quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Transformados Por Cristo


Não possuímos duas naturezas, como infelizmente tentam difundir esse erro fatal e maligno. O único ser que possui duas naturezas é o nosso amado Salvador, pois Seu próprio título o diz - Filho do homem. Nós só podemos ter uma natureza, primeiro a carnal, herdada de Adão, e depois, se formos novamente gerados pelo Espírito Santo, a natureza espiritual, provinda de Cristo. Ambas NÃO PODEM residir juntas. O Livro Sagrado não reserva substrução para tal matéria, e se ela não vem de Deus, faz parte dos sofismas do diabo para enganar os incautos e inconstantes. Que Deus nos proteja dessa cilada e nos abençoe ricamente em Cristo Jesus!

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sábado, 8 de outubro de 2011

Benefícios da Cruz


Como saber se realmente nascemos de novo, se somos uma nova criatura? Esta pregação nos apresenta a resposta de modo claro e inequívoco. Nossa vida deverá refletir a própria vida do Salvador, se desejamos viver a eternidade ao Seu lado, pois este é o propósito do evangelho: tornar-nos semelhantes a Ele. “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, como também Ele é puro.” I João 3:3. Que Deus nos abençoe!

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Experiência Indispensável


Precisamos atentar com muito interesse para esta pregação. Afinal, por estarmos sob os últimos momentos do solene juízo executado no Céu, carecemos estar vivendo como Cristo viveu, a fim de que sejamos absolvidos quando o nosso livro for aberto. E isso só poderá acontecer se nascermos de novo, gerados pelo Espírito Santo. Como nascer de cima, recriado por Ele? Assista esta pregação; ela te dirá como. Que Deus nos abençoe!

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Nosso Maravilhoso Modelo


Deleitemo-nos no conhecimento do que foi e é Cristo para nós – nosso Modelo. Ele é o padrão do Céu. Um viver abaixo do que fora estabelecido por Ele, nos deixará fora do Paraíso; seremos confundidos na Sua vinda! Atendamos o conselho de São Paulo: “Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados.” Efésios 5:1. Que Deus nos abençoe!

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Nosso Amado Salvador

Esta pregação é uma relíquia que nos traz à tona verdades há muito olvidadas e vilipendiadas. São verdades que precisamos saber com urgência, pois não entraremos no Céu de qualquer jeito: Deus estabeleceu um Caminho. Assista! Deus te abençoará rica e poderosamente. Que Ele te abençoe!

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sábado, 13 de agosto de 2011

Minha Amada Recepcionista


Sábado, dia 13Ago2011. Hoje minha esposa foi incumbida de ser a recepcionista na Igreja Adventista Central de Maceió. Deus tem visto o seu desempenho na nobríssima e difícil missão que lhe confiara - criar o nosso Eduardo Kowalsky. Que o Espírito Santo continue te iluminando em tua jornada à Canaã Celeste, minha linda Costela! Que Deus te abençoe rica e maravilhosamente!

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sábado, 30 de julho de 2011

Minha 2ª Paticipação na IASD Central de Maceió


Sábado, dia 30Jul2011. Deus está abrindo o caminho, paulatinamente, para honra e glória do Seu santo e tremendo nome. Graças te dou, Senhor!

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domingo, 10 de julho de 2011

Cristo - a Cabeça da Igreja

E sujeitou todas as coisas a Seus pés e, sobre todas as coisas O constituiu como Cabeça da Igreja.
Efésios 1:22.




