domingo, 26 de dezembro de 2010

AO IRMÃO GILSON!

Caro Irmão Gilson Medeiros, bom dia!

Quando Cristo predisse que um terremoto e uma evidente queda de estrelas anunciariam o tempo do fim, acha o Irmão que Satanás ficaria inerte e deixaria que a humanidade assistisse livremente tais sinais e assim cresse nas Escrituras? Claro que não. E por ser impostor, como sempre o foi, tratou de confundir a mente dos incautos com a contrafação da verdade. Com a permissão de Deus, Satanás pode muito bem manipular a natureza em prol dos seus desígnios. E assim ele agiu. Muitos terremotos circundaram aquele predito por Cristo e com isso conseguiu o diabo arrefecer a fé de milhões, pondo dúvida se era realmente uma profecia e qual dos acontecimentos era o cumprimento dela. Da mesma maneira se deu com o chuveiro de estrelas. E será assim até a vinda do nosso Salvador. A própria vinda de Cristo, Ellen White diz que ele tentará imitar, embalde. Para os que estudam o Sagrado Livro não haverá dificuldade em distinguir a verdade do erro. E por que existem tantas religiões? Não tem o mesmo fundamento – confundir? Satanás está por trás de movimentos sensacionalistas, que levam multidões ao falso arrependimento. Vivem por um momento num estado de glória e logo se vêem em trevas, desesperadas. Avivamentos nascem aqui e acolá por conta da emoção e dela tão-somente. E por que isso? Não precisamos nos convencer de que Satanás estuda as Escrituras, pois isso é mais claro que o cristal. Ele quer acompanhar todos os acontecimentos proféticos para tentar enganar até, se possível fora, os escolhidos. Assim, com um movimento aqui outro ali, sem a manifestação do Espírito Santo, ele tenta confundir a mente dos sinceros seguidores do evangelho para que não tomem conhecimento de uma verdade tão presente e por demais maravilhosa. Por que o evangelho tem o significado de boas-novas? Seriam essas boas-novas a mensagem do perdão de Deus? O perdão divino não nos confere poder, Irmão Gilson. Então o que consideraríamos ser boas-novas?
O que de fato nos anuncia o tema JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ? Paulo em Romanos nos ajuda bastante. "JUSTIFICADOS, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." Romanos 5:1. O que é ser justificado? Tornado justo. A Bíblia assevera que só há um Justo: Cristo. Tornar Deus um pecador em um homem justo, significa algo mais do que uma simples figura. Algo considerado, de fato, uma boa-nova. Paulo está nos dizendo que a promessa estabelecida em I João 1:9, será cumprida, pois Deus é fiel. Lembremo-nos que a fé só tem finalidade de existência se houver antes dela, uma promessa. Pois, em que ancorar a fé, se nada antes tenha sido prometido ou pronunciado? E vemos também que ao entrar a fé em ação, algo acontece. E não é natural, é sobrenatural, pois a fé foi criada com o fito de agarrar-se no IMPOSSÍVEL. Note que todas as vezes que foi necessária a intervenção da fé, um milagre aconteceu. E sem fé nada ocorre. Por que Elias precisou se deslocar para fora do arraial, para fora de Israel, a fim de ser alimentado por uma viúva pagã? Diríamos: por que Deus o determinou. Mas o que havia por trás dessa determinação divina? O Salvador nos responde: “Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome.” Lucas 4:25. No versículo 24 Ele nos esclarece: INCREDULIDADE. E quando proferiu tais palavras, os religiosos do Seu tempo se iraram contra Ele. E Paulo enfatiza a incredulidade como a principal causa da rejeição, por parte de Deus, quanto ao Seu povo como nação. A FALTA DE FÉ DESAGRADA A DEUS. Afasta-nos dEle. Paulo estava caminhando e viu um coxo de nascença, e diz a Escritura que ele fitou os olhos naquele homem e viu que ele TINHA FÉ PARA SER CURADO. Esta é a razão da cura. Ninguém recebia o dom divino se não fizesse uso da fé. A FÉ É A MÃO QUE AGARRA AS DÁDIVAS DE DEUS.
Voltemos ao assunto. Paulo em Romanos 5:1 está fazendo menção de um milagre. Veja: ele se refere a Cristo, em I Coríntios 15:45, como sendo o último Adão. Porquê? O primeiro Adão foi o começo da humanidade; o último Adão, Cristo, o recomeço. Um representa a obra da criação; o outro, da recriação. Quando Cristo disse a Nicodemos: “Necessário vos é nascer de novo.” João 3:7, Ele não estava falando de um faz-de-conta. Deus não é deus de faz-de-conta. O Salvador não estava falando por parábolas ou enigmas. Ele estava falando da obra da recriação de Deus. Como Cristo foi formado no ventre de Maria? Sabemos que foi o Espírito Santo que operou aquele milagre. E é da mesma obra que Jesus está falando, Irmão. Quando recorremos a Deus em busca de perdão, com o sincero desejo de abandonar o mau, Deus cumpre a promessa prevista em I João 1:9. Ali estão contidas duas bênçãos. Uma é o perdão dos nossos pecados. Todos eles são apagados, anulados. Somos vistos por Deus como se nunca houvéssemos pecado. A outra é o que precisamos, para viver uma vida santa e irrepreensível perante Ele e o mundo que nos cerca. Ele nos purifica. Noutras palavras: Ele nos torna puro como Cristo é puro. Instantaneamente recebemos o dom da justiça, o poder para vencer. Somos libertos do domínio do pecado. É por isso que Paulo diz: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Romanos 8:1.
