segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

AO INSIGNE FREI FERNANDO

Meu Nobre Frei, bom dia!
Por que afirmo que a lei é o parâmetro para os nossos passos? Nossos atos serão julgados pela lei de Deus. Se a lei não fosse tão importante, não seria necessário Cristo vir ao mundo. Sua morte na cruz do Calvário é a maior prova de que a lei de Deus é imutável. Ela exige a morte do pecador, e Cristo assumiu a nossa culpa, Se fez pecador, para que, saldando a dívida com a Sua própria vida, pudéssemos ser salvos. Muitos de nós pensamos que tendo morrido Cristo, a lei já não tem mais lugar, foi extinta. Mas como ela poderia ser extinta? Devemos refletir o seguinte: se a lei pudesse ser abolida, vilipendiada, Deus a teria abolido antes da morte de Seu Filho, e não depois. É como se aplicássemos um castigo em alguém, por desobedecer ao código, e depois de aplicado, abolíssemos o código que promoveu o castigo. Então para que o castigo, uma vez que eu posso abolir o código? Não tem sentido.
Sendo assim, em que se baseia a fé? Onde ela entra nesse contexto? A fé é a parte do homem na salvação. Tudo o que o homem tem que fazer para ser salvo é ter fé em Jesus. Somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé. Mas a fé sem as obras é morta. Porém, que obras são essas? Alguns acham que sejam obras de caridade, tão-somente. Em Gálatas 5:22 contém as obras da verdadeira conversão. A lista dos frutos do Espírito Santo na vida de quem é salvo em Cristo, começa com o AMOR. Por que o amor? A razão é encontrada em Romanos 13:10: “O cumprimento da lei é o amor.” Paulo assevera, em Romanos 3:31, que a fé estabelece a lei, não a anula. Se combinarmos esses dois versículos concluiremos que a obediência provém da fé. Noutro falar: pela fé recebemos o que não temos: poder para obedecer à lei de Deus.
Quando afirmei que a lei é o próprio Deus, não estava equivocado, pois todas as regras que estabelecemos, seja em nossa casa, seja em nosso escritório, ela traduz o que somos em nosso íntimo. Reflita sobre isso! Eu chego em sua casa e não estás. Sou recebido por teu irmão. Se eu lhe perguntar: “Como é o Frei Fernando – do que ele gosta e não gosta?” Certamente ele me dirá: “Olha, Fernando, não gosta quando põem os pés no centro; detesta quando se sentam no braço do sofá; gosta quando as pessoas demonstram cortesia.” Consideremos que isso seja verdade e que constitua a completude do teu ser, pois é certo que possas ter outros gostos além desses. Se teu irmão colocar isso numa folha de papel, eu terei a descrição do Frei Fernando, não concordas? Posso dizer que te conheço, sem ter visto tua pessoa. Posso até assegurar que sei como te agradar, sem que te desapontes comigo, já que tenho a lista daquilo que gostas e detestas.
Ora, o que eu tenho em minhas mãos são, nada mais nada menos, do que a transcrição do teu caráter. Tenho de forma escrita aquilo que não posso ver: o teu interior. Sei muito bem o que pode te entristecer ou irritar, como também sei o que te trará regozijo, satisfação. Assim é a lei de Deus. Quando lemos: “Não matarás” é por que Ele não se agrada da morte; “Honra a teu pai e a tua mãe” é por que Ele quer que respeitemos nossos pais e, por extensão, os mais velhos e as autoridades. E assim por diante. Quando olho para a lei, vejo o caráter de Deus em forma escrita; ela é a transcrição do Seu caráter. Não podemos olvidá-la, sem que O olvidemos; não podemos desprezá-la, sem que O desprezemos. Precisamos contemplá-la, pois por ela seremos julgados. Noutras palavras: seremos julgados pela porção que recebemos do Seu caráter, ao longo da jornada cristã. Disse São Paulo: “Por que os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que PRATICAM a lei hão de ser justificados.” Romanos 2:13.
Em Apocalipse está escrito sobre o remanescente de Deus: “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” Apocalipse 22:14. Vemos, portanto, que é exigido algo prático dos que pretendem se salvar – a obediência. A fé e a obediência andam juntas necessariamente, nunca separadas. Se tivermos fé, obedeceremos ao Pai.
É por esse azo que reitero: o Calvário não existe sem o Sinai, nem o Sinai sem o Calvário. Os dois se complementam. A lei é o próprio Deus.
Que Deus nos abençoe!

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