Segundo as profecias bíblicas, vivemos sob a efetivação da primeira fase do juízo de Deus. Nesse julgamento, devemos estar seguros, confiantes da nossa absolvição, pois assim se expressa o apóstolo João: “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual Ele é, somos nós também neste mundo.I João 4:17. Com isto entendemos que só seremos absolvidos, se todo o nosso viver for reflexo do viver do nosso Advogado. Ele não poderá apresentar Seus méritos em favor daquele que não reproduz o Seu caráter. A isso aludiu São Paulo quando disse que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Romanos 8:1. E assim também declarou: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5:1.
Noutros estudos vimos que perdoar e justificar, teologicamente significam a mesma coisa, uma vez que ao perdoar Deus o pecador, Ele está apagando todos os seus pecados (passagem bíblica), Ele está justificando, tornando justo, com Cristo é justo. Esse é o fundamento do evangelho – transformar homens pecadores, escravos de Satanás, em homens justos, sem pecado, conforme a imagem do Salvador. “Porque, assim como pela desobediência de um só homem, muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um, muitos serão feitos justos.” Romanos 5:19. Mais: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” Romanos 8:29.
De acordo com Romanos 8:1, os que estão em Cristo não estão sob a condençaão da lei, afinal a lei não é para o justo. I Timóteo 1:9. Inferimos, destarte, que se a lei não atinge ao justo, é porque sua vida se conforma com ela, e isso está em harmonia com Hebreus 10:17, onde Paulo assere incontestavelmente que os justos têm a leiescrita em seu coração e em sua mente. Eles vivem como Cristo viveu, andarão como Cristo andou. Portanto, estar em Cristo significa falar como Ele falou, pensar como pensou, agir como Ele agiu, viver como Ele viveu. É de se perceber que os 144.000 demonstrarão essa verdade, pois as características neles divisadas são as mesmas vistas em Cristo.
Não poucos cristãos não compreendem a profundidade da expressão “estar em Cristo” e a consideram como sendo fruto e não causa. Referem-se a esse assunto no campo da alegoria, sob o prisma do irreal. Dizem: “estar em Cristo é andar ao Seu lado, entreter comunhão com Ele, fazer o que Lhe apraz, guardar os Seus mandamentos.” Se examinassem bem, chegariam à ilação de que estão errados, pois todas essas coisas são os frutos e não a causa. Vejamos.
Consoante o versículo temático, Deus constituiu o nosso Salvador como a Cabeça da Igreja. Ele também é chamado de “a Principal Pedra de Esquina”, sobre a qual toda a igreja se ergue. Malgrado o corpo biologicamente não tenha muito a ver com pedra, a idéia central é a mesma em ambos os termos, visto que a edificação da igreja, que são os justos, sendo estes chamados de pedras vivas, necessita estar alicerçada nessa Pedra de Esquina ou Angular, que é Cristo. “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” Efésios 2:20 a 22. Notem a similaridade de expressões que o apóstolo usa para identificar Cristo e os que dEle são nascidos: “E, chegando-vos para Ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa, vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.I Pedro 2:4-5.
Terá sido um descuido do apóstolo ou ele está nos afirmando que os que nascem de Deus, pelo Espírito Santo, são reflexos do próprio Cristo? É uma mensagem muito direta e contundente, caro leitor, mas é a maravilhosa realidade. Eu e tu podemos ser regenerados à imagem do Criador e vivermos, pelo poder do Santo Espírito, a vida que Jesus viveu quando esteve na Terra. Isso não é fábula, contudo é uma verdade que Satanás tratou de esconder das vistas da igreja, cobrindo-a com o manto da incredulidade. Cremos em Deus para tudo, falamos do Seu eterno poder, que Ele criou e mantém os mundos no espaço sideral na mais perfeita ordem, entretanto, quando lidamos com o pecado, não somos capazes de crer que Esse mesmo Deus seja capaz de me libertar e me manter livre do domínio do pecado, a ponto de eu viver sem transgredir Seus mandamentos pelo tempo que minha vontade perseverar em servi-Lo. Impressiona-me!
Então, que verdade dura e preocupante eu estou trazendo com este estudo? Amado leitor, imaginemos uma lâmpada que está conectada a uma tomada macho. Agora eu introduzo-a na tomada da parede, a fêmea. O que acontece? Bem, considerando que tudo esteja perfeito, ao receber a energia a lâmpada irá acender, correto? Desconectando as tomadas, a lâmpada evidentemente irá se apagar, porque deixa de ser alimentada pela corrente elétrica. Que lição nos traria esse exemplo, quanto ao estudo presente? Nós somos a lâmpada. Se não estivermos conectados em Cristo, seremos trevas, estamos mortos. Só podemos emitir luz se estivermos ligados a Ele. Lembra quando afirmei que todas aquelas coisas eram frutos e não causa? A energia provinda do Salvador naturalmente me leva a entreter diariamente comunhão com Ele, a pregar o evangelho, a devolver os dízimos, a amar ao meu próximo. todas essas coisas são frutos. A causa é minha ligação com Ele. A lâmpada só funciona se estiver conectada na energia, assim também nós só poderemos dar frutos, emitir luz, se estivermos conectados em Cristo.
E quanto ao corpo? Ora na fase embrionária vemos que a cabeça é que primeiro é formada, e daí os demais órgãos, tudo a seu tempo. É importante salientar que os outros órgãos derivam da cabeça e vão formando o corpo. Esse processo é utilizado por Paulo para demonstrar como a Igreja, o povo de Deus, é formada. Lemos: “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a Cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” Efésios 4:15 e 16. Vemos que a Igreja deriva de Cristo, nasce dEle, e não poderia ser diferente. Porque não? No sistema sacrifical, o cordeiro imolado, representando o Salvador deveria ser sem manchas e sem defeito, ou seja, isento de qualquer nódoa do pecado. Nascer dEle significa viver sem pecado, razão pela qual o Senhor assentara solenemente que quem ouve a sua palavra, e crê em Deus, dando-Lhe o coração inteiro, “tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida”. João 5:24. Ainda que eu diga que tenho experiências maravilhosas com Deus, uma longa jornada evangelista, tantos anos de batismo, mas minha vida é um cai-levanta, vivendo sob o domínio do pecado, não posso asserir que tenho a vida eterna, que não estou sob o juízo da condenação, nem que passei da morte para a vida, porquanto a vida eterna só quem a possui é o justo, por ter uma vida isenta de pecado. Eis o azo de não estar sob condenação, bem como ter passado da morte para a vida, pois a vida que ele possui, não é provinda dele, mas de Cristo. É por essa razão que Paulo categoriza que Cristo não pode ser ministro do pecado. Gálatas 2:17. Nenhum pecado, caro leitor, nenhuma nódoa deve ser vista naquele que diz que nasceu de novo. A vida que provém de Cristo é vida, e vida em abundância.