O anjo disse a Maria que o nome do Redentor seria JESUS. E por qual azo? O anjo responde: “Porque Ele SALVARÁ O SEU POVO DOS PECADOS DELES.” Mateus 1:21. Livres do pecado, Cristo vem viver em nosso coração através do Espírito Santo, que é o penhor do novo nascimento. E assim o nosso viver será semelhante ao dEle próprio. “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar ASSIM COMO Ele andou.” I João 2:6. Andar COMO Cristo andou? E como Cristo andou? Guardando os mandamentos de Deus. Precisamos entender que Jesus só pode ser aceito por Deus como nosso Redentor, em virtude do Seu viver aqui na Terra ter satisfeito à santa lei de Deus. Se o Seu viver não fosse segundo o que requeria a lei, nós estaríamos perdidos. Sendo assim, um viver abaixo do modelo deixado por Cristo não é aceitável por Deus. E isso é possível, por um milagre operado por Deus. Salvar-nos do poder do pecado foi a principal razão da vinda de Cristo ao mundo, Irmão. Se assim não fosse ela teria sido em vão. Nascer de novo, portanto, é nascer de Deus, cuja operação é realizada pelo Espírito Santo. E São Pedro nos diz mais detalhadamente, Irmão Gilson, como ocorre: “SENDO DE NOVO GERADOS, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela PALAVRA DE DEUS, viva e que permanece para sempre.” I Pedro 1:23. Que semente corruptível é essa a que ele faz menção? São os gametas sexuais humanos, meu irmão. Pedro está nos dizendo que o novo nascimento não é uma obra da qual o humano participe, como ocorre na fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Deus quer operar um milagre. Transformar-nos de pecadores em homens santos, que se comprazem em andar seguindo as pegadas do Mestre. Homens cuja inclinação é para as coisas do Espírito, tão naturalmente como era a inclinação para as coisas da carne, antes do milagre. A única ferramenta humana imprescindível na realização desse milagre é tão-somente a FÉ. Eis a razão do tema ser: JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ. Sermos tornados justos por um milagre que Deus opera em nós, recriando-nos a Sua imagem, QUANDO CREMOS que o fará. Foi o que ocorreu com os efésios. “Em quem também vós estais, DEPOIS QUE OUVISTES A PALAVRA DA VERDADE, o EVANGELHO da vossa salvação; e, TENDO NELE TAMBÉM CRIDO, FOSTES SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO DA PROMESSA.” Efésios 1:13. Só recebemos o Espírito Santo quando nascemos de novo. Ele é quem nos enche de amor, elemento crucial para obedecermos aos mandamentos de Deus. “O cumprimento da lei É O AMOR.” Romanos 13:10. E o Espírito Santo é o veículo por onde o amor é derramado em nossos corações. Romanos 5:5. Confira. E por que acha o Irmão que Satanás não gosta desse tema? Por que ele sabe que se tal tema for bem compreendido, os que estiverem dispostos a crer no poder recriador de Deus serão livres do domínio do pecado, do seu domínio. Não serão robôs, pois o poder de escolha ainda existirá como nunca deixará de existir, havendo, portanto, a possibilidade de tal homem renascido desejar abandonar a vida da fé e voltar aos seus prazeres anteriores. Mas será uma decisão sua. Porém isso não impede, entrementes, do cumprimento da palavra do nosso Deus que diz, no Salmo 121:3: “Ele NÃO PERMITIRÁ que os teus pés vacilem.” Se caímos é porque Deus deixou de cumprir a Sua promessa, Irmão? Se Deus dissesse pro Irmão: “Gilson, Eu não permitirei que os teus pés vacilem!”, o irmão duvidaria de Sua palavra, como fez Pedro? Ou perguntaria: “Mas, Senhor, não sou eu um pecador?” Não importa o que somos, Irmão, importa o que Deus nos diz. E se Ele nos diz que nos transformará em homens capazes de vencer o pecado, mesmo em pensamento, é por que Ele tem poder para isso. Agora, o poder de Deus, em relação ao homem, sempre esteve limitado pela medida da nossa resposta. E essa resposta é chamada nas Escrituras de FÉ. Pedro afundou por que DUVIDOU da palavra que lhe foi dita por Cristo. Olhou para as circunstâncias. Se olharmos para nós, impediremos os nossos olhos de verem o que Deus pode fazer POR NÓS e EM NÓS. Por nós, apagando os nossos pecados; e em nós, transformando-nos em verdadeiros filhos de Deus. Homens e mulheres que vivem diante dEle sem cometer pecado. É possível sim, Irmão, viver uma vida isenta de pecado, em pleno 2010, mesmo em pensamento. Caso contrário, Pedro não diria tão clara e abertamente: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, NUNCA JAMAIS TROPEÇAREIS.” Será que Pedro não exagerou de propósito quando usou duas palavras sinônimas: NUNCA e JAMAIS?
A mensagem é muito forte, não é Irmão Gilson. Mas é o que Deus está propondo para nós, Irmão. Nossos esforços só são válidos após o novo nascimento. Devemos atender primeiro ao VINDE, e então, ao nos submetermos ao milagre do Espírito Santo, Ele nos GERA DE NOVO. O termo NOVA CRIATURA, de II Coríntios 5:17, soa melhor, agora, ao Irmão? Nascidos de novo, crescemos até a estatura de Cristo, alimentando-nos da Sua palavra, da oração e da pregação do evangelho, mantendo acesa a nossa fé nEle. Aqui, no processo da santificação, os nossos esforços são valiosos, pois colaboramos com o Espírito Santo na edificação de um caráter semelhante ao de Cristo, pois sem a santificação “NINGUÉM VERÁ O SENHOR”. Hebreus 12:14.
Cristo virá para buscar os que estão vivendo como Ele viveu. Só serão glorificados os que foram santificados. E só serão santificados os que provaram do novo nascimento - A OBRA RECRIADORA DE DEUS. As palavras de Cristo ainda ecoam: CRÊ SOMENTE!
Que Deus nos abençoe!
Irmão Edson.

