sábado, 29 de setembro de 2018

RESPOSTA A UM ANÔNIMO

Postagem em referênciaAs Duas Naturezas do Homem – Doutrina Divina ou Satânica?
Data da Publicação: terça-feira, 22 de maio de 2012

Pergunta: “Meu irmao como voce esplica esse verciculo "Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que nao pequeis; e, se alguem pecar, temos um advogado para com o pai, jesus cristo o justo 1jo 2.1 voce disse que o cristao nao peca A biblia diz que e mentiroso quem afirma isso 1 pe 1.8-10.” (SIC).


Prezado irmão, bom dia!
Eu poderia apresentar alguns textos sem me aprofundar e, assim, ratificar a mensagem do blog. Contudo, meu desejo é explanar o assunto, de modo que o irmão compreenda cabalmente o tema. Refutar será meramente um efeito, não o objeto desse artigo.
Inicialmente, pretendo afirmar que não é seguro estabelecer conclusões de textos isoladamente, levando em conta a séria advertência do apóstolo Pedro, em sua segunda carta (II Pedro 3:16). E é o que tem acontecido com os versos apresentados pelo irmão, que equivocadamente citou I Pedro 1:8-10. Cumpre-nos, se desejamos depreender as lições de I João 1:7-10 (necessário se faz incluir o verso 7), examinar o verso 6, dessa mesma carta. Vejamos.
Se dissermos que temos comunhão com Ele E ANDARMOS EM TREVAS, mentimos e não praticamos a verdade.” I João 1:6.
Perceba que mentir e não praticar a verdade são atos que estão associados ao fato de estar-se nas trevas, e não na luz. Aqui o apóstolo estabelece o que toda a Bíblia sedimenta em cada página, de Gênesis ao Apocalipse: só há dois mundos, só há duas atmosferas, só há dois ambientes: LUZ e TREVAS. Note o irmão que não é possível estar nos dois lados concomitantemente. É impossível. Ou estamos nas trevas, ou estamos na luz. E mais uma impossibilidade nos surge aqui: na luz não se admite, em hipótese alguma, a prática do pecado. João diz claramente que se temos comunhão com Ele, devemos andar sem transgredir Sua lei. Esse é o entendimento que extraímos também doutro verso que o apóstolo escreveu, que melhor explicita isso: “Aquele que diz que está nEle também deve andar COMO ELE ANDOU”. I João 2:6. Há um dever naquele que diz que está em Cristo ou que está na luz: andar como Cristo andou. Não são palavras minhas.
Muitos acham que o pronome pessoal ELE, no verso 6, esteja fazendo referência a Cristo, mas não é. Ali faz menção a Deus, o Pai. O intuito do apóstolo João foi enfatizar, tornar mais forte sua mensagem. Ele quis tornar patente como devemos agir se estivermos no mesmo ambiente em que o Todo-Poderoso Deus, Pai, está. E, então, ele nos traz o verso 7, o qual o irmão não incluiu na lista dos versos. São quatro versos (7,8,9 e 10) que formam dois grupos (7 e 8, 9 e 10), pois foram escritos para destinatários distintos, para situações extremamente diferentes.
Vamos, portanto, nos debruçarmos sobre esses dois grupos. Prima facie, analisemos os versos 7 e 8.
I João 1:7 e 8.
7 Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8 Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.”
Pense: qual o núcleo do verso 7? Na verdade, temos dois núcleos: o primeiro é ANDAR NA LUZ; o segundo, PURIFICAÇÃO. Guarde isso: a purificação é um processo relacionado com quem já foi perdoado, justificado. A salvação se dá em três fases: 1. Justificação; 2. Santificação; 3. Glorificação. Entramos na graça através da justificação, que consiste num milagre, porque independe do nosso esforço; é um ato exclusivo de Deus, por isso é um milagre. É um ato, não é um processo. Nessa fase, entramos tão somente com a nossa decisão. Aí, vem a santificação. Santificação, assim como a purificação, é um processo de transformação gradual. Ela é a consequência VISÍVEL da purificação, que é invisível. NÃO HÁ SANTIFICAÇÃO SEM PURIFICAÇÃO. Esta aperfeiçoa aquela, consoante II Coríntios 7:1. Na jornada do justo, a cada decisão perante o que lhe é revelado, sua mente é purificada e isso se refletirá através de seus atos, com a santificação. Então, constantemente ocorrerá a justificação, a purificação e a santificação. Diga-se de passagem, o parâmetro estabelecido pelo apóstolo, quanto à purificação, não foi aferido nos padrões humanos. Ele diz: E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, COMO TAMBÉM ELE É PURO.” I João 3:3. Parece altíssimo, não é? A purificação tem o condão de nos tornar mais e mais parecidos com Deus. Assim se expressou Salomão: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais ATÉ SER DIA PERFEITO.” Provérbios 4:18. Vê? O brilho é constante, e a finalidade é atingir a perfeição. Temos aí uma metáfora que se adéqua perfeitamente à narrativa de I João 1:7. A perfeição é Cristo, é Deus. O processo da salvação é exatamente este: tornar-nos “santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis”. Colossenses 1:22. E o apóstolo Paulo assere que essas qualidades devem primeiro ser apresentadas perante Deus. SANTO, IRREPREENSÍVEL E INCULPÁVEL. Existe espaço para algum vestígio de transgressão, seja no âmbito humano, seja no espiritual? Claro que não.