Entendes, então, porque não podemos dizer que somos povo de Deus ou que fazemos parte de Sua Igreja, se a nossa vida não estiver isenta de pecado? O corpo para ser perfeito precisa estar perfeito por inteiro. O Cordeiro do mundo tem o seu corpo místico – a Sua Igreja. Ela não pode ter mancha, nódoa alguma. Paulo diz veementemente: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” Efésios 5:25 a 27. Portanto, é inconcebível que a igreja de Cristo, eu ou tu, que proferimos ser de Cristo deve viver uma vida que O honre perante o mundo, mormente o invisível. “Todo aquele que profere o nome do Senhor, aparte-se da iniqüidade.” II Timóteo 2:19. O corpo de Cristo não pode ter nenhum membro imperfeito ou maculado pelo pecado. E esse membro sou eu, és tu, caro leitor. Se queremos fazer parte do corpo de Cristo, teremos que permitir fluir em nós o Seu caráter, a Sua vida isenta de pecado. Temos que ser iguais a Ele.
Alguns de nós sempre fazem menção a Abraão, a Davi, dentre outros heróis de fé, de maneira a diminuir-lhe o brio. Até enaltecem suas conquistas, mas quando o assunto é perfeição, não titubeiam e logo os atingem, ressaltando o que fizeram, onde e como fracassaram. Não são capazes de compreender que Deus não muda, e por conseguinte, se a Abraão Ele chamou de seu amigo e a Davi de homem segundo o Seu coração, é porque aprenderam a viver como Ele requereu: “Anda em Minha presença, e sê perfeito!Gênesis 17:1. E quanto a Moisés, não teria a misericórdia de Deus, por imensa que ela é, permitido atender sua oração quando implorou por entrar na Terra prometida, ao saber que iria morrer? Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Insistindo Moisés, ouviu de Deus: “Basta! Não Me fales mais neste negócio.” Deuteronômio 3:26. Não é preciso conhecer os detalhes das histórias desses homens, basta conhecer o Criador – Ele não tolera o pecado, em hipótese alguma. Daí ser perigoso viver como se quer e deseja, apontando para a misericórdia de Deus, crendo que Ele irá fazer vistas grossas àqueles que desdenharem Seus mandamentos. Isso é um sofisma satânico.
Agora rememoremos o episódio em que Cristo curou aquele homem morfético. Movido pela fé, o moribundo não vê a multidão que tenta impedi-lo de ir a Cristo. Sua esperança não pode ser arrefecida, tal oportunidade não pode ser desperdiçada. Então, aos pés do Salvador, ele brada: “Senhor, se quiseres podes tornar-me limpo.Mateus 8:2. A resposta por ele ouvida é a resposta que importa a todos nós ouvirmos, se desejamos ser limpos do pecado, assim como o leproso ansiava ser liberto daquele mal. A voz de Cristo soou qual música suave, enquanto tocava aquele corpo coberto de lepra: “Quero; sê limpo.” E o relato bíblico conclui: “No mesmo instante ficou purificado da sua lepra.” Mateus 8:3.
Porque duvidamos de que o mesmo poder nos curará do mal do pecado, que nos mantém presos a Satanás? Não temos que tentar melhorar a vida, não temos que buscar mais intensa comunhão, não temos que lutar com nossas forças para sufocar o pecado, porque o pecado é um fruto, não uma causa. Estamos sempre tentando cortar o fruto, mas continuamos ligados à videira falsa, recebendo sua seiva mortífera. Podemos até melhorar, podemos até nos esconder dos homens, mas não escaparemos do olhar perscrutador de Deus, que sonda os nossos corações. Temos que parar de lutar e ir a Deus, como o leproso, e rogar-Lhe que nos cure do mal, que nos arranque da videira falsa e nos enxerte na Videira verdadeira. Amigo leitor, se fizermos a mesma oração do leproso, ouviremos a mesmíssima voz do Senhor a nos dizer: “Quero; sê limpo.” Basta apenas crer em Sua bondade e disposição de nos curar da lepra do pecado. Basta apenas crer em Seu amor, e seremos curados, nossas vidas refletirão a própria vida de Cristo. Viveremos para Ele de modo natural, assim como era natural vivermos para o pecado, antes de ser regenerados pelo Espírito Santo. O esforço não se concentra na obediência, todavia no manter-se ligado à Videira. Cristo nos torna vencedores, concede-nos a obediência que Ele alcançou por nós e para nós. Essa obediência é chamada de “o dom da justiça”, o que tanto precisamos para vivermos uma vida santa e irrepreensível, na presença do Senhor. “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem [os que nasceram de novo] não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu, e ressuscitou.” II Coríntios 5:14 e 15.
Confia a tua vida ao Salvador, prezado leitor, e Ele te fará nascer dEle, pelo mesmo milagre operado pelo Espírito Santo que O fez gerar no ventre de Maria. A Escritura diz: “Se sabeis que Ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça [a obediência] é nascido dEle.” I João 2:29. Em Colossenses 1:19 e 2:9 está escrito que em Cristo habita toda a plenitude da Divindade. Disso tu já sabias, mas o que tu quiçá não saibas é que Seu sacrifício na cruz do Calvário tinha uma finalidade maior – tornar-nos a Sua plenitude. Lemos: “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus”. Efésios 3:19. Mais: “E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, näo só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.Efésios 1:19 a 23.
Deus quer que tua vida seja plena de Sua própria existência, caro leitor; Ele quer mostrar ao mundo que é totalmente possível viver em Sua presença, refletindo o Seu caráter santo e justo, em nós que andávamos segundo o curso deste mundo. E para Ele não importa o quanto o pecado tem nos afundado em sua lama. Isso não é problema para Ele. O seu maior desafio é nos convencer em abrirmos a porta do nosso coração a fim de que Seu Espírito realize o maior de todos os milagres – transformar seres caídos, escravos de Satanás, em homens valorosos no poder de Cristo, verdadeiros filhos de Deus. Esse é o Seu plano, e Ele te convida a participar ativamente dessa obra maravilhosa. Aceita-o agora! Ele está te esperando. Não te demores, e vem!
E o Espírito e a noiva dizem: vem. E quem ouve, diga: vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.” Apocalipse 22:17.
Que Deus nos abençoe!









