quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nossa Origem e Nosso Destino

Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Efésios 2:10.

Tenciono com esta mensagem trazer a tua mente uma visão da nossa origem, do que nós somos e o que nos aguarda, nosso destino. Creio que tens conhecimento de algumas coisas relativas ao assunto, quiçá distinto do que te será proposto nestas entrelinhas. Destarte, aproveita, pois significam vida para ti.
Embora o tema seja ancorado no versículo acima, desejo recapitular alguns fatos, de modo que nada se perca e receba sua interpretação à luz da vontade de Deus. E como tudo deve ser iniciado pelo começo, contemplemos no primeiro capítulo de Gênesis, o nosso Criador trazendo à existência as coisas que não existiam. E no sexto dia de sua obra criadora, ele a coroa com a criação do homem, genericamente falando. Lemos: “E disse Deus: Façamos o homem à NOSSA IMAGEM, conforme a NOSSA SEMELHANÇA”. Gênesis 1:26. Propositalmente grifei as palavras inseridas no texto, a fim de nos debruçarmos um pouco sobre elas. Sendo Deus perfeito em Seu caráter e eterno por natureza, transmitiu ao homem criado, Suas próprias qualidades, entretanto, a eternidade seria condicionada a uma prova, onde o homem demonstraria se seria digno de recebê-la do Seu Criador, caso lograsse êxito. Por que Deus não concedeu ao homem tal atributo, sem a submissão a esta prova? Ele deveria escolher entre o bem e o mal, entre a obediência e a desobediência.
As Sagradas Escrituras nos falam de uma rebelião que ocorrera no Céu, muito antes da existência do homem. Lúcifer, o principal dos anjos, rebelou-se contra o Seu Criador. “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti”. Ezequiel 28:15. Em face de não se entender como o pecado surgiu no Céu numa criatura divinamente perfeita, tal incidente é chamado pelas Escrituras de ‘o mistério da iniqüidade’. No entanto, esse fato é uma prova inequívoca de que Deus não criou robôs. Tanto os anjos quanto os homens são seres totalmente livres para decidirem agir segundo o seu querer. Ninguém é forçado a nada.
As Escrituras nos falam de que Lúcifer foi expulso do Céu e lançado aqui na Terra. Assim está escrito: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. Isaías 14:12 a 14. E o apóstolo João narra em Apocalipse 12:7 a 9: “E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragäo, e batalhavam o dragäo e os seus anjos; mas näo prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragäo, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele”.
Aqui na Terra, Satanás intentou envolver e levar o homem a rebelar-se igualmente contra o Seu Criador. E em Gênesis vemos que infelizmente ele obteve êxito, trazendo com isso destruição e miséria ao mundo perfeito de Deus. Todo o planeta foi afetado. Cedendo o homem ao tentador, desobedecendo à ordem expressa de Deus, trouxe sobre si uma condenação: a morte. Além disso, em sua natureza foi introduzido um elemento totalmente estranho e infenso à vontade de Deus. O caráter do homem foi degenerado, tornando o homem escravo do pecado, escravo de Satanás.
De acordo com as Escrituras, o homem foi alienado de Deus. Não seria possível ao homem manter contato com o Seu Criador, pois está escrito: “Mas as vossas iniqüidades fazem separaçäo entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que näo vos ouça.” Isaías 59:2. Não fosse Cristo e estaríamos perdidos, pois o homem não pode sanar o débito contraído junto à lei de Deus. Lemos em Romanos 6:23: “Porque o salário do pecado é a morte”.
Sendo a lei de Deus, o Seu transunto, ninguém senão o próprio Deus poderia dar a vida em lugar do pecador, satisfazendo, assim, os reclamos de Sua santa lei. Para remediar esse problema, portanto, Cristo veio ao mundo para morrer no lugar da raça culpada. Os méritos de Seu sacrifício pagaram plenamente a nossa dívida, a dívida de todos os homens em todos os tempos. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. São João 3:16.
Muito embora, Cristo tenha morrido na cruz e tornado possível ao homem desfrutar novamente da vida eterna, crendo em Seu sacrifício expiatório, confiando sua vida ao Salvador, vivendo não mais para si mesmo, mas para Aquele que por ele morreu, os méritos de Seu sangue derramado não terão nenhuma serventia para nós, se não decidirmos entregar-Lhe nossa vida. Pois Ele mesmo disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. São Mateus. E mais: paira sobre nós, ainda, a sentença de morte. “Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem nEle crê não é julgado, mas o que não crê JÁ ESTÁ julgado, porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus”. São João 3:17 e 18.