Você notou que não estamos falando do ímpio? Nossa intelecção está concentrada naquele que foi resgatado pela graça de Cristo e que está vivendo em Sua presença. Agora, preste atenção! Uma vez que estamos falando de purificação, não há como admitir que ela ocorra uma única vez ou que haja um limite para a sua consecução. E por que não? Por causa do seu objetivo: A PERFEIÇÃO. Já vimos isso. E a perfeição aqui mencionada é Cristo. Também já vimos isso. Somos levados a concluir que o processo da purificação é eterno, pois eterno é o caráter de Deus e de Seu Filho. Então, raciocine comigo: se a purificação é eterna, significa que sempre haverá dessemelhança entre o novo ser e o Seu Redentor que necessitará ser abandonada, renunciada consoante seu crescimento. Eis porque eu afirmei que sempre teremos a justificação, seguida da purificação e da santificação. Vou dar um exemplo bem simples, do nosso dia a dia. Assim, quando você passar pela situação hipotética, recordará desse nosso estudo. Imagine um homem que caminha numa rua escura. Um pouco a sua frente existe um poste de luz. Em sentido contrário, passa um veículo e borrifa lama em seu terno. Ele sabe que foi atingido pela lama, mas a escuridão não lhe permite enxergar as manchas. Porém, à medida que ele se aproxima do poste, as manchas vão se tornando visíveis, até que, alfim, esteja debaixo do poste e veja tudo com nitidez. É a essa experiência que se refere Provérbios 4:18. Em nossa jornada espiritual, de nós é exigida a decisão de renunciar cada pecado que praticávamos sem saber, mas que agora, passo a passo, tem sido revelado. Pediremos perdão, já que fomos despertados. Deus nos perdoará. E, assim, continuaremos crescendo. Não há progresso sem renúncia. Não há progresso se aninharmos o pecado que conhecemos. Davi não nos deixa dúvida sobre isso: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor NÃO ME OUVIRÁ”. Salmo 66:18. Sequer houve prática. O simples cortejo mental do pecado gera afastamento de Deus. “Abstende-vos de TODA FORMA DE MAL”, disse Paulo. I Tessalonicenses 5:22. Não se confunda: Deus não aceita que continuemos a praticar o mal que já nos foi revelado. Devemos abandoná-lo por completo.
Ora, se durante a purificação sempre haverá pecado oculto a ser revelado, e isso é incontestável, ninguém poderá afirmar que não tem mais pecado para ser purificado. Neste caso, a purificação perderia o seu sentido. Que fique bem claro: não estamos falando de pecado conhecido. O que já foi exposto, jaz abandonado. O progresso na vida cristã está umbilicalmente ligado a isso. Como o caráter de Deus é incomensurável, jamais a purificação terá fim. Daí, o apóstolo João consolidar veementemente que “se dissermos que não temos pecado (pecado desconhecido a ser revelado), enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”. Verso 8. O vocábulo pecado, nesse verso, não corresponde ao verbo PECAR, formando uma locução verbal com o verbo TER, mas um substantivo, e isso faz uma tremenda diferença, pois não está relacionado com algum pecado ANTES COMETIDO, mas com os pecados que ainda SERÃO revelados durante a jornada da santificação.
Dando continuidade, vamos nos ater aos versos 9 e 10 da carta do apóstolo João em epígrafe.
Diferentemente dos versos examinados, temos agora uma mensagem direcionada, não para seres justificados, que estão crescendo na graça, mas PARA OS ÍMPIOS, aqueles que ainda não tomaram a decisão de renderem suas almas a Cristo. Então, João aconselha: 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” I João 1:9 e 10.