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domingo, 12 de dezembro de 2010

A PROFECIA DE GÊNESIS 3:15


É verdade que já ouvimos inúmeras pregações não só sobre esta passagem, como tantas outras. "Porei INIMIZADE entre ti e a mulher, entre o teu descendente e o seu descendente. Este te ferira a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gênesis 3:15.
Muitas vezes lemos esta passagem e não percebemos a sua mensagem principal. Lembremo-nos que se trata da primeira profecia bíblica. Deus está asserindo aqui que Ele tomaria providências para que fosse erigido um muro - a INIMIZADE. O que isso tem a ver com o viver sem pecado?
Para que possas entender melhor, vamos sair do Gênesis e nos situarmos em Romanos 5:19 - Pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores. O pecado de Adão resultou na degeneração do caráter de Deus, não só nele, como também em todos os seus descendentes. Então, a sua natureza, agora decaída, não tinha forças para resistir a Satanás, ou seja, Adão ao desobedecer voluntariamente a uma ordem expressa de Deus, submeteu-se ao domínio do Diabo. E esse domínio, o Diabo teria sobre todos os descendentes de Adão. Os homens seriam escravos do pecado. Deus entra em cena para resgatar o homem. Estabelece os sacrifícios de animais inocentes, os quais simbolizavam o sacrifício substituinte de Seu Filho, no futuro. Satanás não compreendeu o significado daquele ritual. Ao menos, no princípio.
O que significa Cristo para a humanidade? Responderíamos: o Salvador, lógico! Mas esta não é uma resposta teologicamente plena, ela é mais que sucinta, ela é o fim. Precisamos entender seu começo. Adão foi o princípio da humanidade. Ele foi criado perfeito e detinha o caráter e a personalidade divinos. A imortalidade, entrementes, era-lhe condicional. Ele teria que passar pela prova. Sabemos do resultado. O que Deus pretendeu, portanto, ao anunciar o evangelho ao casal, escravo de Satanás? Oferecer-lhe uma segunda chance. A eles em particular? Não. A toda humanidade, pois o processo reprodutivo não seria estagnado. A terra se encheria dos humanos. Do casal foi requerida fé no Salvador vindouro, e sua decisão em aceitar o plano, permitiu a Deus agir em prol da raça caída.
Viajemos no tempo e assistamos o nascimento do menino Jesus. Houve festa nos corações dos que esperavam pelo cumprimento da profecia – a primeira vinda de Cristo. Qual o significado dela? A segunda chance para a humanidade. Como, assim, segunda chance? Em Cristo a humanidade teve novo começo. É como se tudo tivesse começado do zero. E assim foi pra Deus. E Satanás soube disso tempos depois, e por essa razão se empenhou em desqualificar Cristo quanto a Sua missão. Há alguma passagem bíblica que nos evidencie tal recomeço? Sim. I Coríntios 15:45. As Escrituras denominam Cristo como último Adão. Ele é o Recomeço.
Como é consabido, todos os descendentes de Adão sofreram a condenação do pecado. Nenhum ser humano poderia se libertar desse jugo de escravidão. Por esse azo, o nosso Salvador não poderia advir de modo similar, ou seja, gerado pela semente corruptível de Adão. Era necessário um milagre. Tal obra miraculosa, operada no ventre de Maria, foi realizada pelo poder do Espírito Santo. Malgrado Sua dupla natureza, Cristo era divino-humano, Ele teria que viver sob as mesmas condições de um ser humano normal. Noutro falar: Cristo teria que viver sob a dependência total do Pai celeste. Caso contrário, Ele não poderia ser o nosso Salvador. O próprio Satanás requereria isso. Cristo deveria ser posto na posição de Adão. NEle, a humanidade recomeçaria a sua existência. Existência? Sim. A humanidade morrera no jardim quando Adão transgrediu a ordem divina, lembras? Eis a principal razão do Sagrado Livro chamar Cristo de último Adão.
Depois de cumprida com êxito a Sua missão, Cristo subiu ao Pai para apresentar a Sua oferta propiciatória. Era necessário o crivo do Pai celeste, aprovando a Sua vida de obediência, à luz da Sua santa lei. O fato de haver Cristo aparecido aos discípulos, quando eles estavam trancados no cenáculo com medo dos judeus, era a prova de que Sua vida na Terra foi aceita como a obediência requerida pela Lei, quebrantada por Adão e seus descendentes. Sacrifício perfeito. Esta obra propiciava ao homem penitente, receber de Deus o que ele precisava para vencer – o dom da Justiça, possibilitando-lhe viver perante Deus tal qual Jesus viveu aqui na Terra. E como se daria isso? Por um milagre.
Lembremos que em Hebreus, São Paulo atribui a Cristo a autoria da fé, e Lhe acrescenta o titulo de Consumador da fé. O nosso Salvador proveu tudo que seria necessário para que o homem caído pudesse ser o que deveria ser: perfeito. A fé seria a parte que caberia ao homem desempenhar no plano da salvação. No trato de Deus com o homem, o milagre ocorre por interferência da fé. Ela precisa estar presente. Do contrário nada ocorre. Como dantes falei, todos os que foram curados por Cristo necessitaram exercer fé no Salvador. São Paulo diz em Hebreus 11:6 – “De fato, SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam.” Vê a importância da fé? Não é à toa que em Apocalipse ela é comparada ao ouro provado no fogo (Apocalipse 3:18).