Crer vai além do acreditar, vai além do assentimento intelectual, pois até os demônios crêem, e tremem (São Tiago 2:19), no entanto, não se salvarão. Crer significa entrega, entrega da nossa vida por Cristo, assim como Ele entregou a Sua vida por nós. Entregando nossa vida a Ele, arrependendo-nos do nosso viver errado, contrário ao Seu querer, Ele nos perdoa, por mais negros que sejam nossos pecados, por mais distantes que tenhamos estado de Sua presença. Não só perdoa, mas nos concede um novo viver, uma nova mente, um novo propósito. Somos transformados pelo Espírito Santo numa nova criatura que se compraz em fazer a Sua vontade contida nas Escrituras. Este é o presente que Deus nos quer dar, gratuitamente. Estando em Cristo, estamos seguros, pois nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Romanos 8:1.
Sem essa transformação, sem o novo nascimento, caminhamos para a morte. E a morte aqui não é a que estamos fadados, nós mortais, pois aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo. Hebreus 9:27. Esse juízo é que definirá o destino dos homens. “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”. São João 5:28 e 29.
Ocorrerão, portanto, duas ressurreições – a primeira será a dos justos, e a segunda, dos que não aceitaram Cristo quando em vida. O juízo a que se refere o versículo anterior, é a segunda morte, prevista em Romanos 6:23, já lida aqui. “Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo”’. Apocalipse 20:14. “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade [poder], pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. Apocalipse 20:6. “Quanto, porém, aos covardes, AOS INCRÉDULOS, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” Apocalipse 21:8.
Deus requer de nós tão-somente fé no Seu Filho, de modo que no dia de Sua vinda, que está mais próxima do que imaginamos, não sejamos confundidos, mas por Ele aceitos e levados para o Céu com Ele, consoante Sua promessa. O versículo temático nos diz que somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, efeitos da entrega sem reservas ao Salvador. Nossas boas obras não nos salvarão, uma vez que a salvação, é pela fé, não vem das obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:9. As boas obras do versículo do nosso tema são produzidas em nós pelo Espírito Santo, as quais Deus PREPAROU para que andássemos nelas. Não há salvação fora de Cristo, prezado Leitor.
Reflita sobre esta mensagem, por que Deus investiu todo o Seu amor e todo o Céu está comprometido com nossa salvação. Não há limites para o que Ele está disposto a fazer para que voltemos para Ele. Sua mensagem em Isaías 44:22 é: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para Mim, porque Eu te remi”. Ainda: “De longe o Senhor me apareceu, dizendo: pois que com amor eterno te amei, por isso com amorável benignidade te atraí”. Jeremias 31:3.
“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas...” Deuteronômio 30:19.
“Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração”. Hebreu 3:7 e 8. Leitor, não te demores a fazer a escolha certa. Hoje é o dia de voltar para o nosso Pai celestial; hoje quando temos a certeza da vida, a qual é passageira e incerta, podendo cessar em qualquer tempo; hoje quando Sua voz é sentida no nosso coração. O nosso Deus nos aguarda de braços abertos, desejando-nos ver ao longe que estamos indo na Sua direção, que estamos indo ao Seu encontro. Ele nos quer dar a vida eterna, e muito mais está a nos aguardar, pois as coisas que o olho näo viu, e o ouvido näo ouviu, e näo subiram ao coraçäo do homem, säo as que Deus preparou para os que o amam. I Coríntios 2:9.
Estarei orando por ti. Que Deus te abençoe!

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O DOM DA JUSTIÇA

Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Romanos 5:17.

Certamente este assunto terá um impacto em tua mente, não por ser algo novo, mas em face da palavra de Deus se discernir espiritualmente, pois, como no dizer de alguém, se o povo de Deus entender o que significa “justificação pela fé”, o diabo perderá o seu poder.
Deus tem me tocado a te falar sobre tal matéria, por perceber que muitos de nós não enxergamos o que está tão a nossa vista, tão perto de nós, tão ao nosso alcance. Espero ardentemente que o meu caro irmão aprecie esta mensagem.