É cediço que o único homem que não transgrediu os mandamentos de Deus foi Cristo. Portanto, todos os demais homens pecaram. Destituiríamos Cristo do título de salvador do mundo, caso alguém tivesse tido a condição de viver sem cometer pecado, SEM O SEU AUXÍLIO. O mesmo João havia escrito: “E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado...”. João 16:8. Essa missão é EXCLUSIVA DO ESPÍRITO SANTO. É Ele Quem nos convence de algo que fazemos, contrário à vontade de Deus. No verso 9, de I João 1, o apóstolo revela o amor de Deus e Sua disposição em nos receber se resolvermos entregar-Lhe o coração, confessando os nossos pecados. Como eu, você já deve ter ouvido alguém dizer algo do gênero, depois de lhe ter sido pregado o evangelho: graças a Deus eu não faço nada de errado. Minha vida é de casa pro trabalho, do trabalho pra casa. Para muitos, melhor é não admitir que precisa de Cristo, assim descarta a oportunidade de ouvir o evangelho. São justamente essas pessoas para as quais João escreveu João 1:10, NÃO PARA QUEM JÁ FOI SALVO E VIVE NA GRAÇA. Para aquele que diz que está na graça, a advertência é que ele não se ache plenamente perfeito, como se tivesse chegado ao topo da purificação, ou seja, isento inclusive dos pecados ocultos. Isso jamais ocorrerá, como já vimos. O aperfeiçoamento espiritual é eterno. Podemos afirmar, sem medo de errar, que podemos atingir a perfeição parcial (Filipenses 3:15), mas não a plena.
A confusão que muitos fazem no verso 10, de I João 1, ocorre por causa do tempo do verbo PECAR. Esse verbo, como alguns outros da primeira conjugação (AR), admite a mesma grafia para o presente do indicativo e para o pretérito perfeito. Se eu disser: NÓS PECAMOS, você não poderá asserir que foi agora ou ontem, analisando apenas a expressão pronunciada. Existe a possibilidade de ser um ato presente como um ato passado, entende? No verso em exame, o apóstolo não está dizendo o que aparenta ser, isto é, que nós pecamos aqui e acolá, esporádica ou constantemente, não. Definitivamente não. E como ter certeza disso? Como sabemos, o Novo Testamento foi escrito no Grego. O texto de I João 1:10, no grego, foi escrito em consonância com o tempo verbal aoristo indicativo. Esse idioma, diferentemente do nosso, não admite para o tempo pretérito perfeito e para o presente do indicativo a mesma grafia. Não existe essa coincidência. O tempo verbal que se reporta aos atos praticados no passado é o AORISTO INDICATIVO (equivalente ao nosso pretérito perfeito) e sua grafia não se confunde com a de nenhum outro tempo verbal. Portanto, consolidadamente aoristo indicativo é só e somente só PRETÉRITO PERFEITO e pronto. Então, de acordo com o Grego, temos: “se dissermos que NÃO TEMOS COMETIDO PECADO (no passado)...”. I João 1:10. E é assim que está escrito na Almeida Revista e Atualizada, exatamente para evitar essa confusão. Isso esclarece tudo, não é verdade? João está falando para aqueles que resistem ao chamado de Cristo, que alegam não ter necessidade de um salvador. Ora, se Deus categoriza que todos pecaram e que carecem da Sua glória, então, quem afirma que não cometeu pecado no passado, dispensando a confissão, mesmo depois de o Espírito Santo expor a pecha espiritual, está chamando Deus de mentiroso, está dizendo que Deus mentiu quando inspirou Seu apóstolo a escrever Romanos 3:23: “Porque TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.
Como se pode ver, nos dois primeiros versos (7 e 8) do livro em destaque, a afirmativa negativa parte do homem, por isso ele é tido como mentiroso, por se tratar de uma inverdade; nos versos seguintes (9 e 10), a afirmativa positiva é da parte de Deus, e o homem O faz passar por mentiroso, ao declarar o contrário.
Nas ensanchas, será de bom alvitre trazer à baila alguns versos que mostram que Deus exige dos que professam ser cristãos uma vida sem a transgressão de Sua lei ou, usando a frase pronunciada pelo saudoso Pastor Roberto Rabello, "UM VIVER SEM PECADO". Não nos resta nenhuma dúvida. O pecado conhecido não pode fazer parte de quem afirma ter sido transformado pelo Espírito Santo. E declino aqui alguns textos, não uma lista exaustiva, que ratificam essa minha assertiva: Êxodo 20:20; Salmo 4:4; Ezequiel 3:21; João 5:14; 8:11; I Coríntios 15:34; Efésios 4:26; I João 2:4; 3:6; 5:18.
Destaco dessas passagens:
Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus NÃO PECA...” I João 5:18.
Qualquer que permanece nEle NÃO PECA; qualquer que peca NÃO O VIU NEM O  CONHECEU.” I João 3:6.