Mas o que é fé? Falamos tanto em fé, mas não sabemos na verdade do que estamos falando, pois em quase todas as situações de prova, até fazemos menção dela, mas não a permitimos interagir. Temos nas Escrituras a sua definição: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” Hebreus 11:1. Esta é parte teórica. Eis Noé construindo a arca. Não chovia naquele tempo, o orvalho descia e regava a Terra. Segundo o mandamento de Deus, Noé passou cento e vinte anos pregando àquele povo rebelde, embalde. E para quê a arca, se não havia uma nuvem de chuva sequer? Noé ESTAVA CERTO de que iria chover e CONVICTO DO DILÚVIO UNIVERSAL. Percebes a parte prática aí? A fé tem sempre dois aspectos: um reside no nosso interior e o outro se manifesta em nossos atos. Assim, logicamente, a fé vem antes do milagre. É mister o passo firme da fé a fim de que o milagre ocorra. Sempre foi assim e sempre o será. Mas há ainda outro detalhe importante. Antes da fé, para que ela tem razão de ser, faz-se necessário a existência de uma promessa divina, pois a fé é a âncora da alma. Através dela firmamo-nos nas promessas de Deus. Então é assim – PROMESSA>FÉ>MILAGRE. Esse é o trio da salvação. Não existe salvação sem que a fé esteja cabalmente envolvida. Mais uma história: “Segunda vez foi Jesus a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. E havia ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. Ouvindo este que Jesus vinha da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele, e rogou-lhe que descesse, e curasse o seu filho, porque já estava à morte. Entäo Jesus lhe disse: Se näo virdes sinais e milagres, näo crereis. Disse-lhe o nobre: Senhor, desce, antes que meu filho morra. Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E O HOMEM CREU na palavra que Jesus lhe disse, E PARTIU. E descendo ele logo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe anunciaram, dizendo: O teu filho vive. Perguntou-lhes, pois, a que hora se achara melhor. E disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou. Entendeu, pois, o pai que era aquela hora a mesma em que Jesus lhe disse: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa.” São João 4:46-53. Ele creu e partiu. Partiu na certeza de que as palavras de Cristo se cumpririam na íntegra. Ele não duvidou de Sua promessa, e o milagre aconteceu. Não houve surpresa de sua parte quando lhe informaram sobre a restauração da saúde e da vida de seu filho, porque ele já sabia que assim seria. E o mesmo é exigido de nós. NÃO DEVEMOS COLOCAR UMA INTERROGAÇÃO ONDE DEUS PÔS UM PONTO FINAL. Devemos ouvir e atender a Sua voz: CRÊ SOMENTE. Acredito que agora, empós falarmos sobre a importância da fé e o seu papel fundamental na salvação, estejas pronto para entender o desfecho desta mensagem.
São Paulo, em sua carta aos Romanos, nos faz entender que nem todas os seres humanos são filhos de Deus. Ele afirma categoricamente que se vivermos segundo a carne morreremos. O que ele está a dizer com a expressão viver segundo a carne? Quem são os que vivem segundo a carne? Paulo mesmo nos encaminha para a resposta. Em Romanos 9:8 ele nos diz que “não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência”. E em I Coríntios 15:22, lemos “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” Vemos que existem duas famílias aqui: a da carne e a da promessa. A carnal nascida de Adão e a espiritual nascida de Cristo. Embora muitos não creiam, Paulo nos mostra explicitamente do versículo quinze até o vinte e três de Romanos 7, a experiência dos que ainda vivem na carne. É fácil considerarmos isso, pois em Romanos 8:8 ele testifica que “os que estão na carne NÃO PODEM agradar a Deus.” Não se trata de desejo, todavia de impossibilidade. É duro admitirmos isso, mas não há outra saída. Se vivemos num cai-levanta, se não apresentamos diante de Deus um caráter puro, se em nosso viver não satisfazemos a Sua santa lei, mesmo em pensamento, é uma prova inequívoca de que ainda estamos na carne. E se assim permanecermos não seremos salvos, estaremos entre os perdidos, independentemente dos dízimos devolvidos, dos cultos freqüentados, dos cargos que assumimos na igreja. Foi por isso que Cristo disse a Nicodemos que “aquele que não nascer de novo, NÃO PODE entrar no reino de Deus.”
Por que caminhamos para a morte, se estivermos na carne? Por causa dos frutos. Os frutos dos filhos de Adão são os descritos em Gálatas 5:19 a 21. Sobre eles pairam a condenação da lei – a morte. E porque os carnais não podem agradar a Deus? Pelo fato de serem escravos do pecado e, por conseguinte, escravos de Satanás. Os filhos da carne obedecem-lhe a voz. Por natureza, ainda que não queiram, eles são inimigos de Deus. São inimigos por não poderem obedecer a Deus e, sim, a Satanás. Para Deus não adiantará professar amá-Lo sem uma vida de obediência como é requerida por Sua lei. Não é o nosso desejo ou nossa boa intenção, que nos caracterizam como filhos de Deus, mas nossos atos. Nossos frutos ou atos manifestam se somos filhos de Deus ou filhos da carne. Se somos filhos da carne somos, em toda a essência, inimigos de Deus, pois “a inclinação da carne é INIMIZADE contra Deus, pois NÃO É SUJEITA À LEI DE DEUS, nem, em verdade, o pode ser.” Romanos 8:7. É por esse motivo que o apóstolo Paulo em Romanos 8:8 confirma sem vacilar que os filhos da carne sofrem a impossibilidade de agradar a Deus, ou seja, de obedecer aos Seus mandamentos.
Assim evocamos Gênesis 3:15. A promessa nele contida é “POREI INIMIZADE entre ti [Satanás] e a mulher [povo de Deus], entre a tua semente [filhos da carne] e o seu descendente [Cristo]. Este [Cristo] te [Satanás] ferirá a cabeça [na cruz do Calvário] e tu [Satanás] Lhe [Cristo] ferirás o calcanhar [através de Judas, efetuando a traição].” O que esta passagem tem a ver com a vida sem pecado? Penso eu que não preciso responder. Satanás sabia que o homem caído seria seu escravo, inimigo de Deus, não podendo obedecer a Sua lei. Satanás sabia que os frutos produzidos pelo homem, seu escravo, desagradariam ao Criador e lhe traria inevitavelmente a morte. A sentença POREI INIMIZADE era demais para ele compreender. Como o homem poderia ser liberto do seu domínio? Ser seu inimigo significaria ser amigo de Deus, estar do lado do Criador, não por palavras, mas máxime por uma vida de estrita obediência à santa lei da liberdade. Em Gênesis 3:15 Deus anteviu, por sua ubiqüidade, a eficácia do Seu plano mediante a pessoa de Cristo e isto representava uma geração de homens e mulheres, que pela fé, viveriam tal qual Seu filho viveu, pois Cristo mesmo viveria através deles por intermédio do Espírito Santo. São João assim declara: “E a todos QUANTOS O RECEBERAM deu-lhes o PODER de serem feitos FILHOS DE DEUS.”