Vamos nos debruçar sobre o versículo que sustenta o tema acima. Paulo nos fala dos que RECEBEM a abundância da graça e o dom da justiça. É desnecessário dizer, logicamente, que dom é uma dádiva imerecida e que graça é todo o amor divino canalizado nas mais diversas formas para ajudar o homem a se salvar. O termo justiça significa a vida perfeita do nosso Salvador, ou seja, a obediência de Cristo aos dez mandamentos de Deus, e por que não dizer, o Seu caráter.
Muito se tem falado que o homem tem duas naturezas e que devemos alimentar mais a uma que a outra. E para respaldar tal assertiva, os textos de Romanos 7:14 a 24 são assaz utilizados. Entretanto, não há base bíblica para isso. Ou temos uma natureza carnal ou a natureza espiritual. Mais adiante isso ficará mais claro pra ti.
Estamos lembrados que Jesus falou para Nicodemos que é necessário ao homem nascer de novo para que possa ter entrada no Céu, para que possa se salvar. Essa experiência é indispensável ao homem. E o que é o novo nascimento? O que, de fato, significa?
Empós Deus criar Adão, pôs diante dele uma prova para que ele recebesse a imortalidade, caso lograsse êxito. Sabemos do tétrico incidente histórico. Não fosse o plano de Deus e o homem teria o mesmo destino dos animais: a morte eterna. Esse constitui um dos motivos da vinda do Filho de Deus ao mundo: tornar possível ao homem desfrutar da eternidade.
Quando Cristo veio ao mundo a depravação moral era gritante, e habitou numa cidade de péssima reputação, pois Natanael referindo-se a Ele, disse daquele lugar “pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”.João 1:46. Assim para Cristo, diferentemente de Adão, ser-lhe-ia necessário ser submetido não a uma prova, mas a inúmeras, incontáveis, haja vista a condição em que o mundo se achava. Além do mais, Ele teria que sofrer a tentação de não usar o Seu poder criador em prol de Si mesmo, e isso era-lhe a pior de todas as tentações.
São Paulo chama Cristo em I Coríntios 15:45 de último Adão. Por que razão? Por que, em Cristo, Deus estava dando uma nova chance para a humanidade. Tendo Cristo obedecido à lei de Deus, aperfeiçoando um caráter perfeito, durante Sua passagem aqui na Terra, e morrido no lugar do homem, ressuscitou e com isto possibilitou ao homem novamente ter a chance de viver a eternidade; possibilitou ao homem ser imortal. A lei exige a morte do pecador e Cristo se fazendo pecador por nós, pagou a nossa dívida.
E onde entra o novo nascimento? Os homens que nasceram da carne, ou seja, do nascimento natural, esses provém de Adão. Esses são os que têm a natureza carnal. Essa natureza decaída de Adão foi transmitida a todos os seus descendentes, e o seu fim é a morte. Relativo a essa natureza é que São Paulo, em Romanos 7:14-24, descreve a sua experiência quando ainda não era convertido, quando era carnal. De fato, a lei é espiritual e sendo o homem carnal, nascido de Adão, é-lhe impossível obedecer à lei de Deus. Creio que agora entenderás a passagem: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, e isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado...”. É necessário, portanto, que o homem natural experimente o novo nascimento seja nascido de Deus, pela miraculosa obra do Espírito Santo, mediante a fé em Cristo. O homem precisa provir do último Adão, o Adão espiritual. E como se dá o novo nascimento? Pela água e pelo Espírito, disse Jesus a Nicodemos.
Quando o homem se arrepende de seus pecados, com sinceridade no coração, Deus cumpre Sua promessa escrita em I João 1:9 – “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”. Se Deus tão-somente perdoasse os nossos pecados, Seu evangelho não seria pleno. Assim, Deus não só perdoa, mas nos purifica de toda a injustiça. Noutras palavras, Deus nos purifica do que a nossa desobediência a Sua lei nos causou: o aviltamento, a degradação moral do nosso caráter, que nos levaria à morte, LIVRANDO-NOS DO PODER DO PECADO.