Pergunte pra si mesmo: Cristo exigiria do paralítico algo que não lhe fosse possível realizar? Com certeza, não. Sua recomendação também é para nós, se afirmamos que estamos na graça: “Eis que JÁ ESTÁS SÃO; NÃO PEQUES MAIS...João 5:14. O que Paulo diria? “Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? DE MODO NENHUM!Romanos 6:15.
É possível cair depois de estar andando na luz? Sim, claro. O justo não perdeu a razão nem o poder de escolha quando foi transformado. Diante de uma tentação, ele poderá atender à voz do tentador ou não. E não podemos nos esquecer da existência do pecado involuntário. Está escrito: “Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e Eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando tu, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não virão em memória, mas o seu sangue da tua mão o requererei”. Ezequiel 3:20. Foi por tal motivo que João escreveu o verso 1, do capítulo 2, de sua primeira carta. Verso tantas vezes empregado para soterrar uma verdade sedimentada por Cristo e Seus seguidores. Ele disse SE, que representa possibilidade, não certeza. Noutra versão diz SE PORVENTURA, indicando uma possibilidade REMOTA de ocorrer.
Não procure os personagens bíblicos que provaram a queda; busque os que não provaram. Você os encontrará, e não são poucos. Os que caíram, sofreram sérias consequências, para que nós não venhamos a incorrer na mesma situação. E mais: eles se levantaram, e não se registram a seus respeitos QUEDAS ESPORÁDICAS. Por fim, pelo que disse João, segundo os textos abaixo, mentirosos são aqueles que proclamam ter sido salvos pela graça, e que vez ou outra transgridem a lei de Deus, mesmo em pensamento, através de pecados bastante conhecidos, sob a desculpa de que 'somos humanos e falhos'.
Se dissermos que temos comunhão com Ele e andarmos em trevas, MENTIMOS e não praticamos a verdade.” I João 1:6.
Aquele que diz: eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos É MENTIROSO, e nele não está a verdade.” I João 2:4.
Espero não haver mais dúvidas e ter contribuído para o crescimento espiritual do irmão. Lembre-se, está escrito:
Porque os que dantes conheceu, também os predestinou PARA SEREM CONFORMES À IMAGEM DE SEU FILHO, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” Romanos 8:29. Esse é o objetivo do evangelho.
Que Deus nos abençoe!

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Concupiscências Mundanas - Resposta

Concupiscências Mundanas

Comentário Anônimo
Ótimo esclarecimento para quem deseja viver sob os ensinamentos de Deus. 
Tenho uma crítica em relação ao texto. Claramente pode-se perceber o domínio da língua portuguesa pelo autor, mas acredito que a Palavra de Deus deva ser simples, para que alcance a todos.
Também gostaria de esclarecer uma dúvida: Se esporte aflora a concupiscência mundana pois estimula a prática das piores características humanas, os seguidores de Deus não podem realizar concursos públicos?
Adianto que respeito o seu ponto de vista, mas no meu humilde entendimento, concupiscência mundana se manifesta nos esportes de outras maneiras, como através da idolatria de ídolos, cobiça ao dinheiro e fama, festas mundanas, etc. e não através da prática deles em si. Creio que podemos competir, até porque todo dom do homem é dado por Deus, mas devemos nos abster de todo sentimento que está em desacordo com as Escrituras Sagradas. É possível competir sem enganar, sem trapacear, sem cobiçar o alheio, aceitar nossas derrotas e ficar feliz com a felicidade do próximo, porque se assim não fosse possível, nenhum humano conseguiria viver aqui e ser abençoado por Deus.
Particularmente não estimulo um torcedor de futebol a ser torcedor de futebol, não só pelas práticas mundanas cometidas nos estádios e afins, mas também pelas questões e interesses político-financeiros que envolvem o tema e historicamente evidenciam as artimanhas dos poderosos visando lucro próprio e pobreza da população (que nada mais é que a personificação de Satanás). 
Mesmo assim, discordo da sua visão porque somos humanos e fazemos coisas lícitas e estimuladas pelo Evangelho que não concebemos ver Jesus fazendo, como sexo entre uma esposa e seu marido. Jesus é o filho perfeito de Deus e é único. Jamais imaginaria ele jogando futebol, mas isso não torna a prática esportiva um pecado.
É evidente que a linha é tênue, mas encaro como uma prova divina manter-se no equilíbrio. Vaidade é pecado, luxúria é pecado, gula é pecado, mas pentear o cabelo não é, sexo entre marido e mulher não é, comer algumas bolachas com chá no café da manhã não é, pois não causam idolatria. O pecado surge quando uma prática se torna idolatria e assim acabamos por negligenciar a Deus. Obviamente não penso em Deus o tempo inteiro sem parar, até porque procuro um momento adequado e respeitoso para falar com Ele e não, por exemplo, quando faço minhas necessidades fisiológicas ou estou tendo intimidades com meu marido, porque acho que é o mínimo que devo fazer. O problema é quando coloco práticas e pensamentos na frente d'Ele. 