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sábado, 9 de julho de 2011

Minha 1ª Participação na IASD Central de Maceió-AL

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sábado, 2 de julho de 2011

As Concupiscências Mundanas


Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências. Romanos 6:12.


Nosso tema de hoje traz em seu teor uma mensagem assaz importante, embora contundente. Na verdade, o evangelho de Cristo realça sua excrescência, uma vez que, ao proclamar a liberdade, necessariamente se enuncia a abdicação de um mal, astuciosamente pintado com cores suaves e atraentes, que tem o fito de impedir a transformação do caráter à semelhança de Deus. Reporto-me às concupiscências, em suas mais vis nuances. Que papel a concupiscência desempenha na guerra cósmica travada entre Cristo e Satanás? Como se identificam? Essas indagações serão respondidas ao longo deste estudo.
Antes mesmo de iniciarmos, é mister compreendermos o que é concupiscência. A substrução natural desse vocábulo é o desejo, ainda que alguns já o associem com o que não é puro. A concupiscência está intimamente ligada à cobiça, e é consabido que cobiça, em seu âmago, não reserva nada de ruim ou permissivo, porém o seu objeto é quem qualifica sua natureza. Cobiça e ambição são sinônimas. É bem verdade que tal palavra [ambição] tem sido pejorada pela sociedade. Se alguém nos disser que determinada pessoa é ambiciosa, não ouvimos com bons ouvidos, pois somos levados a formar nossa opinião intuitivamente pelo seu lado negativo, sem nos darmos conta de que tanto a ambição quanto a cobiça são qualificadas, são perfiladas pelo objeto que enfocam. Enfim, a cobiça é o sentimento, a concupiscência o objeto desejável.
A nefasta concupiscência, pode ser dividida em dois tipos: 1. Concupiscência da Carne; 2. Concupiscência dos Olhos. Não entraremos em detalhes, neste estudo, sobre essas duas espécies, posto que aqui nos concentraremos no seu caráter pernicioso. Assim, tal concupiscência é chamada também de concupiscência do engano ou mundana. Indago, então: por que a concupiscência do engano ou mundana é tão perigosa, tão nociva para aquele que aspira ao Céu? Meditemos. Assim está escrito: “Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma.I Pedro 2:11. A vil concupiscência diz o apóstolo Pedro, combate contra a alma, e isso ocorre porque ela tem um enorme poder de atração; mostra-se num invólucro sereno, inocente, escondendo o seu mortífero veneno. Feito um imã, exerce seu poder atrativo com a finalidade precípua de minar as forças da alma, visto que, empós envolver sua vítima, ela a entorpece, neutralizando suas capacidades motora e sensitiva, tornando-a escrava, por excelência. Para ser mais direto, ela não detém essencialmente esse poder, é-lhe conferido por um ser – Satanás.
Voltemos ao Éden. Ali está a árvore do fruto proibido. O casal fora avisado de que aquele terreno que circundava a árvore era perigoso. A vantagem naquela zona não seria deles, mas do arquiinimigo. Decerto que foram orientados por Deus a vigiar para que não entrassem naquele terreno. Infelizmente Eva não percebeu que estava andando na direção daquela árvore, e quando percebeu, era tarde demais. Fora abordada pela serpente, animal usado por Satanás para entabular conversação com a mulher. Muitos asserem que Eva foi muita ingênua, porém tais pessoas não estão dispostas a julgar suas próprias quedas, infantis muitas vezes, com a mesma leviana sentença. O diálogo alcançou seu clímax, quando Satanás ouviu dos lábios de sua vítima, aquilo que Deus não proferira: “nem nele tocareis”. Gênesis 3:3. Sou levado a crer que o diabo colocou o fruto na mão de Eva e lhe demonstrou, dessa forma, que as palavras ditas por Deus não se cumpriram, uma vez que ela havia tocado no fruto e nada lhe havia acontecido. Penso desse modo, em face do versículo seis, desse mesmo capítulo. Ali nos diz: “Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.” Gênesis 3:6.
Deparamo-nos, nesse episódio, com a concupiscência em toda a sua plenitude – da carne e dos olhos. A palavra então, no texto bíblico, denota conclusão. Aponta para o sucesso da investida do inimigo. No terreno da tentação, o engodo do anúncio exerce um papel amargamente entorpecedor. Ele matiza as trevas com inefável luz, embotando os sentidos. Os Escritos Sagrados são por demais clarividentes – Eva viu além do que era visível. Certamente a árvore não era má em si mesma, no entanto, pela ordem expressa do Todo-Poderoso, seu fruto não era bom para se comer, pois a consequência seria morte. Ora, representando desobediência ao Seu Criador, aquela árvore não poderia ser agradável aos olhos, a menos que tal sentido já estivesse sob os efeitos do engano mortal da serpente. Por fim, se Eva desejava sabedoria, porque não recebê-la da Fonte inesgotável, que lhe daria ilimitada e licitamente? Por que usufruir de uma sabedoria com sabor de deslealdade? Eva viu sucesso no fracasso; felicidade na desgraça; vida na morte. Cumpriu-se ali o que jaz no livro de Tiago: “Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; e então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.Tiago 1:14 e 15.
A tática do inimigo ainda continua a mesma. Ele usa a falsa propaganda, o poder do engano, incrementado com o objeto em apreço. Dessarte, está sempre à procura de uma oportunidade para entabular conversação com aqueles que, incautos, penetram na zona de perigo. Sob essa atmosfera, aplaca sua presa com a concupiscência adequada. Como diz Paulo, o velho homem, ou o homem carnal, ou os que ainda não foram gerados de novo, “se corrompem pelas concupiscências do engano.Efésios 4:22. Satanás se utiliza das vis concupiscências para concretizar o seu diabólico plano de tornar o homem, que é escravo seu, cada vez mais semelhante a si mesmo. É o alimento daqueles que não provaram o novo nascimento; recebem-no do arquiinimigo para que se corrompam, se degradem mais e mais. Seus efeitos tendem a minar o poder das Escrituras Sagradas no coração do homem, e é por esse azo que o Livro Sagrado alerta que elas “combatem contra a alma”. I Pedro 2:11.
Noutra versão, em Tito 2:12, é utilizada a palavra paixão em lugar de concupiscência. Embora paixão e concupiscência não sejam sinônimos, quando o objeto em foco não é da aquiescência divina, expressam teologicamente o mesmo interesse sobre o homem – afastá-lo de Deus e, consequentemente, da possibilidade da cura do pecado. Sendo assim, quanto mais o homem se alimenta da concupiscência ou paixão mundana, imperceptivelmente, ele está descendo as escadas da morte, para as mais densas trevas. Seu coração se torna endurecido, empedernido ao ouvir a voz do Espírito Santo. A função da concupiscência, portanto, é impedir o homem de enxergar o seu estado espiritual, vilipendiando a misericórdia de Deus, mantendo-o escravo de Satanás. A degradação moral, em sua maior extensão é o destino para onde caminha o homem ludibriado pela concupiscência.
Como identificar a hostil concupiscência? Bem, para Adão e Eva essa tarefa era assaz simplória, uma vez que só havia uma árvore cujo usufruto lhes fora restringido. Porém, com a entrada do pecado no mundo, a placa de sinalização de Deus teria que ser ampliada, já que Satanás efetivou a proliferação da concupiscência, e correspondentemente a do pecado, porque “pela lei vem o conhecimento do pecado”. Romanos 3:20. Nota, o caro leitor, que não está escrito vinha como se a função da lei já tivesse sido cumprida. O fato de o apóstolo usar o verbo vir no presente do indicativo, testifica irrefutavelmente que a lei ainda está em vigor, porque “onde não há lei, o pecado não é levado em conta”. Romanos 5:13. Até o código penal do nosso país, em seu Artigo 1º, parafraseia o texto bíblico: “Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.” Não houvesse lei no paraíso, o comer daquela árvore não traria as drásticas conseqüências, existentes em nosso planeta. A lei, portanto, identifica cada “fruto” proibido, e as Escrituras, de Gênesis ao Apocalipse, é a extensão dela. Em cada recanto seu, vemos a ampliação dos dez mandamentos, expressos nas duas tábuas entregues ao líder Moisés. Se desejamos conhecer as placas identificadoras das más concupiscências, devemos estudar minuciosamente a Bíblia. Como sabemos, o caráter de Satanás é oposto ao de Deus. Estudando as Escrituras, conheceremos o caráter do Criador que se destaca infinitamente do caráter do inimigo das almas. A luz evidenciará as trevas. E onde não há luz, há maléfica concupiscência. Contudo, como foi no paraíso, assim é também agora – a luz proveniente do Espírito Santo, que realça tudo aquilo que constitui a maligna concupiscência, só é derramada sobre aqueles que pretendem entregar suas vidas a Deus, aqueles que decidiram abrir mão de tudo, da sua própria vida, a fim de que Cristo nele se manifeste.