Só poderemos ser filhos de Deus por um milagre realizado pelo Espírito Santo. Ele opera esse milagre em nós se tão somente crermos que tal milagre se realizará em nós. Parece simples, não é? Mas é. Tudo que precisamos fazer é ter fé. Lembras do trinômio [promessa-fé-milagre]? Era assim que se dava nas curas que Cristo operava. Os coxos, os surdos, os paralíticos, os leprosos não tiveram que fazer nada a não ser crer, crer que Sua palavra se cumpriria neles. E receberam a bênção. Não será diferente conosco. Romanos 5:17 diz que Deus quer nos dar o DOM DA JUSTIÇA. Justiça é o que a lei requer. Por assim dizer, Deus nos quer dar o poder para obedecê-Lo, quer nos dar JUSTIÇA.
Não percebemos que a investida do inimigo sobre Adão teve êxito, por conta da incredulidade? Não percebemos que Deus rejeitou Israel, como nação, por conta da incredulidade? Não percebemos que a viúva de Sarepta foi escolhida por Deus, por conta da incredulidade das viúvas de Israel? A fé é determinante. Viver sem pecar é demais para mim e para ti, para todos os homens, porém não para Deus. E esse é o objetivo principal da vinda de Cristo ao mundo. Pensemos em Abraão. Como se deu o nascimento de Isaque? De modo natural? Não. Quiçá muitos de nós não saibamos, mas o nascimento de Isaque teve a mesma natureza do nascimento de Cristo. Lede Gálatas 4:29. Ele não nasceu por força da união de gametas humanos. Isaque foi um milagre. Deus prometeu, Abraão creu, Isaque nasceu. Vê o trinômio em ação aqui?
Sim, tudo o que devemos fazer é crer na promessa de Deus. Lembra-te de que Ele é fiel e tem interesse em cumprir tal promessa em ti também, pois esta é a Sua vontade. Esforçarmo-nos para ter uma vida de pureza, antes de ter provado dessa experiência, o novo nascimento, é semelhante à luta da mosca para sair da teia de aranha – quanto mais se mexe mais se enrosca e se torna presa fácil para o adversário. Não temos que nos esforçar antes, temos que ir a Ele. Cristo não diz “Melhora a tua vida e depois vem!”, mas “Vinde [como estiveres]... e Eu vos aliviarei”. Nosso esforço é válido depois de nascermos, pois devemos cooperar com o Espírito Santo na edificação do novo caráter. E em que promessa devo crer inicialmente? Ela se encontra em I João 1:9 – “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” Tantas vezes lemos este versículo, mas não tivemos fé que Deus cumpriria a Sua promessa. Nesse verso Deus nos promete livrar-nos da culpa, apagando os nossos pecados, mas não somente isso. Somente o perdão dos pecados não nos habilita a viver uma vida de vitória. Entra, portanto, a segunda parte da promessa – NOS PURIFICAR DE TODA A INJUSTIÇA. Injustiça é pecado. Deus está prometendo nos purificar do que o pecado nos causou. O que ele nos causou? Destituiu-nos da imagem de Deus; tornou-nos escravos do Diabo. Deus está nos prometendo tornar-nos Seus filhos, com poder para Lhe obedecer como Cristo obedeceu. Esta é a promessa. Falta a nossa parte – . Se estivermos dispostos a Lhe obedecer, se formos a Ele sem reservas, com sinceridade de coração, misturados com a fé necessária, não sairemos de Sua presença sem a bênção. O que diz São Pedro a respeito disso? Leia atentamente: “Sendo DE NOVO GERADOS, não de semente corruptível, mas da incorruptível [como Isaque, como Cristo], PELA PALAVRA DE DEUS, viva, e que permanece para sempre.” I Pedro 1.23. Somos gerados de novo, e isso não é um faz-de-conta, é real porque Deus é real. Ele nos gera pelo mesmo poder que dava vida aos mortos, pelo mesmo poder que criou os mundos. Ele disse HAJA LUZ e HOUVE LUZ. Se creres, sem duvidar no coração, que Ele te gerará de novo, Ele fará de ti uma NOVA CRIATURA, o milagre será operado em ti como o foi em tantos quantos creram, sem duvidar. Pois foi a isso que se referiu São Paulo quando escreveu aos Efésios: “Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, DEPOIS QUE OUVISTES A PALAVRA DA VERDADE, O EVANGELHO DA VOSSA SALVAÇÃO; e, TENDO NELE TAMBÉM CRIDO, FOSTES SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO DA PROMESSA.” Capítulo 1, versículos 12 e 13.
Não é de admirar que Paulo tenha dito: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, ASSIM TAMBÉM ANDEMOS NÓS EM NOVIDADE DE VIDA... Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, E NÃO SIRVAMOS O PECADO COMO ESCRAVOS”. Romanos 4:4, 6.
A bênção te espera, caro amigo. Precisas crer que Deus não mudou nem o Seu poder enfraqueceu. De nossa geração Deus exige a mesma conduta que exigiu de Cristo quando esteve na Terra. Sua vida é o padrão moral requerido pelo Céu. Não podemos nos iludir de que poderemos entrar no Céu com um caráter defeituoso. Satanás está por trás da idéia de que só alcançaremos santidade quando Jesus voltar, porque ele sabe que se assim crermos perderemos a salvação. Ele teme que depositemos fé nas promessas de Deus, por isso trabalha sempre com a dúvida, e aponta para os nossos fracassos como prova de que é impossível guardar a lei de Deus. Ele sabe que o poder de Deus se manifestará em nós se crermos que o nosso Criador cumprirá o que prometeu, como fez Abraão que creu contra a esperança. A mesma fé é requerida por nós. Quando Cristo voltar levará os que tiveram esperança nEle, os que purificaram-se a si mesmos, COMO TAMBÉM Ele é puro. I João 3:3.
Meu desiderato é que Deus possa te fazer compreender essa maravilhosa mensagem, inspirando fé nas promessas do Salvador, erguendo-te da dúvida, criando em teu coração a determinação de buscá-Lo no intuito de receber o tão desejável e imprescindível DOM DA JUSTIÇA.
Que Deus te abençoe!