Em Daniel 9:24, a missão de Cristo foi predita. Ali está escrito que Ele viria para FAZER CESSAR a transgressão, DAR FIM aos pecados, para EXPIAR a iniqüidade, para TRAZER A JUSTIÇA ETERNA. Se o sacrifício de Cristo na cruz do calvário, não atendesse a esses requisitos, Sua obra seria imperfeita, incompleta. E precisamos crer nisso. Temos ouvido ao longo da nossa vida que só quando Cristo retornar é que poderemos desfrutar de uma vida sem pecado. Mas não é assim. Se assim fosse, o evangelho seria frágil e falho em seu objetivo. Cristo ao morrer na cruz, propiciou ao homem um novo elemento, e esse novo elemento é o Seu perfeito caráter, ao que as Escrituras chamam de justiça, como já vimos, o qual recebemos quando recebemos Cristo. Consoante a profecia, Ele não só perdoa, dá fim aos pecados, mas também confere ao pecador arrependido, uma mente nova, um novo coração, um novo rumo. A transformação que é operada pelo Espírito Santo nos FAZ CESSAR DE PECAR, pois somos novamente gerados. Isso é confirmado na primeira epístola de São Pedro, no capítulo 1, versículo 23. Lemos: “Sendo de novo gerados, não da semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”. A semente corruptível é a referência ao nosso nascimento natural, descendendo do primeiro Adão; a semente incorruptível refere-se ao novo nascimento, provindo de Deus, operado pelo Espírito Santo quando cremos no poder da palavra de Deus. Lembras como se deu a geração de Cristo no ventre de Maria? A mesma obra miraculosa é realizada em nós.
Deus no seu ato perdoador, pelo Espírito nos IMPUTA A JUSTIÇA de Cristo, e portanto, Ele nos vê como se nunca houvéssemos pecado, Ele nos vê justos. Creia nisso, meu caro leitor. Esse teu irmão que te escreve desfrutou desse novo nascimento, agora no início de maio, pela graça de Deus, bem como minha esposa, oito dias depois.
A isso se referiu São Paulo nas palavras: “estando plenamente convicto de que Ele era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça. E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, A NÓS QUE CREMOS naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.” Romanos 4:21 a 25.
Se pedirmos ao nosso Deus o Seu perdão e crermos, confiarmos que assim será, ou seja, que Ele nos transformará a Sua imagem naquele momento, somos transformados, consoante a nossa fé. Em Efésios 1:13, está escrito: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, TENDO NELE TAMBÉM CRIDO, FOSTES SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO DA PROMESSA”. É necessário crer, sem duvidar, pois de quem duvida está escrito: “não pense tal homem que do Senhor receberá alguma coisa”. São Tiago 1:6. É a isso que se chama JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ. Somos perdoados e vistos por Deus como justos, se crermos que Ele assim nos fará. E a serva do Senhor nos assegura que, nascidos de novo, Deus diz também de nós: Este é o meu filho amado em quem me comprazo. É preciso apenas crer.
Agora entenderás o que está escrito em São João 1:14: “Mas, a todos quantos O receberam, AOS QUE CRÊEM NO SEU NOME, DEU-LHES O PODER de serem feitos filhos de Deus”. E complementando esse versículo, lemos – “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” Romanos 8:14; “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.” Gálatas 3:26. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a DIVINA SEMENTE; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça [não peca] não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão” I João 3:9 e 10; “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e GUARDAMOS OS SEUS MANDAMENTOS. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” I João 5:2 a 4; “E ser achado nEle, não tendo como minha justiça a que vem da lei [nossos esforços], mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, A JUSTIÇA QUE VEM DE DEUS PELA FÉ.” Filipenses 3:9. Por essa razão, ao experimentar o novo nascimento, por crer que Cristo o transformaria, segundo o evangelho, Paulo pode dizer (agora entenderás): “E, assim, se alguém está em Cristo [nasceu de novo], é NOVA CRIATURA; as coisas antigas já passaram; EIS QUE SE FIZERAM NOVAS”. II Coríntios 5:17. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim;” Gálatas 2:20.
Ao homem nascido de novo Deus lhe concede uma nova mente, um novo propósito de vida, poder para obedecer todos os Seus mandamentos, novos horizontes. Por esta razão Paulo testificou – “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o PODER DE DEUS para a salvação de todo aquele que CRÊ...” Romanos 1:17.