Agora nos aprofundemos mais no assunto. Paulo escreveu para Tito: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões [concupiscências] mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente.Tito 2:11 e 12. No verso 13 o apóstolo afirma que esse é o modo pelo qual os cristãos deverão aguardar a volta de Cristo. Inseri no texto o vocábulo concupiscência em face de terem o mesmo significado, quanto ao contexto. A matéria apresentada pelo servo de Deus, nem é hermética nem incognoscível. Ele declara que a graça de Deus, na pessoa do Espírito Santo, nos educa a renegarmos o pecado e as paixões ou concupiscências mundanas, e só assim estarmos prontos para a volta de Cristo. Vale dizer que se nos conformamos com as concupiscências ou paixões mundanas, não teremos o gozo de subir aos Céus com Cristo quando Ele vier. Destaca Pedro: “Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: sereis santos, porque Eu sou santo.I Pedro 1:14 a 16.
O mundo, meu caro leitor, é o palco onde Satanás tem estabelecido sua rebelião. E para alcançar o êxito almejado, diversificou as concupiscências, de modo a confundir a mente daqueles que não têm a lâmpada na mão, ou se têm não a usam ou usam com um pseudo azeite. O alvitre divino é: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para os meus caminhos.Salmo 119:105. O fundamento desse Salmo é fazer com que andemos num campo minado, podendo ver as minas plantadas pelo inimigo, como se fossem cristais. Entrementes, a luz ali mencionada provém do Espírito Santo, o verdadeiro azeite. Daí irradiar a luz das palavras escritas por João: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.I João 1:15-17. E por que motivo João enfatiza tanto o mundo? Ele mesmo responde: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no maligno.I João 5:19. O mundo é um campo minado por Satanás, caro leitor.
Bem, quiçá neste comenos desejemos saber quais “árvores”, hoje, constituem as concupiscências ou paixões mundanas. Para conhecê-las, devemos descobrir as pistas fornecidas pelas Escrituras Sagradas. Em primeiro lugar, perlustremos I Pedro 2:11 em busca de uma dessas pistas. Ali, Pedro se reporta aos que estão vivendo uma vida de santidade, de purificação, aguardando, desse modo, o retorno do Salvador, como peregrinos e forasteiros. Peregrinos porque estão só de passagem; forasteiros porque são de outra pátria, a celestial, não a terrestre. Se eles não são daqui e estão só de passagem, não poderão permitir que nada lhes desviem do seu curso, pois “nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar Àquele que o alistou para a guerra”. II Timóteo 2:4.
Não é surpresa Paulo rotular a concupiscência ou a paixão mundana com outro título. Lemos: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.Hebreu 12:1. Percebe o leitor a harmonia desse versículo com Tito 2:12? Em Tito ele chama o pecado de impiedade, e o embaraço de concupiscência ou paixão mundana. Desta forma, para o peregrino e forasteiro, a concupiscência lhe é um laço do passarinheiro, um embaraço, posto que ela embota os sentidos, prejudicando a capacidade de percepção da alma quanto às advertências e tesouros escondidos no Sagrado Livro. Ele deve evitá-la, se pretende rumar em direção ao Céu. A concupiscência é algo que não estará no Céu, e, por conseguinte, não pode acalentá-la enquanto labuta aqui neste planeta. Esta é a primeira pista – entorpecente.
A segunda pista é a sua origem – o mundo. Não que a tecnologia seja concupiscência mundana, mas que pode ter sido utilizada para efetivá-la. Lembremos que Satanás, consciente de sua incapacidade de criar, aproveita-se do poder criativo de Deus, com a finalidade de executar seus ardis. Na verdade, a origem das concupiscências mundanas está conectada diretamente aos princípios que as regem. Têm efeito bumerangue: criadas no mundo para propósitos mundanos, não celestes. Elas não enaltecem a Deus, nem despertam o interesse pelas coisas eternas.
Atendendo a essas duas características excrescentes podemos afirmar categoricamente que os esportes, novelas televisivas ou não, cinemas, programas que divulgam o crime televisivamente ou não, a vaidade, a exaltação própria, o ganho fácil, dentre outros, constituem as paixões ou concupiscências mundanas. O esporte, com sua inocente faceta, incide em duas coisas proibidas por Deus, além de outras delas decorrentes: 1. Emulação; 2. Engano. Emulação pode ser aplicada como estímulo ou competição. Nas Escrituras ela é utilizada por Paulo nos dois significados. Como estímulo em Romanos 11:11 e 14, e como competição em Gálatas 5:20. Essa última desagrada a Deus, pois dela suscitam as mais vis qualidades humanas. Esse sentimento leva o homem a tentar superar seu semelhante, e não poucas vezes, olvidando a sua dignidade, a empatia, o amor fraternal. Não se concebe ver Cristo participando de uma competição, mesmo que tenha o caráter de lazer, pois isso estaria totalmente avesso a um dos pilares do cristianismo – amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Somado a esse ingrediente do esporte, a emulação, temos o engano, que se destaca em sua maioria. O atacante terá que enganar o oponente para alcançar o seu objetivo. Ele terá que induzir seu adversário ao erro, a fim de, nessa indébita vantagem, lograr êxito em sua disputa.
E quem assegurará que, enquanto se está envolvido pela atmosfera de cada variante de concupiscência apresentada acima, existe no coração o desejo de se aproximar de Deus? Ninguém que esteja diante de um jogo de futebol, por exemplo, estará disposto a ouvir a voz do Espírito Santo, justo na hora em que o atacante está para driblar o goleiro, ou estará? Onde está Deus nesse momento? Esquecido, com certeza. E quanto aos filmes e novelas? Pregam o infenso do que fora proclamado pelo Criador, como as muralhas do caráter: não matarás, não adulterarás, não dirás falso testemunho, etc. Antes, incentivam a desdenhar os mandamentos divinos, incutindo idéias permissivas para cidadãos do reino celestial, infringindo cada mandamento divino. Seria tudo isso aceitável no Céu, onde Deus habita? Claro que não.
Em face desse deplorável fascínio, Paulo admoesta a Timóteo a instruir “com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, E TORNAREM A DESPERTAR, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos”. II Timóteo 2:26. Não foi à toa que o apóstolo tenha categorizado que “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Gálatas 5:24. Não há espaço para a concupiscência, na vida daquele que nasceu de novo.
Pode ser contundente, mas a concupiscência tende a nos prender ao diabo para que não tenhamos acesso ao Reino da Glória de Cristo. A ilusão que envolve os que aninham a concupiscência em seu coração é tão densa, e sobre eles exercem um poder tão eficaz que o apóstolo Pedro chama de “escape” o sair dessa situação. Ele diz que Deus “tem dado suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”. II Pedro 1:4. Como vemos, a concupiscência é o instrumento pelo qual o inimigo degrada moralmente o homem, tornando-o indigno de viver na presença de Deus.
Amigo leitor, Cristo quer restaurar em ti a Sua imagem, Ele deseja arrancar-te dos laços que te prendem ao diabo. Permita que Ele mude o teu coração para que escapes da corrupção, processo que te faz mais e mais semelhante ao arquiinimigo. Vem para a luz! É desiderato de Jesus Cristo que os olhos de todos sejam abertos, como Ele próprio diz, “a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em Mim”. Atos 26:18.
Que Deus nos abençoe!