Agradeço pelas palavras e passagens bíblicas finais, elas me orientaram em como pedir pela luz de Deus a um irmão desorientado.

Resposta do Blog

Agradeço por sua participação.
Tenho aprendido com as observações que me são apresentadas. Aliás, obtém-se crescimento intelectual, ou aceitando uma nova ideia, ou aperfeiçoando a já estabelecida, empós uma reflexão sobre uma ideia contraposta.
Como eu replicaria os pontos que se mostraram conflitantes, embora outrossim eu respeite veementemente seu ponto de vista acerca do assunto? Vejamos.
“Também gostaria de esclarecer uma dúvida: Se esporte aflora a concupiscência mundana pois estimula a prática das piores características humanas, os seguidores de Deus não podem realizar concursos públicos?” Há uma gritante diferença entre o esporte, seja ele qual for, e o concurso público, qual seja: o próprio desiderato, ou seja, a própria concupiscência. Creio que já mencionei que os nossos vocábulos concupiscência, ambição, desejo, cobiça possuem praticamente a mesma raiz – EPITHUMIA. Como também já narrei, toda EPITHUMIA vem acompanhada de um adjetivo ou de uma locução adjetiva. Eis por que não devemos analisar tal palavra solta do seu contexto, porquanto seu sentido não é mau em si mesmo. O objeto em que recai a EPITHUMIA é a chave. É ele que a qualifica em boa ou má. No 10º mandamento não temos somente: NÃO COBIÇARÁS. Antes, é anunciado o que não se deve cobiçar. Corroborando com tal entendimento, o apóstolo Paulo nos diz: “ora, estas coisas nos foram feitas para exemplo, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.I Coríntios 10:6. Destaquemos: NÃO COBICEMOS AS COISAS MÁS. A concupiscência que nos move a fazer um concurso público não está relacionada ao dolo de vencer um oponente; o que se pretende é alcançar o valor mínimo estabelecido para aprovação. Não estaremos lutando para vencer um concorrente, mas para alcançar uma pontuação pré-estabelecida. Ou estaria eu condenando alguém ao fracasso, porque me empenho em meus estudos? O trabalho [lícito] é e sempre será uma bênção; ele vem de Deus. E há trabalho que exige legitimamente a realização de um concurso público. Não estou competindo com ninguém. O último lugar ou mesmo a reserva técnica me será agradável, desde que eu esteja entre os classificados. Quem não atingiu a pontuação requerida, não pode culpar quem atingiu. Essa responsabilidade recai sobre si mesmo. Nunca ouvi ninguém declarar para outro, por não ter obtido a aprovação: você me derrotou! E não é o que vemos numa prática desportiva. A concupiscência agregada ao futebol, ou qualquer outro esporte que o valha, manifesta-se de relance. E por quê? Porque há um cordão umbilical que os une. Ninguém precisa explicar para os concorrentes e torcedores que espírito eles precisam desenvolver ali, ainda que afastada a violência. Todos desejam voltar para suas casas com a vitória, e esta SÓ PODE ocorrer com a superação direta e voluntária do seu próximo, o que não acontece com o concurso público.
É possível competir sem enganar, sem trapacear, sem cobiçar o alheio, aceitar nossas derrotas e ficar feliz com a felicidade do próximo, porque se assim não fosse possível, nenhum humano conseguiria viver aqui e ser abençoado por Deus.” Irmã, quiçá lhe seja desconhecida a natureza da palavra COMPETIÇÃO. Ela nunca foi bem-vinda ao reino de Deus. Esse vocábulo não existia no céu, até um anjo se rebelar e decidir impô-lo aos seus demais conservos celestiais. Em Gálatas 5:20 encontramos a palavra ERITHEIA. Comumente ela é empregada para representar duas coisas: estímulo e rivalidade. Sinceramente eu nunca ouvi um sermão explicando essas duas palavras (epithumia e eritheia) nem a sua semântica no mundo cristão. EPITHUMIA e ERITHEIA são, na linguagem matemática, INCÓGNITAS. Ninguém comenta, muito pouco se sabe, e por tal azo, não há nenhum alerta, durante nossa jornada ao céu, sobre o uso daquilo que lhes representa neste mundo.