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sábado, 11 de dezembro de 2010

VIVER COMO CRISTO VIVEU!

Teremos que esperar até que Cristo venha, a fim de termos nosso caráter transformado? Teremos que esperar até que, na Sua vinda, possamos receber o poder de ter uma vida santa como requer a Sua santa lei? Se assim pensarmos, vivemos em perigo; perigo de perdermos nossa salvação, crendo que estamos salvos, pois quando Ele vier só os que foram santificados por Sua santa Palavra subirão aos céus, glorificados.
Precisamos entender que a salvação ocorre em três tempos na vida do cristão: 1. Na sua conversão ele é salvo da culpa do pecado; 2. Na sua nova experiência ele é salvo do domínio do pecado; aqui ele desenvolve, com o poder do Espírito Santo, um caráter santo, e; 3. Na vinda do Salvador, ele será salvo da maldição do pecado; será glorificado e preparado para habitar na presença do Criador em toda a Sua glória.
Mas parece que estamos mais propensos a crer que é mais fácil para Deus ressuscitar mortos do que habilitar o homem a viver uma vida tão santa quanta a que o Salvador demonstrou em Sua primeira vinda. Estamos sempre afirmando que o Mestre era de certa forma diferente de nós, ou seja, que Ele tinha determinada vantagem sobre nós. Entretanto, não percebemos que qualquer vantagem que Cristo tivesse sobre nós, tal fator seria suficiente para desqualificá-Lo como Salvador do homem, e o próprio Satanás alegaria isso em seu favor. Afirmar tal coisa é apresentar desculpas perante o Criador de uma experiência religiosa deficiente.
Mas em que a maioria dos professos cristãos fundamenta sua incredulidade de que não temos condições de viver uma vida santa, tal como é requerida pela santa Lei da Liberdade? Onde crêem que as Escrituras sustentam que só poderemos viver uma experiência constante e vitoriosa, sem o cai-levanta, apenas depois da segunda vinda do Salvador? Dentre tantas passagens, I João 1:8 e 10 são as mais citadas. Assim rezam tais passagens:

Verso 8: Se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.

Verso 10: Se dissermos que não temos pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

