qual o nexo? Está escrito: “Estatuto perpétuo é pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações: nenhuma gordura nem sangue algum comereis”. Levítico 3:17.
Essa não é uma recomendação cerimonial; seu sentido está amplamente voltado para a saúde e o bem-estar físico do ser humano. Tal passagem jaz na mesma atmosfera de I Coríntios 10:31: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” Indago: alimentando-me de modo ilícito, em pleno desacordo com as diversas recomendações do Senhor, como estarei honrando o Seu nome, quando não zelo pelo meu corpo que Lhe pertence? Faríamos bem em por Deus à prova quanto às reações do nosso organismo quando ingerimos algo que não está inserido no cardápio por Ele estabelecido em Levítico 11. Consideramos já ultrapassado, dizemos que isso foi para o antigo povo de Israel, mas cientificamente não conhecemos nada sobre os alimentos imundos. E quer aceitemos ou não, nenhuma oração por mais poderosa que seja, alterará Seus decretos, sem que haja um propósito definido por Ele, nunca por nós. Suas leis não são como barracas de mercado, onde escolhemos o que melhor nos agrada. “Obedecer é melhor do que o sacrificar.” I Samuel 15:22.
A carne de porco, por exemplo, não tem nada que oferecer ao corpo humano, senão doenças cardiovasculares, falando grosso modo, sem levar em conta o estrago que causa à corrente sanguínea e, por ela, aos vários órgãos do nosso corpo. A carne, máxime a vermelha, e tudo que ingerirmos, mesmo na inocência de acharmos que nada de mais estamos a fazer, redundará em acertos de contas com Aquele que nos fez. Sim, por que tudo que comemos resultará em um sangue de boa ou má qualidade. E é esse sangue que alimentará as células cerebrais. Se tais células receberem um sangue impuro, nossas faculdades mentais serão afetadas. E é justo isso que Deus pretende evitar, por que Ele sabe que se o nosso intelecto não estiver em condições de assimilar Suas verdades, consoante reveladas pelo Santo Espírito, correremos sérios riscos de interpretarmos de acordo com a nossa mente entorpecida, tornando-nos presas fáceis do arqui-inimigo. Na verdade, o alimento cárneo foi uma concessão condicional. Deus permitiu a Noé e aos seus alimentarem-se com carne animal pelo fato de ainda a vegetação não estar em condições de lhes atender às necessidades. “Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” Se não somos de nós mesmos, o que deveríamos fazer com o que não é nosso? No mínimo, perguntar a Quem nos pertence o que devemos fazer, pormenorizadamente. Não faríamos mal em argüir a Deus sobre a importância e validade de Levítico 11, antes de refutarmos.
Não temos que criar hipóteses quando Deus nos propõe o que é real. Enquanto os adversários do Mestre tentavam roubar Seu tempo com as conseqüências, Ele se voltava para a causa. O vestir, o ouvir, o falar, o comer, a cortesia, o bom trato, enfim, tudo em que há virtude é uma conseqüência, não uma causa. Foi por essa razão que Cristo desviou o diálogo para o que era mais importante. “Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.” Mateus 23:26. Estando o interior limpo, o exterior se purificará naturalmente, assim como o fermento age na massa. Quando o evangelho de Cristo atinge a alma, esta, passo a passo, reflete a vida do Salvador em todos os âmbitos. Nossos hábitos são polidos, nosso paladar purificado, nossos pensamentos enobrecidos, nosso vestir dignificado, nosso falar irrepreensível.
Não podemos dar frutos bons e maus, não podemos ser enquadrados em Gálatas 5:19 a 21 e em Gálatas 5:22, simultaneamente. Ou nossa inclinação é uma honra para Deus ou para Sua desonra. Ou somos Seus filhos ou somos escravos de Satanás. E a linha que separa as duas famílias é muito tênue, a qual nós só podemos discernir com os olhos lavados pelo Espírito Santo, estando a nossa mente incólume de qualquer entorpecente.
Que Deus nos abençoe ricamente!

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