EMULAÇÃO.  A irmã já ouviu falar sobre esse termo? Se sim, está de parabéns, pois das pessoas que foram por mim inquiridas, acredite, 100% delas disseram não saber e/ou não recordam de tê-la ouvido ou lido. Isso é estarrecedor! Não a insipiência delas, mas o descompromisso dos seus líderes religiosos. E eles são os representantes do Grande Pastor! Afinal, estamos numa batalha ferocíssima! O jejum de 40 dias de Cristo é a prova disso. Por que tão severo preparo, se a luta não fosse tão séria e grave? A palavra EMULAÇÃO está escrita em Gálatas 5:20. Ela vem da palavra ERITHEIA. No verso retro citado, seu significado não é outro: competição, rivalidade, ambição EGOÍSTA. E o apóstolo adverte: “os que cometem tais coisas”, inclusa a ERITHEIA, “NÃO HERDARÃO o Reino de Deus.Gálatas 5:21. Insisto: nesse rol de obras infames está a ERITHEIA, ou melhor, a competição. Será que isso não está claro? Não há a mínima possibilidade, irmã, com todos os respeitos, de segregarmos a competição do engano, da trapaça, da superação, pois ela tem esse fim, irrefragável e primordialmente. Conseguiríamos um ou outro, mas não todos. E a mesma impossibilidade se estende para a tentativa de afastarmos a competição de um esporte qualquer. E infelizmente a semântica não permite a aplicação desse verbo sem a sua essência: RIVALIDADE. Não é aleatório que Deus decrete a incompatibilidade de Seu caráter com a ERITHEIA, no enunciado bíblico: “se alguém quiser ser O PRIMEIRO, será O DERRADEIRO de todos”. Marcos 9:35. Estaria esse princípio em comunhão com a competição? Por mais inocência que possamos atribuir ao seu significado, a resposta é desenganadamente NÃO. O futebol, como outro qualquer esporte, surgiu para fins da satisfação dos prazeres mundanos. E não é diferente hoje. Se a concupiscência mundana não fosse tão malévola, o apóstolo Pedro a ela não se referiria desta forma: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, QUE COMBATEM CONTRA A ALMA.I Pedro 2:11. E se alguém disser: “ah, mas ele está falando de concupiscência da carne...”, infelizmente demonstrará não saber do que está falando, pois não há concupiscência carnal sem a concupiscência mundana. Noutro falar: a concupiscência mundana e a concupiscência carnal são concêntricas. A primeira é o círculo maior; a segunda está contida na primeira. “Porque TUDO O QUE HÁ NO MUNDO, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E O MUNDO passa, e A SUA CONCUPISCÊNCIA...I João 2:16. Primeiro o apóstolo subdivide a concupiscência mundana, depois a generaliza. Outra pessoa poderia se manifestar: “irmão, ele está falando das concupiscências que combatem contra a alma, não de todas.” Indago: há alguma diferença entre as frases a seguir? 1. Abstenhai-vos das concupiscências carnais, QUE COMBATEM CONTRA A ALMA; 2. Abstenhai-vos das concupiscências carnais QUE COMBATEM CONTRA A ALMA. Parece bobagem, irmã, mas existe uma grande diferença entre elas, embora a aparência não revele. A vírgula posta depois da palavra “carnais”, na primeira frase, indica que se trata de uma oração adjetiva EXPLICATIVA; já a segunda, RESTRITIVA. A explicativa envolve TODOS da categoria mencionada, sem exceção; a restritiva, ela restringe, discrimina UMA PARTE do todo. O texto de I Pedro 2:11 contém a oração adjetiva EXPLICATIVA. Logo, o apóstolo arrolou TODAS as concupiscências da carne. Não restou uma sequer.
Quando dizemos: “se Jesus estivesse em nosso lugar, o que Ele faria?” Pare para refletir, irmã! O que se pretende realmente afirmar com essa indagação? Que Jesus poderia ser um motorista de caminhão? Ou um marido que pode ter relações com sua mulher? Ou algum presidente da república? Seria isso mesmo? Será que a lei de Deus sofre com alguma alteração social ou se vê incapaz de acompanhar a evolução sócio-cultural da humanidade? Deus nos concede em Seu livro instrução para tudo. Ele não é pego de surpresa. Não surgiu nada neste planeta que Seus mandamentos não o tenham alcançado.
