sábado, 16 de outubro de 2010

A Mais Admirável Dádiva de Deus

Se pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Romanos 5:17.


Como harmonizar a minha vida com Deus? Esta é a mais importante de todas as perguntas. Sabemos que não somos o que devíamos ser. Lá bem no fundo do nosso coração há uma noção do certo e do errado que Deus dá a cada indivíduo. E à luz dessa noção, muita clara e forte nos que conhecem as Escrituras, a consciência nos diz freqüentemente: “Isto não está certo! O que fizeste é ofensivo ao Deus santo e justo que está no Céu”, ou na linguagem das Escrituras “O que fizeste é pecado!”. Esta é a condição de todos; ela nos vem do pai da raça. Quando Adão pecou desenvolveu-se nele uma natureza contrária a Deus, inimiga da justiça e retidão. Essa natureza, escrava do pecado, passou a todos os homens e leva todos a pecar. “O pendor da carne”, escreveu São Paulo, “é inimizade contra Deus, pois, não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo o pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Romanos 8:7 e 8.
Somos pecadores, estamos em rebelião contra Deus, e porque essa é a nossa condição temos sobre nós uma sentença de morte, caminhamos para a morte. O mesmo São Paulo escreveu “O salário do pecado é a morte.” Romanos 6:23. É impossível ao homem mudar essa condição: deixar de ser o que é. Aqui a educação e o esforço próprio nada valem. A educação ao passar dos anos, disse alguém, tão só aumentam o tamanho do egoísta, do avarento, do amante dos prazeres. É impossível também alcançar salvação pelas boas obras que pratiquemos. Esmolas, sacrifícios, esforço próprio para agradar a Deus não nos compram salvação. O bem da salvação, diz a Escritura, não vem de obras. Efésios 2:8 e 9.
Qual é, pois, a nossa esperança? Deus nos quer dar a salvação; quer nos dar novo começo. Ele nos dá novo começo no Seu Filho. “Se pela ofensa de um [Adão] e por meio de um só reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber: Jesus Cristo.” Romanos 5:17. Notemos: o apóstolo fala aqui do dom da justiça; dádiva, presente da justiça. Deus nos quer dar, presentear o que nos falta – justiça. Mas como é isso possível? Fecha Deus os olhos ao pecado e declara o culpado inocente? Não. Se o fizesse Ele comprometeria a estabilidade do Seu governo. Para poder salvar o homem Deus castigou, puniu o pecado. Puniu-o em Si mesmo, ou mais especificamente na pessoa do Seu Filho. ”O Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos.” Isaías 53:6. Cristo assumiu a nossa culpa; o Inocente se fez culpado, e recebeu o castigo que era nosso. “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:5. Tendo o pecado sido castigado em Cristo, tendo a justiça sido satisfeita, Deus pode agora estender perdão ao pecador arrependido que aceita o sacrifício de Seu Filho, como feito em seu favor. Deus considera a morte de Jesus como se fosse a do que crê no Salvador. Ele cancela a dívida, perdoa os seus pecados. Cumpre-se para com tal pecador a promessa da Escritura: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” I São João 1:9. Na Sua ação reabilitadora do homem, Deus faz uma obra completa; lança todos os nossos pecados nas profundezas do mar (Miquéias 7:19); afasta de nós as nossas transgressões quanto dista o oriente do ocidente (Salmo 103:12); apaga as nossas transgressões e dos nossos pecados não mais Se lembra (Isaías 43:25).
Deus não só apaga os pecados que cometemos, Ele põe a nosso crédito a perfeição de Seu Filho, a justiça de Cristo, e aparecemos diante dEle como se nunca houvéssemos pecado. A condenação desaparece. “Agora, pois”, escreveu São Paulo, “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Romanos 8:1. Ainda mais: Deus vai um passo além. Ele cria no homem uma nova mente; dá-lhe novo propósito, novo rumo, novo viver. “E, assim”, diz a Escritura, “se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas passaram, eis que se fizeram novas.” II Coríntios 5:17. Mediante o Espírito Santo, Cristo vem viver no coração, e a vida do crente torna-se mais e mais qual a vida do Seu Salvador. “Estou crucificado com Cristo”, escreveu São Paulo, aludindo a essa experiência, “logo, já não sou quem vive, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:19 e 20. Maravilhoso! A velha vida de pecado cessa; já não sou eu, pecador, quem vive, nova vida tem começo, a vida que Deus aprova, Cristo vive em mim.
Assim, o que Cristo fez na cruz possibilitou-nos passar da condição de pecadores, inimigos de Deus, para a condição de filhos; possibilitou-nos passar da morte para a vida. O excelente comentário da vida de Jesus, intitulado O Desejado de Todas as Nações, que recomendamos aos nossos leitores, diz: “Cristo foi tratado como nós merecíamos para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito; foi condenado por nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. Pelas Suas pisaduras fomos sarados.”
Que requer Deus da nossa parte para nos dar o inapreciável bem da salvação? Ele requer fé. Fé no Senhor Jesus Cristo como divino-humano Salvador do homem; fé em que o imaculável Filho de Deus assumiu os nossos pecados e expiou a nossa culpa, dando a Sua vida no lugar da nossa. Esta é a segurança que nos dão as Escrituras: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” São João 3:16.
Quão admirável, caros amigos, para nos dar o maior dos bens – perdão, salvação, vida eterna, Deus não exige pagamento, sacrifício, boas obras. Ele pede fé. Pede o que todos podem dar. Não que a fé tenha em si mesma virtude salvadora; Jesus Cristo é Quem salva, mas a fé se apropria dos Seus méritos.
Nas Escrituras a justiça de Cristo, ou o bem da salvação, de uma nova vida, é comparada a uma pérola de grande valor. Para possuí-la devemos preferir Cristo a tudo o mais, sobrepô-Lo a tudo o mais. São dEle mesmo as palavras: “o reino dos Céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas. E tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo que possuía e a comprou.” São Mateus 13:45 e 46. Embora a salvação não possa ser comprada, pois, como vimos, é dádiva de Deus alcançada pela fé, não obstante ela custa tudo o que o homem tem; tudo o que ele tem de mau. Para obtê-la devemos abrir mão de tudo que nos impede de receber Cristo, como fez São Paulo que disse: “Mas o que para mim era lucro”, a sua privilegiada posição no judaísmo, “isso considerei perda por causa de Cristo; sim, deveras considero tudo como perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, e ser achado nEle, não tendo justiça própria que procede da lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus baseada na fé.” Filipenses 3:7-9.
Amigo, quanto estás disposto a renunciar por Cristo? Renuncia a tudo e terás os infinitos bens do Céu; terás perdão e justificação e vida eterna.

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