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Os Dois Processos Espirituais

E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial.
I Coríntios 15:49.

 
Hoje vamos nos debruçar num assunto muito conhecido, entranhável em nossas mentes, pelo valor que nos representa. Refiro-me à educação. Os países desenvolvidos têm se destacado dos demais pela importância que deferem a esse processo, nele investindo, focalizando máxime o desenvolvimento mental, cujo fim é o pleno progresso da nação. Quiçá pensemos que a educação começou com o homem, todavia se assim pensarmos estaremos totalmente enganados.
Os vocábulos educar, instruir e ensinar, já foram por alguém distinguidos quanto aos seus significados, porém se enfocarmos a finalidade de todos eles, notaremos que eles se fundem num só. Todos se encarregam de não só transmitir, como também mostrar como fazer aquilo que é transmitido. E é sob esse prisma que nortearemos o nosso estudo.
O versículo temático nos fala de algo em comum – IMAGEM. Como já há muito comentamos, imagem, nas Escrituras Sagradas, está relacionada com o caráter. Assim sendo, se torna fácil compreender o que Paulo afirma – o homem carnal, aquele que não nasceu de novo, traz o caráter do arquiinimigo, e aquele que foi recriado pelo Espírito Santo, o caráter do Criador. E como é implantada essa imagem, esse caráter? Qual instrumento é utilizado para que se leve isso a efeito? Seguindo a ordem apresentada pelo apóstolo Paulo no referido versículo, citaremos inicialmente Jeremias 13:23. Lemos: “Pode o etíope mudar a cor da sua pele ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Duas verdades estão estabelecidas aí: 1. O homem jamais poderá mudar o coração, mudar o seu caráter, sem o poder vindo de Deus; 2.  O homem natural é ensinado, educado a ser inimigo de Deus. A segunda citação reporta-se a Tito 2:11 e 12. Assim: “Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente.” Noutra versão está escrito assim: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente.” O sentido permanece o mesmo, a mensagem, porém, é enriquecida.
De acordo com as citações bíblicas acima declinadas, inferimos que o homem ou está sendo ensinado a fazer o mal ou o bem. Se o objeto dessa educação é o mal, o educador é Satanás; se o bem, o educador é Deus, o Espírito Santo. Temos aqui, como que duas escolas, cujos instrutores são o Espírito Santo e Satanás. Quem é o homem que está a receber os dois ensinamentos concomitantemente? Nenhum. Ou estamos sentados a ouvir o Pai das luzes ou ao inimigo das almas. “Ninguém pode servir a dois senhores.Mateus 6:24. Isso é irrefutável, todos sabemos. Não se trata de uma sala de aula apenas, mas duas. Ao nascermos de nossos pais terrestres, trazemos conosco os traços de Adão, alma vivente; necessitaremos, ao chegarmos à idade em que pudermos decidir entre o certo e o errado, escolhermos se queremos ser carnais, escravos de Satanás, ou nascer do Espírito Santo, e ser guiado por Ele, libertos do inimigo. Precisamos decidir em que sala de aula queremos estar, em que escola queremos aprender, quem será o nosso instrutor.
Qual o instrumento utilizado em cada sala de aula pelos seus respectivos educadores? Em Sua oração, Cristo disse: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.João 17:17. E em João 16:13 é-nos declarado que o Espírito Santo nos guiará a toda verdade. Quem guia, instrui, posto que é preciso mostrar passo a passo como chegar ao ponto desejado. Se permitirmos, o Espírito do Senhor nos mostrará como seguir os passos do Salvador, a fim de que não erremos o caminho do Céu. Como habitamos num mundo de trevas, carecemos constantemente de luz, e luz divina, para que enxerguemos onde estão as pegadas de Cristo. Nesse caminhar, Satanás nos mostrará pegadas suas, fazendo parecer serem de Cristo, com o fito de nos trapacear e nos levar à destruição. Entrementes, se nossos olhos forem banhados pelo colírio do Senhor, o Espírito Santo, não teremos dúvidas quanto às pegadas do nosso Mestre; elas serão por demais visíveis e inconfundíveis.
Assim como o Espírito Santo se utiliza das Escrituras para nos educar no intuito de que no fim do aprendizado sejamos cidadãos do Céu, Satanás usa o seu próprio instrumento para que aqueles que recebem seus ensinamentos, sejam cada vez mais semelhantes a ele, indignos do Céu. E que instrumentos são esses? O Livro Sagrado denomina tais instrumentos de concupiscências do engano. Está escrito que o velho homem “se corrompe pelas concupiscências do engano.Efésios 4:22. São por elas que Satanás mantém os homens presos aos seus ditames, e lhes faz parecer que são coisas valiosas e inestimáveis demais para que sejam abandonadas. E através delas, sem que percebam, estão desenvolvendo o caráter do inimigo de Deus. Assim foi no jardim e assim será, até que a porta da graça se feche, quando não mais será possível o arrependimento. Ele se esforçará para fazer os homens crerem que existe vantagem em desobedecer a Deus, e que há liberdade nisso. E o poder do engano tem mantido muitos sob o seu domínio, convictos de que são livres.
Como vimos, o Espírito Santo, através das Escrituras, santifica o homem que foi por Ele gerado, a fim de que mais e mais o caráter de Deus seja novamente implantado na nova criatura. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.II Coríntios 3:18. A isso nós chamamos de santificação. Sua importância está relacionada com o nosso destino futuro, pois se não formos santificados não poderemos ver Cristo voltando, já que a Sua glória matará aquele que não provou do novo nascimento. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.Hebreus 12:14.
Em contrapartida, os que se negam a receber Cristo no coração, são submetidos a outro tipo de processo – a corrupção. Como a própria palavra diz, tal processo opera a degradação moral do homem, que se torna cada vez mais semelhante àquele que tem o seu domínio. Muitos não têm consciência de que obedecem ao diabo em vez de a Cristo; devotam suas vidas aos demônios, quando poderiam ter em sua companhia os anjos celestiais, e gozarem da presença do Senhor. São escravizados com maior poder, à medida que rejeitam o chamado do Espírito Santo. E o que espanta e entristece ao mesmo tempo, é que uma boa parte dos que estão a sofrer essa degradação, são pessoas evangélicas, pessoas que crêem que já nasceram de novo, as quais porque vivem uma rotina diferente de antes do batismo, estão convencidas de que estão vivendo para Deus. E em seu seio estão incluídos mestres e doutores da lei, para não dizer, pastores.
Vivemos todos como se estivéssemos em cima de uma régua com um zero central, que separa dois pólos distintos. Para a esquerda são os números de cor preta e para a direita, de cor branca. A cada decisão tomada andamos mais para a esquerda ou para a direita. Os pólos representam Deus e Satanás. Ninguém pode estar indo e voltando. Ou está indo numa direção ou noutra. A depender de onde viemos, estaremos naturalmente indo para um determinado pólo. E de onde viemos? Diremos de Adão. Sim, viemos de Adão, mas não temos que permanecer como viemos. Somos por Deus orientados a buscar nascer do último Adão, Cristo. Quem opera esse nascimento já sabemos. No entanto, relutamos em crer que é um nascimento verdadeiro, e pensamos que é virtual ou imaginário, como um faz de conta. O livro nos diz categoricamente: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.I Pedro 1:23. Não há simbolismo aqui. O novo nascimento é tão real quanto Deus. Esquecemos que foi pela palavra que o leproso teve sua pele restaurada; que o paralítico teve seu vigor físico renovado; que o cego pode ver; que o surdo passou a ouvir; que o mundo foi formado. “Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele mandou, e logo tudo apareceu.Salmo 33:9. E assim se dá também o novo nascimento daquele que se entrega a Deus. Está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.I João 1:9.
Todos já sabemos que perdoar e justificar, purificar e santificar são teologicamente sinônimos, significam a mesma coisa. João está nos dizendo que se formos a Deus em busca de perdão, com fé, Ele cumpre a Sua promessa contida em I João 1:9, pois se duvidarmos de Sua bondade, misericórdia e disposição de nos galardoar, sairemos de Sua presença como chegamos – vazios. Notemos: Ele perdoa. Noutras palavras: Ele nos justifica, ou nos torna justos. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de Cristo Jesus.Romanos 5:1. Ser justo é não ter nenhum pecado, e é por essa razão que o apóstolo fala de paz com Deus. Tal ato divino, a justificação, é instantâneo. Então Ele nos purifica. Noutro falar: Ele nos santifica, ou nos torna santos. “E todo o que nele tem esta esperança [de ser semelhante a Cristo], purifica-se a si mesmo, assim como Ele é puro.I João 3:3. Ser santo, portanto, é ser semelhante ao próprio Deus. Tal ato, a santificação, é paulatino, gradual. Ao sermos transformados ou gerados de novo, não sentimos nada, todavia isso não significa que não fora feito, por nós e em nós, aquilo que representa o fim do evangelho – tornar seres defeituosos, degradados, corrompidos, em justos, santos e perfeitos.
Sim, caro leitor, quer queiramos ou não, há duas e apenas duas famílias na Terra – os filhos de Deus e os filhos do diabo. É difícil para nós encararmos a realidade de que não somos filhos de Deus, mas não podemos dela fugir, visto que nossas vidas isso manifesta. “Não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa.” Os filhos da promessa são os nascidos de Deus. Em Gálatas 5:19 a 21 e 22, estão delineados os caracteres de cada família. Assim como o ramo produz o fruto da árvore onde está conectado, assim somos nós. Se estivermos na Videira verdadeira, Seus frutos serão vistos em nós; de igual maneira se estivermos unidos ao zambujeiro, seu perfil, seu caráter terá expressão em nossa vida. Se não resistimos às tentações, se não temos forças para vencermos o mal, se não conseguimos viver sem pecar, mesmo em pensamento por um mês, por um ano, é porque nos falta o poder que vem quando somos gerados novamente, pois o Espírito Santo é concedido àqueles que decidem morrer para o mundo e viver para Deus, a fim de que glorifiquem ao Senhor em cada ato, em cada palavra, em cada pensamento, purificando-se a cada dia, revelando o caráter de Deus em toda maneira de viver.
A guerra cósmica em que estamos envolvidos consiste na reprodução de caráter em cada homem, em cada mulher. “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.I João 5:19. Agora, neste momento, estamos sob o aprendizado do Espírito Santo ou de Satanás. A escolha é nossa. Não há terreno neutro. Ou recebemos instruções para representarmos o arquiinimigo ou a Deus. O palco do Armagedom é a nossa mente. Vence aquele a quem devotarmos nossas faculdades, nossa disposição, nossa vida. No instituto da desobediência, pela vil concupiscência os homens são corrompidos; no instituto da obediência, pela palavra de Deus, os homens são santificados.
Sim, meu caro leitor, a Terra será novamente povoada. Seus habitantes refletirão a glória do Criador do Universo, como fruto da obra iniciada pelo Espírito Santo, mesmo antes da vinda do Salvador. Somente eles viverão na Sua augusta presença; somente eles poderão ver a face do Senhor, por terem permitido serem sepultados com Cristo, para com Ele ressuscitarem. “Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.Romanos 6:4.
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.Apocalipse 3:20. Todas as promessas de Deus são condicionais, pois seu cumprimento depende da nossa resposta. A palavra do Senhor nos diz que Ele habitará em nós, por intermédio do Espírito Santo, SE não só ouvirmos, como também abrirmos a porta do nosso coração. Ouvir não é o bastante, amigo leitor, é necessário abrir, e abrir significa abdicar de tudo por Cristo, pois Ele não poderá operar nenhuma mudança, nenhuma arrumação na casa ou templo, se não lhe entregarmos tudo, se não lhe entregarmos as chaves da nossa casa. Deixa o Salvador entrar em tua casa, em teu coração. Permita que Ele te transforme na pessoa que deverias ser, alguém que possa levantar as sobrancelhas daqueles que te assistem e exprimam: “Já não é ele quem vive, mas Cristo vive nele. É a Cristo que vemos agora, vivendo em sua nova vida”! Tudo quanto precisas fazer é tomar a decisão de ir ao Salvador, disposto a tudo por Ele, e Ele virá ao teu encontro, e endireitará as tuas veredas. Entrará em tua casa e te reedificará, construirá tudo de novo, tudo o que o pecado destruiu. Não mais serás escravo de Satanás, todavia um poderoso filho de Deus.
Que Deus nos abençoe!

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Os Dois Grandes Mandamentos

 

Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Mateus 22:37 a 40.