Jesus não casou, porque o plano da salvação não incluía essa parte. Isso seria totalmente desnecessário, todavia se excluirmos Cristo desse cenário, Ele jamais poderia ser o segundo Adão. Jamais seria o modelo completo. Ele é o recomeço da humanidade. Ele assumiu o lugar de todos: motorista de caminhão, presidente da república, solteiros e casados. Se Ele foi chamado de modelo, como limitar o alcance dessa intenção? A palavra de Deus não deixa dúvida: “onde o pecado abundou, SUPERABUNDOU a graça.Romanos 5:20. Há algum pecado que não tenha sido aí referenciado? Claro que não. Então é possível, sim, eu fazer a pergunta “e se Cristo estivesse em meu lugar?” Minhas ações devem ser balizadas por Seu viver. E a relação sexual entre marido e mulher deixará de ser aferida por Deus? De modo algum. Nem toda relação sexual, só por estar no âmbito do casamento, é abençoada! E um homem ou uma mulher pode meditar sobre algum ato sexual ou um comportamento durante o mesmo, e perguntar a si mesmo se Cristo o praticaria ou não? Mais que evidente. Não é o ato em si, mas o princípio que o rege. Há pureza? Há santidade? Pense nisso!
O pecado surge quando uma prática se torna idolatria e assim acabamos por negligenciar a Deus. Como associar essa assertiva com o verso: tudo que não provém de fé é pecado, consoante Romanos 14:23? Para ficar mais compreensível a minha pergunta, trago à baila um episódio pitoresco. Davi resolveu levar a arca do Senhor de Geba para um lugar adequado. Uzá e Aiô, filhos do sacerdote Abinadabe, guiavam o carro novo. Aconteceu que os bois tropeçaram e a arca pendeu. Então, dizem as Escrituras Sagradas, que Uzá estendeu a mão e segurou a arca. E o texto sagrado prossegue: “Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus.II Samuel 6:7. Ora, teria sido uma atitude idolátrica a que foi esboçada por Uzá? Ele praticou alguma má ação?
Pense bem! Quando falamos em idolatria, podemos ignorar o dolo, a intenção? Certamente que não. O pecado tem um conceito bem mais simples, sem qualquer complexidade ou fórmula científica. Se o que fizermos, seja o que for, constituir DIFERENÇA DE CARÁTER em relação a Deus, isso é pecado. Noutro falar: o meu agir deve ser o agir de Deus. Compare esses versos: Tiago 2:9 e II Crônicas 19:7! Por que o apóstolo Tiago afirma que fazer acepção de pessoas é pecado? Porque Deus não pratica tal ato. Só por isso. E estamos falando do universo moral. Se Deus não faz acepção de pessoas, eu não posso fazê-lo; se Deus não pronuncia palavras torpes, eu não posso pronunciá-las, e assim por diante. E reitero: não nos prendamos a atos, simplesmente, mas sobretudo aos princípios que os regem. Deus quer ver o âmago desses atos, mas que sejam atos por Ele aprovados. Por exemplo: eu posso me decidir não fazer acepção de pessoas. Indago: essa abstinência agrada a Deus? A resposta que logo vem à mente é SIM, quando deveríamos responder: DEPENDE. Depende de quê? Da condição espiritual do adorador. É nele que Deus está interessado e não na oferta, pois esta é um fruto, tão somente. Em face da salvação alcançada em Cristo, Paulo elege a algo sem importância toda a sua conduta irrepreensível quando era fariseu. Assim, sua vida irrepreensível, rigorosa aos olhos de uma lei, não agradava a Deus, pois o apóstolo ainda não havia sido transformado por Deus. “TUDO o que não provém de fé É PECADO.Romanos 14:23. Entrementes, quando sofreu a transformação de caráter efetuada pelo Espírito Santo, Este passou a habitar no apóstolo, e daí por diante o viver do apóstolo era paulatinamente semelhante ao de Cristo. Agora, sim, seus atos são agradáveis a Deus, pois são frutos do Espírito Santo. Eis porque declarou: “e vivo, NÃO MAIS EU, mas Cristo vive em mim.Gálatas 2:20. O objetivo do evangelho é RECRIAR espiritualmente o homem pelo milagre da regeneração e da renovação promovida pelo Espírito Santo, para que, deste modo, Ele possa habitar no homem e, por Sua presença, Cristo fazer morada no seio da nova criatura. Os frutos, agora vistos nesse novo ser, não são mais os antigos, provenientes da sua vã maneira de viver, mas os frutos do Espírito Santo que nele habita. A vida dessa nova pessoa agrada a Deus.
“... devemos nos abster de todo sentimento que está em desacordo com as Escrituras Sagradas.” A emulação é um desses sentimentos dos quais devemos nos abster, irmã, porquanto está inelutavelmente em desacordo com as Escrituras Sagradas. Tal impulso psicológico é declarado por Deus como um atributo que não DEVE ser visto naquele que professa ser um seguidor Seu.
Obviamente não penso em Deus o tempo inteiro sem parar, até porque procuro um momento adequado e respeitoso para falar com Ele e não, por exemplo, quando faço minhas necessidades fisiológicas ou estou tendo intimidades com meu marido, porque acho que é o mínimo que devo fazer.