De relance parece haver repetição nessas passagens bíblicas, assim como ocorre em Provérbios 26:4 e 26:5. Lede. Qual o risco de tomarmos uma única passagem que seja, sem compararmos com outros textos, muitas vezes predecessores, consecutivos ou ambos os casos? A que atribuímos o surgimento de tantas religiões? Não é mormente a essa prática de se estabelecer comumente como verdade a uma passagem isolada? Que tal se comparássemos o que o apóstolo Paulo disse ao carcereiro “crê, e serás salvo, tu e a tua casa” com o que diz São Tiago “até os demônios crêem, e tremem”! Será o Diabo salvo por que crê? Carecemos entender as Escrituras como elas mesmas se discernem, pelo poder do Espírito Santo, quando por Ele clamamos no desiderato de cumprirmos a vontade de Deus. Um pouco aqui, um pouco ali, assim ensinam as Escrituras Sagradas.
O que, então, o apóstolo João nos quer revelar nas passagens bíblicas acima citadas? Não é o que evidentemente está escrito? Sim, se não compararmos às passagens que a elas antecedem e sucedem, pois a chave está nos versículos antecessores, especificamente. Devemos ter em mente que, sendo as Sagradas Letras cabalmente inspiradas pelo Espírito Santo, não é concebível haver entre elas antagonismo. Tem que haver comunhão de Gênesis ao Apocalipse.
Analisemos, a princípio, o que João quis asserir quando disse “Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis”. Parece conflitar com o que cremos, não é verdade? Pois fomos ensinados que não há condições de um homem, mesmo renovado, usufruir de uma vida sem pecado, até mesmo em pensamento. “Isso é impossível!”, afirmam alguns. Entretanto, quando a mulher adúltera estava a sós com o Salvador, ouviu dos Seus lábios: “Vá e NÃO PEQUES MAIS!” Não pecar mais? A mulher poderia Lhe perguntar: “Mestre, como poderei eu viver sem pecar?” Lembremos que João presenciou o fato, e ouviu tais palavras ditas por Jesus. Ele sabia que isso era possível, se crermos que o poder da Palavra de Deus se manifestará em nós. A medida da nossa fé é o que determina a realização de um milagre.
Para entendermos I João 1:8 é necessário lermos o versículo anterior. No verso 7, João nos apresenta a maravilhosa graça de vivermos na presença do Senhor, de vivermos na luz. Todavia, Ele realça que tal coisa só se torna possível mediante o sangue de Cristo derramado na cruz do Calvário. Mas alguém poderá aventurar em dizer: “Mas a minha vida é correta, tenho um caráter polido. Por que eu necessitaria de um Salvador?” E quantos hoje assim não se expressam! O que diria Paulo a tais pessoas? “Mas a Escritura encerrou TUDO debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada AOS CRENTES”. Gálatas 3:22. E outra vez: “Porque TODOS pecaram e destituídos estão DA GLÓRIA DE DEUS”. Romanos 3:23. E quanto a João, o que ele diria? “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” Eis o sentido das palavras de João, as quais comungam perfeitamente com as ditas por Paulo. Sim, ainda que o viver de um homem seja irrepreensível, sendo nascido de pais humanos, a condenação do pecado ainda pairaria sobre ele. Eis a razão do novo nascimento. O novo ser é gerado pela palavra viva e que é para sempre, mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo. Noutras palavras: nascer de novo é nascer de cima, ser recriado.
Faz-se necessário a todo ser vivente que vem ao mundo provar dessa experiência ou do contrário não entrará no reino de Deus, não gozará a vida eterna. Ele precisa ser RECRIADO. Mas ao ser recriado, o homem continua com sua velha natureza pendente para o pecado? A isso muitos confundem com o poder de escolha. O fato de um recém-nascido espiritual ter o poder de escolher desistir de sua jornada à Canaã celestial, muitos atribuem isso à natureza pecaminosa. Não conseguem entender que é tão natural para um carnal ter inclinação ao pecado quanto é natural para um espiritual, nascido de novo, ter inclinação para as coisas celestiais. O carnal é corrompido pelas concupiscências que há no mundo e por conta disso, caminha para a morte; o espiritual é santificado pela Palavra de Deus, através do Espírito Santo, que lhe concede vida e vida em abundância. Mas não significa que perdeu o seu livre arbítrio. Sua natureza foi transformada. Por ter sido recriado, Paulo o chama apropriadamente de NOVA CRIATURA.
São Paulo diz: “Estai, pois, firmes NA LIBERDADE com que Cristo nos libertou, e näo torneis a colocar-vos debaixo DO JUGO DA SERVIDÃO.” Gálatas 5:1. A que liberdade Paulo está se referindo? Não pode ser outra senão a do pecado, do domínio do pecado. Diletos irmãos, Cristo na cruz nos possibilitou vivermos uma vida santa sem pecado, pois é preciso, antes de Sua vinda, Seu povo estar se habilitando a viver no Céu, aqui mesmo neste mundo corrompido. A santificação começa aqui e não no Céu. Muitos que acreditam que a santificação só terá início quando Jesus voltar, serão confundidos na Sua vinda, serão rejeitados por Cristo. Paulo acrescenta: “Mas agora, LIBERTADOS DO PECADO, e FEITOS SERVOS DE DEUS, tendes O VOSSO FRUTO PARA SANTIFICAÇÃO, e por fim a vida eterna.” Romanos 6:22. Compara os dois versículos (Gálatas 5:1 com Romanos 6:22)! Fala de liberdade e de jugo de servidão. Antes servos do pecado, depois servos de Deus, cuja servidão é voluntária e por amor. E que fruto para santificação é esse senão a obediência requerida por Deus. A obediência cujo nível esteja abaixo do padrão deixado por Cristo não é aceitável por Deus, meus irmãos. E tal nível é possível ser alcançado se formos novamente gerados pelo Espírito Santo e por Ele guiados. É um milagre, pois naturalmente isso não é possível ser efetuado. Todavia, tal milagre só ocorre se estivermos dispostos a crer, crer sem duvidar, que Deus nos recriará assim como o fez com tantos, pelo mesmo poder que recriou paralíticos, leprosos, cegos, mudos e coxos. Todas essas curas têm o objetivo de nos fazer olhar para além das possibilidades, para o mundo do impossível, pois NÃO HÁ FÉ SE HÃO HOUVER O IMPOSSÍVEL.
É por essa razão crucial que João declara que se não assumirmos que somos pecadores não alcançaremos o perdão de Deus. Em seguida, João aponta a atitude a ser esboçada por aquele que se convence de que carece de um Salvador: a promessa divina prescrita em I João 1:9. Ela foi citada justo entre as duas passagens aparentemente conflitantes (I João 1:8 e 10). Empós apresentar o caminho, o remédio, mediante a promessa de Deus, João parece tornar a repetir a advertência anteriormente mencionada, mas há um detalhe que precisamos nos ater. É mister, entrementes, mencionar que será sempre louvável e de bom alvitre, utilizarmos uma gramática para compreendermos melhor as Escrituras Sagradas. I João 1:10 pode ser encontrado nas três versões abaixo, porém todas focalizam o mesmo fim, têm o mesmo significado, embora escritas diferentes. Vejamos:

1. Se dissermos que NÃO TEMOS (verbo auxiliar ter - presente) PECADO (verbo pecar - particípio), fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós;

2. Se dissermos que NÃO TEMOS (verbo auxiliar ter - presente) COMETIDO (verbo cometer - particípio) PECADO (substantivo), fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós;

3. Se dissermos que NÃO PECAMOS (verbo pecar – pretérito e não presente), fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

Nas duas primeiras encontramos o verbo PECAR auxiliado pelo verbo TER, assaz utilizado pela língua portuguesa como verbo auxiliar, como neste caso. O vocábulo PECADO, na verdade não é um substantivo, como muitos crêem, mas a conjugação do verbo pecar no particípio. Assim, para não perder o sentido e melhor esclarecer o que o apóstolo João está afirmando, surgiu outra versão com a inserção do verbo COMETER, adicionando-se o substantivo PECADO, pois o que se quer dizer é que se dissermos que não temos cometido pecado (indicando passado), fazemo-Lo mentiroso. Note: a Escritura não diz “nos fazemos mentirosos”, mas “fazemo-Lo mentiroso”. Fazemos a quem mentiroso? A resposta só pode ser Deus, pois qual é a sua promessa em I João 1:9? “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” Ou seja, Deus está afirmando nas Sagradas Letras que para sermos transformados, purificados, precisamos confessar os nossos pecados, e assim recebemos o Seu perdão e o poder de sermos feitos Seus filhos, livres do domínio do pecado. Daí se dissermos que não temos pecados para serem confessados, que não precisamos de transformação, chamamos a Deus de mentiroso e anulamos o sacrifício de Cristo. Este é o motivo da citação de I João 1:10. A errônea idéia de que João está afirmando que ainda pecamos depois de nascidos de Deus, vem da interpretação que se dá a terceira versão do versículo em referência (I João 1:10). Analisemo-la:
4. Se dissermos que NÃO PECAMOS (verbo pecar – pretérito, e não presente), fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