O nosso destino está estreitamento associado ao que fazemos de nossa vida, e isso é uma verdade plenamente concebida por todos nós. Todas as nossas decisões, sejam de larga escala ou não, mesmo diante das mínimas coisas da vida, passo a passo estão delineando o nosso futuro. Sabemos, com clareza de espírito, que nada decidimos sem avaliarmos o que nos está proposto. E queiramos aceitar ou não, o nosso desprezo ou apatia por algo a nós demonstrado, constitui aferição de valor também – nosso silêncio pode ser interpretado como resposta; uma expressão facial pode ter o caráter de uma decisão. O que pretendo dizer com esse intróito? Aos que estão familiarizados com a palavra de Deus, carecem da pessoa do Espírito Santo para compreenderem os Escritos Sagrados, sob o risco de tomarem uma decisão fundamentada em conclusões errôneas. “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.II Pedro 1:20. E tal alvitre tem aplicação para a Bíblia. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.I Coríntios 2:14. É perigoso, portanto, tentarmos dar o sentido que achamos apropriado, ao que está escrito no Livro do Senhor.
No versículo temático encontramos uma mensagem distorcida por não raros irmãos, sinceros até. Entendê-la de maneira equivocada, desvia sutilmente os pés do caminho deixado por nosso Salvador. A interpretação mais comum, maciçamente adotada por quase toda a comunidade cristã é que Cristo, abolindo a lei, os dez mandamentos, estava nesse versículo norteador apresentando uma nova ordem para o Novo Concerto. Mas será que é isso mesmo? Ou não estaremos dando ouvidos à serpente enganadora, fazendo-nos crer que o próprio Deus estaria agora estabelecendo uma mudança radical na substrução do Seu governo?
Analisemos com cuidado o significado que nos traz a cruz do Calvário! Em primeiro lugar, instituamos como parâmetro o versículo 23, de Romanos 6. Assim reza tal citação: “Porque o salário do pecado é a morte.” Ora, se o castigo de quem peca é a morte, como Cristo poderia ser morto, ou seja, castigado com a morte, se Sua vida se apresentou totalmente incólume quanto ao pecado? Porém todos sabem o motivo, não é verdade? Claro, Cristo se fez pecado por nós, e aí sofreu a punição que era nossa. Compreensível. Agora indago: qual a mensagem que Suas orações no Getsêmane anelam nos fornecer?
Caro leitor, atenta bem para isso! Por três vezes,  o Salvador postulou ao Pai para que o cálice fosse transferido dEle. Vale dizer, destarte, que o pedido de Cristo se referia à questão de Ele ser considerado pecador perante Deus. Lembremos que muitas coisas foram veladas a Cristo. Nem tudo Lhe era revelado. Assim, o imaginar que assumindo o lugar do pecador, sobre Si recairia a sentença contida em Isaías, a saber: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.Isaías 59:2, pesou-Lhe no íntimo, e receou não mais gozar da presença do Pai. Mas o anjo que desceu dos Céus para confortá-Lo, anunciou o futuro glorioso oriundo de Seu eterno e incomensurável sacrifício – as almas vencedoras no Seu sangue remidor.
Pelo que vimos, o silêncio ensurdecedor de Deus foi uma dura resposta à indagação dAquele que agora teria que decidir pelo destino da humanidade, pelo meu e pelo teu, nobre leitor. A inaudível resposta tríplice foi: NÃO. Não havia outro modo de salvar o mundo transviado; não havia outra maneira de prover a possibilidade de novamente o homem ser posto na presença de Deus e habitar em Sua imarcescível luz. Amigo leitor, se não havia uma outra maneira pela qual Deus pudesse solucionar o problema da raça caída, como, então, só agora, depois que o Seu único Filho padece na cruz, surge a idéia de que a lei que O levou á cruz pode ser abolida? Sem nexo, não achas?
Façamos uma pálida comparação. Imagina que existisse uma regra áurea que determinasse cortar a mão do filho desobediente. Daí o rei dissesse ao seu filho mais velho: “Meu filho, se tocares nisso aqui, serei obrigado a cortar tua mão, porque a lei assim estabelece.” E aí o seu filho lhe desobedece. Então o rei o chama e sentencia: “Filho, não tenho alternativa. Vou cortar a tua mão.” E o seu filho agora tem uma lesão eterna, uma cicatriz indelével – a mão cortada. Então, vem o seu filho mais moço, o xodó da família. E lhe é recomendado a mesma advertência. Contudo, o inesperado acontece. O xodó também viola a regra firmada. A mãe o socorre, rogando ao rei que ele pondere sobre a questão, afinal aquele é o filho mais novo, é o xodó da família. Ela diz: “Vê a cicatriz  horrível que ficou no mais velho!” E num grito, conclama: “Poupa-lhe, rogo-te, por misericórdia!” Depois de pensar profundamente, delibera o rei concordar com ela e poupa o xodó de perder sua mão, abolindo aquela regra. Indago: se o rei tinha que abolir aquela regra, porque o fez somente depois que o mais velho perdeu sua mão? Como ficaria ele diante dessa situação? Bem, alguém se arriscaria em dizer: “Mas o rei usou de misericórdia!” O que entendemos por misericórdia? Misericórdia é fechar os olhos ao pecado e abraçar o pecador, sem que este cumpra as condições do Concerto?
Em todas as promessas divinas vemos a palavra “SE” inclusa. Tratamos aqui de uma conjunção subordinativa condicional. Noutro falar: dependência. As promessas de Deus estão condicionadas, dependem do nosso compromisso com Ele. A Sua infindável misericórdia está a disposição do homem, entrementes este precisa demonstrar seu interesse e responder à altura do que é prometido. Vejamos. Em I João está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Eu pergunto: por colossal e eterna que seja a misericórdia de Deus, se eu não confessar os meus pecados, eu serei salvo assim mesmo? Se a resposta for sim, Satanás requererá de Deus a Sua misericórdia e terá direito garantido, pois Deus não faz acepção de pessoas, e essa declaração é abrangente.
Isso é sério, muito sério. Não podemos viver como quisermos e acharmos que Deus nos levará de qualquer modo, não. Ele diz solenemente: “Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.Mateus 10:22. Perseverar em quê? Se eu vivo como quero, faço o que eu quero, digo que quero, penso o que quero, me alimento como quero, em que estarei perseverando? Não há regra para mim, não há transgressão à vista, ou há? Claro que não. Então, o castigo só atingiu a Cristo, porque assumiu o meu lugar? E depois, para que a existência de Satanás? Terá ele sido impedido de nos tentar depois da cruz? Óbvio que não. Mas nos tentará em quê? Pelo que sabemos Adão e Eva foram tentados por que havia uma ordem divina em voga. E nós, temos uma árvore plantada no meio do jardim, de modo a servir como prova do que queremos de nossa vida – servir a Deus ou ao arquiinimigo? Necessário é entender, caro leitor, que no princípio foi uma árvore só. Hoje ela está inúmeras vezes multiplicada e revestida com rótulos diferentes, com o fito de confundir a mente humana que não é iluminada pelo Espírito Santo. Os incautos verão como Eva que a árvore é boa para se comer e agradável aos olhos.