Irmã, veja estes versos: “Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, EM TEMPO ALGUM, nos desviemos delas.” Hebreus 2:1. “Tenho posto o SENHOR CONTINUAMENTE diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.Salmo 16:8. Então, não há folga pra ninguém, isto é, da hora que acordamos até dormirmos novamente, não há um espaço temporal sequer no qual possamos dizer que estamos livres da tentação.
Eis mais uma pergunta: em que momento devemos atender ao conselho do apóstolo Pedro, a saber, “sede sóbrios, VIGIAI, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”? I Pedro 5:8. E como devemos vigiar, irmã? Essas perguntas nos obrigam a refletir e amadurecer as ideias. Vamos ler o texto abaixo e dele extrair alguns ensinamentos:
REVESTI-VOS DE TODA A ARMADURA DE DEUS, para que possais estar firmes contra AS ASTUTAS CILADAS DO DIABO; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir NO DIA MAU e, havendo feito tudo, ficar firmes. ESTAI, POIS, FIRMES, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, ORANDO EM TODO TEMPO com toda oração e súplica no Espírito e VIGIANDO NISSO COM TODA PERSEVERANÇA e súplica por todos os santos...Efésios 6:11 a 18.
O que podemos aduzir com base no texto acima? Façamos as perguntas, então:
1.  Em que momento devemos nos revestir de toda a armadura de Deus?
2.  Sabendo que as astutas ciladas do diabo ocorrem no dia mau, conforme o verso, poderíamos antever esse dia?
3.  Durante quanto tempo devemos manter essa firmeza, levantada pelo apóstolo?
4.  A expressão EM TODO TEMPO constituiria a mesma ideia apresentada em I Tessalonicenses 5:17SEM CESSAR?
5.  A perseverante vigilância poderia ser dispensada em algum momento da nossa vida?
E o que dizer de Filipenses 4:8? Aqui está: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, NISSO PENSAI.” Há algum espaço vazio deixado pelo autor sagrado? Acredito que não. Quando deixamos de pensar? Noutra versão, diz: SEJA ISSO QUE OCUPE O VOSSO PENSAMENTO.
Será que nas ensanchas em que eu preciso atender às minhas necessidades o diabo não irá me assaltar com suas mais severas tentações? Deus sabe, irmã, que, pelo fato de eu precisar de Sua ajuda em momentos como esse, não é a mesma coisa de eu Lhe oferecer um culto, sem ter me asseado devidamente empós um congraçamento conjugal. Este culto não é por Ele aceito; aquela oração, sim.
“... mas acredito que a Palavra de Deus deva ser simples, para que alcance a todos.” A linguagem por mim empregada está longe de ser comparada com os escritos de Paulo. Não me reporto ao nível espiritual, não, mas ao grau de hermeticidade. O que escrevo está aquém disso. Contudo, o que diria Pedro, aludindo aos escritos do apóstolo dos gentios? Lemos: “Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, ENTRE AS QUAIS HÁ PONTOS DIFÍCEIS DE ENTENDER, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.II Pedro 3:14 a 16. O próprio Pedro achou que alguns escritos de Paulo eram difíceis de entender! Será que o Espírito Santo não sabia que os escritos de Paulo teriam essa característica? Claro que sim. E por que Ele não orientou o apóstolo a escrever de um modo mais simples, ao alcance de todos?
Existem passagens bíblicas que são distorcidas pela maioria devido à linguagem rebuscada, ao uso de figuras de linguagem, como hipérbato, zeugma, sínquise, anástrofe, silepse, etc.. O próprio Salvador empregava parábolas! Numa certa ocasião, Sua mensagem foi tão complexa que quase todos os Seus discípulos O deixaram. Então, qual seria o motivo? Este que está ocorrendo agora, irmã: O CONTATO. Não é para tornar o céu difícil que haja passagens bíblicas de compreensão obscura, mas para medir o interesse de cada um. Só quem recebia explicação das parábolas eram aqueles que tinham interesse em compreendê-las, buscando as respostas do próprio Mestre. “... o que BUSCA”, disse Cristo, “ENCONTRA.” Mateus 7:8.
Alguns que decidem estudar o Santo Livro, cedo desistem, afirmando que é muito complicada a linguagem bíblica; outros, forçam a interpretação de acordo com o seu parecer e caem na desgraça narrada pelo apóstolo Pedro; já outros, perseguem a resposta até achá-la; estes não descansam, salvo quando de Deus obtém a revelação.
Jesus é o filho perfeito de Deus e é único. Sobre esse tema, deixarei para uma outra oportunidade, uma vez que ele é extenso e carece de muito cuidado!
Espero ter contribuído, irmã!

Que Deus a abençoe ricamente!

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