Por esta razão Paulo nos diz que será necessária a fé para que nos seja imputada a justiça de Cristo, assim como foi com Abraão. E creia nisso, caro Irmão, creia. Pede a Deus que lhe conceda o novo nascimento e entenderás que Romanos 7:14 a 24 é a narração de Paulo quando ele não era convertido. Ele escreveu o livro de Romanos no intuito de explicar como se deu seu novo nascimento, descrito em Romanos, capítulo 8, e comparando sua nova vida com a antiga. Por isso que ele diz “graças a Deus por Jesus Cristo”no verso 25 de Romanos 7. Lembra que ele considerava Cristo um herege até encontrar-se com o Salvador na estrada de Damasco? Antes de conhecer Cristo, Paulo tentava inutilmente obedecer à lei de Deus. Entrando Cristo em sua vida, ele provou o novo nascimento, mas ele precisou decidir aceitar a Cristo, a Quem tanto perseguiu, como seu Salvador pessoal. Pondo sua fé nos ensinos de Cristo, Deus o transformou pelo poder do Espírito Santo, e ele se tornou uma nova criatura. Então, nascido de novo ele pode dizer – “Para que a justa exigência da lei SE CUMPRISSE em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:4. Agora de igual maneira entenderás que não há duas naturezas, pois temos uma ou outra. Se não nascemos de novo, paira sobre nós a dívida, por que ainda estamos na carne. E estando na carne, ainda que queiramos em nosso íntimo, não podemos obedecer ao nosso Deus. “Portanto os que estão na carne [os que não nasceram de novo], NÃO PODEM agradar a Deus”. Romanos 8:8. Necessitamos nascer de novo, sermos gerados pelo Espírito de Cristo, e assim vivermos segundo o Espírito. Aí a explicação de Romanos 8:1 – “Portanto, agora NENHUMA CONDENAÇÃO há para OS QUE ESTÃO em Cristo Jesus [nascidos de novo]”. Por que não há condenação? Por que a condenação prevista em Romanos 6:23 é para os que estão na carne, para os que ainda não nasceram de novo. Estes são os que vivem debaixo da lei, quer dizer, sob a condenação da lei. “Porque, assim como todos MORREM EM ADÃO, assim também todos SERÃO VIVIFICADOS EM CRISTO”. I Coríntios 15:22. É-lhes necessário nascer da água [batismo] e do Espírito [novo nascimento].
Assim, estando o homem em Cristo, aos olhos de Deus, perante Sua lei, ele é considerado justo pelo fato de ter-lhe sido imputada, pela fé, a justiça de Cristo, a Sua vida de obediência, como se nunca houvesse pecado. Creia nisso, pelo amor de Deus. Uma vida santa nos espera, aqui mesmo enquanto aguardamos Jesus voltar. Lembra das palavras de Cristo em São João 3:17 e 18: “Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele; QUEM NELE CRÊ NÃO É JULGADO, O QUE NÃO CRÊ JÁ ESTÁ JULGADO, PORQUANTO NÃO CRÊ NO NOME DO UNIGÊNITO FILHO DE DEUS”.
Nascido de novo o homem é educado pelo próprio Espírito de Cristo que moldará seu caráter passo a passo a Sua semelhança, através do estudo das Escrituras, fortalecendo sua fé, operando a sua salvação. Lembra-te: não temos que obedecer para sermos salvos, mas obedecemos por termos sido salvos. Ou seja, a obediência não é a causa da salvação, mas resultado dela. A essa educação na justiça, é que cabem as palavras de Paulo: “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, SE PELO ESPÍRITO MORTIFICARDES as obras do corpo, VIVEREIS.”. Romanos 8:13.
O que Jesus pretendeu no calvário, dentre tantas coisas, algo que me emociona bastante, é nos tornar semelhantes a Ele. Portanto, finalizo com as palavras de I São João 3:2:
Amados, AGORA, SOMOS FILHOS DE DEUS, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, SEREMOS SEMELHANTES A ELE, porque haveremos de vê-lo como Ele é.”.
Estarei orando por ti, meu caro irmão. E tenho certeza que buscarás de Deus esse precioso presente que está a tua espera. Basta crer.
Que Deus nos abençoe!

Obs: Os grifos existentes nos textos bíblicos foram por mim impostos para destacar a sua essência.

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