A conjugação do verbo pecar, falar, cantar, dentre outros de mesma raiz, na primeira pessoa do plural (nós) nos tempos presente e pretérito (passado), corresponde à mesma forma verbal. Eis a razão por que muitos se confundem com esta passagem, pois crêem que João esteja falando no presente, enquanto ele está falando no passado. A versão King James Version nos auxilia sobremodo nessa questão. Reza da seguinte forma: If we say that we HAVE NOT SINNED, we make him a liar, and his word is not in us. Percebamos que há dois verbos HAVE (presente) e SINNED (particípio), e não um verbo e um substantivo, como no versículo oito (8). E notemos também que o segundo verbo está no particípio, ou seja, garantindo que o segundo verbo teve sua ação confirmada no passado.
Faz alguma diferença ser presente ou passado no verso a que estamos aludindo? Claro. Se João estivesse dizendo no presente, aí, sim, o homem gerado de novo não seria liberto do domínio do pecado, viveria o conhecido cai-levanta dos cristãos hodiernos, porém ao ditar o verbo no passado, João está confirmando o cumprimento da promessa de I João 1:9 naquele que nasce de novo, que foi recriado, pois segundo suas próprias palavras “E QUALQUER que nele tem esta esperança PURIFICA-SE A SI MESMO, COMO TAMBÉM ELE É PURO.” I João 3:3. Veja a congruência dessas palavras com as de I João 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos PERDOAR OS PECADOS, e NOS PURIFICAR DE TODA A INJUSTIÇA.” São os dois atos recriadores de Deus. Purificando-nos de toda a injustiça (pecado), Deus inverte o que está escrito em Romanos 3:23, noutro falar, a Sua glória é restaurada em nós, pois essa glória é o Seu próprio caráter. Nesse momento dá-se início ao processo chamado SANTIFICAÇÃO que age somente sobre os que provaram o novo nascimento. Tal processo é o inverso de um outro – CORRUPÇÃO. Os que sofrem tal processo são os que não produzem os frutos contidos em Gálatas 5:22, os quais, mesmo dentro da igreja, mesmo sendo um ministro, encontram-se nas trevas, sem esperança e sem Deus no mundo.
Não devemos olvidar que foi Jesus Quem pronunciou “Haja luz”. E por que isso foi escrito? Apenas para sabermos que Ele é o Criador e como se deu a criação? Se o único propósito de Deus fosse esse, não teria o alcance pretendido. Precisamos enxergar, meus caros irmãos, que o objetivo mor da evidência do ato criador de Deus É GERAR FÉ nos seres caídos DE QUE ELE PODE RECRIAR TUDO NOVAMENTE. Quando Ele disse HAJA LUZ, a Bíblia nos diz que HOUVE LUZ. Seu poder ainda é o mesmo e o será para sempre. Ele é Deus. Não podemos mensurar o que Ele pode fazer. Sua palavra é lei. Eis o leproso em seu estado de putrefação. Por ouvir os fatos que enalteciam o poder do Filho de Deus, do Seu poder recriador, sua fé cresceu e ele creu que o Salvador, se quisesse, poderia Lhe restaurar a saúde e a vida. E correu aos pés de Cristo. CORREU CERTO DE QUE OBTERIA O FAVOR DO SALVADOR. O que aconteceu em seguida? Ele foi recriado. O mesmo poder que no princípio emanou dos lábios do nosso amado Criador, restaurou a vida daquele moribundo pecador.
São Pedro e São Judas comungam com a maravilhosa boa nova de que podemos e temos que viver uma vida de obediência tal qual a que Jesus viveu quando aqui esteve. Demonstrando como se dá o processo da santificação, São Pedro enumera sete passos nos quais deve empenhar-se aquele que foi recriado por Deus, e conclui: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, NUNCA JAMAIS TROPEÇAREIS. Nunca e jamais, irmãos, são sinônimos, todavia esses advérbios são empregados juntos quando se pretende enfatizar, robustecer o que se afirma. Judas no versículo 24 nos diz: “Ora, àquele que é poderoso PARA VOS GUARDAR DE TROPEÇAR, e apresentar-vos IRREPREENSÍVEIS, com alegria, PERANTE A SUA GLÓRIA.” Irrepreensíveis perante Deus, que sonda os corações? Seria ousadia de João ou estaria ele testificando de sua experiência cristã quando disse: “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que NO DIA DO JUÍZO tenhamos confiança; PORQUE, QUAL ELE É, SOMOS NÓS TAMBÉM NESTE MUNDO”?
Ninguém que tenha buscado ao Senhor por uma bênção restauradora foi atendido sem que um imprescindível elemento estivesse presente – a . A Escritura diz que ao passar Paulo por um coxo de nascença “fixando nele os olhos, e vendo QUE TINHA FÉ PARA SER CURADO”, efetuou um milagre e o coxo saltou e andou (Atos 14:9 e 10). O próprio São Paulo escreveu “É NECESSÁRIO que aquele que se APROXIMA de Deus, CREIA que Ele existe e que SE TORNA GALARDOADOR DOS QUE O BUSCAM” E São Tiago diz “peça-a (o que necessita a tua alma), porém, COM FÉ, EM NADA DUVIDANDO... NÃO PENSE TAL HOMEM QUE RECEBERÁ DE DEUS ALGUMA COISA.” E isso está relacionado com nossa salvação também, irmãos. Se não tivermos a fé suficiente para recebermos o batismo do Espírito Santo, que é o penhor do novo nascimento, não entraremos no descanso do Senhor, não seremos salvos.
Mas não há lugar para a angústia se achamos que nossa fé é raquítica a ponto de nos impedir de recebermos tal bênção. Deus nos apresenta a solução: “A FÉ VEM PELO OUVIR, E O OUVIR PELA PALAVRA DE DEUS.” Romanos 10:17. Estudando as Escrituras Sagradas e dela nos apoderando, ela gera fé em nós, a fé necessária para entrarmos na graça pela Porta – Cristo. Tudo Ele proveu para que possamos alcançar aquilo que Ele sabe que precisamos desesperadamente para passar da morte para a vida, pois Cristo assim nos diz “Aquele que não nascer de novo não PODE ver o reino de Deus.”
Que Deus nos abençoe!

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