Não podemos por nós mesmos saber onde estão essas árvores, no entanto, basta-nos conhecer o caráter do Salvador, através do estudo de Sua Palavra, mediante o Espírito Santo, e Ele nos evidenciará os ardis do inimigo, nos mostrará o terreno em que podemos estar em paz com Deus. Fora desse limite, corremos risco. E que limite é esse? Não conseguimos enxergar que a misericórdia e o amor de Deus estão clarividentemente demonstrados em Sua lei? Sim, leitor, em Sua santa lei, os dez mandamentos. Se buscarmos andar por eles, não andaremos em trevas. Com quem Deus diz explicitamente usar de misericórdia? Ele mesmo responde: “E uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os Meus mandamentos.Êxodo 20:6. E aqui o nosso Deus estabelece uma relação muito íntima entre amá-Lo e guardar os Seus mandamentos, percebes? Não seria eco desse pensamento divino, as palavras de Cristo: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos”? João 14:15. Impressionante, não?
Entrementes, o versículo temático aparenta resumir os dez mandamentos em apenas dois. Entendem assim os cristãos hodiernos que agora são dois, não mais dez. Todavia como Cristo conclui a sua assertiva? “Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.Mateus 22:40. Pelo que vemos aqui não há destruição ou substituição, mas um compêndio. Ele disse dependem. Se dependem, a lei ainda está em voga, pois como estabelecer relação de dependência com aquilo que fora ou será extinto. Não tem cabimento. Nosso viver deve ser pautado na observância da lei e dos profetas. E se Jesus é o alicerce do Novo Concerto, pelo que se demonstra, os princípios do Novo são os mesmos do Velho, pois as Suas palavras corroboram o que antes fora dito por Isaías no Velho Concerto: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, jamais lhes raiará a alva.Isaías 8:20. Apocalipse 19:10 nos revela que o testemunho é o espírito de profecia.
Então porque razão nosso amado Mestre mencionou dois mandamentos, dos quais toda a lei e o profetas terão que depender? O apóstolo Paulo nos diz que Deus nos capacita sermos ministros de um novo pacto, “não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica.II Coríntios 3:6. A letra da lei mata porque qualquer homem natural que tentar observá-la sem o poder do Espírito Santo, a interpretará segundo seu coração corrompido, estabelecerá suas próprias conclusões, e o resultado será o fracasso, além do peso mental provindo de suas concepções errôneas. Paulo afirma que a lei por ser espiritual, o carnal, aquele que ainda não foi gerado de novo pelo Santo Espírito, não terá sucesso em procurar obedecê-la. Ele terá que nascer do Espírito, a fim de que, sendo agora espiritual, tenha plenas condições, dadas por Deus, para guardar a Sua preciosa lei. Porém, note algo importante: o homem gerado de novo dará frutos para Deus em sua nova vida. E quais são esses frutos? Gálatas 5:22 nos dá a resposta – “Mas o fruto do Espírito é: amor...” O amor foi citado em primeiro lugar por ser o dom mais importante ou de modo aleatório? O Capítulo do Amor nos oferta a resposta da seguinte forma: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.I Coríntios 13:13. Foi por essa razão que Paulo exprimiu que “o cumprimento da lei é o amor.Romanos 13:10. O nosso amor a Deus é medido pela nossa obediência à Sua lei, isso está claro. Assim é conosco em nossas relações pessoais – não adianta eu dizer que amo meu próximo se em meus atos esse amor não for evidenciado. Afirmar que amamos a Deus sem obedecer à sua eterna lei, fazemo-nos hipócritas. Como se expressam os dois mandamentos citados por Cristo? “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento... Amarás o teu próximo como a ti mesmo.Mateus 22:37 e 39. Percebe o leitor o que é exigido em cada mandamento? Amor.
É consabido que o pensamento é o pai da ação. Assim, por trás de cada ato há um princípio motivador, incontestavelmente. Por exemplo: se entrego uma flor para minha esposa, estou demonstrando com isso que a amo. Eu não preciso dizer que estamos tratando aqui de seriedade e transparência. Eu penso e ajo. E como chamamos aquilo que norteia uma ação? Princípio. Portanto, o amor é o princípio da lei. Como assim? Ora, de que maneira eu poderia mostrar ao mundo que realmente amo a Deus de todo o meu coração, de toda a minha alma e de todo o meu entendimento? Bastante simples: não tendo outros deuses diante de mim; não adorando imagens de escultura ou algo do gênero; não pronunciando o nome do Senhor Deus em vão; não profanando o Seu dia, o sábado. E em relação ao meu próximo, como patentear que o amo como a mim mesmo? Honrando meus pais, idosos e autoridades; não ceifando a vida do meu próximo, não cometendo adultério, nem qualquer tipo de prostituição, não furtando, nem cometendo suas variações, não testemunhando falsamente, em hipótese alguma; não cobiçando o que é alheio. Não há espaço para a dúvida aqui. Cristo anunciou os dois princípios motivadores da lei – amor a Deus e amor ao próximo, que se evidenciam em cada pormenor acima citado. Não é substituição, mas revelação do que Deus espera de cada um de nós – que O amemos acima de tudo, e que amemos ao nosso próximo como a nós mesmos. E esta a razão de a lei ser eterna, pois ela é o próprio Deus. Será que não conseguimos ver que cada princípio tem a ver com as duas tábuas da lei de Deus? Os quatro primeiros encerram a relação entre Deus e o homem; os seis restantes, entre o homem e o seu semelhante.
A lei de Deus não foi abolida nem alterada. Sua essência é a mesma desde quando saiu das mãos do Todo-Poderoso, e ela deve estar no interior do homem que é nascido dEle, assim como no Seu interior está. Sendo nós gerados de novo, trazemos a lei do Senhor dentro do nosso coração e escrita em nossa mente, obra do Espírito Santo, a fim de que a justiça da lei possa se cumprir em nós, “que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.Romanos 8:4. Porquanto está escrito: “Esta é a aliança que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos.Hebreus 10:16.
O princípio do governo de Deus é e sempre será o amor. Foi por amor que Ele deu o Seu Filho por nós; foi por amor que Cristo decidiu morrer por nós; foi por amor que Ele levou cativo o cativeiro, e libertou os espíritos das prisões; foi por amor que subiu aos Céus, a fim de preparar morada para os salvos; foi por amor que Ele enviou o Espírito Santo, com o propósito de nos tornarmos semelhantes a Ele; e por amor, Ele em breve virá nos buscar.
É digno de nota que o tempo do verbo de ambos os princípios da lei de Deus se iniciem com o verbo no futuro do indicativo – amarás. Foi acaso ou adrede? Não entendemos que o tempo verbal ali aplicado, nos traz uma lição valiosíssima? O verbo está no futuro porque é uma promessa, e toda promessa divina é condicionada à fé nEle depositada. É uma relação de dependência. É como se Deus estivesse a dizer: “Tu me dás o teu coração e como resultado, como sinal do que farei a ti, amarás ao Senhor teu Deus acima de todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo.”
Caro leitor, Deus te fará amá-Lo não somente por palavras, mas máxime por atos, em cada passo que deres, porquanto nenhuma palavra volta para Ele vazia sem que tenha cumprido o Seu propósito, contudo isso só ocorrerá em tua vida se deixares que Ele guie o teu viver. Se entregares a tua vida ao Salvador, se decidires viver uma vida que seja agradável ao Senhor, Ele te recriará e te concederá o Espírito Santo para que sejas um verdadeiro filho de Deus, disposto não só para amá-Lo de todo o teu coração, de toda a tua alma, e todo entendimento, como também para amar ao teu próximo como a ti mesmo. Aquele que te comprou com o Seu sangue, diz: “Torna-te para Mim, porque Eu te remi.Isaías 44:22. Volta para o seio do Pai que te aguarda dia após dia, com os Seus braços abertos prontos para te receber. A vitória está a tua espera!
Que Deus nos abençoe!


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